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Exposição no MNBA comemora os 200 anos da Escola de Belas Artes no Rio

O Museu Nacional de Belas Artes (MNBA/Ibram), no Rio de Janeiro (RJ), inaugura nesta quinta-feira (10), às 18h, a exposição Escola de Belas Artes: 1816-2016. Duzentos anos construindo a arte brasileira. 

Menino de Brodósqui, 1951 - Cândido Portinari

Menino de Brodósqui, 1951 – Cândido Portinari

A mostra faz um recorte da produção artística da instituição que formou – e ainda forma – centenas de artistas das mais diferentes gerações da arte brasileira.

Segundo a curadora da exposição, Angela Ancora da Luz, que dirigiu a EBA entre os anos de 2002 e 2010, “a presença da escola no contexto da sociedade brasileira revelou sua identidade por aspectos pouco conhecidos, mas de grande interesse social e político, além de seu princípio norteador fundamental: o ensino artístico”.

O eixo curatorial enfatizou a Escola de Belas Artes como instituição que mantém e preserva uma preocupação social, política e intelectual das diferenças individuais, o que não impede a formação de um corpo e de uma ‘identidade’. Buscou-se evidenciar as diferenças e afinidades em desenhos, gravuras, pinturas, esculturas, instalações, vídeos e performances.

De escola a museu
Criada por Decreto Real em 12 de agosto de 1816, a primeira sede da Escola de Belas Artes foi na Travessa das Belas Artes, próxima a Praça Tiradentes. O prédio, de Grandjean de Montigny, foi projetado para receber a então Academia Imperial das Belas Artes e foi inaugurado em 5 de novembro de 1826.

“Foi uma escola de grande peso no Império e que esteve aberta a todos os que desejassem buscar o caminho das artes, sendo aceitos pelos grandes mestres dos ateliês”, conta a curadora. “O que contava na hora da seleção era o talento, sem restrição ao grau cultural, à raça ou situação econômica”.

Escola Nacional de Belas Artes no início do século 20 - hoje MNBA

Escola Nacional de Belas Artes no início do século 20 – hoje MNBA

Em 1908, já com o nome de Escola Nacional de Belas Artes, a instituição transferiu-se para seu segundo prédio, com projeto de Morales de los Rios, na Avenida Rio Branco – onde hoje situa-se o MNBA. Em 1975, a escola mudou-se em definitivo para o prédio da reitoria UFRJ na Cidade Universitária, compartilhado com a Faculdade de Arquitetura.

A mostra segue em cartaz até 12 de fevereiro de 2017. O MNBA fica na Avenida Rio Branco 199, – Cinelândia e funciona de terça a sexta das 10h às 18h e aos sábados, domingos e feriados das 13h às 18h. Saiba mais.

Texto: Divulgação MNBA
Edição: Ascom/Ibram
Imagem: Divulgação MNBA

 

Ingressos para a mostra The Art of the Brick no MHN começam a ser vendidos

O Museu Histórico Nacional/Ibram, no Rio de Janeiro, recebe, a partir do dia 17 de novembro, a exposição The Art of the Brick, que fica em cartaz até 15 de janeiro de 2017, e reúne as criações de Nathan Sawaya a partir de blocos de LEGO. A venda de ingressos para a mostra começa nesta segunda-feira (7) via internet.

Nathan Sawaya constrói objetos a partir de peças de Lego

Nathan Sawaya constrói objetos a partir de peças de Lego

A exposição apresenta reconstruções em 3D de obras de arte mundialmente conhecidas, entre as quais a “Vênus de Milo”, “O Pensador”, de Rodin, “O Grito”, de Edvard Munch, e “O Beijo”, de Gustav Klimt.

Outros objetos e personagens serão expostos, como o impressionante esqueleto de T-Rex de 6 metros de comprimento feito com 80.020 blocos. Para o total das peças expostas, o artista utilizou mais de um milhão de peças LEGO.

Outra mostra temporária será inaugurada no dia 11. Manguinhos Revelado: Um lugar de Ciência, que fica em cartaz até 29 de janeiro de 2017.

