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MNBA é contemplado no Prêmio de Artes Plásticas Marcantonio Vilaça

A Fundação Nacional de Artes – Funarte divulgou, no dia 27 de outubro, o resultado final do Prêmio de Artes Plásticas Marcantonio Vilaça – 8ª edição. O edital tem como objetivo incentivar produções artísticas destinadas ao acervo das instituições museológicas públicas e privadas sem fins lucrativos; fomentar a difusão e a criação das artes visuais; fortalecer a memória cultural brasileira; e contemplar temas relevantes da sociedade contemporânea, novas linguagens e nova produção artística; além de permitir a acessibilidade aos bens culturais e o compromisso com a formação de público.

O Museu Nacional de Belas Artes/Ibram, no Rio de Janeiro, foi contemplado, através do projeto Tereza Miranda e Museu Nacional de Belas Artes, da gravadora e pintora Tereza Miranda. O museu receberá 67 gravuras, que completará o percurso artístico da artista na instituição. Todo o material  estará disponível para consulta a partir de meados 2016.

Saiba mais sobre o Prêmio.

Casa de Benjamin Constant comemora 33 anos e o V Centenário de Santa Teresa

Museu Casa de Benjamin Constant - Foto: Valter Gaudio

Museu Casa de Benjamin Constant – Foto: Valter Gaudio

O Museu Casa de Benjamin Constant/Ibram, em Santa Teresa, no Rio de Janeiro comemora 33 anos neste domingo 18, com entrada gratuita de 13h às 19h. E, como parte das comemorações, participa dos eventos do V Centenário de Santa Teresa, padroeira do bairro. As atividades são realizadas pela Santa Rede – coletivo no qual o museu faz parte.

No sábado, dia 17/10, às 11h, o Grupo Poesia no Parque – composto por professores e amantes da poesia ligados ao Centro Educacional Anísio Teixeira – CEAT e à Fundação Cultural Casa Lygia Bojunga – declamará poesias de autores espanhóis num encontro denominado A Poesia das Castanholas.

No domingo, a partir das 16h, fechando as comemorações pelo V Centenário, um Culto Inter Religioso será oficiado por membros das igrejas católica, anglicana e presbiteriana, além da sociedade budista e dos cultos afrobrasileiros. O culto culmina com a apresentação do Coral Encanta Santa, que apresentará melodias sacras e leigas, a partir das 17h. Veja toda a programação do V Centenário.

Museu da República lança ação educativa pioneira com jovens adultos

Numa ação pioneira no universo museal brasileiro, o Museu da República/Ibram, no Rio de Janeiro, lançou neste segundo semestre o projeto PEJA, uma lacuna no museu, em parceria com a rede municipal de ensino da Prefeitura do Rio de Janeiro, através do Centro de Referência no ensino de jovens adultos-CREJA, e os CIEP’s Gregório Bezerra e Geni Gomes.

Alunos do PEJA no curso de mediaçao museológica

Alunos do PEJA no curso de mediaçao museológica

A iniciativa é um desdobramento de um outro projeto realizado pela instituição no ano passado, chamado Educação e Cidadaniae que conquistou o 5º Prêmio Ibero-Americano de Educação e Museus, tendo sido desenvolvido a partir da exposição comemorativa dos 70 anos da CLT. A premiação envolveu a seleção de projetos de excelência na área de educação museal em países de língua portuguesa e espanhola.

Projeto PEJA – uma lacuna no museu

Os estudantes do PEJA (Programa de Educação de Jovens Adultos) são o público-alvo desse projeto. São, em sua grande maioria, trabalhadores que por sua condição socioeconômica têm dificuldades de acesso a espaços culturais, como cinemas, teatros e museus. Foi pensando nisso que o Museu da República buscou viabilizar essa presença a partir do uso do dinheiro do prêmio conquistado ano passado (US$ 10 mil) e assim custear as despesas de transporte e alimentação dos participantes do projeto, bem como a confecção dos banners da exposição itinerante que percorrerá as escolas envolvidas.

