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Entrevista: Antonio Carlos Oliveira, meteorologista e museólogo do MNBA

O meteorologista e museólogo Antonio Carlos Oliveira fala aos participantes do seminário-oficina “Gestão de Riscos do Clima para Acervos Musealizados”, no Rio de Janeiro (RJ).

O meteorologista e museólogo Antonio Carlos Oliveira fala aos participantes do seminário-oficina Gestão de Riscos do Clima para Acervos Musealizados no Rio de Janeiro (RJ)

Meteorologista vinculado à Infraero, o também museólogo Antonio Carlos Oliveira atua, desde 2014, junto ao Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), no Rio de Janeiro (RJ), para onde foi cedido com um objetivo específico: desenvolver solução tecnológica que permita reunir e utilizar informações meteorológicas para proteger a estrutura física de museus brasileiros e seus acervos.

Ao lado do químico José Luiz Pedersoli Jr., também atuante na área da conservação do patrimônio cultural, Oliveira está à frente do seminário-oficina Gestão de Riscos do Clima para Acervos Musealizados – realizado no MNBA, entre os dias 21 e 25 de novembro, por iniciativa do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), no âmbito do Programa para a Gestão de Risco ao Patrimônio Musealizado Brasileiro.

Criador de ferramenta inédita no âmbito da prevenção de riscos climáticos aos acervos brasileiros e aos prédios que os abrigam, o meteorologista e museólogo respondeu, durante o evento, a algumas perguntas feitas pela Assessoria de Comunicação do Ibram.

O que é o sistema informatizado e integrado que você desenvolveu e o que ele oferece?

A ferramenta tem como objetivo monitorar o clima interno e externo dos museus da rede Ibram para análise de risco ambiental e preservação de seus acervos. Ela oferece modelos de simulação de cenários que permitem combinar as variáveis do clima externo e clima interno para diagnosticar o grau de risco ambiental de forma contínua e informar aos respectivos responsáveis, em cada caso, qual a melhor conduta a ter com seu acervo.

Como a ferramenta vai gerar dados sobre clima externo e interno de todos os 30 museus da rede Ibram?

Para traçar cenários quanto ao clima externo, a plataforma vai agregar dados, atualizados de forma contínua, oferecidos por bases de dados online públicas e confiáveis disponíveis para a população brasileira, de órgãos como o Ministério da Agricultura, o Ministério da Ciência e Tecnologia e o Ministério das Minas e Energia, que a área da Cultura nunca utilizou com esta finalidade.

Para o monitoramento quanto ao clima interno de cada museu, estamos distribuindo a cada museu da rede Ibram, durante este seminário-oficina, um aparelho termohigrômetro, com capacidade expansível para mais 30 pontos de medição em cada museu, que medirá a temperatura e umidade de cada ambiente e serão todos conectados a uma rede única, que poderá ser acompanhada pela gestão central do Ibram.

Que desdobramentos isso terá para a gestão de risco ambiental aos acervos musealizados?

O monitoramento dos ambientes de todos os museus da rede Ibram, que estão distribuídos pelas diversas regiões brasileiras, permitirá a produção de simulações digitais de cenários e a elaboração de protocolos de alerta. As informações reunidas sobre risco ambiental interno e externo também tornariam o Ibram mais preparado, por exemplo, para se pronunciar quando da elaboração de Estudos de Impacto de Vizinhança para obras realizadas no entorno de seus museus.

O sistema também vai permitir catalogar sinistros e observar a distribuição e frequência dos eventos, tornando possível a prevenção de problemas específicos em cada local. A ferramenta também poderá ser útil para o intercâmbio de acervos entre museus, permitindo compatibilizar a temperatura e umidade adequada a cada bem cultural de cada região. De forma geral, ela vai permitir um mapeamento das condições de guarda de cada acervo e possibilitar que se garanta a sua estabilidade.

Qual a previsão para a entrada desta rede integrada em atividade?

Com a realização deste seminário-oficina e a distribuição doas higrômetros para cada museu, teremos condições de colocar o sistema em funcionamento no começo de 2017. A perspectiva é de que, através de parcerias, esta ferramenta inédita possa depois se expandir para outros museus públicos e privados brasileiros, e mesmo exportada para uso internacional.