A mostra traz um importante acervo fotográfico extraído por um conjunto de negativos de vidro: origens da Fundação Oswaldo Cruz, cotidiano das atividades de produção de soros e vacinas, de pesquisa e de ensino entre 1903 e 1946, e mudanças urbanas no Rio de Janeiro, com destaque para Manguinhos e suas imediações. Este acervo foi reconhecido em 2012 pelo Programa Memória do Mundo da Unesco como patrimônio documental brasileiro.

Novos horários
O MHN funciona, desde o dia primeiro de novembro, das 13h às 17h aos sábados, domingos e feriados; e de terça a sexta-feira, entre as 10h e 17h30. O valor do ingresso individual para o circuito de exposições de longa duração do MHN é de R$ 10,00 (dez reais) de terça a sábado. Aos domingos, a entrada é gratuita a todos os públicos. As exposições temporárias podem ter condições de preço e gratuidade diferenciadas.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: Divulgação

Exposição em Brasília apresenta acervo dos Museus Castro Maya

A exposição Henri Matisse – Jazz, em cartaz na Caixa Cultural Brasília, traz colagens do pintor, desenhista e escultor francês Henri Matisse (1869-1954), que integram o acervo dos Museus Castro Maya/Ibram, Rio de Janeiro (RJ).

Coleção Jazz de Matisse está em cartaz na Caixa Cultural Brasília

Coleção Jazz de Matisse está em cartaz na Caixa Cultural Brasília

Com curadoria da museóloga Anna Paola Baptista, a mostra reúne 20 pranchas originais impressas com a técnica au pochoir, feitas especialmente para o livro Jazz, publicado em 1947. Foram impressos 250 álbuns, dos quais apenas dois estão no Brasil. As obras ora apresentadas pertencem ao exemplar 196.

O conjunto de desenhos feitos com tesoura utiliza-se da técnica desenvolvida por Matisse no início da década de 1940.

Obrigado a passar longos períodos na cama e na cadeira de rodas, quando se recuperava de uma delicada cirurgia, o pintor primeiro dedicou-se ao desenho e à ilustração e, depois, foi mais longe, combinando desenho e pintura, em colagens feitas com papeis recortados e coloridos com guache.

A exposição fica em cartaz até 23 de dezembro e tem entrada franca. Saiba mais.

Texto: Ascom/Ibram
Imagem: Museus Castro Maya/Divulgação

Museu Lasar Segall abre exposição com trabalhos de Liuba Wolf em São Paulo

O Museu Lasar Segall/Ibram, em São Paulo (SP), apresenta, a partir do sábado (29), a mostra Liuba – esculturas e relevos da artista Liuba Wolf (1923-2005).

Esculturas e relevos de Liuba podem ser vistos até fevereiro de 2017

Serão apresentadas obras produzidas entre os anos 1960 e 1980, com ênfase nas peças da década de 1970. A seleção, com curadoria de Jorge Schwartz e Marcelo Monzani, foi organizada pensando-se na relação entre as características dos trabalhos e os espaços do museu.

Inicialmente figurativa, a artista passou a operar a partir dos anos 1960 uma relevante mudança formal: a modelagem ganha, de modo progressivo, novos contornos e surgem “seres” e formas orgânicas, entre a figura e o abstrato, entre o real e o surreal.

Liuba, nascida na Bulgária e radicada no Brasil desde os anos 1950, está inserida na tradição da escultura moderna, sendo considerada uma das pioneiras entre as artistas mulheres que se dedicaram à arte de esculpir – como Pola Rezende, Maria Martins, Mary Vieira, Felícia Leiner, Sonia Ebling e Zélia Salgado.

A mostra fica em cartaz até fevereiro de 2017. O Museu Lasar Segall situa-se na Rua Berta nº 111, Vila Mariana, São Paulo e funciona de quarta a segunda-feira, das 11h às 19h, com entrada franca. Saiba mais.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: Museu Lasar Segall/Divulgação

Exposição em Paris apresenta aquarelas de Debret produzidas no Brasil

A Maison de l’Amérique latine (Casa da América Latina) em Paris (França), completa 70 anos este mês e, para celebrar a data, recebe a mostra L’Atelier Tropical – Jean-Baptiste Debret.

