Museus em Salvador ficam abertos aos finais de semana durante o verão

Museus e espaços culturais do centro histórico de Salvador (BA) estão abertos para visitação também aos finais de semana durante o período do verão, com o intuito de atender o grande fluxo de turistas neste início de ano.

Exposição sobre mestres da capoeira baiana em cartaz em Salvador

Exposição sobre mestres da capoeira baiana em cartaz em Salvador

Batizada de Portas Abertas, a iniciativa, que faz parte da programação cultural Pelourinho Dia e Noite, envolve dez instituições do centro histórico: Fundação Casa de Jorge Amado, Casa do Benin, Vila Étnica, Museu Abelardo Rodrigues, Museu da Misericórdia, Museu Eugênio Teixeira Leal, Museu Tempostal, Museu Udo Knoff , Museu da Gastronomia Baiana e Solar Ferrão – casarão tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 1938.

Acervos
Nos espaços culturais, o público pode conhecer documentos, fotografias, livros e prêmios recebidos por Jorge Amado; obras de arte do Golfo do Benin – de onde veio a maioria das populações africanas que povoaram o Recôncavo Baiano -, além da exposição de objetos representativos das três etnias que deram origem ao povo brasileiro.

E até o dia 26 de fevereiro, a exposição Mestres da Capoeira – Em Busca da Oralidade Perdida está em cartaz na Galeria do Solar Ferrão, reunindo relatos de nove dos mais importantes Mestres de Capoeira baianos. Saiba mais sobre os museus de Salvador.

Texto: IPAC/Divulgação
Edição: Ascom/Ibram
Foto: Solar Ferrão/Fernando Barbosa

Nota de falecimento Sylvia Athayde

O Ibram lamenta o falecimento da museóloga Sylvia Athayde, nesta segunda-feira (21). Athayde foi professora do curso de Museologia da Universidade Federal da Bahia e diretora do Museu de Arte da Bahia (MAB), ligado ao Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC) da Diretoria de Museus (DIMUS) da Secretaria de Cultura do estado da Bahia por 24 anos. Especialista em mobiliário luso-brasileiro, realizou curadoria de diversas exposições em cidades do Brasil e no exterior, além de cursos e conferências.

Presidente do Ibram visita instituições em Maceió e Salvador esta semana

Durante a 8ª Primavera dos Museus, o presidente do Ibram, Angelo Oswaldo, participa de uma série de atividades nas cidades de Maceió (AL) e Salvador (BA).

No dia 24, durante a abertura do V Encontro Nacional de Memoriais do Ministério Público (MP), em Maceió, Oswaldo profere palestra sobre sua experiência na área museológica, com destaque para a preservação da memória brasileira. Antes, visita, ao lado do procurador-geral de Justiça no estado, Sérgio Jucá, o memorial do MP de Alagoas.

Fachada da Casa de Jorge de Lima no centro de Maceió (AL)

Com o tema O papel social dos museus, o encontro se estende até o dia 26 e reúne representantes de memoriais de ministérios públicos de 17 estados. Apresentação de experiências, grupos de trabalho em torno da memória institucional e suas interrelações, e a preparação da Carta de Maceió, documento síntese do encontro, compõem a programação.

“O Ministério Público exerce papel relevante na salvaguarda de acervos museológicos. Daí a importância de se dialogar com os representantes ligados diretamente aos campos da cultura e memória nos estados”, enfatiza Angelo Oswaldo.

Arte e Memória
No dia 25, ele visita instituições de arte e memória na capital alagoana: a Fundação Pierre Chalita e a Casa Jorge de Lima. Localizada em um casarão no centro da capital, a fundação, que leva o nome do artista e colecionador Pierra Chalita (1930-2010), é responsável por dois museus: Museu de Arte Brasileira (MAB) e Museu de Arte Pierre Chalita – que ocupa o mesmo edifício histórico da fundação.