Foto: Ascom/Ibram

Exposição no MNBA comemora os 200 anos da Escola de Belas Artes no Rio

O Museu Nacional de Belas Artes (MNBA/Ibram), no Rio de Janeiro (RJ), inaugura nesta quinta-feira (10), às 18h, a exposição Escola de Belas Artes: 1816-2016. Duzentos anos construindo a arte brasileira. 

Menino de Brodósqui, 1951 - Cândido Portinari

Menino de Brodósqui, 1951 – Cândido Portinari

A mostra faz um recorte da produção artística da instituição que formou – e ainda forma – centenas de artistas das mais diferentes gerações da arte brasileira.

Segundo a curadora da exposição, Angela Ancora da Luz, que dirigiu a EBA entre os anos de 2002 e 2010, “a presença da escola no contexto da sociedade brasileira revelou sua identidade por aspectos pouco conhecidos, mas de grande interesse social e político, além de seu princípio norteador fundamental: o ensino artístico”.

O eixo curatorial enfatizou a Escola de Belas Artes como instituição que mantém e preserva uma preocupação social, política e intelectual das diferenças individuais, o que não impede a formação de um corpo e de uma ‘identidade’. Buscou-se evidenciar as diferenças e afinidades em desenhos, gravuras, pinturas, esculturas, instalações, vídeos e performances.

De escola a museu
Criada por Decreto Real em 12 de agosto de 1816, a primeira sede da Escola de Belas Artes foi na Travessa das Belas Artes, próxima a Praça Tiradentes. O prédio, de Grandjean de Montigny, foi projetado para receber a então Academia Imperial das Belas Artes e foi inaugurado em 5 de novembro de 1826.

“Foi uma escola de grande peso no Império e que esteve aberta a todos os que desejassem buscar o caminho das artes, sendo aceitos pelos grandes mestres dos ateliês”, conta a curadora. “O que contava na hora da seleção era o talento, sem restrição ao grau cultural, à raça ou situação econômica”.

Escola Nacional de Belas Artes no início do século 20 - hoje MNBA

Escola Nacional de Belas Artes no início do século 20 – hoje MNBA

Em 1908, já com o nome de Escola Nacional de Belas Artes, a instituição transferiu-se para seu segundo prédio, com projeto de Morales de los Rios, na Avenida Rio Branco – onde hoje situa-se o MNBA. Em 1975, a escola mudou-se em definitivo para o prédio da reitoria UFRJ na Cidade Universitária, compartilhado com a Faculdade de Arquitetura.

A mostra segue em cartaz até 12 de fevereiro de 2017. O MNBA fica na Avenida Rio Branco 199, – Cinelândia e funciona de terça a sexta das 10h às 18h e aos sábados, domingos e feriados das 13h às 18h. Saiba mais.

Texto: Divulgação MNBA
Edição: Ascom/Ibram
Imagem: Divulgação MNBA

 

Raimundo Cela ganha exposição retrospectiva no MNBA

Imagem: Raimundo Cela, A Virada (1943) - óleo sobre madeira, 99 x 132 cm

Imagem: Raimundo Cela, A Virada (1943) – óleo sobre madeira, 99 x 132 cm

O Museu Nacional de Bela Artes (MNBA/Ibram), no Rio de Janeiro (RJ),  abriu nesta quarta-feira (28), a exposição Raimundo Cela – um mestre brasileiro. Trata-se de uma retrospectiva do artista cearense, falecido em 1954,  na qual se apresenta um recorte expressivo da sua produção artística.

Raimundo Cela fez sua primeira exposição individual em 1945, no MNBA, durante a gestão de Oswaldo Teixeira.

Como lembra a atual diretora do museu, Monica Xexéo, “Cela, cujo trabalho é rigoroso, refinado e vibrante, possui uma trajetória própria e diferenciada de seus contemporâneos, como Antonio Bandeira e Aldemir Martins”, explica. “Exímio gravador, autor de escrita própria, suas obras, formalmente inovadoras, ultrapassam o tempo em que foram criadas”.

A exposição busca resgatar a obra de um realizador muito respeitado entre os estudiosos, mas pouco conhecido do público em geral.

Academicismo e abolição
São apresentadas cerca de 50 obras. Com curadoria de Denise Mattar, a mostra inicia com os primeiros trabalhos do artista, marcados pela influência do academicismo. Nessa fase, destaca-se a obra Último diálogo de Sócrates (1917), premiada no Salão Nacional de Belas Artes e que garantiu ao artista uma viagem a Paris, na França.

