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Museu da Maré comemora 4º ano com Caravanas Euclidianas

Em comemoração ao seu quarto ano de existência, o Museu da Maré, no Rio de Janeiro, receberá nesta sexta e sábado, 7 e 8 de maio, as Caravanas Euclidianas, uma itinerância realizada em diversas regiões do Estado do Rio de Janeiro, que tem o propósito de contribuir para a inclusão educacional apresentando e difundindo a obra deste que é considerado um dos maiores autores da literatura brasileira.
A programação desta  sexta (7), começa às 18h30,   com a exibição do filme A Paz é Dourada, de Noilton Nunes, sobre a vida e obra de Euclides da Cunha. Às 20h , a noite será animada com  Roda de Samba, com participação  especial de  Edeor de Paulo, compositor do samba-enredo “ Os Sertões”, estandarte de ouro de 1976 – considerado um dos mais belos de todos os tempos. Já no sábado (8), das 10h às 16, serão oferecidas oficinas de literatura e áudio-visual sobre o autor.
Segundo Noiton Nunes, “ Euclides da Cunha era um visionário. Além de sua importância para a literatura brasileira, é considerado um dos primeiros ecologistas a chamar a atenção, ainda no final do séc. XIX,  para as devastações que começaram a ocorrer no Estado do Rio de Janeiro com a chegada das fábricas e transportes modernos.”
O Museu da Maré fica na Av. Guilherme Maxwell, 26 – Maré,  Passarela 7 da Av. Brasil, Rio de Janeiro – RJ. Mais informações:  (21) 3868 6748.

Museu da Maré comemora 4º ano com Caravanas Euclidianas

Em comemoração ao seu quarto ano de existência, o Museu da Maré, no Rio de Janeiro, receberá nesta sexta e sábado, 7 e 8 de maio, as Caravanas Euclidianas, uma itinerância realizada em diversas regiões do Estado do Rio de Janeiro, que tem o propósito de contribuir para a inclusão educacional apresentando e difundindo a obra deste que é considerado um dos maiores autores da literatura brasileira.
A programação desta  sexta (7), começa às 18h30,   com a exibição do filme A Paz é Dourada, de Noilton Nunes, sobre a vida e obra de Euclides da Cunha. Às 20h , a noite será animada com  Roda de Samba, com participação  especial de  Edeor de Paulo, compositor do samba-enredo “ Os Sertões”, estandarte de ouro de 1976 – considerado um dos mais belos de todos os tempos. Já no sábado (8), das 10h às 16, serão oferecidas oficinas de literatura e áudio-visual sobre o autor.
Segundo Noiton Nunes, “ Euclides da Cunha era um visionário. Além de sua importância para a literatura brasileira, é considerado um dos primeiros ecologistas a chamar a atenção, ainda no final do séc. XIX,  para as devastações que começaram a ocorrer no Estado do Rio de Janeiro com a chegada das fábricas e transportes modernos.”
O Museu da Maré fica na Av. Guilherme Maxwell, 26 – Maré,  Passarela 7 da Av. Brasil, Rio de Janeiro – RJ. Mais informações:  (21) 3868 6748.

Museu de Astronomia e Ciências Afins reabre exposição de Leonardo da Vinci

Neste mês, quando completa 25 anos, o Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST) reabre no Salão Nobre de seu edifício sede a exposição Leonardo da Vinci: Maravilhas Mecânicas.

Montada pela primeira vez em 2002, a mostra surpreende o público ao revelar que, além de artista, Da Vinci foi um gênio da mecânica. Antevendo o que só viria a ser criado séculos mais tarde, ele desenvolveu projetos e esboços de helicópteros, submarinos, pára-quedas, máquinas voadoras, turbinas, metralhadoras e outras engenhosidades.

Alguns desses projetos – transformados em réplicas confeccionadas pelo engenheiro italiano Roberto Guatelli – compõem parte da exposição montada no museu. O Ornitóptero, por exemplo, uma máquina de voar, foi idealizada por Da Vinci para que um homem pudesse se sustentar no ar batendo os braços como se fossem asas e acionando um mecanismo de pedalar ao mesmo tempo. Metralhadora tripla, churrasqueira automática e alguns outros inventos que fazem alusão a princípios da Física também tambem podem vistos.

Os interessados em conferir podem ir ao MAST de terça a domingo, na Rua General Bruce, 586, Bairro Imperial de São Cristóvão, Rio de Janeiro-RJ. A entrada é gratuita e a classificação indicativa é livre. Informações: (21) 2589-4965.

