Museu Histórico Nacional adquire duas obras do artista Décio Rodrigues Villares

As obras

As obras “Alegoria da Exposição Internacional do Centenário da Independência de 1922″ e “Tiradentes”, do artista Décio Rodrigues Villares foram recém adquiridas pelo Museu Histórico Nacional.

Na quarta-feira (03), o Museu Histórico Nacional (MHN/Ibram) recebeu duas novas pinturas do artista carioca Décio Rodrigues Villares (1851-1931), reforçando a presença do artista na coleção e o diálogo com a exposição de longa duração do MHN. As obras incorporadas ao acervo do Museu foram adquiridas pela Associação de Amigos do Museu Histórico Nacional (AAMHN) e patronos, em leilões de arte no Rio de Janeiro e em São Paulo.

A obra “Alegoria da Exposição Internacional do Centenário da Independência de 1922″ foi encomendada para homenagear o pavilhão norte-americano presente na exposição internacional daquele ano. Em breve, a peça será exposta na sala “Cidadania em construção”, onde se encontram outros itens relacionados ao período republicano e a exposição de 1922.

Já a tela em pequeno formato “Tiradentes”, do início do século 20, é uma segunda obra de Villares na nossa coleção que retrata o mártir da Inconfidência Mineira. Com as duas novas aquisições, o MHN passa a ter nove itens de Décio Villares em seu acervo – entre pinturas e esculturas.

Décio Villares foi pintor, escultor e caricaturista. Formado pela Academia Imperial de Belas Artes, envolveu-se com questões caras ao Positivismo, especialmente a partir de 1888. No ano seguinte, participou da concepção da bandeira do Brasil republicano. Após a sua morte, um incêndio em seu ateliê destruiu grande parte de suas obras.

O Museu Histórico Nacional fica na Praça Marechal Âncora s/n°, no Centro do Rio de Janeiro  (RJ) e esta aberto ao público de terça a sexta-feira, das 10h às 17h30, e aos sábados, domingos e feriados, das 13h às 17h.

Arte sacra: Tiradentes (MG) ganha novo museu amanhã (19)

Amanhã (19), a cidade de Tiradentes (MG) será palco da abertura de um museu dedicado exclusivamente a imagens de Sant’Ana – a mãe de Maria e avó de Jesus na iconografia católica.

Quase 300 imagens passam a ocupar a antiga Cadeia Pública da cidade, prédio histórico readequado para receber o acervo sacro arregimentado por décadas pela colecionadora Angela Gutierrez, presidente do Instituto Cultural Flávia Gutierrez (ICFG) – responsável pela gestão do novo museu.

Imagem de Sant'Ana Mestra

Imagem de Sant’Ana Mestra: Pernambuco, século XVIII

A exemplo do Museu do Oratório, em Ouro Preto, e do Museu de Artes e Ofícios, em Belo Horizonte, a coleção será doada ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no ato da inauguração, com reserva de usufruto ao ICFG por 30 anos.

A cerimônia conta com a presença da ministra da Cultura, Marta Suplicy. Participam ainda a presidente do Iphan, Jurema Machado, os presidentes do Instituto Brasileiro de Museus, Angelo Oswaldo, e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho.

Antes da abertura do novo museu, às 17h, os convidados visitam a Igreja Matriz de Santo Antônio e o Chafariz de São José, assim como participam de um cortejo que tem início na Rua Direita e segue até o Museu de Sant’Ana.

O acervo
As peças são obras brasileiras de diversas regiões do país: eruditas e populares, dos mais variados estilos e técnicas, produzidas, em sua maioria, por artistas anônimos, entre os séculos XVII e XIX, em materiais diversos.

No local, estão as diversas representações de Ana, de acordo com a região, o período, o material, a mão do Santeiro e também referências da cidade de Tiradentes e da cadeia onde o museu está instalado.