Um dos grandes destaques da exposição, o painel Abolição (1938), estará reproduzido na mostra em seu tamanho original. Primeiro estado brasileiro a abolir a escravatura, em 25 de março de 1884, o Ceará, também é retratado pelo artista através dos tipos da sua terra natal, representando pescadores, vaqueiros, rendeiras e os jangadeiros, como numa série de obras criadas entre 1940 e 1946.

A exposição Raimundo Cela – um mestre brasileiro fica em cartaz até o dia 20 de novembro de 2016 no MNBA (Av. Rio Branco, 199 – Cinelândia). Saiba mais.

Texto e imagem: Divulgação MNBA

MNBA abre mostra Mostra Ver e Sentir através do Toque nessa sexta (9)

Divulgação MNBA

Divulgação MNBA

A mostra Ver e Sentir através do toque será aberta nesta sexta-feira (9) no Museu Nacional de Belas Artes/Ibram, no Rio de Janeiro. A exposição possibilita uma apreciação estética de representações de quatro obras de arte do acervo do MNBA para pessoas cegas, com baixa visão e videntes. A mostra privilegia a subjetividade, para além da deficiência, incentivando a inclusão social.

A exibição integra o projeto “Ver e Sentir Através do Toque”, iniciado em 2007 e que se volta para a acessibilidade, a experimentação do objeto artístico e a leitura da obra de arte (utilizando o acervo do MNBA) às pessoas cegas, de baixa de visão, entre outras.

Compõem a mostra placas táteis em baixo relevo, maquetes e placas em EVA (material emborrachado) que possibilitam a apreciação estética para as pessoas cegas. As placas de gesso em alto relevo foram produzidas nos ateliers da UFRJ.

As obras que estarão expostas foram selecionadas tendo em vista gêneros diferentes dentro do Modernismo brasileiro e foram realizadas por: José Borges da Costa, Tarsila do Amaral, Manabu Mabe e Francisco Rebolo.

Para facilitar a visitação, as equipes do receptivo e de segurança foram capacitadas para o acolhimento e orientação dos visitantes. O material em braile da exposição contou com apoio da Secretaria de Pessoa com Deficiência, da prefeitura do Rio de Janeiro. A exposição fica em cartaz até 25 de setembro.

Alegoria às Artes de Leon Palière volta a ser exposto no MNBA

???????????????????????????????A tela “Alegoria às Artes” de Leon Pallière volta a ser exibida ao público, a partir deste sábado (6) no Museu Nacional de Belas Artes/IBRAM. A obra passou por uma restauração completa, iniciada em 2013 e finalizada este ano.

Encomendado pelo então diretor da Academia Imperial de Belas Artes (AIBA), Manuel de Araújo Porto-Alegre, a pintura mede 297 x 410 cm e foi produzida em 1855 para decorar o teto da biblioteca da Academia, construída em 1826 e inexplicavelmente demolida entre 1937 e 1938.

Além da tela, a exposição Alegoria às Artes – Leon Pallière engloba documentos, esculturas e mais 2 retratos. Para o museólogo Pedro Xexéo, um dos curadores da mostra, ela “permite novas possibilidades de leituras não apenas de uma instituição e de um acervo que demonstram a inesgotável presença da arte brasileira oitocentista na atualidade, como também da chegada e da importância da Missão Artística Francesa no Brasil”.

Jean-Leon Pallière Grandjean Ferreira (Rio de Janeiro, 1823/Paris 1887) estudou no ateliê de François-Edouard Picot, na capital francesa, e aos 25 anos retornou ao Brasil, tendo ingressado na Academia Imperial de Belas Artes. Neto do conhecido arquiteto Grandjean de Montigny, Leon Pallière realizou diversas viagens pela América do Sul, incluindo uma passagem por Buenos Aires (Argentina), onde ficou até 1866. Seu percurso artístico conheceu muitas transformações ao longo da carreira, com registro de paisagens, aspectos culturais e sociais das tradições populares nas técnicas de aquarela e gravura.

Serviço:

Alegoria às Artes – Leon Pallière
Curadoria:  Pedro Xexéo, Larissa Long,  Adriana Clen,  Denise de Oliveira  e Wallace Guiglemeti
Período:  de 06 de agosto até 23 de outubro
Visitação:  terça/sexta de 10h às 17h; sábado, domingo e feriado de 13h às 17h.
Ingresso:  R$ 8,00 inteira, R$ 4,00 meia e ingresso família (para até 4 membros de uma mesma família) a R$ 8,00.  Grátis aos domingos.

