6º Fórum Nacional de Museus começa dia 24 em Belém: confira os destaques

Peça gráfica para o Fórum Nacional de Museus 2014

Peça gráfica para o Fórum Nacional de Museus 2014

Entre os dias 24 e 28 de novembro, o Hangar – Centro de Convenções e Feiras da Amazônia, na cidade de Belém (PA), recebe centenas de participantes de todo o país para a 6ª edição do Fórum Nacional de Museus (FNM), que tem como tema Museus Criativos.

O FNM é realizado a cada dois anos pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). Nesta sexta edição conta com a parceria na realização da Secretaria de Economia Criativa (SEC) do Ministério da Cultura (MinC).

Conferências, painéis, minicursos, grupos de trabalho, apresentação de pesquisas, estudos de caso, reuniões paralelas, além de atividades culturais compõem a grade de atividades do 6º FNM. Confira a programação completa.

A edição 2014 traz ainda três destaques em sua programação: a realização da IV Teia da Memória, encontro nacional de Pontos de Memória e iniciativas de memória e museologia social, o Encontro do Programa Nacional de Educação Museal (PNEM) e a revisão do Plano Nacional Setorial de Museus (PNSM).

Nos dois primeiros dias (24 e 25) acontecem seis minicursos, todos tratando de temas relevantes para o setor de museus e ministrados por servidores do Ibram. Conheça quais são e quem ministra.

Conferências
De 24 a 26 estão programadas três conferências no 6º FNM. A primeira, na noite de abertura (24), chama-se Museus Criativos: experiências e práticas inovadoras nos museus, tendo como conferencistas Marcos André Rodrigues de Carvalho, secretário de Economia Criativa do MinC, e Angelo Oswaldo, presidente do Ibram. Convidados internacionais compõem as demais mesas.

A austríaca Ulrike Fallmann é uma das conferencistas

A austríaca Ulrike Fallmann é uma das conferencistas

Entre os dias 25 e 27, seis painéis sobre assuntos que dialogam com o tema Museus Criativos estão programados. Inovação, sustentabilidade e gestão de museus são alguns dos temas propostos: Saiba quais são os painéis.

Experiências regionais
A cada abertura de conferência ou de painel do FNM, haverá também, durante 15 a 30 minutos, a apresentação de casos da região Norte do país, que evidenciem boas práticas e experiências regionais envolvendo temas de interesse do setor. A iniciativa visa valorizar diversidade de ações da região que, pela primeira vez, recebe o Fórum Nacional de Museus.

Reuniões temáticas
Incorporadas à programação, entre os dias 24 e 26, acontecem dez reuniões temáticas voltadas para áreas específicas do setor de museus: Rede de Educadores em Museus, Comitê Gestor do Sistema Brasileiro de Museus, Sistemas de Museus, Conselho Consultivo do Patrimônio Museológico do Ibram, museus da Região Norte, Rede de Museus e Acervos de Arqueologia e Etnologia, Conselho Federal de Museologia, Conselho Internacional de Museus (Icom) Brasil, Comitê de Gestão do Ibram e diretores de museus Ibram.

Comunicações Coordenadas
49 trabalhos foram selecionados para apresentação durante o 6º Fórum Nacional de Museus. Resumos de pesquisas, relatos de experiência, em desenvolvimento ou já finalizadas, acadêmicos ou não, foram inscritos nas modalidades Apresentação Oral e Pôsteres. Veja os selecionados.

Encontros
Este ano será a primeira vez que a Teia da Memória integrará oficialmente a programação do Fórum Nacional de Museus. Em sua quarta edição, o encontro, dedicado às discussões relativas ao Programa Pontos de Memória, às iniciativas de memória e à museologia social, tem como objetivo proporcionar o intercâmbio, a reflexão e o debate acerca dos processos comunitários de memória que vêm se desenvolvendo no país. A programação está disponível para consulta.

Um dos manuais do Ibram que serão lançados em Belém

Um dos manuais produzidos pelo Ibram que será lançado em Belém

Já o Encontro do Programa Nacional de Educação Museal (PNEM), no dia 24 e 25, promoverá a síntese dos encontros regionais ocorridos ao longo de 2014 e a discussão dos encaminhamentos futuros do programa.

