Unidades de conservação podem se tornar museus

Representantes do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC) e do Ministério do Meio Ambiente tiveram encontro nesta segunda-feira (4/4) para discutir uma aproximação conceitual entre Unidades de Conservação (UC) e museus, além da integração dos Cadastros Nacionais das duas instituições.

Segundo conceituação vigente, uma instituição museológica é aquela que apresenta três pilares: preservação, pesquisa e comunicação. Portanto, algumas unidades de conservação poderiam ser consideradas também como unidades museológicas e passarem a ser incluídas no Cadastro Nacional de Museus. Internacionalmente, essa classificação de unidades de conservação como unidades museológicas – é aceita pelo Conselho Internacional de Museus (Icom).

“Essa aproximação com o Ministério do Meio Ambiente é um sonho antigo, pois o Brasil vai dar um salto de qualidade importante ao considerar unidades de conservação como unidades museológicas”, afirmou Rose Miranda, coordenadora-geral de Sistemas de Informação Museal do Ibram. Para a coordenadora do Cadastro Nacional de Unidades de Conservação (CNUC), Helen Gurgel, essa aproximação com o Ibram também vai ajudar a desmistificar as unidades de conservação, além de divulgá-las. “A maioria das UCs não imagina que podem ser consideradas como museus”, disse Helen.

Atualmente, o Cadastro Nacional de Museus não possui nenhuma unidade de conservação cadastrada, mas inclui instituições relacionadas ao meio ambiente e à presevação da natureza. Ao serem incluídas no cadastro de museus, as unidades de conservação poderão participar dos editais do Ibram, além de terem maior possibilidade de comunicação com a sociedade.

Integração de cadastros - Durante o encontro, também foi discutida a possibilidade de troca de informações sobre os sistemas do Cadastro Nacional de Museus (CNM) e do Cadastro Nacional de Unidades de Conservação (CNUC).

O Cadastro Nacional de Museus começou a ser realizado em 2006 com o objetivo de possibilitar um diagnóstico do setor museal. Nos próximos meses, a ferramenta passará por uma mudança de plataforma e de campos, o que permitirá diálogo com outras bases de dados como o CNUC. Atualmente, existem 3.025 museus, sendo 1.500 cadastrados.

O Cadastro Nacional de Unidades de Conservação se iniciou em 2002, a partir de bases legais como o Sistema Nacional de Unidades de Conservação. A ideia é permitir novas informações para os gestores de unidades de conservação. Hoje, existem 824 unidades de conservação com cadastramento finalizado.

A aproximação e troca de informações dessas duas bases de dados vai gerar informações novas, inclusive a ampliação da base do Cadastro Nacional de Museus, o que colocaria o Brasil à frente na questão de inclusão de unidades ambientais como museus.

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2 comentários para “Unidades de conservação podem se tornar museus

  1. Como está o andamento da integração dos cadastros?
    Quem está responsável por esta atividade no IBRAM?

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