Ibram convoca para entrevista candidatos a consultoria em preservação

O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) convocou nesta quarta-feira (22), para a fase de entrevista, quatro candidatos ao cargo de consultor na modalidade produto para atuação em políticas públicas voltadas à preservação e segurança do patrimônio musealizado brasileiro – objeto do Edital Nº 021/2017.

Lançado em parceria com a Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI), o edital objetiva selecionar profissional com formação de nível superior em pelo menos uma das seguintes áreas: Museologia, Conservação/Restauração, Arquitetura, Química e Administração.

A consultoria, conforme Termo de Referência, irá auxiliar a implementação de metodologia do Programa de Gestão de Riscos ao Patrimônio Musealizado Brasileiro, de modo a subsidiar a atuação da Coordenação de Preservação e Segurança do Ibram.

Os candidatos convocados para entrevista (2ª fase), que tem caráter classificatório e eliminatório, foram selecionados após a 1ª fase, que consistiu na avaliação curricular realizada por Comissão de Seleção, com base nos requisitos estabelecidos no edital. Confira a lista:

Nome do Candidato

Data da entrevista

Início

Final

José Luiz Pedersoli Júnior

27/03/2017

09:00

09:40

Elane Lopes Coutinho

09:45

10:25

Beatriz Maria Fonseca Silva

10:30

11:10

Ana Luisa Furquim Bezerra

11:15

11:55

Entrevista: Antonio Carlos Oliveira, meteorologista e museólogo do MNBA

O meteorologista e museólogo Antonio Carlos Oliveira fala aos participantes do seminário-oficina “Gestão de Riscos do Clima para Acervos Musealizados”, no Rio de Janeiro (RJ).

O meteorologista e museólogo Antonio Carlos Oliveira fala aos participantes do seminário-oficina Gestão de Riscos do Clima para Acervos Musealizados no Rio de Janeiro (RJ)

Meteorologista vinculado à Infraero, o também museólogo Antonio Carlos Oliveira atua, desde 2014, junto ao Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), no Rio de Janeiro (RJ), para onde foi cedido com um objetivo específico: desenvolver solução tecnológica que permita reunir e utilizar informações meteorológicas para proteger a estrutura física de museus brasileiros e seus acervos.

Ao lado do químico José Luiz Pedersoli Jr., também atuante na área da conservação do patrimônio cultural, Oliveira está à frente do seminário-oficina Gestão de Riscos do Clima para Acervos Musealizados – realizado no MNBA, entre os dias 21 e 25 de novembro, por iniciativa do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), no âmbito do Programa para a Gestão de Risco ao Patrimônio Musealizado Brasileiro.

Criador de ferramenta inédita no âmbito da prevenção de riscos climáticos aos acervos brasileiros e aos prédios que os abrigam, o meteorologista e museólogo respondeu, durante o evento, a algumas perguntas feitas pela Assessoria de Comunicação do Ibram.

O que é o sistema informatizado e integrado que você desenvolveu e o que ele oferece?

A ferramenta tem como objetivo monitorar o clima interno e externo dos museus da rede Ibram para análise de risco ambiental e preservação de seus acervos. Ela oferece modelos de simulação de cenários que permitem combinar as variáveis do clima externo e clima interno para diagnosticar o grau de risco ambiental de forma contínua e informar aos respectivos responsáveis, em cada caso, qual a melhor conduta a ter com seu acervo.

Como a ferramenta vai gerar dados sobre clima externo e interno de todos os 30 museus da rede Ibram?

Para traçar cenários quanto ao clima externo, a plataforma vai agregar dados, atualizados de forma contínua, oferecidos por bases de dados online públicas e confiáveis disponíveis para a população brasileira, de órgãos como o Ministério da Agricultura, o Ministério da Ciência e Tecnologia e o Ministério das Minas e Energia, que a área da Cultura nunca utilizou com esta finalidade.

Para o monitoramento quanto ao clima interno de cada museu, estamos distribuindo a cada museu da rede Ibram, durante este seminário-oficina, um aparelho termohigrômetro, com capacidade expansível para mais 30 pontos de medição em cada museu, que medirá a temperatura e umidade de cada ambiente e serão todos conectados a uma rede única, que poderá ser acompanhada pela gestão central do Ibram.

Que desdobramentos isso terá para a gestão de risco ambiental aos acervos musealizados?

O monitoramento dos ambientes de todos os museus da rede Ibram, que estão distribuídos pelas diversas regiões brasileiras, permitirá a produção de simulações digitais de cenários e a elaboração de protocolos de alerta. As informações reunidas sobre risco ambiental interno e externo também tornariam o Ibram mais preparado, por exemplo, para se pronunciar quando da elaboração de Estudos de Impacto de Vizinhança para obras realizadas no entorno de seus museus.