Pioneirismo do projeto

De acordo com Marcelo de Souza Pereira, do setor educativo do Museu da República, um dos objetivos principais do projeto PEJA, uma lacuna no museu é trazer os alunos para dentro do Museu da República, estimulando – a partir de diversas ações – sua curiosidade e interesse voltados ao conhecimento da história da instituição e seu acervo, e também para o universo museal.

Marcelo fez questão de destacar que a importância do projeto reside em dois aspectos: um deles é a abertura do Museu da República à noite, que vai propiciar aos estudantes a chance de travar contato com novas realidades e novas informações, de um universo até então desconhecido e muitas vezes inacessível a este público. Importante também frisar é que essa será a primeira vez que muitas dessas pessoas estarão visitando um museu o qual, por sua vez, estará cumprindo sua missão de estar sempre acessível a todos os públicos, como ambiente de educação e promoção da cidadania.

Outro ponto a destacar nesta ação pioneira do Museu da República envolvendo os alunos do PEJA está ligado ao fato deles próprios poderem apresentar o museu a seus colegas. Isto será possível graças ao mini-curso de mediação, onde serão repassadas informações sobre o Museu e seu acervo, incluindo parte da história do período republicano. A mediação feita pelos estudantes acontecerá em dois momentos distintos: primeiramente, vão trabalhar mediando a exposição itinerante, composta de 15 banners enfocando o tema “trabalho”, a serem exibidos nas escolas de origem dos alunos. Posteriormente, vão conhecer o Palácio do Catete e mediar as visitas de seus colegas dentro dele.

A ideia de ter os estudantes do PEJA atuando como mediadores no Museu da República com seus próprios colegas foi da aluna Débora Lopes, do curso de pós-graduação em Educação Museal, museóloga e professora do CIEP Gregório Bezerra. Tal curso de pós-graduação resulta de uma cooperação técnica entre o Museu da República, o Museu Chácara do Céu e a FAETEC, via ISERJ (Instituto Superior de Educação Tecnológica). A ideia da mediação dos alunos foi aceita e incorporada ao Projeto PEJA, uma lacuna no museu, do Museu da República.

Dinâmica das atividades

As atividades, que tiveram início no dia 23 de setembro, vão se desenvolver no museu todas as quartas-feiras durante oito semanas, com duração de 4 horas por dia, de nove da manhã a uma da tarde. No primeiro módulo, estão previstas ações como o mini-curso de mediação, que vai trabalhar conceitos de patrimônio, memória, identidade e cidadania. No segundo encontro, a ideia é refletir sobre as diferenças entre patrimônio material e imaterial para, em seguida, encaminhar os alunos para o interior do Palácio do Catete, fazendo com que conheçam o espaço. Pelo fato de já estarem inseridos no mercado, o tema a ser abordado durante a visita será o “trabalho”, a partir do próprio acervo museológico. Serão apresentados  aspectos ligados à própria construção do imóvel, além das leis trabalhistas implantadas no governo Vargas com a promulgação da CLT. Outro tópico a ser abordado está relacionado aos diversos profissionais que atuam dentro do Museu da República e seu jardim histórico (ambos tombados como Patrimônio Histórico e Artístico), como o educador, o museólogo, o pesquisador, o jornalista, o arquivista, o bibliotecário, o administrador, o jardineiro, os seguranças, o pessoal de asseio e conservação, etc. Portanto, em sua primeira parte, o projeto terá como foco principal o mini-curso de mediação museal. Após essa fase, as escolas serão convidadas a visitarem o Museu da República, ocasião em que os próprios alunos farão a mediação para os seus colegas de turma.

O Projeto PEJA, uma lacuna no museu vai até o final do ano, nas dependências do Museu da República.

Texto: Ricardo Portugal – Assessoria de Imprensa do Museu da República/IBRAM

Biblioteca Araújo Porto Alegre, MNBA, se moderniza oferecendo novos serviços

Biblioteca Araújo Porto Alegre, MNBA

Biblioteca Araújo Porto Alegre, MNBA

Considerada uma das mais importantes do país no segmento de artes visuais, museologia, arquitetura e história da arte dos séculos 19 e 20, a biblioteca Araujo Porto Alegre do Museu Nacional de Belas Artes/Ibram, no Rio de Janeiro, acaba de passar por uma modernização que vai trazer benefícios  para seus usuários.

