Ibram e Museu Nacional assinam Protocolo para cooperação técnica

O diretor do Museu Nacional, Alexander Kellner, e o presidente do Instituto Brasileiro de Museus, Paulo Amaral, assinaram o Protocolo de Intenções para cooperação tecnico-científico.

O diretor do Museu Nacional, Alexander Kellner, e o presidente do Instituto Brasileiro de Museus, Paulo Amaral, assinaram o Protocolo de Intenções para cooperação tecnico-científico.

O presidente do Instituto Brasileiro de Museus – Ibram, Paulo Amaral, e o diretor do Museu Nacional, Alexander Kellner, assinaram o Protocolo de Intenções entre Ibram e Museu Nacional, na tarde desta terça-feira (14), em cerimônia realizada no Museu da República/Ibram, no Rio de Janeiro.

O propósito do Protocolo de Intenções é promover a cooperação técnico-científica e cultural entre as duas instituições, através da interação entre seu quadro funcional, em iniciativas de cooperação e intercâmbio de conhecimentos, informações e experiências para a Elaboração do Plano Museológico do Museu Nacional.

O Ibram prestará de assessoria técnica nas ações que envolvam a reconstrução institucional do museu, inventários, elaboração de plano museológico, sistematização de política de acervo, registro do museu, etc, além de auxiliar o Museu Nacional na concepção, planejamento e gestão de exposições e mostras de curta duração, na articulação de parcerias com instituições afins visando aperfeiçoamento técnico e na formulação e execução de políticas públicas no campo dos museus, em especial aos de história natural e antropologia.

Histórico

No ano de 2018, ao completar 200 anos de sua criação, o país foi surpreendido pelo trágico incêndio do dia 2 de setembro de 2018, que tomou o edifício histórico/ sede do Museu Nacional/ UFRJ e grande parte do acervo da instituição, transformando o ano de celebração do primeiro museu brasileiro, em um ano de perda significativa para a memória científica e cultural do país.

A direção do museu e todo seu corpo técnico e de professores tomou como desafio a reconstrução da instituição, buscando repensar o museu e todas as suas formas de atuação, visando a sua reestruturação e compromisso com os seus públicos.

A partir disso, o Ibram desde o início vem acompanhando e prestando assessoria técnica à equipe técnica e de resgate do Museu Nacional, tendo em vista seu compromisso com a Política Nacional de Museus e a expertise na gestão do Programa de Gestão de Riscos ao Patrimônio Musealizado.

Seminário Internacional ‘Patrimônio em chamas: quem é o próximo?’

Programado para o período de 26 a 28 de junho, o Seminário Internacional ‘Patrimônio em chamas: quem é o próximo? – Gestão de riscos de incêndio para o Patrimônio Cultural’ tratará sobre o uso de novas tecnologias de segurança contra incêndios em organizações de patrimônio e sobre o papel dos tomadores de decisão em estimular uma cultura de prevenção.

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Serão discutidas as estatísticas de incêndios e suas implicações para a tomada de decisões eficazes, experiências de diferentes países e contextos na gestão de riscos de incêndio e medidas avançadas de segurança contra incêndios para aplicação no patrimônio cultural.

O Seminário Internacional ‘Patrimônio em chamas: quem é o próximo?’ será realizado no Museu Histórico Nacional/Ibram (RJ) e organizado pelo Ibram, ICOM Brasil, ICCROM, em parceria com o British Council, Museu Nacional e o Iphan.

Interessados em participar do evento podem fazer suas inscrições aqui.

Nota sobre o incêndio do Museu Nacional, da UFRJ

O incêndio que destruiu o Museu Nacional, da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ, neste domingo (2) é a maior tragédia museológica do país. Uma perda incalculável para o nosso patrimônio científico, histórico e cultural.

Tamanha perplexidade que toma a todos, nos defronta com o maior desafio dos museus: consolidar e implementar uma política pública que garanta, de forma efetiva, a manutenção e conservação de edifícios e acervos do patrimônio cultural brasileiro.

O Instituto Brasileiro de Museus manifesta solidariedade aos servidores e pesquisadores do Museu Nacional nesse triste registro de sua história.

A Paisagem na Academia em mostra no Museu Nacional de Belas Artes

Estudo de paisagem, sem data. Rodolfo Amoedo

Estudo de paisagem: Rodolfo Amoêdo (sem data)

O Museu Nacional de Belas Artes (MNBA/Ibram) recebe, a partir da terça-feira (9), a exposição Paisagem na Academia.

A mostra é uma parceria com a Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (EBA) e enfoca a história do ensino da pintura de paisagem na Academia de Belas Artes, que funcionou no Rio de Janeiro.

Com curadoria dos professores Carlos Terra e Ana Cavalcanti, da EBA, a exibição apresenta 21 obras, entre gravura, pintura e aquarela.

São destaques da exposição o processo artístico cotidiano e trabalhos que habitualmente não são expostos ao público, como desenhos realizados como provas para o concurso de professor de “Paisagem, flores e animais” de 1881, estudos de nuvens de Victor Meirelles e pequenas paisagens de Rodolpho Amoêdo.

Fazem parte da mostra obras de sete artistas que foram professores na Academia entre 1816 e 1890: Nicolas Antoine Taunay, Manuel de Araujo Porto-Alegre, Agostinho da Motta, Victor Meirelles, Leôncio Vieira, Rodolpho Amoêdo e Antonio Parreiras.

A exposição fica em cartaz até 9 de junho. O MNBA funciona de terça a sexta, das 10h às 18h e aos sábados, domingos e feriados, das 13h às 18h. Saiba mais.

 

Texto e imagem: MNBA/divulgação
Edição: Ascom/Ibram