A coleção do museu é constituída por parte das mais de 2,2 mil obras pertencentes à fundação e abrange pinturas, esculturas, desenhos, gravuras, objetos decorativos e um núcleo de arte sacra. Já o MAB, instalado em armazéns no bairro portuário de Jaraguá, conserva um variado acervo de objetos artísticos, com ênfase na arte alagoana e nordestina.

Recentemente restaurada, a Casa Jorge de Lima, atual sede da Academia Alagoana de Letras, propõe um roteiro pela obra e a história do poeta alagoano (1893-1953). A casa apresenta exposições permanentes, como  os versos ilustrados de Rio São Francisco e Acendedor de Lampiões, e a mostra O mundo de Jorge de Lima, que conta a vida do escritor detalhada em linha cronológica.

Cultura afro-brasileira
Em Salvador, no dia 26, o presidente do Ibram encontra-se com o diretor do Museu Nacional da Cultura Afro-Brasileira (Muncab), José Carlos Capinan. O Ministério da Cultura (MinC) tem interesse na federalização do museu, que passaria a integrar a rede de museus Ibram.

Muncab: maquete do gradil Histórias de Ogum

“Estamos atuando no Muncab em parceria com a Petrobras”, explica Angelo Oswaldo. “Ocupando dois antigos prédios, que abrigavam secretarias de estado da Bahia, o Muncab certamente irá se constituir como um espaço de cultura, educação, cidadania e turismo não só para Salvador mas para todo o Brasil”.

Segundo o diretor do museu, as obras caminham a bom passo: após a atualização do projeto arquitetônico do Muncab, várias melhorias têm sido feitas – do sistema elétrico a acessibilidade.

“Iniciamos também a urbanização do entorno do museu, o que já nos rendeu uma boa receptividade da população”, conta Capinan. No dia 27, o museu vai inaugurar um painel esculpido em ferro (gradil), realizado pelo artista J.Cunha, denominado Histórias de Ogum.

Além do encontro no Muncab, uma visita ao Museu Afro-Brasileiro (Mafro) da Universidade Federal da Bahia (UFBA) também deve acontecer no dia 26. Localizado no Pelourinho, o museu possui um acervo com mais de mil peças de cultura material africana e afro-brasileira e tem papel relevante na divulgação e preservação dessas matrizes culturais. Saiba mais.

Texto: Ascom/Ibram
Foto 1: Secult Alagoas/divulgação
Foto 2: Roberto Abreu/MinC

“Tradições juninas” e exposição de Krajcberg são atrações em Salvador

A exposição Tradições Juninas – Um misto de fé prossegue em cartaz no Palácio da Aclamação, em Salvador, até 10 de julho. O público terá a oportunidade de mergulhar no universo junino e em grande parte das tradições envolvidas nas comemorações a Santo Antônio, São João e São Pedro. Realizada pela Secretaria de Cultura da Bahia através da Diretoria de Museus do IPAC, a exposição revisita a linguagem que dá um gosto característico às histórias dessa época, tão vivenciadas no Norte/Nordeste do país. A visitação é de terça a quinta, das 10h às 18h. Na sexta-feira, das 10h às 20h; aos sábados, das 14h às 20h, e aos domingos e feriados, das 14h às 18h. Entrada gratuita.

No Palacete das Artes Rodin (Rua da Graça, 284), o artista polonês Frans Krajcberg, que vive desde os anos de 1970 no município baiano de Nova Viçosa, traz a Salvador a exposição Grito! Ano Mundial da Árvore (foto acima). A mostra (que também tem realização da Dimus/IPAC) integra as comemorações dos 90 anos do artista. A exposição poderá ser visitada até o dia 31 de julho, de terça a domingo, das 10h às 18h. Entrada franca.

