Museu das Bandeiras e o Museu das Missões disponibilizam acervos na web

site missoesO Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) lança, nesta sexta-feira (27), mais dois sites institucionais de museus da rede Ibram: o Museu das Missões, no Rio Grande do Sul e o Museus Ibram Goiás. Além de informações específicas dessas instituições, também foram disponibilizadas online 92 peças sacras do acervo do Museu das Missões e 361 objetos do acervo do Museus das Bandeiras (GO).

O acervo do Museu das Missões abriga uma das mais importantes coleções públicas de esculturas sacras missioneiras em madeira policromada da América do Sul e uma das coleções mais importantes nesse gênero. São oitenta e cinco esculturas sacras de tamanhos que variam entre dezessete centímetros e dois metros de altura.

A imaginária missioneira é identificada como parte do movimento artístico do Barroco. O Barroco Missioneiro tem características peculiares em relação ao movimento Barroco em geral, pois surge e se desenvolve dentro de um isolamento das populações das reduções e na necessidade de catequização, fatores que determinam a sua diferenciação e originalidade artística. Além de esculturas do barroco missioneiro, o acervo é formado também por artefatos de metais como sinos e bigorna e demais esculturas religiosas em arenito, somando um total de 92 objetos museológicos.

site museus goiasJá o acervo museológico do Museu das Bandeiras disponível online, é composto por objetos significativos da presença indígena, africana e portuguesa em Goiás. O acervo inclui objetos de arte sacra, mobiliário, vestuário, armamentos e utensílios domésticos. Majoritariamente, as principais matérias primas destes objetos são tecido, madeira, metal, pedra, cerâmica, madeira policromada, papel e couro. Esse conjunto de documentos representa uma das fontes de informação mais importantes sobre a administração pública da região Centro-Oeste durante o período colonial, imperial e republicano.

Os lançamentos também fizeram parte das atividades programadas para a 13ª Primavera dos Museus, que teve como tema “Museus por dentro, por dentro dos museus”. Além de disponibilizar as informações sobre os museus através da internet, a iniciativa visa promover e democratizar o acesso aos acervos dessas instituições, possibilitando uma maior interação do público com o patrimônio ali preservado.

Museu do Diamante e Museu Victor Meirelles disponibilizam seus acervos na web, com a plataforma Tainacan

Dois museus da rede Ibram disponibilizam online, a partir do hoje, seus acervos museológicos na plataforma Tainacan, são eles o Museu do Diamante, em Minas Gerais, e o Museu Victor Meirelles, em Santa Catarina.

Do acervo do Museu do Diamante, estão disponíveis 130 objetos. São obras relacionadas à exploração do diamante, arte sacra, mobiliário, instrumentos musicais, dentre outras, que refletem a temática do Museu e estão, em sua maioria, no circuito expositivo.

Tainacan-MuseudodiamanteO Museu do Diamante possui 1.677 peças catalogadas e 806 fotografias de ruas, casas, monumentos, de personalidades de Diamantina e sobre mineração e garimpo na região, totalizando 2.485 bens culturais. Muitos objetos estão em reserva técnica e em processo de pesquisa de procedência. A medida que estas pesquisas obtiverem mais informações, novas peças serão incluídas na plataforma.

Em 2018, o Museu do Diamante contratou serviços especializados para o registro fotográfico do seu acervo, para a criação de um banco de imagens em alta resolução. Essa ação foi fundamental para que a disponibilização do acervo através do Tainacan tivesse maior êxito.

No final daquele mesmo ano, o Museu realizou uma parceria com o Centro de Conservação e Restauração de Bens Culturais da Escola de Belas Artes da UFMG, que viabilizou a higienização de uma parte expressiva de objetos do acervo. Essa ação possibilitou que os objetos estivessem em melhor estado de conservação para registro das imagens.

A administradora, Juliane Nicolle Câmara, que coordenou a implantação da plataforma Tainacan no Museu do Diamante, comentou que a expectativa da equipe é promover uma maior fruição entre o público e a instituição, e que isso mobilize os visitantes para conhecer o Museu de perto.

Museu Victor Meirelles

O Museu Victor Meirelles (MVM) disponibilizou todo o seu acervo museológico, totalizando 235 itens, que estão divididos em duas coleções: a Coleção Victor Meirelles e a Coleção XX e XXI.

Tainacan-MuseuVictormeirellesO Museu já possuía imagens com boa resolução de grande parte do acervo, capturadas em outros momentos, seja por contratação de empresa terceirizada, seja realizadas pela própria equipe do Museu. Recentemente o Museu Victor Meirelles adquiriu uma câmera fotográfica profissional e, com ela, foram captadas as fotografias das novas aquisições.

Para o museólogo do MVM, Rafael Muniz de Moura, a ferramenta tem uma ótima interface de pesquisa e um uso administrativo prático e intuitivo, o que vai facilitar o acesso à informação sobre o patrimônio preservado pelo Museu e atende à necessidade de publicização da documentação relativa ao seu acervo museológico.

Museu do Ouro faz 73 anos nesta quinta-feira (16) e lança site e acervo online

Pagina Acervo Museologico do Site Museu do Ouro1Nesta quinta-feira (16), o Museu do Ouro completará 73 anos de portas abertas ao público e, como parte das comemorações, lançará no sábado (18) seu site institucional onde também estará disponível o acesso online ao acervo do museu, por meio da ferramenta Tainacan. Inicialmente, a plataforma disponibilizará 50 itens, mas a intenção é que muito em breve todo o acervo possa ser consultado online.

