Políticas públicas em museologia social e educação museal foram institucionalizadas

O ano de 2017 marcou a oficialização de políticas públicas desenvolvidas pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) em dois importantes campos de atuação: a educação museal e a museologia social. Foram instituídos no âmbito do órgão o Programa Pontos de Memória e a Política Nacional de Educação Museal (PNEM).

O Programa Pontos de Memória foi instituído pela Portaria Nº 315, de 6 de setembro de 2017 – que detalha seus princípios, objetivos e estabelece a formação de um Comitê Consultivo, responsável por promover debates e propor ações, estratégias e diretrizes com vistas ao fortalecimento de políticas públicas no campo da museologia social. O comitê teve sua primeira reunião no final de novembro.

Encontro de Pontos de Memória no 7º FNM este ano

Encontro de Pontos de Memória no 7º FNM este ano

Tornado política perene após reivindicação do setor e pactuação no 7º Fórum Nacional de Museus, o programa apoia, fomenta e capacita iniciativas de memória social e comunitária desenvolvidas Brasil afora.

Já são mais de 300 experiências identificadas nas várias regiões brasileiras, em centros urbanos e no campo, territórios indígenas, quilombos, periferias e outros territórios.

Educação Museal
Já a criação da Política Nacional de Educação Museal (PNEM) foi tornada oficial com a publicação da Portaria Nº 422, de 30 de novembro de 2017.

Destinado ao campo museal brasileiro como um todo, o texto legal estabelece um conjunto de princípios e diretrizes que tem o objetivo de nortear a realização das práticas educacionais em instituições museológicas, fortalecer a dimensão educativa em todos os setores do museu e subsidiar a atuação dos educadores.

A portaria é fundamentada em princípios e diretrizes orientadores que foram definidos de forma colaborativa após amplo processo de participação que incluiu consulta pública através de plataforma online, a realização de 23 encontros presenciais regionais e a aprovação da Carta de Petrópolis (2012) e Carta de Belém (2014) nas respectivas edições do Fórum Nacional de Museus. O documento final foi aprovado na sétima edição do fórum, realizada este ano em Porto Alegre (RS).

Texto e foto: Ascom/Ibram

Temporadas de eventos e parcerias focam na visibilidade dos museus

A realização de de eventos que ampliem a visibilidade dos museus e a realização de parcerias com foco na difusão de conhecimento estiveram em pauta em 2017.

A 15ª Semana de Museus e a 11ª Primavera dos Museus, eventos que fazem parte do calendário anual do instituto, uma vez mais movimentaram o campo museal neste ano.

Foto: Doni Maciel /Acervo Ibram

Ibram promoveu o 7º FNM em Porto Alegre (RS) em 2017

A Semana de Museus contou com mais de 1 mil participantes de todo o país, enquanto a Primavera dos Museus conseguiu aumentar em 24% o número de museus nesta edição, com mais de 900 participantes. Para 2018, as inscrições para a 16ª Semana de Museus já se encontram abertas.

Outro evento de grande relevância para o setor foi a realização do 7º Fórum Nacional de Museus (FNM), que reuniu em Porto Alegre (RS) mais de 900 participantes sob o tema Recomendações Unesco: caminho para museus e coleções.

Para o próximo ano, uma nova versão do blogue do FNM  estará disponível. Além de disponibilizar conteúdos relacionados a todas as sete edições, ele também passa a ser espaço de diálogo permanente com o campo museal para assuntos relacionados à Política Nacional de Museus e seus desdobramentos.

Com a celebração dos 200 anos dos museus no Brasil em 2018 e os 10 anos do Ibram em 2019, o instituto trabalha em um projeto guarda-chuva que contemple um conjunto de ações e atividades em torno das datas.

Parcerias para a difusão
Em 2017, o Ibram deu um passo relevante para a ampliação da presença dos seus museus na internet. A disponibilização de acervos de cinco museus da rede Ibram na plataforma Google Art&Culture amplia a disseminação do conhecimento sobre museus, além de gerar impacto para pesquisadores e interessados em arte e cultura.

Ainda falando em parcerias, em 2018 começa a ser produzida uma nova temporada do programa Conhecendo Museus – realizado com a Empresa Brasil de Comunicação. Serão 30 episódios abordando temas como gastronomia, ciência e tecnologia, moda e comunicação a partir da história e acervos de museus brasileiros. Conheça as temporadas anteriores.