Fonte: Assessoria de Comunicação Dimus/IPAC/Secult

 

Dimus/IPAC, da Bahia, divulga programação de exposições

A Diretoria de Museus (Dimus) do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia divulgou a programação em seus espaços museais em junho e julho. Confira as exposições temporárias:

 

Life style – David Gerstein

Pinturas que se expandem para o espaço, feitas principalmente de metal cortado a laser e pintado à mão com cores fortes e vibrantes. Essas “esculturas de parede” (como a exibida do detalhe acima) compõem a exposição Life style (estilo de Vida), em cartaz no Museu de Arte da Bahia. Neste trabalho o artista israelense David Gerstein, considerado um dos melhores pintores e escultores contemporâneos de Israel, quis abranger tudo com que se envolveu nos últimos anos. Inclui obras sobre temas diferentes, decorrentes de elementos encontrados no meio ambiente, em um estilo definido, segundo o próprio artista, como pós-arte. São 36 obras feitas em metal, cortadas a laser e pintadas com cores vibrantes. Onde: MAB – Museu de Arte da Bahia, Av. Sete de Setembro, 2340, Vitória, Salvador. Visitação até 19 de junho de 2011. De terça a sexta das 14h às 19h;  sábados e domingos das 14h30 às 18h30. Entrada gratuita

 
 

Obra da exposição Tradições Juninas

Tradições juninas – um misto de fé

 exposição Tradições Juninas – Um misto de fé, de concepção do museólogo Guilherme Figueiredo, levará para o Palácio da Aclamação grande parte das tradições envolvidas nas comemorações a São Pedro, São João e Santo Antônio. Essa tríade de santos guiou todo o processo de construção da exposição e é exatamente daí que vem o misto de fé. Realizada pela Secretaria de Cultura do Estado através da DIMUS/IPAC, a exposição revisita a linguagem que dá um gosto característico às histórias dessa época, tão vivenciadas no Norte/Nordeste do país. A mostra estará em cartaz até o dia 10 de julho. Onde: Palácio da Aclamação, 1330, Campo Grande, Salvador-BA. Quando: até 10 de julho. De terça a quinta, das 10h às 18h. Sexta-feira, das 10h às 20h. Sábado, das 14h às 20h. Domingos e feriados, das 14h às 18h. Entrada gratuita.

Grito! Ano mundial da árvore – Frans Krajcberg

Frans Krajcberg – um dos artistas visuais mais importantes e polêmicos de sua geração – escolheu um caminho para a construção de seu trabalho: fazer da arte um grito a favor do planeta. E é com esta mesma intenção que o artista polonês, que vive desde os anos de 1970 no município baiano de Nova Viçosa, traz a Salvador a exposição Grito! Ano Mundial da Árvore, mostrando à capital baiana o resultado de antigas e atuais criações. A mostra integra as comemorações dos 90 anos do artista. A exposição poderá ser visitada até o dia 31 de julho, na Sala Contemporânea do Palacete das Artes Rodin Bahia. Onde: Palacete das Artes Rodin Bahia – Rua da Graça, 284 (Graça). Tel. (71) 3117.6983. Visitação: terça a domingo, das 10h às 18h. Entrada franca.

Fonte: Dimus/IPAC

 

Estatuto de Museus é debatido em encontro na Bahia

O Estatuto de Museus, criado pela Lei nº 11.904/ 2009, foi um dos temas de destaque o II Encontro Baiano de Museus, realizado de 17 a 19 de novembro em Salvador-BA. O painel temático sobre o assunto foi apresentado pelo diretor de Processos Museais do Ibram/MinC, Mário Chagas, atraindo profissionais atuantes nas instituições museológicas da Bahia.

Ao partir da temática proposta pelo encontro, Inovação e Sustentabilidade, Mário Chagas destacou a relação direta do Estatuto com a questão da sustentabilidade, uma vez que o instrumento traz as bases para a organização e estrutura dos museus. Ressaltou que o Estatuto, ao promover o amparo legal, levou os museus a um novo patamar de discussão e atuação, ampliando a capacidade de ação das instituições e processos museológicos.

