130 anos do nascimento de Villa-Lobos é comemorado com música no museu

O Museu Villa-Lobos/Ibram, no Rio de Janeiro, realiza no domingo (5), dia do nascimento de Heitor Villa-Lobos e também Dia Nacional da Música Clássica, uma série de concertos em memória de seu patrono. A programação tem início às 14h e o ingresso custa R$2,00. O Museu Villa-Lobos fica na Rua Sorocaba, 200, no bairro de Botafogo.

Villa-Lobos e sua esposa Arminda

Villa-Lobos e sua esposa Arminda em 1957 – dois anos antes de seu falecimento

Fazem parte da programação dois grupos – Orquestra Popular Tuhu e Orquestra Villa-Lobos e as Crianças – oriundos de um projeto social de educação musical nascido no Museu e apoiado pela instituição, além do Quinteto Villa-Lobos e o Quarteto Radamés Gnattali – dois dos mais importantes conjuntos de música de câmara brasileiros.

No encerramento, a soprano norte-americana radicada no Brasil Carol McDavit, acompanhada pelo pianista Flávio Augusto, apresenta um recital Villa-Lobos que servirá de abertura para o lançamento do seu livro Vozes das Américas – Encontro das culturas europeia, africana e indígena nas canções de câmara de Heitor Villa-Lobos e Aaron Copland.

Heitor Villa-Lobos
Considerado, ainda em vida, o maior compositor das Américas, Heitor Villa-Lobos compôs cerca de 1 mil obras e sua importância reside, entre outros aspectos, no fato de ter reformulado o conceito brasileiro de nacionalismo musical, tornando-se seu maior expoente.

Foi também, através de Villa-Lobos, que a música brasileira se fez representar em outros países, culminando por se universalizar. Villa-Lobos nasceu em 5 de março de 1887 e faleceu em 1959, aos 72 anos. Saiba mais na página do Museu Villa-Lobos.

Texto: Ascom Museu Villa-Lobos
Edição: Ascom Ibram

Memória do Mundo certifica candidaturas de 2015

O Comitê Nacional do Brasil do Programa Memória do Mundo da UNESCO (MoWBrasil) selecionou dez candidaturas, dentre as trinta habilitadas apresentadas ao Comitê Nacional em atendimento a convocação do Edital do ano de 2015, para inscrição no Registro Nacional do Programa Memória do Mundo da UNESCO.

Dentre as candidaturas selecionadas, destacamos a Iconografia do Rio de Janeiro na Coleção Geyer (séculos XVI a XIX), apresentada conjuntamente pela Casa Geyer e Museu Imperial; Partituras – Obras de Heitor Villa-Lobos (1901-1959), apresentadas pelo Museu Villa-Lobos e República e Positivismo: A Produção Intelectual da Igreja Positivista do Brasil, apresentado pela Igreja Positivista do Brasil (IPB), que contou com o apoio do Museu Casa de Benjamin Constant.

Na próxima quinta-feira (10), acontece uma cerimônia na sede do Arquivo Nacional, no Rio de Janeiro, para entrega do certificado de nominação no Registro Nacional do Brasil aos acervos nominados em 2015.

Memória do Mundo

O Programa Memória do Mundo, criado em 1992, é uma iniciativa do Ministério da Cultura em conjunto com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), e reconhece documentos, arquivos e bibliotecas de grande valor internacional, regional e nacional. Seu objetivo é preservar e difundir amplamente esse acervo, buscando impedir que o patrimônio da humanidade seja esquecido. Além disso, o programa facilita a preservação desses documentos e seu acesso, contribuindo, assim, para despertar a consciência coletiva do patrimônio documental da Humanidade. Saiba mais.

Homenagem ao Aleijadinho no Museu Villa-Lobos (RJ)

O Museu Villa-Lobos/Ibram, no Rio de Janeiro (RJ), está como uma exposição concebida especialmente para a Jornada Mundial da Juventude (JMJ) – que ocorreu no final de julho na cidade. A exposição poderá ser visitada até 30 de setembro. Saiba como chegar ao museu.

A Ceia brasileira de Ismailovitch – homenagem ao Aleijadinho, com curadoria de Eduardo Cavalcanti, reúne três pinturas e 14 estudos preparatórios do pintor Dimitri Ismailovitch (1890-1976) para o quadro Ceia – Homenagem ao Aleijadinho (1945), considerada a obra-prima do artista russo-brasileiro, que tornou-se admirador da obra de Aleijadinho após uma visita a Ouro Preto (MG). A mostra também pode ser vista na internet por meio de um tour virtual.

O Artista
Ismailovitch chegou ao Rio de Janeiro em 1927, onde fez exposição individual na embaixada norte-americana. No Rio ele conheceu Graça Aranha, escritor modernista que o introduziu no meio artístico e intelectual.