Será uma oportunidade de reunir os coordenadores dos Eixos Temáticos do PNEM, os representantes das Redes de Educadores de Museus, articuladores do programa e demais interessados em colaborar com as diretrizes que nortearão o campo de educação em museus no Brasil.

Revisão PNSM
O Plano Nacional Setorial de Museus (PNSM), conjunto de diretrizes que orientam o setor museal brasileiro, sendo resultado de ampla discussão durante o 4º FNM (2010), será revisado durante o Fórum 2014. Para tanto, foi elaborada uma metodologia de revisão e criados oito Grupos de Trabalho (GTs) que serão responsáveis pela sua aplicação. O resultado será apresentado na Plenária Final no dia 27 de novembro.

Eleição CNPC
Durante o 6º FNM haverá eleição para a formação de lista tríplice para escolha de titular e membro do setor de museus e memória para compor o plenário do Conselho Nacional de Políticas Culturais (CNPC).

Programação cultural
A 6ª edição do FNM contará com o lançamento de campanhas, projetos e diversas publicações de interesse para o setor de museus: saiba quais serão as novidades apresentadas pelo Ibram.

Salomão Habib apresenta-se na abertura oficial do 6º FNM

Salomão Habib apresenta-se na abertura oficial do 6º FNM

Na noite de abertura do evento (24), o violonista Salomão Habib faz uma apresentação especial. Nos outros dias, as culturas populares terão destaque com a apresentação da dança indígena Toré, os tambores do Coletivo Casa Preta e o tradicional ritmo do Pará – o carimbó, recentemente reconhecido pelo Ministério da Cultura como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil.

Também haverá a performance do artista Rafael Bandeira e a apresentação Lítero-Musical Memórias do Pompéu do grupo Abrapalavra.

No último dia do evento (28), após a Plenária Final do FNM, os participantes  visitam museus e instituições de memória de Belém. Há ainda uma mostra de artesanato local, com curadoria de Emanuel Franco, exposições e exibições de vídeos, e a presença de estandes institucionais e comerciais.

Detalhes da programação do Fórum Nacional de Museus 2014 está disponível no blogue fnm.museus.gov.br.

Texto: Ascom/Ibram
Imagens: Divulgação

Gestão é tema de encontros regionais do Programa Pontos de Memória

Teve início ontem (6), em Brasília (DF), a série de encontros regionais do Programa Pontos de Memória. O intuito é ampliar o debate sobre a gestão compartilhada e participativa do programa. As reuniões regionais são prévias ao encontro nacional, a Teia da Memória, que terá lugar nos dias 24 e 25 de novembro em Belém (PA), integrando a programação do 6º Fórum Nacional de Museus.

Na sede do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), o primeiro encontro reuniu representantes do Distrito Federal (DF), Goiás (GO) e Mato Grosso (MT), integrantes da Comissão Provisória de Gestão Participativa/Compartilhada do Programa Pontos de Memória, da comissão de organização da Teia da Memória, de representantes do Ibram e Ministério da Cultura (MinC).

encontro DF Pontos de Memória

DF recebeu o primeiro encontro regional dos Pontos de Memória

Na pauta dos encontros destacam-se as discussões sobre as etapas para a institucionalização do conselho de gestão do programa.

A recente aprovação da Lei Cultura Viva, e os decretos da Política Nacional de Participação Social  e do Marco Regulatório das Organizações da Sociedade Civil fez com que tais temas também fossem incluídos na grade de atividades, com o intuito de colocar os Pontos de Memória alinhados com as novas formas de participação social.

Calendário
Nos dias 9 e 10 de outubro, no Museu da Imagem e do Som do Ceará (CE), em Fortaleza, o encontro regional vai reunir Pontos de Memória e iniciativas de museologia social do estado, assim como do Rio Grande do Norte (RN). No dia 11 é a vez de São Paulo (SP) se reunir no Casarão do Pau Preto em Indaiatuba.

Ainda em outubro estão programados, com datas a confirmar, os encontros do Maranhão (MA) e Pará (PA); Pernambuco (PE); Minas Gerais (MG) e Espírito Santo (ES); Bahia (BA), Sergipe (SE) e Alagoas (AL); e Rio Grande do Sul (RS), Santa Catarina (SC) e Paraná (PR).