Para ser considerado museu, uma instituição necessita possuir uma exposição, adotar um critério de conservação e permanecer aberta ao público. A partir desses critérios, foram destacados seis princípios fundamentais que devem embasar a atuação dos museus: a valorização da dignidade humana, a promoção da cidadania, o cumprimento da função social, a valorização e preservação do patrimônio cultural e ambiental, a universalidade do acesso, o respeito, a valorização à diversidade cultural e o intercâmbio institucional. Também foi salientada a importância da elaboração de um plano museológico, compreendido como ferramenta básica de planejamento estratégico. Definições de filiais e seccionais, a diferença entre bens considerados de interesse público e bens tombados, o papel do poder público para estabelecer mecanismos de incentivo visando à sustentabilidade dos museus e o Sistema Brasileiro de Museus (SBM) foram outros pontos debatidos com o público.

O II Encontro Baiano de Museus foi uma realização da Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (DIMUS/ IPAC). Com o objetivo de promover uma nova reflexão sobre o papel dos museus na contemporaneidade, o encontro reuniu pesquisadores, especialistas e profissionais de destaque das principais instituições museológicas e artísticas do País.

Mostra Futebol Arte na galeria Solar Ferrão

A torcida para a Copa do Mundo 2010 já tem um novo ponto de encontro para assistir aos jogos. É na Galeria Solar Ferrão, em Salvador, onde acontece a mostra Futebol Arte: a Copa por Outros Ângulos, que abre no dia 10 de junho, às 18h. Realizado pela Diretoria de Museus do Instituto de Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), a exposição segue até o dia 11 de julho.

Reunindo video-instalações de sete artistas visuais da Bahia e do Brasil – Caetano Dias, Carlito Carvalhosa, Eder Santos, Flavio Lopes, Ieda Oliveira, Joãozito e Marcondes Dourado –, a montagem promete subverter a transmissão ao vivo da Copa do Mundo a partir de diferentes suportes. Ao mesmo tempo, numa outra sala, todos os jogos serão tradicionalmente transmitidos num telão.

O Centro Cultural Solar Ferrão fica na Rua Gregório de Mattos, 45, Pelourinho, Salvador-BA. Informações: (71) 3117-6357, dimusbahia@wordpress.com ou www.ipac.gov.br.

Moradores do Beiru discutem importância do museu e criam conselho

Falar de Beiru não é apenas falar da história de um grande líder negro e de um bairro com cerca de 200 mil habitantes de Salvador, mas também é falar diretamente da história de vida de cada morador. Foi o que mostrou o seminário realizado no Centro de Integração Familiar – Ceifar, em Beiru, Salvador – BA, no sábado (24), com a participação de 20 representantes da comunidade, para criação do conselho gestor do Ponto de Memória Museu do Beiru.

O encontro foi acalorado, porque não há como falar de memórias sem tocar em feridas e porque museu, além de ser espaço de investigação, preservação e comunicação, também é lugar de discussão, embates e resolução de conflitos da comunidade. Morador do bairro há 32 anos, Roberto dos Santos Freitas, pesquisador da cultura afro-brasileira, presidente da Associação Cultural Comunitária e Carnavalesca Mundo Negro e da Associação dos blocos afros da Bahia, disse que sua militância sempre foi por melhorias para a comunidade negra e que uma das suas grandes lutas é para que não deixem apagar a memória de Beiru. Para ele, o museu ajudará a mostrar a importante histórica deste líder para a identidade do bairro.

“O sangue corre na minha veia quando ouço falar em Beiru. É preciso resgatar a memória de nossa história afro-brasileira. Não podemos deixar que o nome de um dos primeiros donos das terras seja trocado por Tancredo Neves. Em nossa comunidade há pessoas de outros estados da Bahia, já são poucos os nativos. E o povo chega e fala que mora em Tancredo Neves porque acha o nome bonito.”

