Museu da Abolição apresenta artefatos culturais de inspiração africana

Ocupando as salas do pavimento térreo do Museu da Abolição (MAB), que integra a rede do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) no Recife (PE), será aberta nesta quinta-feira (11), às 19h, a exposição temporária Culturas africanas – arte, mitos e tradições.

A mostra, que fica em cartaz até 1º de agosto, pretende enfatizar o variado e rico repertório de máscaras, totens e escudos de algumas etnias encontradas em países africanos, como a Costa do Marfim, Quênia, Burkina Faso, Angola, entre outros.

Exposição fica em cartaz até 1º de agosto no MAB

Exposição fica em cartaz até 1º de agosto no MAB

Os expositores, alunos do Curso de Extensão de Modelagem em Argila da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), realizaram ampla pesquisa sobre as tradições, os costumes, os ritos e os mitos de povos africanos.

A intenção foi entender o significado simbólico daqueles povos, o que inclui máscaras, totens e objetos lúdicos e criativos do dia a dia. Valoriza-se, assim, o conteúdo dos volumes, a variedade das formas geométricas, os contornos e as expressões faciais.

A direção da pesquisa e da exposição é de Suely Cisneiros Muniz, professora do departamento de Teoria da Arte e Expressão Artística, e Paulo Lemos de Carvalho, professor e pesquisador em Antropologia da Arte Tradicional Africana, ambos da UFPE.

Experimentação
No caso das máscaras e totens, em vez da madeira, tradicionalmente utilizada em sua confecção,  empregou-se inicialmente como matéria-prima a argila, cuja experimentação em modelagem resultou em um admirável efeito estético/ expressivo, vivenciado em cada etapa do processo.

Para a finalização, optou-se por materiais mais atuais, como massa plástica, fibra de vidro, pasta de celulose, além do emprego de cores variadas e de pátina, para conferir às máscaras uma textura semelhante àquelas originais.

Outros elementos de caracteres ornamentais foram empregados (tecidos, conchas, chifres, metais, miçangas e fibras vegetais) e complementam a indumentária ritualística das peças expostas. Fazem parte do acervo indumentárias e adereços originais dos Reinos da Grassland, da República dos Camarões, e da arte Korhogo, da Costa do Marfim.

O Museu da Abolição localiza-se na Rua Benfica, 1150 – Madalena. As visitas podem ser feitas de segunda a sexta, das 9h às 17h e aos sábados, das 13 às 17h. Conheça mais sobre o MAB.

Texto e foto: Divulgação MAB

Receita Federal doa escultura africana ao Museu da Abolição no Recife

O Museu da Abolição/Ibram aguarda o recebimento de uma doação histórica. Pela primeira vez, uma obra de arte apreendida pela Receita Federal do Brasil será destinada a um museu da rede Ibram – formada por 30 museus federais.

A escultora holandesa Marianne Houtkamp viveu muitos anos na África Oriental

A escultura Samburu Dance I, da artista holandesa Marianne Houtkamp, foi doada ao museu pernambucano após ser apreendida pela Receita Federal no Aeroporto de Viracopos, em Campinas (SP).

A peça já deixou o aeroporto e deve chegar ao Museu da Abolição neste fim de semana. A obra retrata uma mulher da tribo Samburu, do Quênia, e possui certificado de autenticidade emitido pela própria autora.

Elaborada em gesso e pátina de bronze, Samburu Dance I pesa cerca de 150Kg e possui 1,35m de altura. Levemente avariada, a peça vai passar por restauro antes de ser exibida ao público.

A direção do Museu da Abolição, Maria Elisabete Arruda, avaliou que a obra está afinada com os propósitos de valorização das tradições originárias do continente africano e sua relação com a formação da sociedade brasileira atual – tema referencial da instituição.

A artista
A escultora holandesa Marianne Houtkamp viveu muitos anos na África Oriental, especificamente Quênia e Tanzânia, de onde advém os principais temas das sua obra. Desde então, tem estudado os povos nômades da região – roupas, ornamentos, sinais de pertencimento à tribo etc. As cores de seus bronzes são fiéis às dos trajes e jóias usados.

Seu contato com a tribo queniana Samburu, por exemplo, resultou numa série de 8 obras em bronze, além da criação da fundação Watoto Samburu (filhos de Samburu), que tem como objetivo proteger a cultura e as tradições da tribo.

As obras da artista podem ser encontradas em galerias de Nova York, Paris, Lyon, Knokke, Honfleur, Saint Paul de Vence, Marbella, Oslo e Dubai.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: Divulgação

Museus Ibram: centenas de obras circulam em exposições no Brasil e exterior

Peças do acervo MHN/Ibram estão na exposição Índia

Centenas de obras de acervos de museus ligados ao Ibram/MinC estão atualmente integrando exposições no Rio de Janeiro, São Paulo e na Bélgica, reforçando a importância destas coleções no contexto museológico nacional e internacional.

As exposições do Festival Europalia, que homenageia o Brasil este ano, ficam em cartaz por três meses na Europa e contam com importantes contribuições de seis museus integrantes da estrutura do Ibram/MinC: “o festival terá cerca de 20 exposições, sendo que 25% das obras são de acervos do Ibram”, destaca José do Nascimento Jr, Presidente do Instituto.

Dentre os destaques do Europália estão o quadro A Primeira Missa no Brasil, de Victor Meirelles, que faz parte do acervo do Museu Nacional de Belas Artes e retorna pela primeira vez à Europa após 150 anos de sua realização (1861).

Uma das peças de arte africana da coleção MNBA/Ibram

Além disso, 73 peças do Museu Nacional de Belas Artes (RJ) estão na exposição Onde Somos África?, que propõe um painel significativo da produção cultural africana, em cartaz de 22 de outubro a 27 de novembro na Caixa Cultural São Paulo. As peças cedidas envolvem esculturas, tecidos, objetos e máscaras produzidas pelas etnias Baulê, Fon, Yorubá, e Dogon.

Já outras dez peças da coleção do Museu Histórico Nacional (RJ) integram a exposição Índia  – em cartaz no Centro Cultural Banco do Brasil do Rio de Janeiro, de 12 de outubro de 2011 a 29 de janeiro de 2012. São três peças de mobiliário em madeira do século XIX e sete esculturas religiosas em marfim, integrantes da coleção Souza Lima – incorporada ao acervo do museu em 1940.

Texto: Ascom/Ibram

Acervo do Museu de Belas Artes (RJ) integra exposição sobre África

73 peças do acervo do Museu Nacional de Belas Artes/Ibram estão na exposição Onde Somos África?, que propõe um painel significativo da produção cultural africana, em cartaz de 22 de outubro a 27 de novembro, na Caixa Cultural São Paulo. A entrada é franca.

As peças cedidas envolvem esculturas, tecidos, objetos e máscaras produzidas pelas etnias Baulê, Fon, Yorubá, e Dogon. A participação na mostra reforça o caráter nacional do MNBA, atuando para além de suas fronteiras e fazendo circular entre outros públicos o seu acervo. Visite a página do Museu Nacional de Belas Artes para conhecer a programação atualizada.

Segundo os organizadores de Onde Somos África?, a exposição pretende apresentar a arte africana ao mesmo tempo em que situa esta cultura como parte importante na formação do povo brasileiro.

Fonte: Divulgação MNBA/Ibram