MNBA expõe obras de Walter Goldfarb

O Museu Nacional de Belas Artes (MNBA) apresenta a primeira mostra individual do artista carioca Walter Goldfarb, D+Lirium Camaleônico, do dia 9 de abril até 30 de maio. Sob curadoria de Paulo Herkenhoff, serão expostas 32 pinturas de grandes dimensões que foram produzidas entre 2006 e 2010.

Parte deste conjunto foi mostrado no Museum of Latin American Art (MOLAA), em Long Beach, Califórnia, de outubro de 2007 a maio de 2008, com curadoria de Agustin Arteaga, diretor do Museu de Ponce, Puerto Rico e ex-diretor e curador do MALBA, Buenos Aires. A estas telas foram acrescentadas produções de 2009 e 2010, selecionadas por Herkenhoff, que está escrevendo um livro sobre os 15 anos de carreira do artista.

A mostraD+Lirium Camaleônico faz parte da séria Lisérgica, iniciada em 2004, e é a terceira fase da Trilogia do Êxtase. O movimento hippie, a ideologia de paz e amor, a moda e a indumentária hindu formam a base da paleta lisérgica, feita da mistura do nanquim com anilinas alcoólicas, que mudam de acordo com a luminosidade. Outra característica da pigmentação das lonas pela tinta lisérgica é a metamorfose das cores durante o tempo de vida da tela, em função da irradiação e temperatura da luz

A Exposição está aberta de terça a sexta-feira, 10h às 18h, e sábado e domingo, das 12h às 17h. Ingressos a R$ 5 e R$ 2 e gratuito aos domingos.

O MNBA fica na Av. Rio Branco, 199 – Centro (Cinelândia), Rio de Janeiro-RJ. Informações: (21) 2240-0068 / 2219-8474 ou http://www.mnba.gov.br/

MNBA expõe obras de Walter Goldfarb

O Museu Nacional de Belas Artes (MNBA) apresenta a primeira mostra individual do artista carioca Walter Goldfarb, D+Lirium Camaleônico, do dia 9 de abril até 30 de maio. Sob curadoria de Paulo Herkenhoff, serão expostas 32 pinturas de grandes dimensões que foram produzidas entre 2006 e 2010.

Parte deste conjunto foi mostrado no Museum of Latin American Art (MOLAA), em Long Beach, Califórnia, de outubro de 2007 a maio de 2008, com curadoria de Agustin Arteaga, diretor do Museu de Ponce, Puerto Rico e ex-diretor e curador do MALBA, Buenos Aires. A estas telas foram acrescentadas produções de 2009 e 2010, selecionadas por Herkenhoff, que está escrevendo um livro sobre os 15 anos de carreira do artista.

A mostraD+Lirium Camaleônico faz parte da séria Lisérgica, iniciada em 2004, e é a terceira fase da Trilogia do Êxtase. O movimento hippie, a ideologia de paz e amor, a moda e a indumentária hindu formam a base da paleta lisérgica, feita da mistura do nanquim com anilinas alcoólicas, que mudam de acordo com a luminosidade. Outra característica da pigmentação das lonas pela tinta lisérgica é a metamorfose das cores durante o tempo de vida da tela, em função da irradiação e temperatura da luz

A Exposição está aberta de terça a sexta-feira, 10h às 18h, e sábado e domingo, das 12h às 17h. Ingressos a R$ 5 e R$ 2 e gratuito aos domingos.

O MNBA fica na Av. Rio Branco, 199 – Centro (Cinelândia), Rio de Janeiro-RJ. Informações: (21) 2240-0068 / 2219-8474 ou http://www.mnba.gov.br/

Einstein chega ao Museu Histórico Nacional

A exposição internacional Einstein estreia dia 7 abril, no Museu Histórico Nacional (MHN), e promete despertar o espírito questionador que existe em cada criança, jovem e adulto. Vista por mais de 2 milhões de pessoas no mundo, a mostra é fruto de uma parceria entre o Instituto Sangari e o American Museum of Natural History (AMNH), em Nova York.

A exibição desvenda o universo de um dos maiores gênios do século 20 por meio de 10 seções: Vida e tempo, Luz, Tempo, Átomos, Energia, Gravidade, Guerra e Paz, Cidadão Global, Legado e Einstein no Brasil. Com elas, o visitante conhece não somente o homem por trás da ciência como também se aproxima de suas complexas teorias. Tudo isso apresentado por meio de objetos pessoais, fotos, fac-símiles de cartas, manuscritos e uma série de instalações interativas.