Roberto contou que a Associação Mundo Negro se uniu a  outras entidades por toda essa luta e vem divulgando em escolas uma cartilha sobre a história de Beiru ,  organizando  anualmente a Marcha do Beiru, o Campeonato de Liga Esportiva do Beiru. Segundo ele, também pretendem criar a rádio comunitária “A voz do Beiru” e conseguir um a estátua junto ao IBRAM em homenagem ao líder negro em novembro deste ano, mês da consciência negra.

Na ocasião, a professora e militante de direitos humanos e sociais Norma Ribeiro disse que é inadmissível se referir ao bairro como Tancredo Neves. “Beiru não pode ficar a sombra em um momento político nacional de mudança da história. Não podemos deixar que adversários se apropriem de nossa memória, do museu. Não podemos esquecer do massacre cometido pela Igreja Católica contra o nosso  povo negro, das igrejas que foram construídas em cima dos terreiros de Candomblé, dos sangues que foram derramados. É preciso ter um discurso único neste momento a favor do Beiru.”

Hilário de Araújo, um dos militantes da luta pela história e pelo nome do precursor africano, disse que o museu homenageará o maior líder político da região e que, a partir deste seminário, se sente dentro do processo.  “Estava me sentido traído. Mas agora, sim, me sinto participando desse museu. Agora sei que todos terão a mesma relevância para sua construção.”

A relação histórica entre os terreiros e a Igreja Católica ainda deixa marcas na comunidade, que é marcada pela diversidade religiosa. Jean Santos, pedagogo, disse que mesmo conhecendo e respeitando a história do líder negro, não pode apagar a sua história com a Igreja Católica, que foi um instituição que devolveu dignidade à sua vida. Ele também mencionou a mudança de visão sobre museu a partir do envolvimento com o projeto Pontos de Memória.  “Achava que museu era coisa de gente rica, branca. Quando ia a um museu me perguntavam onde estava a vassoura. Mas agora vejo que pode ser diferente.”

O fechamento do seminário contou com a voz e violão do músico Tom com a composição “Relíquia da Terra” e com a fala do consultor do projeto Pontos de Memória, Wélcio de Toledo, que esclareceu todas as dúvidas. Em consenso, todos perceberam um objetivo em comum: a luta pela comunidade e, agora, a luta também pelo Museu do Beiru.

Logo após foi ratificada a função de cada integrante do conselho gestor: Presidente – Norma Ribeiro; vice-presidente – Jean Santos; Conselho Fiscal – Roberto dos Santos Freitas, Maria Lúcia Santana, Jairo Augusto e Hilário Araújo. As funções de tesoureiro e secretária ficaram por definir no próximo encontro.

Beiru – Foi  um escravo da fazenda Campo Seco, conhecido por Preto Beiru, cujo nome em ioruba, sua língua nativa, se escreve GBEIRU. Em 1845, ele ganhou parte da fazenda que pertencia à família Silva Garcia. Ele pôde então formar um quilombo e tornar-se assim uma liderança negra para os escravos da fazenda, ensinando à família Silva Garcia a viver ao lado do negro sem maltratá-lo. Preto Beirú nasceu em Oió, uma cidade da Nigéria, segundo registros na escritura das terras que receu da família Silva Garcaia.

Os africanos escravizados em Salvador criaram um território próprio de resistência ao poder dos donos das fazendas, cujos limites ainda são desconhecidos.  Atualmente, a maioria dos bairros continua sendo uma área de grande concentração de negros, áreas também conhecidas como quilombos urbanos, por preservarem a herança daqueles herdeiros africanos.

Pontos de Memória – O Ibram acredita que o direito à memória precisa ser conquistado, mantido e exercido como direito de cidadania, como direito que precisa ser democratizado e comunicado entre os diferentes grupos sociais existentes no Brasil. É por esse direito e luta que está desenvolvendo o Projeto Pontos de Memória – resultado de parceria com o Programa Mais Cultura e, agora, com a Secretaria de Cidadania Cultural , do Ministério da Cultura, o Programa Nacional de Segurança com Cidadania – Pronasci, do Ministério da Justiça, e a Organização dos Estados Ibero-americanos.