A sala de leitura, com 74m², de área recebeu mobiliário novo com mesas e cadeiras e um balcão de atendimento. Além disso, o frequentador agora conta com dois computadores para facilitar sua consulta,  acessar o sistema PHL contendo banco de dados com o acervo bibliográfico e também conectar o sistema Donato, que armazena o acervo museológico do MNBA.

Reformulado e emoldurado por telas de Raimundo Cela e Antonio Parreiras, o espaço de leitura oferece para fruição catálogos, periódicos, livros e revistas novos recebidos pela Biblioteca.

As obras começaram há dois anos e segundo Mary Komatsu,  chefe da biblioteca,  ainda  são esperados novos arquivos deslizantes, que ampliarão  a capacidade de armazenamento de publicações e acondicionamento do acervo arquivístico. Entre os planos futuros  a bibliotecária Mary adianta que serão oferecidas atividades culturais como lançamentos de livros e palestras.

Agora o espaço de leitura passa a funcionar de terça a sexta das 10h até 17h.  A entrada é franca.

Situada no 2º piso, a Biblioteca reúne em seu acervo bibliográfico obras raras e uma grande coleção de livros, obras de referências, periódicos especializados, catálogos de exposições nacionais e estrangeiras, possuindo também um arquivo biográfico de recortes de jornais  e revistas mais clippings dos eventos do MNBA desde o século passado. Entre suas coleções particulares estão as de Quirino Campofiorito,  Paulo Herkenhoff,  Walmir Ayala e Pedro Xexéo.

O nome da biblioteca é uma homenagem ao pintor, cenógrafo, arquiteto, caricaturista,  poeta, diplomata Araújo Porto Alegre, pioneiro dos estudos de história e crítica da arte no Brasil Foram investidos R$ 700 mil entre obra civil e mobiliário com recursos do IBRAM/MinC visando à preservação da memória do nosso país.

Museu da República inaugura mostra ‘O Rio que se queria negar’

Entre os dias 22 de setembro deste ano e 10 de janeiro de 2016, o Museu da República/Ibram – em parceria com a FIOCRUZ e o Ministério da Cultura – apresentará a exposição O Rio que se queria negar: as favelas do Rio de Janeiro no acervo de Anthony Leeds. A exposição traz ao público o acervo fotográfico do antropólogo norte-americano Anthony Leeds, cedido por sua viúva à Casa de Oswaldo Cruz (COC/Fiocruz).

As imagens, muitas delas inéditas, abordam a estrutura e o cotidiano das favelas cariocas sob o olhar do antropólogo que morou nas comunidades do Tuiuti e do Jacarezinho, além de ter realizado pesquisas em mais de cem favelas do Rio de Janeiro. No acervo, imagens de favelas já removidas, como Macedo Sobrinho, antes localizada no bairro do Humaitá, na zona sul da capital fluminense.

É possível também encontrar reproduções datadas da década de 60 de comunidades já tradicionais, como a Rocinha e o Jacarezinho. As fotos acompanham uma história e análise enriquecedora da antropologia e sociologia fluminense e brasileira.

Estarão expostos também alguns manuscritos do antropólogo, fotografias de Anthony Leeds e de sua viúva, a cientista política Elizabeth Leeds, nas favelas fazendo suas observações de campo.

A abertura da exposição será marcada por um seminário, que acontecerá nos dias 22 e 23 de setembro. Como cerimônia de encerramento do seminário, será realizado o relançamento do livro “A Sociologia do Brasil Urbano” – de autoria conjunta de Anthony e Elizabeth Leeds – considerado um clássico dos estudos urbanos no país.

SERVIÇO

Exposição “O Rio que se queria negar: as favelas do Rio de Janeiro no acervo de Anthony Leeds”

Local: Sala de Exposições Temporárias do Museu da República (exposição de fotografias)

Período: de 22 de setembro (inauguração às 19h) a 17 de janeiro de 2016.