Aquarela Tabacaria (1823) de Debret está na exposição

Aquarela Tabacaria (1823) de Debret está na exposição

A exposição, que faz parte das comemorações do bicentenário da Missão Artística Francesa, foi realizada em parceria com os Museus Castro Maya (Chácara do Céu e Museu do Açude), unidades do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) no Rio de Janeiro, que emprestaram 74 aquarelas originais de Debret (1768-1848).

A exposição será aberta dia 20 de outubro e fica em cartaz até 20 de dezembro. Em novembro, nos dias 25 e 26, acontece um simpósio científico internacional com o tema O momento em 1816 da ciência e das artes: perspectivas franco-brasileiras.

A mostra chega a Paris após um período em cartaz no Museu da Chácara do Céu e apresenta um panorama, sob a perspectiva do artista francês, das camada sociais que compunham a população brasileira da época, retratando índios, africanos escravizados, caboclos, mestiços e europeus em situações cotidianas. Saiba mais.

Missão Artística Francesa
O principal objetivo da Missão Artística Francesa, que chegou ao Rio de Janeiro em março de 1816, foi criar a Escola de Belas Artes. Além disso, esperava-se que os profissionais estrangeiros divulgassem a imagem modernizada da colônia portuguesa, que acabava de virar sede do Reino de Brasil, Portugal e Algarves.

De volta à França, após 15 anos no Brasil, Debret publicou o livro Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil (1834-1839), documentando aspectos da natureza, das pessoas e da sociedade brasileira no início do século XIX.

Texto: Ascom/Ibram
Imagem: Casa da América Latina/Divulgação

100 obras de artistas de cinco países estão expostas até dia 31 no MHN

A partir desta sexta-feira (14), o Museu Histórico Nacional (MHN/Ibram), no Rio de Janeiro (RJ), recebe a mostra Aomei Fine Arts 2016, que reúne cerca de 100 obras de artistas da China, Japão, Irlanda, Coréia do Sul e Brasil.

Imagem que compõe a exposição mostra uma partida de hóquei na China antiga

Com o tema A Arte faz as Olimpíadas ainda mais bela, a exposição traz pinturas que retratam esportes seculares da China e sua civilização, que já apresentava esportes como o futebol e o hóquei, há dois mil anos.

A mostra fica em cartaz somente até o dia 31 de outubro e depois segue para outros países. No dia 25, haverá um seminário que contará com a presença de artistas chineses e dos curadores da mostra, no auditório do MHN, às 19h30.

Fruto da celebração do Ano de Intercâmbio China – América Latina – Caribe, iniciativa nascida após reunião do presidente chinês Xi Jinping e dos líderes da América Latina e do Caribe, realizada em julho de 2014, a exposição busca interpretar o espírito olímpico nas artes, refletindo a mistura multicultural chinesa, da América Latina e do mundo.

A Aomei Fine Arts é uma produção da China Society for the Promotion of Cultural and Art Development, da Beijing Association for the Promotion of Olympics-related Culture e do Beijing Olympic Club.

O Museu Histórico Nacional fica na Praça Marechal Âncora, s/nº – Centro, e está aberto ao público de terça a sexta-feira, das 10h às 17h30 e aos sábados, domingos e feriados das 14h às 18h.

Texto e foto: Divulgação MHN

Museu Regional celebra a infância com exposição em São João del-Rei

No dia 11 de outubro (terça-feira), o Museu Regional de São João del-Rei/Ibram, em Minas Gerais (MG), abre a exposição Memórias da Infância. A partir das 19h15, acontece recital de órgão de tubos com Elisa Freixo. A entrada é franca.

Exposição Memórias da Infância fica em cartaz até 20 de novembro

A exposição Memórias da Infância fica em cartaz até 20 de novembro em São João del-Rei

Serão expostos brinquedos feitos de materiais simples, como barro e papel, sendo alguns produzidos por alunos das escolas municipais, uma coleção de pipas da Brinquedoteca da Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ), além de fotografias de professoras da cidade.

A proposta maior da exposição é pensar sobre o lugar da criança e da infância em nossa sociedade, buscando um diálogo com as gerações anteriores.