Museu Nacional de Belas Artes
Avenida Rio Branco, 199 – Cinelândia
Telefone: (21) 3299-0600

MNBA comemora s 200 anos da Missão Artística Francesa no Brasil

EBA INTERVENCOES_XIX_XX_final1Museu Nacional de Belas Artes/Ibram/MinC e a Escola de Belas Artes da UFRJ (EBA) realizam seminário internacional, entre os dias 12 e 14 de julho, para celebrar os 200 anos da Missão Artística Francesa no Rio de Janeiro, acontecimento de fundamental importância para arte brasileira, com influências até os dias de hoje.

O VII Seminário do Museu D. João VI e V Colóquio de Estudos sobre Arte Brasileira do Século XIX – “Modelos na arte – 200 anos da Academia de Belas Artes do Rio de Janeiro” acontecerá no MNBA e reunirá pesquisadores de diversas universidades e museus brasileiros e estrangeiros.

Os professores Ana Cavalcanti, Arthur Valle, Marize Malta e Sonia Gomes Pereira são os organizadores do encontro, que tem por objetivo fazer o público conhecer melhor a história das academias. As inscrições podem ser feitas no Museu Nacional de Belas Artes, a partir das 9h da terça-feira, 12 de julho.

Exposição

Em paralelo ao Seminário, será aberta, no dia 12, às 10h30, a mostra Intervenções entre XIX e XXI, para a qual foram convidados vinte artistas, entre alunos e professores da EBA e UFF, para intervir nas galerias, na arquitetura e na fachada do Museu Nacional de Belas Artes.

O prédio do MNBA, inaugurado em 1909, foi construído originalmente para abrigar a Escola Nacional de Belas Artes e seu acervo, composto por peças da coleção da família real portuguesa e por obras de estudantes e professores da antiga Academia Imperial de Belas Artes.

Fundada a partir do núcleo de artistas da Missão Francesa, no século XIX, a Academia de Belas Artes seguia os métodos neoclássicos de ensino. Durante a ditadura militar, em 1975, já transformada em Escola, foi transferida para o Campus Universitário da Ilha do Fundão e o prédio da Av. Rio Branco, 199, na Cinelândia,  foi ocupado pelo Museu.

Nesta reorganização, os espaços destinados às práticas de ateliê e às aulas teóricas foram transformados em galerias sem que fosse necessário, para isso, alterar sua arquitetura original.

Como explica curadora da mostra Beatriz Pimenta Velloso, “por intervenção, entendemos aquilo que, em um primeiro momento, interrompe o fluxo do olhar ao se interpor no espaço pré-definido da arquitetura e, em um segundo momento, nos relatos da própria história, já consolidados”. Como alternativa de desvio, as intervenções em vídeos, fotografias, performances e instalações, entram em contexto propondo novas ordens visuais e novos sentidos possíveis.

Pretende-se com isso não a negação, mas diálogos com as obras do acervo a partir de uma releitura contemporânea que leva em consideração os deslocamentos na compreensão da história do Brasil e da arte brasileira narradas na arquitetura e no acervo do Museu. A mostra vai até 31 de julho.

MNBA recebe trezena de São Sebastião pela primeira vez

18.01 sao sebastiaoO Museu Nacional de Belas Artes/Ibram, no Rio de Janeiro, recebe pela primeira vez, a Trezena de São Sebastião, hoje (18) às 17h30.

O evento contará com a presença do arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta, que abençoará a exposição San Sebastiano:  um tributo da Itália para o Rio de Janeiro.

A trezena de 2016 traz como tema “São Sebastião, anunciador da misericórdia de Deus”. Neste período de treze dias, a imagem missionária do padroeiro da arquidiocese e da Cidade Maravilhosa percorre todo o Rio com momentos de fé, devoção e unidade, que marcam os corações dos fiéis.

San Sebastiano:  um tributo da Itália para o Rio de Janeiro

A mostra, com obras de Giovanni Francesco Barbieri (1591-1666) – “San Sebastiano curato da Irene” – e Guido Reni (1575-1642) – “San Sebastiano” – veio para o Rio de Janeiro em novembro do ano passado como homenagem aos 450 anos da cidade do Rio de Janeiro e às celebrações do Ano da Itália na América Latina.