Um cinema 3D, que leva o espectador a uma incrível viagem pelo espaço, e uma mesa high-tech, que abre buracos negros quando é tocada, estão entre os atrativos. Durante todo o período expositivo, haverá ainda um Encontro de Educadores e visitas guiadas que podem ser previamente agendadas.

O visitante terá acesso a trechos do diário pessoal de Einstein e registros de sua viagem ao Brasil. O cientista não somente visitou o Rio de Janeiro, em 1925, como teve no Brasil uma das maiores descobertas de todos os tempos: foi na cidade de Sobral-CE, em 1919, que um eclipse solar confirmou o que previa a Teoria da Relatividade Geral.

Para descobrir a percepção da figura de Einstein no imaginário brasileiro, o Instituto Sangari convidou 11 renomados artistas nacionais que o representaram utilizando diferentes técnicas como grafite, pintura a óleo, colagem, entre outras. A trilha sonora da mostra foi criada pelo saudoso maestro Silvio Barbato.

O Museu Histórico Nacional fica na Pça. Marechal Ancora, s/n°, Centro, Rio de Janeiro–RJ. Informações: (11) 3883-9090, exposicao@divertecultural.com.br, Site do Instituto Sagari, Site do Museu Histórico Nacional, ou no site do Einstein Brasil. Einstein chega ao Museu Histórico Nacional A exposição internacional Einstein estreia dia 7 abril, no Museu Histórico Nacional (MHN), e promete despertar o espírito questionador que existe em cada criança, jovem e adulto. Vista por mais de 2 milhões de pessoas no mundo, a mostra é fruto de uma parceria entre o Instituto Sangari e o American Museum of Natural History (AMNH), em Nova York.

A exibição desvenda o universo de um dos maiores gênios do século 20 por meio de 10 seções: Vida e tempo, Luz, Tempo, Átomos, Energia, Gravidade, Guerra e Paz, Cidadão Global, Legado e Einstein no Brasil. Com elas, o visitante conhece não somente o homem por trás da ciência como também se aproxima de suas complexas teorias. Tudo isso apresentado por meio de objetos pessoais, fotos, fac-símiles de cartas, manuscritos e uma série de instalações interativas.

Um cinema 3D, que leva o espectador a uma incrível viagem pelo espaço, e uma mesa high-tech, que abre buracos negros quando é tocada, estão entre os atrativos. Durante todo o período expositivo, haverá ainda um Encontro de Educadores e visitas guiadas que podem ser previamente agendadas.

O visitante terá acesso a trechos do diário pessoal de Einstein e registros de sua viagem ao Brasil. O cientista não somente visitou o Rio de Janeiro, em 1925, como teve no Brasil uma das maiores descobertas de todos os tempos: foi na cidade de Sobral-CE, em 1919, que um eclipse solar confirmou o que previa a Teoria da Relatividade Geral.

Para descobrir a percepção da figura de Einstein no imaginário brasileiro, o Instituto Sangari convidou 11 renomados artistas nacionais que o representaram utilizando diferentes técnicas como grafite, pintura a óleo, colagem, entre outras. A trilha sonora da mostra foi criada pelo saudoso maestro Silvio Barbato.

O Museu Histórico Nacional fica na Pça. Marechal Ancora, s/n°, Centro, Rio de Janeiro–RJ. Informações: (11) 3883-9090, exposicao@divertecultural.com.br, Site do Instituto Sagari, Site do Museu Histórico Nacional, ou no site do Einstein Brasil.

Museus do Ibram comemoram Dia Nacional da Música Clássica

O Dia Nacional da Música Clássica, 5 de março, teve comemorações especiais em duas unidades museológicas do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC). O Museu Imperial, em Petrópolis-RJ, e o Museu Villa-Lobos, no Rio de Janeiro-RJ, prepararam apresentações de corais e orquestras. No Museu Imperial, sob a regência Antônio Gastão se apresentaram Coral, Orquestra e Conjunto Anima e Cuore. O evento é resultado de parceria entre o museu e a Universidade Católica de Petrópolis.
Com a regência do maestro Sérgio Barbosa, a Orquestra Villa-Lobos e, com a participação de crianças e jovens músicos que integram o projeto patrocinado pela Petrobras, realizaram Concerto Didático no Museu Villa-Lobos. Crianças da rede pública lotaram o pátio do Museu e também foi assinado o convênio com o Dr Orlando Guillon, representando a Rádio Nacional, que transmitirá ensaios e concertos da jovem Orquestra.