Em novembro, no dia 7, acontece o encontro do Rio de Janeiro (RJ). Para encerrar, entre os dias 10 e 15, toda a comissão provisória ser reúne em Brasília para fazer o balanço dos encontros regionais e proceder os encaminhamentos para a Teia da Memória. Outras questões sobre as atividades podem ser encaminhadas para o endereço eletrônico pontosdememoria@museus.gov.br.

Edital 2014
O Prêmio Pontos de Memória 2014, que recebe inscrições até 20 de novembro, irá selecionar e premiar 47 ações desenvolvidas por iniciativas de memória e museologia social, visando reconhecer, incentivar e fomentar a continuidade e sustentabilidade na perspectiva do programa. 44 devem ser ações desenvolvidas por grupos, povos e comunidades em âmbito nacional, e três ações desenvolvidas por brasileiros residentes no exterior, que se caracterizem por ações de registro e representação da sua memória. Saiba mais.

Texto e foto: Ascom/Ibram

Museus de Belém vão integrar programação do 6º FNM em novembro

Desde o dia 24, uma equipe do Ibram está em Belém (PA) ajustando a realização do 6º Fórum Nacional de Museus (FNM), que acontece entre os dias 24 e 28 de novembro com o tema Museus Criativos.

Encontros com o Sistema Integrado de Museus (SIM) do Pará, a coordenação do Curso de Museologia da Universidade Federal do estado (UFPA), a Companhia Paraense de Turismo (Paratur), o Memorial do Tribunal Regional do Trabalho da 8ª Região, entre outros parceiros institucionais e privados, tiveram como foco a infraestrutura do evento, a recepção de participantes e a montagem de atividades de programação.

Reunião ontem (25) no Museu de Arte Sacra de Belém. Na foto, a coordenadora do SIM, Camem Cal

Reunião ontem (25) no Museu de Arte Sacra de Belém. Ao fundo, a coordenadora do SIM Pará, Carmem Cal

A equipe também está realizando visitas técnicas a museus da cidade: Museu Goeldi, Museu de Arte de Belém, Museu de Arte Sacra do Pará e Museu do Estado do Pará.

A proposta é que os espaços possam sediam atividades da programação do Fórum Nacional de Museus, como minicursos e exposições. Existe a ainda a expectativa de outras adesões, como o do Museu do Tribunal de Justiça do Estado.

Artesanato e Teia da Memória
“Há um grande interesse local na realização de um encontro de museus da região Norte durante o FNM”, conta Ana Lourdes Costa, que integra a equipe do Ibram que está na capital paraense. “A razão principal é dar início à formação de redes que possibilitem uma maior articulação entre os estados”.

Lourdes lembra ainda que a realização do Encontro Regional do Programa Nacional de Educação Museal (PNEM) em Belém, durante o mês de outubro, servirá para mobilizar museus e educadores antes do fórum nacional. Saiba mais sobre o PNEM.

Hoje (26), última dia da equipe do Ibram no Pará, as reuniões giram em torno da organização de uma feira de artesanato com artistas locais, como forma de promover o trabalho dos artesãos para um público vindo de todas as regiões do Brasil. Ainda se encontram com a equipe do Ponto de Memória Terra Firme, tendo em vista que a Teia da Memória também acontecerá durante o 6º Fórum Nacional de Museus.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: CPGII/Ibram

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Teia Nacional da Memória é tema de encontros em Brasília

Duas reuniões de trabalho, nos dias 27 e 28, retomam o diálogo acerca da construção da programação da Teia Nacional da Memória, prevista para acontecer nos dois primeiros dias do 6º Fórum Nacional de Museus (FNM) – programado para os dias 24 e 28 de novembro, na cidade de Belém (PA).

Os membros da Comissão Provisória de Gestão Participativa e Compartilhada do Programa Pontos de Memória (Cogepaco) estarão na sede do Instituto Brasileiro de Museus, em Brasília (DF), no dia 27, para debater o tema da gestão participativa/compartilhada no âmbito do Programa Pontos de Memória, a relação com o Programa Cultura Viva e a nova Lei de Participação Social, e a possibilidade de inclusão destes temas na programação do FNM 2014.