Foto: Doni Maciel /Acervo Ibram

Rubem Grilo ganha retrospectiva de quatro décadas de gravura no MNBA

Será inaugurada hoje (19), às 12h, no Museu Nacional de Belas Artes (MNBA/Ibram), a exposição Rubem Grilo – a trajetória do artista – aquisição de 500 obras – Prêmio de Artes Plásticas Marcoantonio Vilaça.

123 xilogravuras, de diferentes datas e formatos, serão exibidas na sala Clarival Valadares até 5 de maio. O conjunto representa um resumo da produção do artista, abrangendo 43 anos de atividade profissional (1971 a 2012).

Em 2011, Grilo recebeu o Prêmio Procultura de Estímulo às Artes Visuais – 2010 (Fundação Nacional de Artes – MinC).  A mostra se insere na etapa conclusiva do projeto premiado, cujo compromisso consiste na transferência de 500 obras para o Gabinete de Gravura do MNBA.

A aquisição atual, decorrente da premiação, soma-se à doação ao MNBA, feita anteriormente pelo artista, de aproximadamente 900 obras. Com este conjunto pode-se percorrer várias etapas de sua produção, permitindo uma visão ampla do percurso do artista.

Debate
Em paalelo à mostra, no dia 14 de abril,  às 15h, no auditório do museu, será realizado um debate  gratuito sobre A importância dos acervos públicos  e a obra de Rubem Grilo.

Mineiro de Pouso Alegre, MG, nascido em 1946, mas há muito radicado no Rio de Janeiro, Rubem Grilo realizou as primeiras xilogravuras em 1971. Ilustrou diversos jornais de 1973 a 1985, como Opinião, Movimento, Folhetim (Folha de São Paulo, Pasquim , Retrato do Brasil) entre outros. Criou as vinhetas do Segundo Caderno na reforma gráfica do jornal O Globo, em 1995. Atualmente, é colaborador semanal da Ilustrada (Folha de São Paulo). Saiba mais.

Texto: Divulgação MNBA

Retrospectiva 2012: Ibram avança na consolidação da Política Nacional de Museus

Encontros, debates, exposições, programas, pesquisas, ações de fomento e divulgação, parcerias. O ano de 2012 foi intenso para o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC) com avanços e conquistas para o setor, tendo sido dados passos importantes para a consolidação da Política Nacional de Museus (PNM).

Iniciado em março, o Projeto Conexões Ibram resume bem o legado que 2012 deixa para o campo museal brasileiro. Durante nove meses, o projeto passou por 17 estados para apresentar e debater instrumentos de gestão oferecidos pelo Ibram ao setor museal. Saiba mais sobre o  primeiro ano do projeto.

Parcerias internacionais também marcaram este ano, a exemplo da assinada no início deste mês, na França, entre o Ibram e a Escola do Louvre. O convênio prevê o intercâmbio de profissionais e estudantes da área museológica dos dois países a partir de 2013.

O Brasil, que sediou em julho a Reunião de Especialistas da Unesco sobre Promoção e Proteção de Museus e Coleções, viu a proposta de criação de instrumento normativo internacional, de iniciativa do Ibram, ser aprovada pelo Conselho Executivo da organização.

Reunião em Paris com diretora-geral da Unesco: proteção e promoção de museus e coleções

A ministra da Cultura, Marta Suplicy anunciou, também na França, o repasse de US$ 220 mil para o financiamento do estudo preliminar necessário à aprovação de uma Recomendação da Unesco sobre Proteção e Promoção dos Museus e Coleções.

Ainda como estímulo ao intercâmbio e compartilhamento de experiências, o Ibram trouxe para o Brasil representantes do Instituto Smithsonian (EUA), Instituto de Pesquisa de Museus da Alemanha e do Centro Provincial de Patrimônio Cultural (CPPC), de Granma (Cuba), para encontros com o público e visitas técnicas em Brasília e no Rio de Janeiro.

Presença social
O Ibram também promoveu em 2012 uma série de ações voltadas à divulgação dos museus brasileiros, a exemplo da 10ª Semana de Museus, que contou com 3.420 eventos em 1.114 museus, e da 6ª Primavera dos Museus, com mais de 2.400 eventos em 800 instituições.