Seminário “O Rio que se queria negar: as favelas do Rio de Janeiro no acervo de Anthony Leeds”

Local: Auditório Apolônio de Carvalho e Espaço Multimídia

Horário: Dia 22 de setembro das 16h às 19h e 23 de setembro das 9h30 às 19h

Texto: Ascom Museu da República

Ibram lança Primavera dos Museus durante Seminário Internacional

Nesta segunda-feira (21) começa a 9ª Primavera dos Museus, em todo o país. E, para dar início às atividades, o Ministro da Cultura, Juca Ferreira, abrirá o evento, no Seminário Internacional Cultura e Desenvolvimento, no Rio de Janeiro.

A Primavera acontece até o dia 27 e integrará mais de 800 instituições em 393 município em todo o país, que terão atividades diversas. O tema deste ano, Museus e Memórias Indígenas, foi escolhido em consonância com as políticas do Ministério da Cultura.

Para o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), os museus são espaços importantes para guarda e transmissão das histórias e memórias destes povos.  A diversidade sociocultural dos mais de 200 povos indígenas que vivem em nosso país, constitui-se como um dos maiores patrimônios existentes no território nacional.

Confira os mais de 2400 eventos no Guia da Programação.

Seminário Cultura e Desenvolvimento

Promovido pelo Ministério da Cultura e pela Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura), o Seminário pretender ser um espaço para debater as conexões entre diversidade cultural e temas relevantes da atual agenda global. O evento acontece entre os dias 21 e 23 de setembro no Cine Odeon, Rio de Janeiro. A berto ao público e gratuito, contará com oito mesas de debates e trará especialistas nacionais e estrangeiros. As inscrições, sujeitas a lotação, podem ser feitas aqui.

Confira toda a programação e saiba mais sobre o Seminário.

MNBA e MHN, no Rio de Janeiro, sediam mostra TRIO Bienal

A partir de 11 de setembro, o Museu Nacional de Belas Artes/Ibram, no Rio de Janeiro,  será uma das sedes da TRIO Bienal, mostra  internacional de arte contemporânea em torno do tridimensional em seu escopo clássico – escultura, instalações e objetos – assim como, em todos os seus campos expandidos – pintura, fotografia, desenho, vídeo e outros suportes, como investigação tridimensional.Anish Kapoor (Sem titulo)

A curadoria de Marcus de Lontra Costa, sob o tema Quem foi que disse que não existe amanhã? – frase de uma letra do rapper Marcelo D2 – pretende discutir o momento de incerteza e de crise, tanto no Brasil quanto no mundo, e resume a persistência na procura de uma determinada arquitetura no caráter utópico da arte, recarregando fortemente a fé modernista em um mundo mais perfeito.A mostra no MNBA sob o título Reflexões sobre o Reflexo – Dinâmicas do Cinetismo no Tridimensional vai trazer obras de  Anish Kapoor(Reino Unido); Cildo Meireles(Rio de Janeiro), Constantin Brancusi(Romênia);  Heleno Bernardi(Rio de Janeiro);  Hilal Sami Hillal(Espírito Santo);  Hugo Mendes(Paraná); Ivan Navarro(Chile) e Marcia Xavier(Minas Gerais),  entre outros nomes e fica em cartaz até 11 de outubro.

Transversalidades das Identidades Tropicais

A partir de 12 de setembro, o Museu Histórico Nacional (MHN/Ibram) abriga a exposição Transversalidades das Identidades Tropicais, que reúne esculturas, objetos e instalações de 25 artistas do Brasil e do exterior e integra a TRIO Bienal – Bienal Tridimensional Intern’l do Rio 2015.

Sob a curadoria de Marcus de Lontra, ex-diretor do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, e produção executiva de Alexandre Murucci, a TRIO Bienal reúne, em onze centros culturais e museus da cidade, obras de 160 artistas, entre os quais Marina Abramovic, Vik Muniz, Los Carpinteros, Anna Bella Geiger, e Daniel Buren, de 44 países. Todas as obras da TRIO Bienal abordam o tridimensional – escultura, instalações, objetos – assim como, em todos os seus campos ampliados – pintura, fotografia, performance, vídeo e outros suportes enquanto investigação tridimensional.trio-bienal-300x80

