Programa de Qualificação em Museologia segue com oficinas em novembro

O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC), no âmbito do Programa de Qualificação em Museologia 2011, ofereceu 14 opções de oficinas de aperfeiçoamento em diversas áreas. 

Os estados que dispõem de Sistemas de Museus, ou cuja implantação esteja em andamento, tiveram prioridade na seleção, assim como os pedidos cujas demandas contemplassem diferentes municípios, inclusive no interior dos estados. As inscrições para todas as oficinas são gratuitas e o número de vagas é limitado.

Qualificação: Oficina Museu, Memória e Cidadania em Cuiabá (MT)

Entre os dias 16 e 18 de novembro acontece a Oficina Gestão e Documentação, em Palmas (TO), ministrada por Nóris Leal - professora do Bacharelado em Museologia da Universidade Federal de Pelotas. O evento será no Auditório do Memorial Coluna Prestes e as inscrições devem ser feitas pelos telefones (63) 3218-2419/3312.

Museus e Turismo é tema da oficina que será realizada de 17 a 19 de novembro no Museu das Bandeiras/Ibram, localizado na Cidade de Goiás (GO). A oficina toma como base a discussão do turismo como fenômeno econômico, espacial e social, a composição do produto turístico, o turismo cultural dentre outros tópicos. As inscrições seguem 14 de novembro e devem ser feitas pelo endereço eletrônico diretoriadepatrimonio@agepel.go.gov.br.

Já Juiz de Fora (MG) recebe a oficina Ação Educativa em Museus entre os dias 22 e 24 de novembro, no Auditório do Museu do Crédito Real. O curso será ministrado pela arte educadora Daniele de Sá, diretora do Museu Casa da Hera em Vassouras (RJ). As inscrições estão sendo feitas pelo telefone (32) 3212-0973 ou pelo endereço eletrônico sum.comunicacao@cultura.mg.gov.br.

Para encerrar novembro, a oficina Conservação de Acervos em Papel e Têxtil acontece em Curitiba (PR), no Museu Paranaense, de 30 de novembro a 2 de dezembro. A ministrante será Silmara Kürsten – Professora Assistente do Curso de Bacharelado em Museologia da Universidade de Brasília. Informações e inscrições pelos telefones (41) 3321.4751/4824 ou pelo endereço eletrônico cosem@seec.pr.gov.br.

Em 2011 já foram realizadas oficinas no Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Distrito Federal e Mato Grosso. O calendário de encontros segue até o final de 2011.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: Valdemar de Assis/Ibram

Memorial Coluna Prestes (TO) é reaberto ao público

O Memorial Coluna Prestes, fechado por quase 8 anos para reforma, foi reaberto ao público na última semana, em Palmas, no Tocantins, durante a Feira Literária Internacional do Tocantins – FLIT.

Construído como forma de homenagear o movimento tenentista de 1922 e a marcha realizada pela Coluna Prestes, o memorial foi projetado por Oscar Niemeyer. O acervo do Memorial é composto por fotografias, documentos e objetos pessoais doados pela família de Luiz Carlos Prestes que rememoram a marcha de 25 mil quilômetros feita pelo interior brasileiro, inclusive no Tocantins, entre os anos 20 e 30.

A cerimônia de reinauguração do Memorial está prevista para ser realizada em outubro, no entanto, o visitante já poderá conferir o espaço que abriga o importante acervo que retrata a história da Coluna Prestes no Tocantins.

Foto de Adilvan Nogueira.
Fonte: Secretaria de Cultura do Estado de Tocantins

Museu dos Povos Indígenas está aberto ao público

O Museu dos Povos Indígenas Yny Heto – Casa do Povo Iny – inaugurado no dia, 24 de setembro, é um marco para os índios da região da Ilha do Bananal, em Tocantins. O museu foi contemplado em 1º lugar pelo Edital Mais Museus de 2008, de iniciativa do Ibram/MinC.

A festa de inauguração contou com a participação dos índios Karajá e Javaé de diversas aldeias da Ilha, que somam mais de três mil pessoas. Participaram da cerimônia a diretora do Departamento de Difusão, Fomento e Economia de Museus do Ibram, Eneida Braga; o prefeito de Formoso do Araguaia, Pedro Tavares; o presidente da Fundação de Cultura do Tocantins, Diomar Naves, diversas outras autoridades locais, além do cacique Juraci Javaé, que foi o primeiro a idealizar um museu na região.

Índios das etnias Karajá e Javaé fizeram apresentação de danças típicas durante o evento e filmes sobre os povos indígenas foram projetados nas paredes do museu. A primeira dança apresentada, o Maracaxi, é realizada em festas e após colheitas e significa a fartura e a alegria do povo indígena. Em seguida, foi apresentada a Iweruhuky Ise, dança realizada após o ritual do Aruanã, feita em homenagem às autoridades presentes na tribo.

Mais Museus – A diretora Eneida Braga ressaltou a beleza da região e do museu. Para ela, a Casa do Povo Iny representa bem o programa Mais Museus, que beneficia cidades com até 50 mil habitantes e que não possuem instituição museológica. O apoio consiste na aquisição de equipamentos e mobiliários; elaboração de projetos para execução de obras e serviços; instalação e montagem de exposições; restauração de imóveis; elaboração de projetos museológicos ou museográfico; e benfeitoria em imóveis.

Na avaliação da diretora do Ibram/MinC, as parcerias entre município, estado e União, com o apoio do Conselho das Organizações Indígenas do Povo Javaé da Ilha do Bananal (Conjaba), foram fundamentais para o sucesso do projeto.

O Ibram/MinC se comprometeu a acompanhar as atividades do museu e fazer com que se torne uma porta de entrada para a Ilha do Bananal. “Só se entra na Ilha com um guia e nossa proposta é que o Museu dos Povos Indígenas seja o primeiro lugar que o visitante conheça”, disse Eneida Braga.

Acervo - Adornado com pinturas tradicionais do povo Iny, o museu conta com acervo de 43 peças produzidas pelos próprios artesãos Javaé e Karajá. Destacam-se peças em cerâmica, roupas usadas em rituais e uma canoa. A casa dispõe de espaço para exibição de vídeos sobre a cultura e a língua dos povos Iny, bem como de material sobre a história e os aspectos culturais do município. Conta ainda com uma loja para venda de produtos artesanais.