Seminário em Brasília discutiu o papel das comunidades e patrimônios

unb edijpgAconteceu na última semana, o Seminário Comunidades e Patrimônios: dos ecomuseus ao patrimônio cultural imaterial, ministrado pela professora francesa Claudie Voisenat. O evento, que reuniu cera de 100 estudantes e profissionais do setor, faz parte do acordo de cooperação entre o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e a Escola do Louvre (França).

Claudie Voisenat é professora de antropologia do patrimônio na Escola do Louvre e dá formação aos estudantes do bacharelato de Etnologia do Patrimônio Imaterial da Universidade de Toulouse. Para ela, essa iniciativa “é muito importante, por que nos dias de hoje eu vejo que, na França, por exemplo, não podemos mais pensar em conceitos como patrimônio ou cultura fora de um contexto global. Hoje, o relacionamento entre profissionais de diferentes países é mais importante que nunca”.

O seminário tratou do aspecto da inversão do processo de fabricação do patrimônio, quando a atribuição de valor cultural, e não mais estritamente histórico ou artístico, deixou de depender somente do Estado, assentando cada vez mais nos saberes das próprias comunidades.

Para Voisenat “já existem instituições importantes, como a Unesco por exemplo, mas se não queremos apenas depender delas precisamos trabalhar juntos e encontrar nossas próprias formas de agir e pensar conjuntamente, dentro da Unesco inclusive, mas de uma forma autônoma. Nesse contexto, os contatos entre profissionais são muito importantes, e o intercâmbio entre estudantes também. Aprender e refletir com eles também é uma forma de prepará-los (para os desafios profissionais), finalizou.

 Cooperação

A parceria entre Ibram e Escola do Louvre existe desde 2013 e já levou nove estudantes brasileiros para participar do Seminário Internacional de Verão de Museologia e estagiar em museus franceses, e três profissionais para realizar seminários, além de promover a vinda ao Brasil de estudantes para estágios e profissionais franceses para ministrar cursos no Brasil. Saiba mais.

Brasília recebe seminário sobre Comunidades e Patrimônios

Acontece entre os dias 22 e 26 de maio, na Universidade de Brasília (UnB), o Seminário Comunidades e Patrimônios: dos ecomuseus ao patrimônio cultural imaterial. A programação está disponível aqui.

Ministrado pela professora francesa Claudie Voisenat, o evento faz parte do acordo de cooperação entre o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e a Escola do Louvre (França), e é aberto ao público. As atividades acontecem no período da tarde, no Auditório do Centro de Informática (CPD – Campus Darcy Ribeiro).

Antropóloga francesa

Antropóloga da Escola do Louvre ministra seminário na UnB

Claudie Voisenat é professora de antropologia do patrimônio na Escola do Louvre e dá formação aos estudantes do bacharelato de Etnologia do Patrimônio Imaterial da Universidade de Toulouse.

Após sua participação, na década de 1980, no desenvolvimento de dois ecomuseus em Fresnes (arredores de Paris) e em Fougerolles (Haute-Saône no leste da França), ela foi responsável, nos anos 90, pela Missão do Patrimônio Etnológico (Ministério da Cultura francês).

O seminário é uma oportunidade de conhecer a experiência de Claudie Voisenat ao longo de mais de 30 anos de prática patrimonial. A série de palestras pretende examinar aspectos da exibição e comunicação – como os objetos podem ser ‘feitos para falar’ – fazendo referência a exemplos do passado e presente.

O seminário toca o aspecto da inversão do processo de fabricação do patrimônio, quando a atribuição de valor cultural, e não mais estritamente histórico ou artístico, deixou de depender somente do Estado, assentando cada vez mais nos saberes das próprias comunidades.

Cooperação
A parceria entre Ibram e Escola do Louvre existe desde 2013 e já levou nove estudantes brasileiros para participar do Seminário Internacional de Verão de Museologia e estagiar em museus franceses, e três profissionais para realizar seminários, além de promover a vinda ao Brasil de estudantes para estágios e profissionais franceses para ministrar cursos no Brasil. Saiba mais.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: JD-L’Independant/Internet

A céu aberto: Brasília ganha Ecomuseu do Cerrado

Uma série de eventos, que começaram ontem (10) e seguem até amanhã (12), marcam a inauguração de um novo museu a céu aberto em Brasília (DF). Trata-se do Ecomuseu do Cerrado Laís Aderne, que não possui um espaço fechado ou cercado na capital federal.