O Circuito Ciclístico de Museus, que celebrou o 3º aniversário do Ibram, e o Roteiro Cultural Museus Rio+20, lançado durante o fórum mundial, foram outros exemplos de projetos voltados a ampliar a presença social dos museus.

Outro destaque foi o lançamento da 2ª temporada da série Conhecendo Museus, com 52 episódios que mostram a diversidade dos museus brasileiros. A série é exibida pela TV Brasil/EBC e TV Escola/MEC, além de ser utilizada como material didático em escolas e disponibilizada na internet. Saiba mais sobre a série de TV.

O 5º Fórum Nacional de Museus (FNM) reuniu mais de mil participantes na cidade de Petrópolis (RJ), de 19 a 23 de novembro, e traçou diretrizes para a PNM no próximo biênio, enfatizando a função social dos museus e seu papel transformador. O tema do fórum está em consonância, por exemplo, com o papel desempenhado pelos programa Pontos de Memória, que tem crescido e teve o segundo edital lançado este ano.

Fomento e educação
No campo do fomento, foi lançada mais uma edição do Programa de Fomento aos Museus Ibram 2012, com editais destinados a apoiar e premiar iniciativas que vão desde a construção e modernização de museus até a preservação e divulgação do memória do esporte olímpico e dos grupos sociais no Brasil, num total de mais de R$ 10 milhões investidos.

Em sintonia com os princípios da Política Nacional de Museus, o Ibram lançou, também em 2012, a chamada pública para a construção do Programa Nacional de Educação Museal (PNEM). O objetivo é subsidiar a atuação profissional dos educadores de museus, fortalecer o campo profissional e garantir condições mínimas para a realização das práticas educacionais nos museus e em outros espaços culturais.

Texto: Ascom/Ibram

MNBA abre retrospectiva da artista Anna Letycia com mais de 80 gravuras

Uma artista que moldou sua carreira a partir de expressivos mas sóbrios traços geométricos e cores, Anna Letycia ganha retrospectiva, a partir do dia 17 de julho, no Museu Nacional de Belas Artes/Ibram. A exposição pode ser vista gratuitamente até 9 de setembro no Rio de Janeiro.

A exposição retrospectiva no MNBA vai percorrer meio século de produção de Anna Letycia

Serão exibidas 80 obras em Anna Letycia: gravuras – indo de técnicas como gravura em metal água-tinta e água-forte até relevo e ponta-seca – cuja produção abrange trabalhos do início da década de 1950 até 2008.

Histórico
Gravadora fluminense nascida em Teresópolis, em 1929, o escritor Anibal Machado dizia que de seus trabalhos emanava uma “atmosfera de silêncio”. Já o critico Frederico Moraes apontava “um máximo de despojamento nas obras, uma espécie de minimalismo gráfico, que revela uma sensibilidade muito apurada e uma beleza serena”.

Aluna de mestres da gravura como Oswaldo Goeldi e Iberê Camargo, na década de 1950, a artista dedicou-se ao ensino por mais de 20 anos. Desde 1956, ano de sua primeira exibição, Anna Letycia já realizou dezenas de exposições individuais e participou de outras tantas coletivas ao longo das últimas décadas.

Mais recentemente, realizou a exposição Gravuras de Anna Letycia, no Instituto Tomie Ohtake (SP), e, em 2009, na Caixa Cultural Brasília, seguindo-se mostra no Museu de Arte Aloísio Magalhães no Recife. Saiba mais.

Texto e imagem: Divulgação MNBA/Ibram

250 obras de Visconti no Museu Nacional de Belas Artes (RJ)

O Museu Nacional de Belas Artes (MNBA/Ibram) exibe, até 24 de junho, Eliseu Visconti – a modernidade antecipada, exposição com cerca 250 obras, entre pinturas, desenhos, cerâmicas e objetos realizados pelo artista.

Após 63 anos da última retrospectiva do artista nos seus espaços, o museu exibirá obras que nunca foram vistas pelo público, nem mesmo por especialistas brasileiros em história da arte, que pertencem a 15 instituições e a 80 colecionadores particulares. O maior acervo de obras do artista, contudo, pertence ao MNBA.

A produção de Eliseu Visconti é apresentada em toda sua extensão, desde o início de sua carreira, em 1888, época em que ainda fazia parte da Academia Imperial de Belas-Artes, até o seu falecimento, em 1944.