Entre os artistas que expõem no Museu Histórico Nacional encontram-se Almandrade (Bahia), Andrea Brown (Rio de Janeiro), Barrão (Rio de Janeiro), Bruno Miguel (Rio de Janeiro), Camille Kachani – (São Paulo), Carina Bokel Becker (Rio de Janeiro), Carlos Krauz (Rio Grande do Sul), Daniel Buren (França), Deneir Martins (Rio de Janeiro), Denise Milan (São Paulo), Estela Sokol (São Paulo), Giuseppe Linardi (Itália), Henrique Oliveira (São Paulo), Joana Vasconcelos ( Portugal), Laerte Ramos (São Paulo) e Laurence Jenkell (USA). Participação, ainda, do artista Pedro Paulo Domingues, com uma intervenção em um canhão do acervo do Museu Histórico Nacional e posicionado no Pátio de Santiago, voltado para a baía da Guanabara.

A exposição fica  em cartaz até o dia 26 de novembro no Museu Histórico Nacional, que fica na Praça Marechal Âncora, s/nº, no Centro do Rio de Janeiro. Informações: (21) 3299-0324.

Museu da Chácara do Céu exibe ‘Grafias e Bordados’

11.09 chacaraComo parte do projeto Os Amigos da Gravura, a artista plástica Regina Silveira lança no Museu da Chácara do Céu/Ibram, a gravura Blue Skies. O lançamento acompanha a exposição Grafias e Bordados que fica em exibição de 11 de setembro a 14 de dezembro de 2015 e reúne obras gráficas recentes, realizadas sobre diversos suportes, que vão da gravura tradicional aos meios digitais usados para imprimir e recortar.

Os vários conjuntos de obras que formam a exposição mostram aspectos comumente ligados à poética da artista, como a exploração do universo de significados das sombras e sua capacidade de transformar imagens de objetos do cotidiano.

Nas últimas produções onde se inclui a nova gravura editada especialmente para o projeto Os Amigos da Gravura, comparece também o uso inusitado que Regina Silveira vem fazendo dos bordados em ponto de cruz, como ferramenta gráfica para codificar diversos tipos de imagens. Com elas, a artista tem composto obras extensas para revestir arquiteturas de grande porte, como o Masp e o pórtico interior do Museu Amparo, em Puebla, México, por exemplo, ou mesmo cobrir veículos de transporte coletivo, como foram os Casulos encomendados pela Bienal Internacional de Curitiba, em 2013. Essas obras, de duração efêmera, e que excedem os limites, comparecem nesta exposição na forma de maquete ou vídeo documentário.

Conheça mais sobre o projeto Os Amigos da Gravura. 

Reis da África no Museu Histórico Nacional começa nesta sexta (28)

Fo Djmo Kamga de Bandjoun, Bandjoun, Província Oeste, Camarões, 2012.

Fo Djmo Kamga de Bandjoun, Bandjoun, Província Oeste, Camarões, 2012.

A partir desta sexta-feira (28) o Museu Histórico Nacional (MHN/Ibram) exibirá, em parceria com o Museu Afro Brasil, a exposição O Espírito da África – Os Reis Africanos. Com curadoria de Emanoel Araújo, a exposição reúne 58 fotografias do austríaco Alfred Weidinger, que retratou reis e chefes contemporâneos de diversas partes do continente africano, além de oito obras de arte africanas que dialogam com as próprias fotos.

Segundo o curador, as fotos expostas têm um grande significado para a história e a memória ancestrais africana, uma vez em que os líderes tribais registrados pela câmera de Weidinger não tem mais poder político, sendo, no entanto, em sua essência, conselheiros de suas comunidades, lembrando a memória de uma África perversamente desfeita pelas novas divisões territoriais, que uniram diferentes etnias no período colonial.

O Museu Histórico Nacional fica na Praça Marechal Âncora, no Centro do Rio de Janeiro,  e a exposição pode ser vista até o dia 15 de novembro, de terça a sexta-feira, das 10h às 17h30. Aos sábados, domingos e feriados, das 14h às 18h.