A exposição, financiada pela Enel Green Power, é resultado de parceria entre o Museu Nacional de Belas Artes, a Embaixada da Itália e o Instituto Italiano de Cultura no Brasil, com o apoio da Enel Brasil.

Exposição ‘Você está aqui! Rio de Janeiro’, explora os múltiplos diálogos entre a cidade e o carioca

Corcovado Ipanema Leblon Rio de Janeiro - Thereza Miranda (2002)

Corcovado Ipanema Leblon Rio de Janeiro – Thereza Miranda (2002)

Tomando por base parte do acervo do Museu Nacional de Belas Artes (MNBA/Ibram) que há décadas não era exposto, além de outras coleções, os curadores da exposição Você está aqui! Rio de Janeiro produzem uma homenagem menos convencional aos 450 anos da fundação da cidade do Rio de Janeiro. Está é a última exposição a ser aberta no MNBA em 2015, e pode ser visitada a partir desta quarta, 16 de dezembro.

Um dos destaques da exposição é um fragmento arquitetônico que pertenceu a uma construção do Morro do Castelo, produzida entre 1600 e 1700, que integrou uma paisagem da cidade que já não existe mais. Por outro lado, na relação com o presente, a exposição vai resgatar através dos trabalhos expostos a violência da censura, da chacina de Vigário Geral, em contraponto com a beleza e a cultura que se respira na Cinelândia, conforme os desenhos de Carlos Oswald, ou a geografia privilegiada do Rio, estampados nas gravuras de Thereza Miranda, entre vários outras nuances da Cidade Maravilhosa.

Na concepção dos curadores Amauri Dias, Anaildo Baraçal, Daniel Barreto, Euripedes Junior e Laura Abreu, a mostra pretende “trazer à tona um jeito de ser que transforma e se transforma no tempo, sem perder o curso de um rio histórico, feito de gentes”. Entre diversos objetivos, o roteiro iconográfico, mas não cronológico, traçado pelos organizadores, “busca devolver a cidade ao público, devolver uma cidade impossível de desenhar ou descrever na sua totalidade, devolver a cidade aos seus olhos.  Um olhar amplo, muito mais amplo do que pode o olho”, afirmam.

Ocupando três salas do museu, a exposição vai exibir cerca de 100 obras, entre pinturas, desenhos, gravuras, mobiliário, objetos, esculturas e fotografias. A mostra se divide em 9 módulos que por sua vez se relacionam com aspectos marcantes da cidade: Tempo, São Sebastião, Panoramas, Cidade desconstruída, Bairros, Coisas de carioca, Cinelândia e as artes, Poltrona mole e literatura, Orelhão, Corcovado, Cidade abstraída e Política.

Os núcleos são preenchidos com obras de Rodolfo Bernardelli, Pedro Vasquez, Glauco Rodrigues, Daniel Senise, Vitor Meireles, Ana Bela Geiger, Athos Bulcão, Le Corbusier, Anna Letycia, Rubem Grilo, Oswaldo Goeldi, Thereza Miranda, Ziraldo, Calixto, Farnese de Andrade, Carlos Scliar, Djanira, Darel, Fayga Ostrower, Rubens Gerchman, Gustavo Dall’Ara, Portinari, Adir Botelho, Monica Barki, e Ciro Fernandes.

SERVIÇO
Exposição Você está aqui! Rio de Janeiro
Visitação: De 16 de dezembro de 2015 até 07 de fevereiro de 2016. De terça a sexta, das 10h às 18h; sábado, domingo e feriado, de 12h às 17h.
Ingresso:  R$ 8,00 inteira, R$ 4,00 meia e ingresso família (para até 4 membros de uma mesma família) a R$ 8,00.
Grátis aos domingos.

Museu Nacional de Belas Artes
Avenida Rio Branco, 199 – Cinelândia | Rio de Janeiro – RJ
Tel: (21) 3299-0600

No MNBA, restauração da tela de Léon Pallière está perto do fim

IMG_2612 (2) chassiNa quinta-feira (10), a equipe de restauração do Museu Nacional de Belas Artes (MNBA/Ibram) finalizou uma das últimas etapas do trabalho de restauração da tela Alegoria às artes, de Léon Pallière (1823-1887): a fixação da tela no chassis definitivo, uma estrutura de alumínio produzida na França, especialmente, para a obra de arte. Iniciada ainda em setembro de 2014, a reforma foi orçada em cerca de R$ 578 mil e está sendo realizada com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento das Cidades Históricas.