Já a reunião com membros da Comissão da Teia da Memória, eleita no 5º Fórum Nacional de Museus (2012), ocorrerá no dia 28 de agosto, tendo como pauta a participação dos Pontos de Memória na programação do 6º Fórum Nacional de Museus e a atuação de seus representantes em painéis, grupos de trabalho e oficinas que compõem as atividades do encontro nacional do setor museal.

Texto: Divulgação Pontos de Memória

Teia da Memória 2010: Pontos de Memória vão integrar Programa Cultura Viva

Encontro fortalece representantes dos pontos de memória das cinco regiões do país
Seguindo o Museu Cortejo, unidos e embalados por canções e marchinhas de luta e alegria, os cerca de 40 participantes da Teia da Memória – representando 16 comunidades das cinco regiões do país, finalizaram o encontro, neste domingo, dois de março, percorrendo o Dragão do Mar, em Fortaleza – CE, levantando o estandarte de um futuro promissor rumo ao desejo e direito à memória atendidos com os pontos de memória. O evento não só proporcionou o compartilhamento de ideias, anseios, desafios e definição de estratégias, como também marcou, no primeiro dia (26), a parceria que o Instituto Brasileiro de Museus – Ibram vinha articulando desde o início do projeto com a Secretaria de Cidadania Cultural do Ministério da Cultura – SCC /MinC , para a integração dos Pontos de Memória ao Programa Cultura Viva, assegurando mecanismos de investimentos para o desenvolvimento da iniciativa e integração aos pontos de cultura. 

De acordo com a coordenadora da SCC – MinC, Jô Brandão, a proposta do Projeto Pontos de Memória, que vem apoiando comunidades que já realizam ações de memória , merece o apoio da secretaria por seguir a mesma linha de atuação dos pontos de cultura a partir da filosofia do “do-in” antropológico, introduzida pelo ex-ministro da Cultura Gilberto Gil.

“Desde a 1ª Teia da Memória, em 2009, em Salvador, percebemos essa interação com a proposta dos Pontos de Cultura. Desde então o Projeto Pontos de Memória está no nosso colo com todo cuidado, porque sabemos da importância da memória para o fortalecimento do processo de identidade das populações que não foram oficializadas pela história. Acredito que a melhor forma de apoio seja por meio de convênio, de forma que garanta o desenvolvimento dessa iniciativa”, diz.

A coordenadora de Museologia Social e Educação do Ibram, Marcelle Pereira, enfatizou o resultado positivo da parceria. “É uma alegria para o Ibram apoiar esta iniciativa de transformação social através da memória. A integração dos pontos de memória aos pontos de cultura é um avanço, uma conquista. Saímos daqui fortalecidos e com espírito multiplicador.”

O primeiro dia de encontro também contou com a apresentação da representante da Organização dos Estados Ibero-americanos – OEI, Cláudia Castro, e com palestra de um dos sócio-fundadores do Museu da Maré, no Rio de Janeiro, Antônio Carlos Vieira, que falou sobre a experiência do museu pautada no protagonismo comunitário.

Na ocasião, Antônio Carlos Vieira, conhecido como Carlinhos da Maré, convidou os participantes a refletir sobre o poder transformador da memória. “Falar de memória é falar da vida e do tempo. Memória são experiências vividas e também pode ser a construção do que não vivemos. Como pontos de memória podemos legitimar nossa história a partir da nossa perspectiva. Com o Museu da Maré, passamos do sentimento de vergonha para o sentimento de orgulho do lugar onde vivemos.” Ele também enfatizou que não há uma receita pronta para a criação de museu. “O museu deve ser considerado um processo vivo, que muda a cada dia, de acordo com o contexto.”

No segundo dia foi apresentado o leque de propostas de oficinas a serem oferecidas pelo Ibram e, em grupo, foram elaboradas as proposições apresentadas na plenária Teia das Ações e no Fórum Nacional dos Pontos de Cultura – FNPC. As propostas passam pela integração dos Pontos de Memória ao Programa Cultura Viva, respeitando suas especificidades e necessidades, garantindo-lhes mecanismos de financiamento e desenvolvimento, à criação de um grupo temático denominado “Memória e Museus” na instância do FNPC, para propor políticas públicas para o setor.