O fotógrafo

Alfred Weidinger é um fotógrafo austríaco especializado na África, com foco em pessoas. Em 2012 retratou os remanescentes das monarquias dos maiores reinados africanos. Essa busca resultou em um conjunto de belos retratos da nobreza africana do século 21, intitulado Last Kings of Africa, (Os Últimos Reis da África). A composição das fotos é inspirada nas fotografias dos Reis, Chefes e Anciões africanos tiradas entre o final do século 19 e o início do século 20 que ficaram famosas em todo o mundo através de cartões postais e marcavam a curiosidade sobre a África ao mesmo tempo em que evidenciavam o início do domínio colonial europeu naquele continente, carregando o peso da subjugação da África aos poderes estrangeiros.

Museu Nacional de Belas Artes recebe duas mostras na próxima semana

Madres Adolescentes, Adriana Lestido (1988/1989)

Madres Adolescentes, Adriana Lestido (1988/1989)

O Museu Nacional de Belas Artes/Ibram, no Rio de Janeiro, abre duas mostras na próxima semana. No dia 3 de setembro, será inaugurada a exposição   Narrativas Poéticas – Coleção Santander Brasil, e no dia 4 O que se vê.

Em O que se vê, 82 trabalhos em preto e branco da fotógrafa argentina Adriana Lestido, cobrindo um rico período de produção que vai de 1982 até 2005. Temas como a infância desamparada, a maternidade em situações críticas, mães presas, mães adolescentes, a relação mãe-filha, o amor e a natureza, são alguns dos focos de Adriana.

Referência na fotografia argentina,  Adriana Lestido possui extenso currículo com exposições  realizadas em países como Alemanha,  França,  Inglaterra, Escócia, México, Estados Unidos, Suécia e  Colômbia, por exemplo.  Suas obras enriquecem acervos como os do Museu de Bellas Artes (Buenos Aires),  Fondation Cartier (Paris, França), Museum of Fine Arts (Houston, Texas, EUA), Hasselblad Center (Goteborg, Suécia), entre outros, incluindo diversos acervos privados.

Antes de chegar ao Rio de Janeiro, a  exposição O que se vê, originalmente Lo que se vê,  já esteve em Buenos Aires e em seguida foi exibida no Museum Africa, em Johanesburgo (África do Sul).

Narrativas Poéticas – Coleção Santander Brasil, proporciona um rico diálogo entre artes plásticas e poesia, tendo Helena Severo como curadora geral.   Com percurso livre, a exposição tem como objetivo oferecer múltiplas possibilidades de leitura para as obras do acervo do Santander, com o apoio narrativo de fragmentos de poemas selecionados.

Esta é a primeira exposição itinerante com obras da Coleção Santander Brasil. Entre as 54 obras de 36 artistas que fazem parte da exposição, destacam-se as de expoentes do Modernismo brasileiro, como Candido Portinari, Emiliano Di Cavalcanti, Alfredo Volpi, Tomie Ohtake e Cícero Dias e também alguns trabalhos recentes, de artistas como Tuca Reinés, Flavia Metzler, Fernanda Rappa e Renata de Bonis.

Músicos, Clovis Graciano (1969)

Músicos, Clovis Graciano (1969)

O poeta, filósofo e ensaísta Antonio Cicero, em parceria com o também poeta Eucanaã Ferraz, é responsável pela seleção de 48 fragmentos de poemas de 26 grandes poetas brasileiros, como Carlos Drummond de Andrade, Vinicius de Moraes, Ferreira Gullar, Alice Ruiz, João Cabral de Melo Neto entre outros.

Outro diferencial da exposição é a inclusão de obras reproduzidas em alto relevo para vivências táteis de pessoas com deficiência visual. São cinco totens em resina de pinturas selecionadas, que poderão ser manipulados. As obras escolhidas foram Baile no Campo, de Cícero Dias; Figura, de Milton Dacosta; Paisagem, de Francisco Rebolo; Barcos, de Arcangelo Ianelli e Série Amazônica, de Ivan Serpa.

Narrativas Poéticas já passou por Porto Alegre, Brasília, Belo Horizonte, São Paulo, Recife, Fortaleza, Salvador e João Pessoa com registro de mais de 250 mil visitantes nas sete capitais, desde 2013. O Rio de Janeiro foi escolhido para encerrar o ciclo do projeto e marcar as comemorações de aniversário de 450 anos da cidade.

Texto: Ascom MNBA (edição Ascom Ibram)

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