Os brinquedos feitos à moda antiga, produzidos pelas próprias crianças, assim como o modo como brincavam, simbolizam uma cultura em extinção, diante dos brinquedos produzidos em escala industrial e as mudanças nas formas de brincar daí decorrentes.

Algumas das peças da exposição são de coleções privadas, enquanto outras são resultado de oficinas realizadas por um grupo que participa do Programa de Educação Patrimonial – parceria do museu com a Secretaria Municipal de Educação e Laboratório de História e Memória da Educação da UFSJ.

A exposição Memórias da Infância poderá ser visitada até o dia 20 de novembro. O Museu Regional de são João del-Rei (Rua Marechal Deodoro, 12 – Centro) funciona de segunda a sexta-feira, das 9h às 17h30. Sábados, domingos e feriados, das 9h às 16h.

Mais informações pelos telefones (32)3371.7663/7242 ou pelo endereço eletrônico mrsjdr@museus.gov.br.

Texto: Divulgação MRSJDR
Edição: Ascom/Ibram
Foto: MRSJDR/Divulgação

Raimundo Cela ganha exposição retrospectiva no MNBA

Imagem: Raimundo Cela, A Virada (1943) - óleo sobre madeira, 99 x 132 cm

Imagem: Raimundo Cela, A Virada (1943) – óleo sobre madeira, 99 x 132 cm

O Museu Nacional de Bela Artes (MNBA/Ibram), no Rio de Janeiro (RJ),  abriu nesta quarta-feira (28), a exposição Raimundo Cela – um mestre brasileiro. Trata-se de uma retrospectiva do artista cearense, falecido em 1954,  na qual se apresenta um recorte expressivo da sua produção artística.

Raimundo Cela fez sua primeira exposição individual em 1945, no MNBA, durante a gestão de Oswaldo Teixeira.

Como lembra a atual diretora do museu, Monica Xexéo, “Cela, cujo trabalho é rigoroso, refinado e vibrante, possui uma trajetória própria e diferenciada de seus contemporâneos, como Antonio Bandeira e Aldemir Martins”, explica. “Exímio gravador, autor de escrita própria, suas obras, formalmente inovadoras, ultrapassam o tempo em que foram criadas”.

A exposição busca resgatar a obra de um realizador muito respeitado entre os estudiosos, mas pouco conhecido do público em geral.

Academicismo e abolição
São apresentadas cerca de 50 obras. Com curadoria de Denise Mattar, a mostra inicia com os primeiros trabalhos do artista, marcados pela influência do academicismo. Nessa fase, destaca-se a obra Último diálogo de Sócrates (1917), premiada no Salão Nacional de Belas Artes e que garantiu ao artista uma viagem a Paris, na França.

Um dos grandes destaques da exposição, o painel Abolição (1938), estará reproduzido na mostra em seu tamanho original. Primeiro estado brasileiro a abolir a escravatura, em 25 de março de 1884, o Ceará, também é retratado pelo artista através dos tipos da sua terra natal, representando pescadores, vaqueiros, rendeiras e os jangadeiros, como numa série de obras criadas entre 1940 e 1946.

A exposição Raimundo Cela – um mestre brasileiro fica em cartaz até o dia 20 de novembro de 2016 no MNBA (Av. Rio Branco, 199 – Cinelândia). Saiba mais.

Texto e imagem: Divulgação MNBA

Todos Podem ser Frida: fotógrafa retrata pessoas caracterizadas como a artista

fridainconfidenciaO Museu da Inconfidência (Ibram/MinC), em Ouro Preto (MG), abre a exposição Todos podem ser Frida no Projeto Girassol nesta sexta-feira (12), às 20h, na Sala Manoel da Costa Athaide, (Anexo I do museu), com entrada gratuita.

As imagens da fotógrafa e artista paulistana Camila Fontenele de Miranda, feitas durante a Semana de Museus 2016, retrata membros do Projeto Girassol, usuários da Saúde Mental de Ouro Preto, quando puderam se transformar na artista visual mexicana Frida Kahlo (1907-1954) por um dia.