A retrospectiva é dividida por períodos e temas, em consonância com os trabalhos desenvolvidos pelo pintor e também designer. Entre eles estão paisagens, cenas de família, retratos, nus, temas históricos, painéis decorativos e objetos de design, além de desenhos e aquarelas.

A mostra tem curadoria dos historiadores de arte Rafael Cardoso e Mirian Seraphim, e de Tobias Stourdzé Visconti, neto do artista e responsável pelo Projeto Eliseu Visconti, criado em 2005 para preservar e divulgar a memória do pintor. Saiba mais.

Texto e imagem: Divulgação MNBA/Ibram
Atualizada em 9 de maio 2012

MNBA prepara retrospectiva de Eliseu Visconti com obras nunca exibidas

A pintura Gioventú (1898), do acervo MNBA, estará em exposição

Museu Nacional de Belas Artes (MNBA/Ibram) inaugura no dia 3 de abril, a exposição Eliseu Visconti – A modernidade antecipada, com cerca 250 obras, entre pinturas, desenhos, cerâmicas e documentos do artista.

Após 63 anos da última retrospectiva do artista nos seus espaços, o museu exibirá obras que nunca foram vistas pelo público, nem mesmo por especialistas brasileiros em história da arte, que pertencem a 15 instituições e a 80 colecionadores particulares. O maior acervo de obras do artista, contudo, pertence ao MNBA.

Artista com grande presença na transição do Brasil Imperial para o Brasil Republicano, Eliseu Visconti antecipou a modernidade na arte brasileira, sem, no entanto, romper com suas origens nem com os artistas que o antecederam. Assim, a exposição tem por propósito redimensionar o legado de Visconti, situando-o como agente capital de tal modernização.

A produção de Eliseu Visconti é apresentada em toda sua extensão, desde o início de sua carreira, em 1888, época em que ainda fazia parte da Academia Imperial de Belas-Artes, até o seu falecimento, em 1944.

A retrospectiva é dividida por períodos e temas, em consonância com os trabalhos desenvolvidos pelo pintor e também designer. Entre eles estão paisagens, cenas de família, retratos, nus, temas históricos, painéis decorativos e objetos de design, além de desenhos e aquarelas.

Dentre as pinturas, destacam-se na exposição 25 autorretratos, dentre os mais de 40 que Visconti criou em seus 60 anos de produção. A exposição conta ainda com memorabilia variada (cadernos de apontamentos, documentos, fotografias e estudos), cenografia do ateliê do artista (cavalete, pincéis e paleta) e cronologia ilustrada.

A mostra tem curadoria dos historiadores de arte Rafael Cardoso e Mirian Seraphim, e de Tobias Stourdzé Visconti, neto do artista e responsável pelo Projeto Eliseu Visconti, criado em 2005 para preservar e divulgar a memória do pintor.

Texto e imagem: Divulgação MNBA/Ibram

Museu de Belas Artes (RJ) abre retrospectiva de Monica Barki

Os 30 anos de trajetória da artista plástica carioca Monica Barki serão comemorados com uma exposição retrospectiva no Museu Nacional de Belas Artes/Ibram e no livro homônimo Monica Barki – Arquivo Sensível, que será lançado também este mês. A abertura acontece no dia 8 de dezembro, às 18h30. A exposição pode ser visitada de 9 de dezembro de 2011 a 29 de janeiro de 2012.

Com Curadoria de Luiza Interlenghi e organização do produtor de arte Paulo Branquinho, a mostra contará com 127 trabalhos abrangendo todas as fases da carreira de Monica Barki: desenhos, estudos com colagem, gravuras, pinturas, assemblages, ensaios fotográficos, vídeos e máquinas em diferentes técnicas e dimensões.

Junto a trabalhos conhecidos somam-se seis desenhos inéditos que integram a série mais recente de Monica, iniciada em agosto de 2009. “Continuo trabalhando o tema das mulheres. Hoje elas estão mais preocupadas em se fortalecer… até fisicamente”, diz a artista.

 Nascida no Rio de Janeiro, Monica Barki entrou para o mundo das artes aos 12 anos, matriculada no Ateliê Infantil de Ivan Serpa. Desde então apresentou suas obras em 29 mostras individuais e cerca de 100 coletivas, no país e no exterior, incluindo participação na Bienal Internacional de São Paulo, em 1991. Suas obras encontram-se em coleções de vários museu brasileiros. Saiba mais.

Texto e foto: Divulgação MNBA/MinC