O sistema também vai permitir catalogar sinistros e observar a distribuição e frequência dos eventos, tornando possível a prevenção de problemas específicos em cada local. A ferramenta também poderá ser útil para o intercâmbio de acervos entre museus, permitindo compatibilizar a temperatura e umidade adequada a cada bem cultural de cada região. De forma geral, ela vai permitir um mapeamento das condições de guarda de cada acervo e possibilitar que se garanta a sua estabilidade.

Qual a previsão para a entrada desta rede integrada em atividade?

Com a realização deste seminário-oficina e a distribuição doas higrômetros para cada museu, teremos condições de colocar o sistema em funcionamento no começo de 2017. A perspectiva é de que, através de parcerias, esta ferramenta inédita possa depois se expandir para outros museus públicos e privados brasileiros, e mesmo exportada para uso internacional.

Foto: Ascom/Ibram

Acervos: Ibram realiza seminário-oficina sobre Gestão de Riscos no MNBA

Teve início nesta segunda-feira (21), e segue até a sexta-feira (25),  o seminário-oficina Gestão de Riscos do Clima para Acervos Musealizados, realizado pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) no Rio de Janeiro (RJ).

Gestão de riscos: Técnicos do Ibram estão reunidos no Rio

Gestão de riscos: profissionais do Ibram estão reunidos no Rio até sexta (25)

No âmbito do Programa para a Gestão de Riscos ao Patrimônio Musealizado Brasileiro, o evento reúne no Museu Nacional de Belas Artes (MNBA) mais de cinquenta profissionais e gestores de museus da rede Ibram, além de técnicos do órgão ligados à área de segurança e preservação de acervos.

Durante cinco dias, os participantes terão a oportunidade de travar contato com conteúdos teóricos e práticos em torno do tema, apresentados pelo museólogo e meteorologista Antonio Carlos Oliveira e pelo químico José Luiz Pedersoli Jr. – atuante na área da conservação do patrimônio cultural.

Durante o encontro, foi apresentado o novo sistema informatizado e integrado ao conjunto de museus Ibram, capaz de mapear dados meteorológicos dos museus e gerar alertas de ocorrência e resposta frente a riscos climáticos ao patrimônio musealizado.

“Achei o encontro super rico, uma grande oportunidade para reunir profissionais dos diversos museus compartilhando desafios e experiências, desta vez com foco nos riscos climáticos e já diante de uma nova ferramenta”, avaliou José Luiz Pedersoli Jr., que já havia ministrado curso para profissionais da rede Ibram sobre gestão de risco ao patrimônio cultural, de forma ampliada.

O meteorologista e museólogo Antonio Carlos Oliveira concedeu entrevista na qual explica os objetivos e potencialidades do sistema informatizado e integrado sobre dados meteorológicos dos museus da rede Ibram.

Sobre o programa
O Programa para Gestão de Riscos ao Patrimônio Musealizado Brasileiro tem, entre seus objetivos, realizar ações de capacitação em gestão de riscos para acervos, envolvendo profissionais dos museus Ibram e demais profissionais da área, e acompanhar a elaboração e implementação do plano de gestão de riscos nas unidades museológicas vinculadas ao Ibram.

Dentre os resultados desejados está a criação de mecanismos para museus em ações de preservação e segurança, buscando minimizar perdas de valor das coleções, face a riscos e ameaças que podem afetar tanto os prédios onde estão instalados quanto seus acervos. Conheça o programa na íntegra.

Texto e foto: Ascom/Ibram
Última atualização: 24.11.2016

Ibram alerta museus sobre importância da prevenção de incêndios

O Instituto Brasileiro de Museus alerta os museus do país a revisarem, neste começo de ano, seus planos de combate a incêndio e segurança. O Ibram/MinC enfatiza a importância das instituições museológicas se atentarem para essa questão. O Brasil irá receber grandes eventos internacionais, como a Copa das Confederações, Copa do Mundo e Olimpíadas, o que resultará num aumento de público nos próximos anos.

De acordo com o Estatuto de Museus (Lei 11.904, de 14 de janeiro de 2009):

Art. 19. Todo museu deverá dispor de instalações adequadas ao cumprimento das funções necessárias, bem como ao bem-estar dos usuários e funcionários.

Art. 20. Compete à direção dos museus assegurar o seu bom funcionamento, o cumprimento do plano museológico por meio de funções especializadas, bem como planejar e coordenar a execução do plano anual de atividades.