O estudo e os ensaios oficiais de Todos Podem ser Frida tiveram início em junho de 2012 e sua finalização ocorreu em julho de 2013. A produção foi realizada por artistas plásticos convidados pela fotógrafa e todos os modelos fotografados, inicialmente, eram do sexo masculino.

Novos olhares
A inversão de papéis e de gênero foi escolhida para mostrar que a imagem da Frida está presente nas várias nuances do ser humano e se conecta à própria trajetória da artista mexicana, seja através de seu diálogo estético entre o masculino e o feminino, seja através da vivência de sua bissexualidade.

Tanto o projeto quanto a exposição propõem ao público a construção de um novo olhar em direção aos usuários do Projeto Girassol: cada retrato cria um vínculo no qual espectador e imagem se contemplam, tornando fluidas as fronteiras entre um e outro.

Na abertura, os visitantes poderão ter a experiência de ser Frida por um dia, pois a idealizadora do projeto estará presente, caracterizando e fotografando os interessados.

A exposição pode ser visitada, de terça a domingo, das 10 às 18h, até o dia 18 de setembro. Saiba mais sobre o projeto. Visite o Museu da Inconfidência na internet.

Texto: Divulgação Museu da Inconfidência
Edição: Ascom/Ibram

MNBA comemora s 200 anos da Missão Artística Francesa no Brasil

EBA INTERVENCOES_XIX_XX_final1Museu Nacional de Belas Artes/Ibram/MinC e a Escola de Belas Artes da UFRJ (EBA) realizam seminário internacional, entre os dias 12 e 14 de julho, para celebrar os 200 anos da Missão Artística Francesa no Rio de Janeiro, acontecimento de fundamental importância para arte brasileira, com influências até os dias de hoje.

O VII Seminário do Museu D. João VI e V Colóquio de Estudos sobre Arte Brasileira do Século XIX – “Modelos na arte – 200 anos da Academia de Belas Artes do Rio de Janeiro” acontecerá no MNBA e reunirá pesquisadores de diversas universidades e museus brasileiros e estrangeiros.

Os professores Ana Cavalcanti, Arthur Valle, Marize Malta e Sonia Gomes Pereira são os organizadores do encontro, que tem por objetivo fazer o público conhecer melhor a história das academias. As inscrições podem ser feitas no Museu Nacional de Belas Artes, a partir das 9h da terça-feira, 12 de julho.

Exposição

Em paralelo ao Seminário, será aberta, no dia 12, às 10h30, a mostra Intervenções entre XIX e XXI, para a qual foram convidados vinte artistas, entre alunos e professores da EBA e UFF, para intervir nas galerias, na arquitetura e na fachada do Museu Nacional de Belas Artes.

O prédio do MNBA, inaugurado em 1909, foi construído originalmente para abrigar a Escola Nacional de Belas Artes e seu acervo, composto por peças da coleção da família real portuguesa e por obras de estudantes e professores da antiga Academia Imperial de Belas Artes.

Fundada a partir do núcleo de artistas da Missão Francesa, no século XIX, a Academia de Belas Artes seguia os métodos neoclássicos de ensino. Durante a ditadura militar, em 1975, já transformada em Escola, foi transferida para o Campus Universitário da Ilha do Fundão e o prédio da Av. Rio Branco, 199, na Cinelândia,  foi ocupado pelo Museu.

Nesta reorganização, os espaços destinados às práticas de ateliê e às aulas teóricas foram transformados em galerias sem que fosse necessário, para isso, alterar sua arquitetura original.

Como explica curadora da mostra Beatriz Pimenta Velloso, “por intervenção, entendemos aquilo que, em um primeiro momento, interrompe o fluxo do olhar ao se interpor no espaço pré-definido da arquitetura e, em um segundo momento, nos relatos da própria história, já consolidados”. Como alternativa de desvio, as intervenções em vídeos, fotografias, performances e instalações, entram em contexto propondo novas ordens visuais e novos sentidos possíveis.

Pretende-se com isso não a negação, mas diálogos com as obras do acervo a partir de uma releitura contemporânea que leva em consideração os deslocamentos na compreensão da história do Brasil e da arte brasileira narradas na arquitetura e no acervo do Museu. A mostra vai até 31 de julho.

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