Ainda no dia 5 de março, na Academia Brasileira de Música, tomou posse a nova diretoria, presidida por Turíbio Santos, músico e diretor do Museu Villa-Lobos, eleito no final do ano passado. A Academia foi fundada em 1945 por Heitor Villa-Lobos e na cerimônia da posse Turíbio prestou homenagem a Arminda Villa-Lobos, fundadora do Museu do mesmo nome ,que festeja seu cinquentenário em 2010. Foram homenageados também os presidentes que antecederam Turíbio: Edino Krieger e Ricardo Tacuchian, compositores e Vasco Mariz e Jose Maria Neves (in memoriam) musicólogos.

Museu da Maré promove projeto sobre arte pública e sonora

É possível misturar arte e música? Rádio e as histórias da Maré? Pode um trabalho de arte ser pensado como tabuleiro de jogo? Quem cria as regras e quem entra no jogo? Será que a própria Maré pode ser tornar um tabuleiro, onde jogadores de muitos lugares possam jogar? O Encontro de Apresentação do Projeto Ondas Radiofônicas: Processos Colaborativos em arte pública e sonora, aconteceu nesta sexta-feira, 12 de março, às 16h, no Museu da Maré, no Rio de Janeiro.

Com o propósito de pesquisar linguagens radiofônicas , tais c/mo notícias jornalísticas, rádios-novela, paisagens sonoras e tudo o que toca e faz barulho expandindo possibilidades, o projeto nasce de vontades e indagações sobre um fazer artístico que busca a interação direta e contínua entre artista e público. Para isso, o projeto está dividido nos eixos:

Oficinas Histórias Radiofônicas – para jovens da comunidade da Maré, capacitando e discutindo sobre o meio do rádio;

Grupo de estudo arte pública – para quem quiser debater sobre o desafio das artes públicas na atualidade;

Grupo de intervenção artística “Sonoridades Urbanas” – para todos os interessados em criar e interagir no museu e imediações através do som.

Durante os próximos três meses de 2010, a oficina será realizada duas vezes por semana, nas tardes de 2ª e 4ª feira, e os grupos terão lugar alternando as noites destes dias em encontros semanais. No fim do projeto, os três eixos se encontram em uma exposição a ser montada coletivamente no museu.

O Museu da Maré fica na Av. Guilherme Maxwel, 26, Maré – Passarela 7, Rua da Escola Bahia.

Mais informações no (21) 3868 6748 e no museudamare@ceasm.com.br. Acompanhe o projeto no http://ondasradiofonicas.wordpress.com

Museu da Maré promove projeto sobre arte pública e sonora

É possível misturar arte e música? Rádio e as histórias da Maré? Pode um trabalho de arte ser pensado como tabuleiro de jogo? Quem cria as regras e quem entra no jogo? Será que a própria Maré pode ser tornar um tabuleiro, onde jogadores de muitos lugares possam jogar? O Encontro de Apresentação do Projeto Ondas Radiofônicas: Processos Colaborativos em arte pública e sonora, aconteceu nesta sexta-feira, 12 de março, às 16h, no Museu da Maré, no Rio de Janeiro.

Com o propósito de pesquisar linguagens radiofônicas , tais c/mo notícias jornalísticas, rádios-novela, paisagens sonoras e tudo o que toca e faz barulho expandindo possibilidades, o projeto nasce de vontades e indagações sobre um fazer artístico que busca a interação direta e contínua entre artista e público. Para isso, o projeto está dividido nos eixos:

Oficinas Histórias Radiofônicas – para jovens da comunidade da Maré, capacitando e discutindo sobre o meio do rádio;

Grupo de estudo arte pública – para quem quiser debater sobre o desafio das artes públicas na atualidade;

Grupo de intervenção artística “Sonoridades Urbanas” – para todos os interessados em criar e interagir no museu e imediações através do som.

Durante os próximos três meses de 2010, a oficina será realizada duas vezes por semana, nas tardes de 2ª e 4ª feira, e os grupos terão lugar alternando as noites destes dias em encontros semanais. No fim do projeto, os três eixos se encontram em uma exposição a ser montada coletivamente no museu.

O Museu da Maré fica na Av. Guilherme Maxwel, 26, Maré – Passarela 7, Rua da Escola Bahia.