Art. 23. Os museus devem dispor das condições de segurança indispensáveis para garantir a proteção e a integridade dos bens culturais sob sua guarda, bem como dos usuários, dos respectivos funcionários e das instalações.

Parágrafo único. Cada museu deve dispor de um Programa de Segurança periodicamente testado para prevenir e neutralizar perigos.

Em 2011, foi organizado, em Brasília, um evento sobre Gestão de Riscos. O seminário, resultado de uma ação conjunta do Programa Ibermuseus com a OEI (Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura) e o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC), contou com o patrocínio da Fundação Getty e trabalhou na cooperação regional e na busca de ações articuladas na proteção e gestão do patrimônio dos governos da região. As palestras abordaram aspectos teóricos, mas também deram exemplos ilustrativos vinculados ao diagnóstico e análise de riscos, às ações preventivas, às ações objetivas no momento do desastre e às ações de resgate e de recuperação.

No mesmo ano o Ibram lançou a publicação Segurança em Museus – Cadernos Museológicos Volume 1, que foi enviada para todos os museus brasileiros e que está disponível, na íntegra, na página do Ibram.

A publicação trata não só do furto e do roubo, como de atos de vandalismo e terrorismo, bem como acidentes provocados pela ação humana e pela ação da natureza, tais como: terremotos, nevascas, maremotos, enchentes, raios, deslizamentos de pedras e terras e outros.

É importante destacar que a segurança do museu depende fundamentalmente de pessoas bem treinadas, bem preparadas e comprometidas com a sua missão. Procedimentos simples como controle do claviculário, ronda diária, vistoria do livro de assinaturas e do livro de comentários, acompanhamento e controle dos seguranças terceirizados, atenção redobrada nas trocas de turnos, treinamento com extintores vencidos, acompanhamento das previsões meteorológicas, construção de um plano de retirada de pessoas e de um plano de retirada de obras são fundamentais para a segurança do museu.

No primeiro semestre de 2013, será lançado o Programa de Gestão de Riscos ao Patrimônio Musealizado. A implantação de um plano de gestão de risco ao patrimônio musealizado tem por objetivos subsidiar as estratégias de ação do Ibram e orientar o conjunto dos museus brasileiros no que toca ao planejamento de ações que visam minimizar perdas faces aos riscos e ameaças mais comuns, que podem afetar tanto os prédios onde estão instalados quanto suas coleções. Este é um dos temas dos acordos de cooperação assinados com os estados durante o Conexões Ibram. Já foram assinados acordos com 17 estados.

Dentro do programa, está previsto para março de 2013, um treinamento para todas as equipes de conservação e segurança dos museus e especialistas indicados pelos gestores públicos dos estados, ministrado pela especialista da Unesco, Cristina Menegazi.

Começa seminário-oficina sobre patrimônio museológico em situação de risco

Entre os dias 17 e 21 de outubro, acontece em Brasília (DF), o primeiro Seminário-Oficina sobre Gestão de Riscos ao Patrimônio Museológico. O seminário responde ao objetivo de desenvolver ações de prevenção e recuperação no caso de desastres e emergências acometerem o patrimônio museológico. Acompanhe ao vivo as palestras durante todas as manhãs do encontro.

O seminário é resultado de uma ação conjunta do Programa Ibermuseus com a OEI (Organização dos Estados Ibero-americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura) e o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC), e conta com o patrocínio da Fundação Getty.

O Seminário-Oficina trabalhará na cooperação regional e na busca de ações articuladas na proteção e gestão do patrimônio dos governos da região. Ele ajudará ainda na estruturação dessas ações ao fornecer recursos técnicos, conhecimento, experiências e também participação de esforços conjuntos.

As palestras, que acontecerão no Auditório do Ibram/MinC, abordarão aspectos teóricos, mas também darão exemplos ilustrativos vinculados ao diagnóstico e análise de riscos, às ações preventivas, às ações objetivas no momento do desastre e às ações de resgate e de recuperação.

Serão realizadas ainda oficinas que irão permitir a identificação de riscos específicos da América Latina, assim como a criação de planos de emergência e a procura de ações conjuntas na própria região. A programação completa está disponível aqui.

O Programa Ibermuseus é uma iniciativa intergovernamental de cooperação cultural vinculada à SEGIB (Secretaria-Geral Ibero-Americana). Para mais informações, acompanhe o Twitter e a página web em português do Programa Ibermuseus.

Fonte: Divulgação/Ibermuseus

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