Museu Imperial inaugura novo pavilhão de recepção ao público

Inauguração do Pavilhão de Recepção do Público do Museu Imperial/Ibram. Foto: Bruno Avellar / Jornal Tribuna de Petrópolis.

Inauguração do Pavilhão de Recepção do Público do Museu Imperial/Ibram. Foto: Bruno Avellar / Jornal Tribuna de Petrópolis.

O Museu Imperial/Ibram inaugurou no sábado (27) o novo Pavilhão de Recepção do Público. A edificação abriga uma nova bilheteria, uma chapelaria e um local de boas-vindas aos visitantes, e beneficiará os cerca de 400 mil visitantes/ano do Museu Imperial.

Tanto o projeto como a obra foram contratados por um processo de concorrência coordenada pelo desembargador Dr. Miguel Pachá, presidente da Sociedade de Amigos do Museu Imperial – SAMI, e a empresa ganhadora, Construtop Engenharia, executou o projeto de autoria do arquiteto petropolitano Bernardo Loos, que procurou integrar as linhas contemporâneas da nova edificação com os jardins do Palácio Imperial de Petrópolis projetado por Jean-Baptiste Binot, em 1853.

Segundo o diretor do Museu Imperial, professor Maurício Vicente Ferreira Júnior, “o pavilhão é um divisor de águas na relação entre os museus e suas respectivas associações de amigos pois, com o investimento, a SAMI oferece um verdadeiro presente para o público do Museu Imperial de hoje e de amanhã”. Os R$ 593 mil que financiaram a construção do Pavilhão foi um investimento direto proveniente da Sociedade de Amigos do Museu Imperial – SAMI.

O Museu Imperial fica na Rua da Imperatriz, 220, no Centro da cidade de Petrópolis (RJ) e está aberto ao público de terça a domingo, das 10h30 às 18h.

Foto: Bruno Avellar / Jornal Tribuna de Petrópolis

Leilão: Museu Imperial adquire retrato desconhecido de d.Pedro II

Retrato à lápis de d.Pedro II

Desenho do jovem imperador d.Pedro II passa a integrar acervo do Museu Imperial

A Sociedade de Amigos do Museu Imperial arrematou um retrato inédito do imperador d. Pedro II durante leilão realizado na Casa Collin Du Boccage, em Paris (França), na sexta-feira (19).

O desenho, crayon sobre papel, medindo 21,5 x 16,8cm, retrata o segundo imperador do Brasil de perfil, em traje civil, portando insígnia e placa da Imperial Ordem do Cruzeiro do Sul. A obra, sem assinatura, traz a inscrição: “1841” e “D´après nature”.

A obra pertenceu à coleção da família real francesa e, muito provavelmente, foi oferecida no leilão por herdeiros da princesa d. Isabel de Orleans e Bragança, bisneta de d. Pedro II, e condessa de Paris por casamento com Henrique de Orleans, chefe da casa real francesa.

Maurício Vicente Ferreira Junior, diretor do Museu Imperial/Ibram,  que fica em Petrópolis (RJ), e que arrematou o retrato por telefone, afirma que “as características da obra sugerem que o retrato tenha sido produzido como um estudo para a elaboração de uma medalha ou moeda, não executadas, no contexto celebrativo da coroação e sagração do jovem imperador, em 1841″.

A oferta da peça em leilão foi informada ao Museu Imperial pelo Setor Cultural da Embaixada do Brasil na França, que ainda acompanhou toda a operação desde Paris. O valor pago pela peça foi de 1,5 mil euros (cerca de 5,2 mil reais).

Saiba mais sobre o Museu Imperial e faça uma visita virtual ao antigo palácio imperial.

Texto e imagem: divulgação Museu Imperial

Sociedade de Amigos doa pintura rara ao Museu Imperial em Petrópolis

A pintura

A pintura em óleo, produzida por volta de 1805, é adornada com madeiras raras do Brasil

A pintura Retrato equestre do príncipe Regente d. João, do artista português João Tomás da Fonseca (1752-1835), integra agora o acervo do Museu Imperial/Ibram, em Petrópolis (RJ), após ser adquirida pela Sociedade de Amigos do Museu Imperial aos herdeiros do colecionador Newton Carneiro.

A peça, que custou R$ 53 mil, tem como modelo a estampa de número LVIII da obra A Luz da Liberal e Nobre Arte da Cavallaria offerecida ao Senhor D. João Príncipe do Brasil, da autoria de Manuel Carlos de Andrade (1755-1817), publicada em Lisboa pela Regia Officina Typografica, em 1790.

A publicação é reconhecida como um dos mais completos tratados de cavalaria do período e, para muitos, a principal obra do gênero em toda a Europa.

Antes de ser adquirido para o museu brasileiro, o quadro pertenceu à coleção do banqueiro e mecenas português Ricardo Ribeiro do Espírito Santo Silva (1900-1955) e, antes dele, à Coleção Real Portuguesa, no Palácio de Queluz – localizado no Distrito de Lisboa.

A doação complementa o acervo do Museu Imperial, uma vez que a instituição já possui o chapéu bicorne que o então príncipe regente ostenta na pintura. Agora quadro e chapéu serão peças de destaque durante as comemorações dos 200 anos da elevação do Brasil à categoria de Reino, que o museu prepara para o ano de 2015.

Texto e foto: Divulgação Museu Imperial
Edição: Ascom/Ibram