A obra foi produzida no ano de 1855, em óleo sobre tela, para a colocação no teto (marruflagem) da Biblioteca da Academia Imperial de Belas Artes por encomenda de Manuel de Araújo Porto Alegre, então seu diretor instituição – primeira escola oficial de arte no Brasil, antecedendo a Escola Nacional de Belas Artes e o atual MNBA, que herdou muitas das obras da coleção da Academia Imperial de Belas Artes.

A tela representa uma alegoria às artes, no qual estão retratadas as musas da arquitetura, da pintura, da poesia, da música e da escultura e foi um dos poucos trabalhos que sobreviveu à demolição do seu prédio da Academia Imperial de Belas Artes, em 1938. Outros dois retratos, de autoria de Léon Pallière, intitulados Retrato do pintor italiano Jacopo ou Giacomo Robusti, dito Tintoretto e Retrato do pintor flamengo Peter Paul Rubens, fazem parte dos exemplares salvos da demolição.

Seu autor, Léon Pallière (1823-1887) é filho do pintor Arnaud Julian Pallière e neto do arquiteto Grandjean de Montigny, e obteve formação artística em Paris e na Academia Imperial de Belas Artes no Rio de Janeiro.

Informações e foto: Assessoria de Comunicação do Museu Nacional de Belas Artes
Edição: Assessoria de Comunicação do Instituto Brasileiro de Museus

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Projeto de restauração da obra Alegoria às Artes pode ser visto pelo público

Exposição ‘San Sebastiano’ homenageia o Rio de Janeiro, no MNBA

San Sebastiano_de Guido Reni_Musei Capitolini

San Sebastiano, tela de Guido Reni, acervo do Musei Capitolini.

Nesta sexta-feira (27), o Museu Nacional de Belas Artes (MNBA/Ibram) abre para o público a exposição San Sebastiano: uma homenagem da Itália ao Rio de Janeiro, prosseguindo com as comemorações pelos 450 anos do município.

A mostra é composta por duas telas que retratam o padroeiro da cidade – o santo cristão (256 d.C. – 286 d.C) morto durante a perseguição promovida pelo imperador romano Diocleciano. A pintura San Sebastiano, de Guido Reni, integra a coleção do Musei Capitolini e San Sebastiano curato da Irene, tela de Guercino, pertence à Pinacoteca Nazionale di Bolonha.

Reni pintou uma representação do momento do martírio das flechas enfrentadas por um corajoso São Sebastião, enquanto que Guercino se concentra na piedade de Santa Irene e acompanhantes amparando quem sofre.

San Sebastiano curato da Irene, tela de Guercino, acervo da Pinacoteca Nazionale di Bolonha

San Sebastiano curato da Irene, tela de Guercino, acervo da Pinacoteca Nazionale di Bolonha

Sobre os autores das obras

Guido Reni (1575-1642), nascido na Bolonha, perseguiu uma perfeição pictórica, tendo conquistado grande prestigio como pintor, produzindo obras para os reis de Espanha e para a rainha da Inglaterra, entre outros.

Giovanni Francesco Barbieri, conhecido como Guercino (1591-1666), teve origem humilde, mas era dotado de grande talento artístico e habilidade narrativa e colocou-se a serviço de famílias poderosas como Médici, Gonzaga e Mantua. Em seguida trabalhou para o Papa Gregório XIV, tendo produzido obras para então Catedral de São Pedro, hoje Musei Capitolini. De qualidade incomparável, o trabalho de Guercino alcançou projeção e reconhecimento.

 

SERVIÇO

Exposição: San Sebastiano: uma homenagem da Itália ao Rio de Janeiro
Período:  27 de novembro de 2015 até 13 de março de 2016.
Visitação:  De terça a sexta-feira, de 10h às 18h; sábado, domingo e feriado de 12h às 17h.
Ingresso:  R$ 8,00 inteira, R$ 4,00 meia e ingresso família (para até 4 membros de uma mesma família) a R$ 8,00. 
Grátis aos domingos.

Museu Nacional de Belas Artes: Avenida Rio Branco, 199 Cinelândia
Tel: (21) 3299-0600
www.mnba.gov.br ou  www.facebook.com/MNBARio

Texto: Assessoria de Comunicação do Museu Nacional de Belas Artes
Edição: Assessoria de Comunicação do Instituto Brasileiro de Museus

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