Segundo a professora doutora da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB), Rosângela Corrêa, a ideia é que todo o Distrito Federal e entorno, com seus parques, ruas, praças, reservas naturais e mesmo escolas, façam parte do ecomuseu.

Ecomuseu homenageia a professora, ativista do cerrado e criadora do projeto Lais Aderne

Laís Aderne: ecomuseu homenageia a professora, ativista do cerrado e idealizadora do projeto

“Para isso, cada parceiro fará parte de um roteiro sociocultural para promover uma leitura sobre o cerrado nessas cidades, estabelecendo calendários culturais para que as pessoas possam visitar os diferentes locais do ecomuseu,” explica a professora.

Ela ressalta ainda que o ecomuseu servirá para que as comunidades se encontrem e se expressem nos seus habitats, constituindo-se em uma rede diversificada de saberes e fazeres.

Cultura e natureza
O  foco do projeto está no desenvolvimento sustentável embasado nas culturas locais, que tem a intenção de resgatar a história das cidades e a eco-história do cerrado, contribuindo assim para a conservação ambiental do DF e a promoção da preservação patrimonial – natural, material e imaterial.

O Ecomuseu do Cerrado leva o nome de Laís Fontoura Aderne Faria Neves (1937-2007). Mineira, natural de Diamantina, foi artista, arte-educadora e professora da UnB na área de cultura e sociedade, e, como presidente do Instituto Huah do Planalto Central, também idealizadora do Projeto Ecomuseu do Cerrado.

As primeiras atividades já acontecem em diferentes espaços da cidade: da Escola da Natureza, no Parque da Cidade, ao Centro de Excelência em Turismo na UnB. Outras atividades serão realizadas entre 20 de setembro e 30 de novembro, no Centro de Visitantes do Parque Nacional de Brasília (Água Mineral). Saiba mais.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: Divulgação/internet
Última atualização em 17/09/2014

Professor da UnB discute presença da cultura africana em palestra no Ibram

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Palestra sobre Museu Afro Brasil no auditório do Ibram em Brasília

“Falar da presença negra não é falar só de escravidão’”, afirmou Nelson Fernandes Inocêncio, professor do Departamento de Artes visuais da Universidade de Brasília (UnB), durante palestra na quarta-feira (26), no Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC), em Brasília.

O professor que também coordena o Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros do Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares da UnB, apresentou sua recém-defendida tese de doutorado, cujo tema é Museu Afro Brasil no contexto da diáspora: dimensões contra-hemogênias das artes e culturas negras.

A palestra foi organizada pela Coordenação de Pesquisa e Inovação Museal (CPIM), ligada ao Departamento de Processos Museais (DEPMUS) do Ibram, com o objetivo de estimular estudos na área e circular conhecimentos da academia, que conversem com a Museologia.

Integram a mesa de debates Alvaro Marins, coordenador da CPIM, Luciana Palmeira e Marijara Queiroz, museólogas do DEPMUS, e Leonardo Neves, também museólogo do Centro Nacional de Estudos e Documentação da Museologia (Cenedom/Ibram).

Subjetividade e representação

Nelson Inocêncio

Nelson Inocêncio fala sobre sua tese de doutorado apresentada na Universidade de Brasília

O principal ponto tratado por Inocêncio foi a tentativa de entender a criação do Museu Afro Brasil, em São Paulo (SP).  Ele busca analisar a conjuntura que precedeu a criação do museu, assim como a sucessão de fatos, como o debate sobre a discriminação racial e “todo um aglomerado de condições subjetivas reunidas”, explicou, que deu possibilidade para a construção do espaço.

Segundo ele, o diferencial do museu Afro Brasil é juntar diversas áreas, falando da presença negra na cultura brasileira em abordagens diferentes. O palestrante ressaltou ainda que o objetivo do museu é se tornar um espaço de arte representativo.