Além das salas de exposição, o museu conta com o espaço Largo de Sant’Ana, aberto para convivência e adequado para recepção de eventos, além de ser acessível para pessoas com deficiência. O museu funcionará de quarta a segunda-feira, de 10h às 19h, e a entrada inteira custa R$ 5. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (32) 3355.2798.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: Museu de Sant’Ana/divulgação

Primeiro museu litúrgico da América latina é inaugurado em Tiradentes

A histórica cidade mineira de Tiradentes ganhou no dia 14 de abril, o primeiro museu litúrgico da América Latina. Reunindo um acervo de 429 peças de arte sacra, das quais 325 ficarão expostas ao público, o Museu da Liturgia foi implantado com apoio financeiro não reembolsável de R$ 10,6 milhões do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

O novo espaço cultural está instalado em uma das casas paroquiais da Igreja Matriz de Santo Antônio, uma construção de meados do século XVIII. Por causa da obra, um espaço contíguo ao prédio foi reformado para abrigar a nova residência do pároco — cargo ocupado desde 1987 pelo padre Ademir Sebastião Longatti, que cedeu em comodato a edificação e o acervo para o museu pelo prazo mínimo de 50 anos.

Desde a concepção até a conclusão das obras de readequação do espaço, foram necessários cerca de dois anos. Os trabalhos foram acompanhados por técnicos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan/MinC) que moram na cidade. A manutenção das características originais e a integração do conjunto arquitetônico orientaram as obras.

Grande parte das peças que compõem o acervo estava deteriorada, pela ação dos cupins, da oxidação e de outros agentes, demandando um minucioso trabalho de restauração. Foram abertas várias frentes de trabalho, para o restauro da prataria, do mobiliário e do vestuário.

Parte do acervo ficará exposto na edificação histórica, onde também haverá projeção de vídeos referentes ao acervo. O projeto inclui ainda ações complementares, como o website do museu, um catálogo de todas as peças e um programa de educação patrimonial dirigido aos diversos perfis de visitantes — tais como estudantes, pesquisadores, historiadores, turistas e a comunidade em geral.

O Museu da Liturgia fica na Rua Padre Toledo, 2, centro de Tiradentes. A instituição ficará aberta ao público de terça-feira a domingo, das 10h às 17h. Os ingressos custarão R$ 5. Crianças, idosos e moradores do município estão isentos da taxa. Leia mais.

Fonte: Divulgação BNDES
Edição: Ascom/Ibram

Casa de Portinari exibe versão digital da obra Tiradentes

 Para homenagear um dos mais importantes heróis brasileiros, mostra traz ao público reprodução do painel pintado por Portinari em 1948 e os estudos feitos para sua execução; original tem quase 20m de comprimento e pertence ao acervo do Memorial do Imigrante, em SP

De 19 a 24 de abril, o Museu Casa de Portinari, instituição da Secretaria de Estado da Cultura administrada em convênio com a ACAM Portinari, apresenta digitalmente em Brodowski o painel Tiradentes, pintado por Candido Portinari em 1948 e pertencente ao acervo do Memorial da América Latina, em São Paulo. A mostra, além de apresentar ao público do interior um pouco mais do legado do artista, consiste numa homenagem a um dos heróis nacionais da Inconfidência Mineira, morto no dia 21 de abril de 1792.

Entre os opcionais da exposição digital, estão mais de 20 estudos e desenhos feitos para compor o painel. Prática costumeira do pintor brodowskiano, principalmente para realizar grandes pinturas como essa, de 17,70m x 3,09m, os esboços permitem ao público observar o processo criativo e o trabalho de Portinari para finalizar a obra.

O painel foi pintado a têmpera e é composto por três telas de 309cm x 589cm, justapostas e unidas. Comprado pelo Governo do Estado em 1975, permaneceu no Salão Nobre do Palácio dos Bandeirantes até 1989, quando foi transferido para o Memorial, em sua inauguração.

A obra é considerada uma das mais importantes do pintor e foi premiada com a Medalha de Ouro da Paz no 2º Congresso Mundial dos Partidários da Paz em 1950, em Varsóvia, Polônia.

 Serviço:

Tiradentes na Obra de Portinari

Período: de 19 a 24/4/2011

Local: Museu Casa de Portinari (praça Candido Portinari, s/n° – Centro – Brodowski/SP)

Horário: das 9h às 17h

Informações: (16) 3664-4284

Entrada: gratuita