O terceiro dia de encontro foi marcado pela palestra sobre inventário participativo do coordenador de Patrimônio Museológico do Ibram, Cícero de Almeida. Segundo ele, o inventário deve lidar com as várias forças representativas da comunidade, em harmonia, e a participação tem de pressupor a capacidade de lidar com a diferença. “A participação é o grande foco deste projeto. Durante o inventário, o grande desafio é perceber a igualdade na diferença e a diferença na igualdade. O que selecionar? Selecionar é pensar no conjunto complexo de possibilidades em conjunto com a vida.”

Para finalizar, a Roda de Memória propiciou integração entre os representantes dos pontos, que puderam contar histórias da comunidade e falar sobre suas expectativas. “As pessoas estão perdendo as memórias do bairro. Mas acredito que este momento marca o começo de uma grande história, com diversas representações da comunidade se organizando pela mesma questão. O museu vai ajudar o Sítio Cercado, que só é lembrado como lugar de violência”, disse Palmira de Oliveira, do Museu de Periferia – MUPE, do Sítio Cercado, em Curitiba.

Livaldo Degásperi apresentou a proposta do Ponto de Memória da comunidade de São Pedro, no Espírito Santo, pautada na história de luta pelo território, registrada através das Ruas da Resistência, Conquista, Luta e União.

Representando o Ponto de Memória do Horto, no Rio de Janeiro, Emília de Souza levantou o conflito que a comunidade vem enfrentando pela permanência no bairro e o papel da memória nesse combate. “Sabemos que a memória é tão importante que os inimigos querem se apropriar dela. Ela é o nosso maior instrumento. A comunidade está coesa se apropriando da idéia do Museu de Percurso Vila do Horto.”

Viviane Rodrigues, moradora do Jacintinho, em Maceió – AL, disse que a memória pode ser considerada um canal de comunicação do território. “Temos um movimento jovem e estamos trabalhando para além do resgate da memória. Para nós, a memória é passagem de conhecimentos. E é assim que falaremos do nosso território e de nossa rede”. “Saio daqui mais fortalecida, com muita vontade de trabalhar e colocar nosso museu para funcionar”, disse Deuzâni Noleto, do Ponto de Memória da Estrutural, no Distrito Federal.

Da comunidade do Coque, em Recife, Rildo Fernandes, disse que o local onde mora é um ponto turístico que precisa ser revitalizado e ter a sua história contada. “Acredito que com o Museu do Mangue do Coque esse quadro vai mudar para o homem-caranguejo. Quem não sabe nadar e dançar não pode viver no coque,” finalizou com aplauso do grupo.

Pontos de Memória – O Ibram acredita que o direito à memória precisa ser conquistado, mantido e exercido como direito de cidadania, como direito que precisa ser democratizado e comunicado entre os diferentes grupos sociais existentes no Brasil. É por esse direito e luta que está desenvolvendo o Projeto Pontos de Memória – resultado de parceria com o Programa Mais Cultura e, agora, com a Secretaria de Cidadania Cultural , do Ministério da Cultura, o Programa Nacional de Segurança com Cidadania – Pronasci, do Ministério da Justiça, e a Organização dos Estados Ibero-americanos.

O projeto vem apoiando ações de memória em comunidades de todo o Brasil. Estão em fase de consolidação 12 Pontos de Memória, situados em comunidades populares nas cidades de Belém- PA, Belo Horizonte – MG, Brasília – DF, Curitiba – PR, Fortaleza – CE, Maceió – AL, Porto Alegre – RS, Recife – PE, Rio de Janeiro, Salvador – BA, São Paulo – SP, Vitória – ES.

Também estão em desenvolvimento, com apoio do Ibram, iniciativas comunitárias a partir de realização de oficinas temáticas e consultorias técnicas e grupos envolvidos nas ações de preservação da memória local. Como exemplo de tais iniciativas, destacamos o Ecomuseu da Amazônia (Belém – PA), os Museus Sankofa da Rocinha e Vila do Horto (Rio de Janeiro – RJ) e o Museu Vivo do São Bento (Duque de Caxias – RJ).

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