O projeto vem apoiando ações de memória em comunidades de todo o Brasil. Estão em fase de consolidação 12 Pontos de Memória, situados em comunidades populares nas cidades de Belém- PA, Belo Horizonte – MG, Brasília – DF, Curitiba – PR, Fortaleza – CE, Maceió – AL, Porto Alegre – RS, Recife – PE, Rio de Janeiro, Salvador – BA, São Paulo – SP, Vitória – ES.

Também estão em desenvolvimento, com apoio do Ibram, iniciativas comunitárias a partir de realização de oficinas temáticas e consultorias técnicas a grupos envolvidos nas ações de preservação da memória local. Como exemplo de tais iniciativas, o Ecomuseu da Amazônia (Belém – PA), os Museus Sankofa da Rocinha e Vila do Horto (Rio de Janeiro – RJ) e o Museu Vivo do São Bento (Duque de Caxias – RJ).

MAB apresenta exposição de Arte Modernista baiana

Está aberta no Museu de Arte da Bahia (MAB) a mostra Revisitando Um Acervo de Arte Baiana, que reúne obras da história modernista contada entre as décadas de 50 e 80. A exposição faz parte do acervo da Agência de Fomento do Estado da Bahia (Desenbahia) e revela, por meio de desenhos, tapeçarias, esculturas e pinturas, os desdobramentos do movimento modernista no estado. Foram selecionadas obras de trinta artistas baianos, dentre eles, Genaro de Carvalho, Mário Cravo Júnior, Carlos Bastos, Caribe, Jenner Augusto, Rubem Valentim e Lygia Sampaio.

A mostra Revisitando Um Acervo de Arte Baiana possui entrada franca e está disponível para visitação de terça à sexta-feira, das 14h às 19h e sábado e domingo, das 14h30 às 18h30.

Conheça mais sobre o acervo do Desenbahia aqui

O Museu de Arte da Bahia (MAB) fica na Av. Sete de Setembro, 2340, Corredor da Vitória, BA. Informações: (71) 3336-5642.

Exposição Panáfrica exibe peças africanas do século 20

O Centro Cultural Solar Ferrão, em Salvador, apresenta um dos maiores e mais importantes acervos de arte africana do Brasil na exposição Panáfrica, que conta com o apoio da Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Dimus/IPAC/Secult – Ba).

A montagem de longa duração trará mais de 860 peças que apontam a riqueza estética e a diversidade da produção cultural africana do século XX, expressa em objetos como máscaras, estatuetas e utensílios de uso cotidiano ou ritualístico. As obras foram doadas ao Governo do Estado da Bahia, em 2004, pelo industrial italiano Claudio Masella.

Com curadoria do diretor de Museus do IPAC, Daniel Rangel, e do arquiteto André Vainer, que também assina o projeto expográfico, Panáfrica representa o resultado de uma longa caminhada de trabalho, que teve como último e importante passo a montagem da exposição Sete Áfricas, em dezembro de 2008, que ficou em cartaz até janeiro deste ano.

Visitas especializadas

Desde o dia 2 de março, sempre as terça-feiras, às 15h, o historiador Ademir Ribeiro Junior está ministrando visitas especializadas, espontâneas ou agendadas. Organizada pelo Núcleo de Arte e Educação da Dimus (NAE/Dimus), a atividade aponta aspectos importantes da cultura africana e afro-brasileira, além de apresentar ao público, de forma mais detalhada, a história da Coleção Claudio Masella.

As visitas podem ser agendadas pelo (71)3116-6740. Mais informações no blog da Dimus. O Centro Cultural Solar Ferrão fica na Rua Gregório de Mattos, 45, Pelourinho, Salvador-BA