Nelson Inocêncio citou nomes de artistas e ativistas negros que contribuíram para a formação da história, dando ainda um breve histórico dos que conseguiram ingressar no cenário artístico brasileiro, mesmo diante de uma realidade elitista.

Além de abordar pontos de destaque do museu, o professor, contudo, questionou alguns posicionamentos relativos a exposições sobre cultura negra. Faça o download da palestra (arquivo zipado) ou ouça no seu reprodutor de áudio (mp3).

Texto e foto: Ascom/Ibram
Última atualização: 31.3.2014

Museu Afro Brasil é tema de palestra no Ibram na quarta (26)

Prédio do Museu Afro Brasil no Parque do Ibirapuera em SP

Prédio do Museu Afro Brasil no Parque do Ibirapuera em SP

No dia 26 (quarta-feira), às 15h, o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC), em Brasília, recebe Nelson Fernandes Inocêncio, professor Adjunto no Departamento de Artes Visuais da Universidade de Brasília (UnB), para uma palestra sobre o Museu Afro Brasil, localizado em São Paulo (SP).

Com o tema Museu Afro Brasil no contexto da diáspora: dimensões contra-hegemônicas das artes e culturas negras, a palestra parte de sua tese de doutorado defendida este ano na Unb.

Os estudos do professor estão voltados prioritariamente para a presença negra na História da Arte na Cultura Visual. Desde 2001 é o Coordenador do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros pertencente ao Centro de Estudos Avançados Multidisciplinares da UnB.

O debatedor convidado é Leonardo Neves, museólogo do Centro Nacional de Estudos e Documentação da Museologia (Cenedom/Ibram). A palestra tem entrada franca e acontece no Auditório do Ibram (Setor Bancário Norte, Quadra 2 Bloco N – Edifício CNC III – Sobreloja).

A atividade, organizada pela Coordenação de Pesquisa e Inovação Museal do Ibram, ligado ao Departamento de Processos Museais, tem como objetivo fazer circular o conhecimento produzido pela academia no campo de atuação dos museus, bem como estimular o desenvolvimento de pesquisas sistemáticas que versem sobre os a museologia, os museus e seus acervos.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: Divulgação/Internet

Brincar nos anos 90: estudantes de Museologia da UnB fazem exposição

Estudantes do curso de Museologia da Universidade Federal de Brasilia (UNB) inauguram, no dia 4 de fevereiro, a exposição Gerações: Brinquedos e Brincadeiras da década de 1990.

Exposição fica em cartaz na BC/UNB

A mostra, que faz parte da grade curricular do curso, tem como objetivo exibir as influências dos brinquedos eletrônicos no comportamento infantil, com destaque para o papel da mídia sobre os brinquedos e brincadeiras da década de 1990, e como tal relação faz parte de um importante processo de transição nas formas de brincar contemporâneas.

A abertura acontece às 13h na sala de exposições da Biblioteca Central da UnB, e ficará aberta ao público de 4 a 8 de fevereiro, de 10h às 19h. Além da exposição, estão programadas duas oficinas e um campeonato de videogame. Saiba mais sobre a exposição.

Texto e foto: Divulgação

Exposição Movimentos da Estrutural é inaugurada na UnB

A mostra Movimentos da Estrutural: Luta, Resistência e Conquista, do Ponto de Memória da Estrutural (Distrito Federal – DF),   foi inaugurada neste sábado, 1º de outubro,  na Universidade de Brasília (UnB), como parte da programação da Semana Universitária, que este ano homenageia  o educador Paulo Freire.

Dentre as memórias representadas, destacam-se a barricada de pneus, que fechava as principais vias durante as reivindicações, o diário oficial que garantiu, em 2008, o direito à moradia de sete mil moradores que viviam há uma década na localidade,  e a pipa, sempre presente nas brincadeiras das crianças e no céu da cidade.

A exposição está disposta em uma galeria na entrada da Biblioteca da UnB e pode ser visitada até sexta-feira, 7 de outubro, das 10 às 20h.