Sistema de Museus de Ouro Preto testará metodologia de revisão do PNSM

Nos próximos dias 4 e 5 de novembro, o Sistema de Museus de Ouro Preto (MG) será incumbido de testar a metodologia de revisão, monitoramento e avaliação do Plano Nacional Setorial de Museus (PNSM) – conjunto de diretrizes, estratégias, ações e metas resultantes de ampla discussão do setor museal em 2010.

A partir do projeto piloto, a metodologia deve estar pronta para ser validada pelos participantes do 6º Fórum Nacional de Museus (FNM), evento bianual que congregará os diversos entes do setor museal brasileiro, que acontece entre os dias 24 e 28 de novembro, em Belém (PA). Saiba mais.

Museu da Inconfidência (MG)

Museu da Inconfidência/Ibram integra Sistema de Museus de Ouro Preto

Ouro Preto foi a cidade escolhida pelo fato de seu sistema municipal de museus, que teve início em 2004, já estar consolidado.

Além disso, a concentração de 13 museus ligados ao sistema, em uma mesma localidade, facilita a mobilização, a logística e diminui os custos de teste. As reuniões de trabalho acontecem no Museu da Farmácia da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP).

Revisão periódica
Participam do “balão de ensaio”, como também é chamada a consulta prévia, duas representantes do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e dois representantes da consultoria contratada pelo instituto para desenvolver a metodologia de Monitoramento e Avaliação do PNSM, além de representantes do Sistema de Museus de Ouro Preto.

O Ibram é o responsável pela implementação e pelo monitoramento do PNSM, além de coordenar o processo de elaboração da metodologia de avaliação e revisão do plano. De acordo com o decreto que regulamentou o Estatuto de Museus no ano passado, tais processos devem ser realizados periodicamente.

“O objetivo é torná-lo um instrumento mais comunicável, e entende-se que isso decorrerá basicamente do alinhamento entre suas diretrizes, os objetivos do Mapa Estratégico e as metas do Plano Nacional de Cultura, bem como da definição de indicadores para tais diretrizes,” explica a especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental do Ibram, Heloisa Evelin.

Texto e foto: Ascom/Ibram

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Acessibilidade e museus: dados foram destaque em palestra no Ibram

Na tarde de sexta-feira (22), a palestra Museus e acessibilidade – uma temática contemporânea reuniu cerca de 60 pessoas no auditório do edifício sede do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MInC), em Brasília (DF). O evento foi promovido pelo Programa Nacional de Educação Museal (PNEM) e também fez parte da programação do I Seminário do Sistema de Museus do Distrito Federal, que aconteceu nos dias 21 e 22.

Acessiblidade_PNEM

Isabel Portella apresentou dados relevantes sobre museus e acessibilidade

Na palestra, a coordenadora do Grupo de Trabalho Acessibilidade do PNEM, Isabel Portella, apresentou as várias especificidades que envolvem o tema. Isabel, que é pesquisadora do acervo do Museu da República/Ibram, no Rio de Janeiro (RJ), ressaltou que além das adaptações arquitetônicas e comunicacionais, o treinamento e a sensibilização da equipe são fundamentais para garantir a segurança e a autonomia do visitante com deficiência.

Deficiência e educação
Entre os dados apresentados por Isabel Portella, o número de pessoas com deficiência chamou a atenção de Maria Julia Chelini, do Museu de Geociências da Universidade de Brasília (UnB), que foi uma das debatedoras.

Realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Censo 2010 revelou que quase ¼ da população brasileira (23,9%) tem algum tipo de deficiência, o que representa cerca de 45,6 milhões de pessoas. Julia destacou, ainda, os dados sobre a educação no Brasil e sugeriu uma reflexão sobre como atender essa enorme parcela da população que está deixando de ser atendida nos museus em todo o país.

Rafaela Felício, arquiteta da Coordenação de Espaços Museais, Arquitetura e Expografia (Cemae/DPMUS/Ibram), mencionou o projeto de Requalificação Arquitetônica e Expográfica dos Museus do Ibram e relembrou o trabalho realizado pelo instituto, em parceria com a UFRJ e a Faperj, que resultou em um diagnóstico sobre condições de acessibilidade em museus do Rio de Janeiro. Alguns desses dados estão disponíveis na publicação Cadernos Museológicos: Acessibilidade a Museus, disponível para download na página do Ibram. Saiba mais sobre o Programa Nacional de Educação Museal.

Texto e foto: Ascom/Ibram