“O objetivo é criar mais um meio de comunicação com o público, divulgando nossas ações e tornando o Museu mais acessível, não só para aqueles que vierem nos visitar fisicamente, mas também disponibilizando informações do nosso acervo museológico através da internet. Isso facilita a troca com outras instituições de memória e estimula o interesse em temas afins às nossas coleções”, declarou o diretor do Museu do Ouro, Paulo Nascimento.

Instalado na antiga Casa de Intendência e Fundição do Ouro da Vila Real de Nossa Senhora da Conceição do Sabará, o Museu do Ouro foi criado em 1945, por meio do Decreto n° 7.483 e oficialmente inaugurado no dia 16 de maio de 1946. A instituição ocupa uma área total de 1.456 m², sendo 714 m² de área edificada. O acervo é constituído por objetos ligados à prática da mineração (séculos XVIII e XIX) e ao estilo de vida de parcela da sociedade deste período.

Museu do Ouro/Ibram em Sabará (MG)

Museu do Ouro/Ibram em Sabará (MG)

O Museu do Ouro possui ainda um arquivo histórico e uma biblioteca, localizados na Casa Borba Gato, edificação do século XVIII. O Arquivo Histórico Documental do museu começou a ser constituído em meados da década de 50 do século XX e compõe-se de documentação cartorial originada no século XVIII, nas Ouvidorias e Provedorias dos Cartórios do Primeiro e Segundo Ofícios da outrora comarca do Rio das Velhas. A Biblioteca possui cerca de 3.000 títulos registrados, entre os quais se encontram obras referentes à formação do Estado de Minas Gerais e do Brasil, arquitetura, história da arte, incluindo valiosa coleção de obras raras com edições que datam do século XVIII.

O Museu do Ouro/Ibram fica na Rua da Intendência, s/nº, no Centro de Sabará, município da região metropolitana de Belo Horizonte (MG) e está aberto ao público de terça a sexta, das 10h às 17h; aos sábados e domingos, das 12h às 17h. Informações pelo e-mail: mdo@museus.gov.br ou pelo telefone (31) 3671-1848 ou (31) 3671-4099.

Semana de Museus

Ainda em comemoração ao aniversário do museu e dentro da programação da 17ª Semana Nacional de Museus, o Museu do Ouro realizará uma leitura dramática do conto “A morte da Porta-Estandarte”, obra do escritor sabarense Aníbal Machado, no sábado (18) às 19h. O evento contará também com palestra do Prof. Marcos Teixeira sobre o autor do conto e com exposição dos estandartes das principais agremiações carnavalescas de Sabará.

Projeto que disponibiliza acervos dos Museus Ibram na web é destaque em palestra no MCTIC

tainacanComo parte das atividades em comemoração ao Dia do Bibliotecário, 12 de março, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações promoveu nesta sexta-feira (15), em Brasília, a palestra Acervos em rede e memória em tempos de cultura digital: experiências e desafios do projeto Tainacan.

Na palestra o Prof. Dr. Dalton Lopes Martins falou sobre os processos de documentação, catalogação e indexação para a disponibilização de acervos digitais, e apresentou o Projeto Tainacan, um repositório digital, voltado para a gestão de acervos culturais de arquivos, bibliotecas e cinematecas.

Desenvolvido em software livre (plataforma WordPress), o Tainacan pode ser utilizado gratuitamente pelas instituições museológicas na identificação e catalogação de suas coleções. A ferramenta também permite a integração dos sites institucionais, a criação de coleções, a publicação de conteúdos nas redes sociais, o aumento da interconexão com outras instituições de memória, além da colaboração de usuários. Saiba mais.

Atualmente 10 museus Ibram já estão no Tainacan e até o final de 2019 todos os demais museus da rede Ibram também disponibilizarão seus acervos na plataforma. As faculdades de museologia da Universidade de Brasília (UnB) e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) também utilizam a plataforma como repositório de suas exposições, além da Funarte e do Museu do Índio (Funai/MJ).

Assista aqui a transmissão da palestra.

Projeto Tainacan é apresentado a museus cariocas

Tainacan RioTécnicos do Ibram, da Secretaria de Políticas Culturais do MinC e da Universidade Federal de Goiás participaram, na última semana, no Rio de Janeiro, de reuniões de trabalho e palestras com foco na digitalização e disponibilização de acervos de museus na internet.

A comitiva se reuniu com as equipes do Museu Histórico Nacional, Museu de Astronomia e Ciências Afins, Fundação Casa de Rui Barbosa e Superintendência de Museus da Secretaria de Estado de Cultura do Rio de Janeiro, que serão pilotos do projeto Tainacan Museu.

Resultado da parceria entre SPC e UFG, o Tainacan é uma ferramenta de código aberto, voltada para a gestão de acervos culturais de arquivos, bibliotecas e cinematecas, trazendo ainda uma camada voltada para a colaboração de usuários. Com a parceria do Ibram a solução passará também a possibilitar o inventário a gestão e a difusão de acervos museológicos.

Dentre os encaminhamentos das reuniões, foram propostos acordos de cooperação técnica e uma agenda comum sobre documentação nos museus entre as instituições.  A Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro também irá avaliar a possibilidade de integração da Rede Web de Museus ao Tainacan. Fazem parte desta rede, cerca de 20 museus do Estado.

Para a Coordenadora-Geral de Sistemas de Informação Museal do Ibram, “este projeto é essencial para colocar a documentação museológica na agenda política. A solução Tainacan Museu poderá ser gratuitamente utilizada pelas instituições museológicas para identificarem suas coleções de acordo com as normas do Inventário Nacional de Bens Culturais Musealizados”. Além disto, a solução permitirá a gestão das coleções, a publicação de conteúdos nas redes sociais, muitas facilidades advindas da web2.0, e o aumento da interconexão com outras instituições de memória.