VI Prêmio Ibero-Americano de Museus: museus brasileiros entre os vencedores

O Programa Ibermuseus apresenta o resultado da VI edição do Prêmio Ibero-Americano de Educação e Museus. Conforme estabelecido no edital publicado no dia 18 de maio de 2015, o Comitê de Avaliação selecionou três projetos na Categoria I (realizados ou em andamento) e cinco projetos na Categoria II (em fase de elaboração e/ou planejamento), que receberão ao todo, US$ 75 mil. Além da premiação financeira, serão concedidas Menções Honrosas aos primeiros 20 colocados. Conheça mais sobre os vencedores ao final do texto.

O resultado é fruto da análise realizada pelo Comitê Técnico Avaliador, formado por especialistas da Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Espanha, México e Uruguai.

A sexta edição do Prêmio Ibero-Americano de Educação e Museus encerrou suas inscrições no dia 30/6, quando foi contabilizado o recebimento de 147 projetos provenientes de 12 países da Comunidade Ibero-Americana: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Cuba, Equador, Espanha, México, Peru, Portugal e Uruguai.

Ao desenvolver esta ação, o Programa Ibermuseus busca reafirmar e ampliar a capacidade educativa dos museus e do patrimônio cultural como estratégias de transformação da realidade social. Nas últimas cinco edições do Prêmio, o Programa premiou 37 projetos educativos na Ibero-América, com um total de US$ 215 mil.

Resultado final:

Vencedores do VI Prêmio Ibero-Americano de Educação e Museus

Categoria 1:

1º lugar: “Jovem Explorador” / Organização Pingo d’Água (Brasil).

O projeto, que está em andamento, objetiva criar um ecomuseu na cidade de Pacoti, no sertão do Ceará – constituída como área de proteção ambiental. Para tanto, a etapa atual de planejamento museográfico ocorre a partir do trabalho de uma comissão científica formada por jovens estudantes, que participam de cursos de formação e realizam pesquisas para composição do acervo museológico. Por eles é elaborado um inventário dos bens do patrimônio cultural e natural da comunidade em que habitam.

2º lugar: “O Museu Móvel nas Sete Cidades – Um Projeto em Andamento” / Museu Carlos Machado (Portugal).

O projeto tem como objetivos levar o museu à Ilha de São Miguel, onde a população tem difícil acesso à instituição, e simultaneamente, enriquecer o museu com a cultura local, valorizando e promovendo a salvaguarda deste patrimônio. A iniciativa caracteriza-se pela sua transversalidade e pelo seu potencial pedagógico, ao envolver a população nos projetos culturais e, assim, contribuir para a construção de uma democracia participativa – condição essencial ao desenvolvimento social e econômico da região. Em sua fase atual, o projeto busca criar uma rede de parcerias locais, com um levantamento aprofundado da comunidade das Sete Cidades, localizada na Ilha de São Miguel.

3º lugar: “FAZERMUSEU” / Museu Brasileiro da Escultura – MuBE (Brasil). 

Trata-se de um Programa de Visitação Agendada e a mais recente ação educativa da instituição, desenvolvida especialmente para acolher os grupos sociais “Parceiros do Museu”. Seu principal estímulo é o contexto de vida de cada participante – presenciais e virtuais – e não apenas o acervo ou a programação expositiva da instituição. O projeto transforma o espaço em plataforma de intercâmbio cultural capaz de aproximar universos diferentes em constante criação. Para tanto, foi desenvolvida uma nova dinâmica de trabalho que fez emergir, na prática, o conceito de “encontros integrativos”, reunindo diversos estímulos para a criação pedagógica, com base na realidade de vida de cada grupo participante, que é sempre convidado a inaugurar/fazer um novo Museu.

Categoria 2:

1º lugar: “Memorial Itinerante – Africanidades” / Associação Memorial Minas Gerais Vale (Brasil).

Com o intuito de expandir suas ações de âmbito educacional e fomentar a reflexão sobre questões étnico-raciais e a apropriação das matrizes africanas presentes na sociedade brasileira, a instituição propôs o “Memorial Itinerante: Africanidades”. O projeto inclui exposições em painéis eletrônicos, equipamento audiovisual e peças de acervo, além de um programa de formação em relações étnico-raciais para 136 profissionais da área de educação para a comunidade. A itinerância será realizada em quatro cidades de Minas Gerais: Itabira, Rio Piracicaba, Barão de Cocais e São Gonçalo do Rio Abaixo.

2º lugar: “Olhares do patrimônio: a valorização e preservação do patrimônio cultural através da fotografia” / Museu de Artes e Ofícios (Brasil).

O Projeto visa oportunizar a alunos da rede pública e privada de Belo Horizonte e região metropolitana a descoberta, por meio da fotografia, do patrimônio cultural, estimulando a valorização e a proteção de bens materiais e imateriais. A proposta é que os estudantes visitem o acervo fotográfico do Museu – que conta a história do trabalho no Brasil do século XVIII ao XX – e depois registrem imagens relacionadas ao assunto dentro de seus lares ou comunidades. Assim, poderão ser reunidos múltiplos olhares sobre o tema “trabalho e seus saberes”, entendido como meio de valorização do patrimônio cultural, da história e da memória.

3º lugar: “Bonecos das Maltezas; Títeres de Ciência” / Centro Ciência Viva de Estremoz (Portugal).

A ação utiliza uma técnica multidisciplinar que une arte popular e tecnologia para transmitir conhecimentos científicos a professores e estudantes. A proposta é que eles aprendam com personalidades como Aristóteles, Ptolomeu, Newton e Galileu, representados por marionetes de madeira. O conteúdo é dividido em três diferentes (porém complementares) eixos: “Autos de Ciência”, “Auto do Universo” e “Auto da Evolução”, o que potencializa os resultados de aprendizado. Além das apresentações, o projeto prevê a utilização de curtas-metragens, livros, e equipamentos tecnológicos para apostar na inovação e descentralização da oferta cultural.

4º lugar: “Travesuras en la Patagonia” / Asociación Civil Identidad Pro Museo Regional (Argentina)

O projeto pretende realizar a produção e a montagem dos elementos necessários para a concretização da Área Lúdico-Educativa da instituição (recursos gráficos, mobiliários e outros materiais). A ideia é criar um ambiente para o conhecimento, difusão e valorização da historia das pessoas que viveram na Cova das Mãos, situada no vale do Rio Pinturas (Patagônia), há nove mil anos. À época, a subsistência das pessoas girava em torno da criação do guanaco (camelídeo nativo da América do Sul), muito presente, também, na arte rupestre durante milênios. Portanto, o “Travesuras en la Patagonia” tem como protagonista um filhote guanaco chamado Chulito, que conta sobre a relação de sua espécie e o homem.

5º lugar: “El paisaje sonoro como herramienta para la educación Patrimonial” / Museo de Arte Moderno de Medellín (Colômbia).

Até o final de 2015, o MAMM vai inaugurar, em suas instalações, a Sala de Experimentação Sonora – Lab3, um espaço dedicado à produção e promoção de práticas artísticas que incorporem o som como elemento primordial, visando levar ao público de Medellín o trabalho de artistas colombianos e ibero-americanos. Para isto, serão utilizados laboratórios, sessões de áudio, montagens, conferências e projetos especiais que combinem estratégias de educação patrimonial, cartografia e arte contemporânea. O objetivo do Museu é colocar em prática uma estratégia educativa em torno da paisagem sonora e sua dimensão patrimonial.

Texto: Programa Ibermuseus

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