Mais informações no (21) 3868 6748 e no museudamare@ceasm.com.br. Acompanhe o projeto no http://ondasradiofonicas.wordpress.com

Chá de Museu na Rocinha mobiliza comunidade

Movimento pró-museu cresce entre moradores
Latas d’água que remetem ao tempo em que era preciso percorrer quilômetros a pé para matar a sede, modelos de brinquedos que passaram de geração para geração, como pipas e carrinhos de rolimã, maquete do modelo de barraco de pau a pique, predominante nos anos 40, apresentação de rodas de capoeira, que fazem reverência às raízes afro-brasileiras, relatos de moradores que vivenciaram toda formação e transformação de uma das maiores favela do país, que reúne cerca de 56 mil habitantes. Um movimento a favor da memória e do resgate da história da Rocinha, na cidade do Rio de Janeiro, vem crescendo. No último sábado (30) a comunidade realizou um ato inaugural – o primeiro Chá de Museu, com a participação de lideranças comunitárias, moradores e de representantes do Departamento de Processos Museais do Instituto Brasileiro de Museus (DPMUS – IBRAM).

A ideia de criar o Museu da Memória e História da Rocinha Sankofa vem sendo discutida desde 2007, entre agentes culturais, educadores, militantes sociais locais e técnicos do Ibram. Desde então, O ponto de cultura Centro de Cultura e Educação Lúdica da Rocinha e o Fórum Cultural da Rocinha têm mobilizado a comunidade com o levantamento da memória e história local, realizando entrevistas e coletas de material para composição do acervo.

Também está em andamento a favor do museu a organização do acervo produzido entre 1974 e 1986, que constitui o livro Varal de Lembranças.

Morador da Rocinha desde os dois anos, Robson Pacífico, 43, artista plástico, músico e ativista cultural, diz que a necessidade de se criar um museu é antiga porque a comunidade de certa forma não se conhece e desconhece sua história. “A Rocinha sofreu muitas mudanças que não foram registradas. Há muitas pessoas novas aqui e muitas antigas também. O movimento pró-museu está se solidificando a cada dia”.

Para Antônio Carlos firmino, 43, morador da Rocinha há 16 anos, professor de Geografia e um dos responsáveis pelo projeto do museu na comunidade, diz que o Museu da Rocinha se concretizou a partir do momento em que saiu do campo das idéias para o das ações . “Desde o momento em que começamos a fazer circular o acervo para que a comunidade se veja nesse museu, ele vem ganhando forma. Mas os moradores também estão ansiosos em saber sobre o espaço físico deste museu.”

Outro projeto em gestação na comunidade é a elaboração de um conjunto de painéis de grafite realizado por grafiteiros da Rocinha e de outras comunidades do Brasil, com p objetivo de contar a história de ocupação e desenvolvimento do território da favela. O projeto deve ser lançado ainda no primeiro semestre de 2010, com o apoio do Ibram.

Segundo o diretor do Departamento de Processos Museais do Ibram, Mário Chagas, a história da Rocinha acompanha o próprio desenvolvimento da história do Rio de Janeiro e é uma referência importante na cidade. “A comunidade reúne imigrantes nordestinos, mineiros e de outros estados e regiões do país. Vale ressaltar que a história da Gávea em torno da qual a Rocinha se desenvolve foi palco das famosas corridas automobilísticas no tempo das baratinhas, nos anos 40 e 50, em que teve como corredor de destaque Chico Landi. Tudo isso faz parte da memória da Rocinha e da memória da cidade e deve estar presente no museu”.

O museu comunitário na Rocinha pretende ser uma ferramenta de inclusão da comunidade, apresentando ao conjunto da população suas narrativas sobre quem são seus moradores, suas trajetórias de vida e como enxergam a cidade como um todo. De acordo com Firmino, o museu vai se pautar principalmente no direito dos moradores ao território. “ A Rocinha só existe porque as pessoas se organizaram, lutaram pelo direto à terra, liberdade e moradia. Muitos que vieram do Nordeste contam que a Rocinha parecia um quilombo.”

Por que Museu Sankofa ? Sankofa é uma Palavra Akan das nações africanas de Ghana e da Costa do Marfim que significa “devemos olhar para trás e recuperar nosso passado para podermos nos mover para frente; e assim compreendermos o porquê e como viemos a ser quem somos hoje”. Uma das formas de representação do museu baseia-se na imagem de um pássaro mítico que está com os pés plantados firmemente para frente e com a cabeça olhando para trás, como certo guia para planejar o futuro.

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