Ainda na então capital da república, o artista participou do Salão Revolucionário de 1931, da Escola Nacional de Belas Artes, tendo participado, nos anos seguintes, por diversas vezes, do Salăo Nacional de Belas Artes, no Rio.

Naturalizou-se brasileiro em 1937. A convite de Villa-Lobos participou, com Di Cavalcanti e a pintora Maria Margarida Soutello, da ornamentação do bloco carnavalesco Sôdade do Cordão em 1940.

Segundo críticos, dentre as várias influências de Ismailovitch podem ser citadas a iconografia russa, a arte bizantina e persa, o cubismo, o art deco, as xilogravuras japonesas, a arte mexicana e marajoara. Notabilizou-se como retratista, embora tenha se dedicado à paisagem, à natureza morta, a arte sacra, aos estudos antropológicos, a documentação da flora e a abstração.

Texto: Ascom/Ibram
Imagem: Divulgação

Museu Villa-Lobos (RJ) promove festival dedicado ao maestro

Criado em 1961 para reverenciar a obra de Heitor Villa-Lobos e de outros importantes compositores brasileiros, o Festival Villa-Lobos – realizado pelo Museu Villa-Lobos (Ibram/MinC), em parceria com a Sarau Agência de Cultura Brasileira – chega ao seu cinqüentenário com uma programação composta por concertos de música sinfônica,  câmera e coral, espetáculos de música popular, recitais, oficinas, exibição de filmes, contação de histórias e ainda um concurso de música de câmera.

O diversificado elenco de convidados, dentre as quase 60 atrações que compõem a programação diária, ocupará, entre 9 e 25 de novembro, o Museu Villa-Lobos, Theatro Municipal, Espaço Tom Jobim, Escola de Música da Rocinha, Jardim Botânico, CCC e Escola de Música da UFRJ, entre outros espaços – em eventos com entrada franca ou a preços populares. Veja calendário e programação diária.

Diversidade
Para o maestro Wagner Tiso, diretor do Museu Villa-Lobos/Ibram,  o festival “apresenta um abrangente e magnífico painel da música brasileira, popular e de concerto, em homenagem ao nosso grande compositor”.

A ampla programação será dividida em 14 séries voltadas para cada um dos segmentos que compõem o festival. “Uma de nossas propostas é diluir as fronteiras entre a música considerada ‘erudita’ e a ‘popular’. Villa-Lobos é, inclusive, um dos grandes exemplos do quanto uma pode enriquecer a outra, como se percebe em quase toda a sua obra”, explica Marcelo Rodolfo, coordenador artístico do festival.

Dentre os destaques, a rara oportunidade de ouvir o violoncelo que pertenceu ao próprio Villa-Lobos, construído por Martin Diehl, em 1779, e que foi restaurado pelo luthier Túlio Lima. O histórico instrumento será tocado pelo violoncelista Hugo Pilger, que abre o festival em recital ao lado da pianista Lúcia Barrenechea, no Museu Villa-Lobos, pela série Movimento de Câmera. Saiba mais sobre a 50ª edição do Festival Villa-Lobos.

Texto: Divulgação Festival Villa-Lobos

Quarteto Radamés Gnattali lança DVD no Museu Villa-Lobos (RJ)

Após a primeira e única interpretação na América do Sul da obra completa para quarteto de cordas de Heitor Villa-Lobos, durante o Festival Villa-Lobos de 2009, o Quarteto Radamés Gnattali lança, no dia 5 de março, todos os 17 Quartetos de Villa-Lobos em DVD e Blu-Ray.. O evento começa às 20h no Museu Villa-Lobos (Rua Sorocaba, 200 – Botafogo, RJ).

Gravada entre os meses de julho de 2010 e maio de 2011, nos palácios do Catete, Laranjeiras e Theatro Municipal do Rio de janeiro, a obra integral para quartetos de cordas de Heitor Villa-Lobos traz a eloquência musical do compositor brasileiro em suas 17 peças acabadas e no curioso ineditismo de uma 18° obra, para a qual o maestro deixou compostos apenas 3 compassos e que são executados pelo quarteto Radamés nesta produção.

Com a imprescindível parceria do Museu Villa-Lobos, o acesso aos manuscritos originais do compositor permitiu revisões dessas partituras e a correção de diversos erros de notas e ajustes rítmicos, permitindo ao ensemble criar a própria edição dos quartetos.

No lançamento serão exibidos os vídeos em alta definição e o Quarteto Radamés Gnattali apresentará uma seleção de movimentos de alguns dos quartetos que compõe a Integral. Saiba mais.

Fonte: Divulgação Museu Villa-Lobos