Museu da Abolição comemora o Mês da Consciência Negra

O Museu da Abolição/Ibram, em Recife (PE), promoveu na última quinta-feira (12) a Roda de Conversa Ancestralidade, tradição e cultura do Senegal e do Brasil. O encontro fez parte das ações programadas pelo museu em comemoração ao Mês da Consciência Negra. Realizado em parceria com o Instituto Histórico de Vitória de Santo Antão, a Roda de conversa contou com a participação do Consul Senegal – Ibrahima Gaye.

Também em comemoração ao Mês da Consciência Negra, o museu promoverá um Aulão/Espetáculo do Balé Afro Raízes, na sexta-feira (20) a partir das 19h. No dia 25, quarta-feira, realizará o debate Segurança pública e questões raciais – abordagem policial na perspectiva de jovens negros e policiais militares. E de 25 a 27, o museu realizará a 1ª Mostra Abolicine, com exibição filmes em torno de três temáticas: Memórias não contadas, Memórias silenciadas e Memórias Narradas. Esta ação, contará com a participação de convidados, que conduzirão debates em torno dos temas. Na programação os filmes Malunguinho, Zumbi Olinda 20, Cambinda, Histórias de Mandinga e Peleja, Retratos sem retoques e Pernamcubanos, entre outros.

O Museu

Museu da Abolição

Museu da Abolição

Criado em 1957, o Museu da Abolição – Centro de Referência da Cultura Afro-Brasileira está localizado no sobrado que foi sede do Engenho Madalena e residência do conselheiro abolicionista João Alfredo. Foi oficialmente inaugurado em 1983, com a exposição O Processo Abolicionista Através dos Textos Oficiais. Fechado em 1990, foi reaberto em 1996, no Dia do Patrimônio Cultural. O acervo dispõe de peças do cotidiano de senhores e escravos. Desde objetos ligados ao sincretismo religioso até aqueles utilizados no tráfico negreiro.

Caravana da Cultura abre diálogo com artistas e gestores culturais de Minas Gerais

Roda da conversa com gestores culturais de Minas

Roda da conversa com gestores culturais de Minas

Nesta semana, Minas Gerais recebeu a Caravana da Cultura, do Ministério da Cultura. Promovida pelo MinC, a Caravana visa ouvir demandas e estreitar laços entre o governo e gestores, artistas e produtores culturais da região. Esta é a quarta edição do projeto, que já passou, neste ano, pelo Maranhão, Bahia e Ceará. O encontro começou com o Fórum Nacional de Secretários de Cultura das Capitais e Regiões metropolitanas, na quarta-feira (6) e terminou com uma roda de conversa, na tarde de quinta-feira (7).

A roda de conversa contou com a presença do presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Carlos Brandão; o secretário de Articulação Institucional do MinC, Vinícius Wu; o diretor do Centro de Artes Cênicas da Funarte, Leonardo Lessa; a superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iphan/ MG), Célia Corsino; o assessor especial do MinC,  Fred Maia, e o secretário de cultura de Minas Gerais, Angelo Oswaldo.

Desburocratização, participação social na formulação de diretrizes, acesso mais democrático e contínuo a financiamentos, políticas culturais específicas para comunidades quilombolas e para o artesanato foram alguns dos questionamentos levantados pelo público durante roda de conversa. O objetivo do encontro foi ouvir demandas e estreitar laços entre ministério e sociedade.

Na ocasião, o presidente do Ibram destacou a importância da preservação da memória e de se pensar políticas públicas para museus. “Temos museus em cerca de 20% dos municípios brasileiros. É importante atentarmos para esse passivo no resguardo da memória”.