Museu da República e Museu Lasar Segall têm novos diretores

Um dos responsáveis pela criação da Política Nacional de Museus, do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e do Programa Pontos de Memória, entre outros, Mário Chagas atuava como coordenador técnico do Museu da República, função que acumulava com a de professor de Museologia da Unirio.

Um dos responsáveis pela criação da Política Nacional de Museus, do Ibram e do Programa Pontos de Memória, Mário Chagas atuava como coordenador técnico do Museu da República e é também professor de Museologia.

Ganharam oficialmente novos diretores, nos últimos dias, dois museus vinculados à rede Ibram: o Museu da República, no Rio de Janeiro (RJ), e o Museu Lasar Segall, em São Paulo (SP). Ambos foram escolhidos através de seleção pública aberta no final do ano passado.

O museólogo, professor e poeta Mário de Souza Chagas é o novo diretor do Museu da República. Graduado em Museologia pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) e mestre em Memória Social pela mesma instituição, é doutor em Ciências Sociais pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

Um dos responsáveis pela criação da Política Nacional de Museus, do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e do Programa Pontos de Memória, entre outros, Mário Chagas atuava como coordenador técnico do Museu da República, função que acumulava com a de professor de Museologia da Unirio. É também professor visitante da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (ULHT), em Portugal, e professor colaborador do Programa de Pós-graduação de Museologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA).

Pertencimento comunitário

Com experiência nacional e internacional no campo da museologia e da museografia – com ênfase na museologia social, nos museus sociais e comunitários, na educação museal e nas práticas sociais de memória, política cultural e patrimônio – o novo diretor do Museu da República afirma que seu plano de trabalho para os próximos quatro anos terá como foco a valorização do Palácio do Catete, que sedia o museu, e do Palácio Rio Negro, localizado em Petrópolis (RJ), também vinculado à instituição.

“Os dois apresentam localização estratégica em suas respectivas cidades, acesso fácil, são atrativos turísticos da maior importância e eu pretendo valorizar todos esses aspectos. E com isso contribuir para ampliar as visitações”, explica.

Mário Chagas adianta que garantir a manutenção, conservação e restauração arquitetônica dos dois prédios históricos será um desafio prioritário, e que a celebração pelos 30 anos da Constituição Federal estará no foco de trabalho do museu para 2018. A articulação com comunidades populares, movimentos sociais e outros museus espalhados pela cidade do Rio de Janeiro, além de criação de uma rede de parcerias com universidades, instituições culturais e de pesquisa, também estão entre as prioridades.

Abertura e ressignificação

Giancarlo Hannud, novo diretor do Museu Lasar Segall, atuava como curador sênior da Pinacoteca do Estado de São Paulo e é também professor de História da Arte das Faculdades Santa Marcelina. Tem experiência na área de Artes, com ênfase em História da Arte.

Giancarlo Hannud, novo diretor do Museu Lasar Segall, atuava como curador sênior da Pinacoteca do Estado de São Paulo e professor de História da Arte.

O curador e professor Giancarlo Hannud, bacharel em Artes Plásticas pela Slade School of Fine Art (Reino Unido) e mestre em História Cultural e Intelectual pelo Warburg Institute, de Londres, é o novo diretor do Museu Lasar Segall. Hannud atuava como curador sênior da Pinacoteca do Estado de São Paulo e é também professor de História da Arte das Faculdades Santa Marcelina. Tem experiência na área de Artes, com ênfase em História da Arte.

O plano de trabalho do novo diretor para os anos de 2018 a 2021 tem como ponto central a ressignificação do Museu Lasar Segall dentro do imaginário da capital paulista a partir de três eixos: a afirmação da instituição como centro de excelência no campo dos estudos sobre a vida e obra do artista; a abertura conceitual do museu para seu público e entorno; e o reconhecimento do prédio que o abriga como parte integrante de seu acervo.

De acordo com Hannud, a agenda de exposições e atividades educativas da instituição será centrada na obra, tempo e espaço de Lasar Segall. “Estaremos fortalecendo as ações já desenvolvidas pelos núcleos do museu e ao mesmo tempo concentrando esforços e energias para a realização do catálogo raisonné do artista”, explica. Reconhecer o papel do público na formação da identidade do museu, convidando-o a participar ativamente de sua programação cultural e educativa, também será, segundo o diretor, uma vertente prioritária para os próximos anos.

A seleção dos dois diretores foi realizada mediante critérios técnicos e objetivos de qualificação, avaliados por Comissão de Seleção através de análise de currículo, declaração de interesse e plano de trabalho. Realizado em três etapas, cada processo seletivo incluiu ainda entrevista oral de caráter classificatório.

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