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Obra no Museu Regional de Caeté revela achados arqueológicos

Intervenção física é acompanhada por três arqueólogos; antes de iniciada, todos os funcionários envolvidos em sua execução passaram por treinamento educativo que mostrou a importância da arqueologia em prédios coloniais.

Obra é acompanhada por três arqueólogos; antes de iniciada, todos os funcionários envolvidos passaram por treinamento sobre importância da arqueologia em prédios coloniais.

Porcelanas, ferragens, frascos de remédio e perfume, bolinhas de gude, um tinteiro, um cachimbo, um projétil de fuzil. Misturadas, as peças e fragmentos, testemunhos da vida pública e doméstica daquela região nos séculos XVIII, XIX e XX, integravam o que era quase outro museu alguns palmos abaixo do Museu Regional de Caeté – conservado por várias décadas sob o solo da cidade histórica mineira.

O achado arqueológico veio à tona em meio às obras de restauro que a instituição vive há pouco mais de um ano, durante escavações para instalação de sistema de proteção contra descargas atmosféricas. E foi acompanhado pelos três arqueólogos que acompanham a intervenção física no museu, como determina a Lei do Patrimônio Arqueológico Brasileiro.

“Os arqueólogos estão fazendo todo o acompanhamento das retiradas de terra, catalogando, fotografando os fragmentos arqueológicos, para posteriormente as peças serem entregues ao Ibram”, explica a diretora do Museu Regional de Caeté, Sônia Maria Barbosa.

Antes mesmo de a obra ser iniciada, todos os quase 30 funcionários envolvidos em sua execução (pedreiros, carpinteiro, mestre de obra e outros) passaram por treinamento educativo que mostrou a importância da arqueologia em prédios coloniais. As peças encontradas passam agora por processo de limpeza e análise, que deve durar alguns meses. Concluído o trabalho, parte das peças poderá ser agregada ao circuito expositivo do museu, que planeja visitas educativas ao material recolhido.

O restauro integral do Museu Regional de Caeté inclui reforço das fundações e restauração da estrutura; adequação de instalações (elétricas, luminotécnicas, segurança, telecomunicações, sonorização, proteção contra descargas atmosféricas, prevenção e combate a incêndio e pânico, hidrossanitárias e drenagem); garantia de acessibilidade, com instalação de rampa, elevador, sanitários acessíveis; e construção de nova reserva técnica. A previsão é de que as obras sejam concluídas em abril.

Obras de restauro avançam no Museu Casa de Benjamin Constant

Realizado em várias frentes desde o início deste ano, restauro completo da casa histórica onde viveu Benjamin Constant e da sede administrativa do museu deve ser concluído no início de 2018.

Realizado em várias frentes desde o início deste ano, restauro completo da casa histórica onde viveu Benjamin Constant e da sede administrativa do museu deve ser concluído no início de 2018.

Fechado à visitação desde o início do ano para obras de restauro, o Museu Casa de Benjamin Constant (MCBC), no Rio de Janeiro (RJ), registra estágio avançado da ampla intervenção física programada, que abarca suas duas edificações históricas principais e parte da área verde onde a instituição está situada, no bairro carioca de Santa Teresa.

Passam por processo de restauração a casa histórica onde viveu Benjamin Constant (1836-1891), considerado um dos fundadores da república brasileira, e a chamada Casa de Bernardina, onde funciona a sede administrativa do museu.

Realizada em várias frentes, a obra prevê recuperação de coberturas das edificações que compõem o conjunto arquitetônico da antiga chácara, revisão de esquadrias e de pisos, além de nivelamento de seu pátio central e diagnósticos de caráter geológico e arqueológico sobre o terreno.

Avaliação, limpeza e recuperação

No primeiro trimestre de 2017, preparado o canteiro de obras, foi retirada da casa principal a maior parte de seu acervo, que foi realocada para espaços preparados na área administrativa. A partir de então, deu-se início a um trabalho de prospecção, realizado por equipe de museólogas restauradoras, com objetivo de descobrir materiais e cores originalmente utilizados em fachadas, janelas, portas, pisos e outros materiais constituintes de toda a casa.

Até 7 camadas diferentes foram encontradas em diferentes superfícies e catalogadas para estudo de composição química e tonalidades originais, ou o mais próximas possível, ao período em que Benjamin Constant viveu na antiga residência, construída em meados do século XIX.

Uma das intervenções mais fundamentais para o museu, a recuperação do telhado da casa histórica foi concluída no primeiro trimestre de 2017.

Recuperação de telhado da Casa de Bernardina, sede administrativa do MCBC.

Na sequência, foi iniciada a limpeza de mármores e ladrilhos, além de retirada, conserto e limpeza de esquadrias. O trabalho – que durou em torno de 5 meses e envolveu carpinteiros, marceneiros, serralheiros, pintores e vidraceiros – garantiu a recuperação detalhada de todas as portas e janelas do museu.

“Cada pequeno parafuso, maçaneta, dobradiça, aldrava, cremona, fechadura e trinco foi retirado da madeira e desmontado, limpo, polido, lubrificado, remontado e voltou a seu lugar de origem. Cada peça de madeira foi lixada, desempenada, descupinizada ou trocada, enxertada, recortada, montada, polida, pintada e remontada no seu lugar”, explica Maria Alice Miller, administradora do MCBC que atua na supervisão da obra.

Ainda no primeiro trimestre da intervenção, iniciou-se um dos trabalhos mais esperados e fundamentais para o museu: a recuperação do telhado da casa histórica. O processo incluiu a retirada de telhas, escovação e jateamento de cada uma delas. Durante o período, a área destelhada foi coberta por lona especial que garantiu sua preservação frente à ação climática.

Diagnóstico e novas instalações

Em abril, foi iniciada a execução de novas instalações elétricas para o museu, exigindo a retirada dos papéis de parede da casa principal. Também foi iniciada a análise, tratamento, imunização e substituição de peças que compõem o madeiramento do telhado, forro, piso e outras áreas do imóvel, e a sondagem do terreno do museu para conhecimento sobre sua composição geológica, incluindo a existência de eventuais lençóis freáticos.

Prospecção e reassentamento

O começo do segundo semestre foi marcado pelo início da pintura das fachadas do museu – para o qual optou-se pela manutenção da cor branca, com pintura à base de cal hidratada – e limpeza de todas as luminárias da casa, trabalho realizado por restauradoras que exigiu o desmonte total de partes em metal, vidro cristal, madeira, a identificação de fabricante original e utilização de técnicas especiais de limpeza e clareamento.

Pintura de fachadas, reassentamento de calçadas e restauro de itens do mobiliário foram algumas das intervenções realizadas no segundo semestre de 2017.

Pintura de fachadas, reassentamento de calçadas e restauro de itens do mobiliário foram algumas das intervenções realizadas no segundo semestre de 2017.

Em julho, foi iniciada prospecção arqueológica com o objetivo de encontrar vestígios de antigo lago e também de um tanque utilizado para banhos externos, ambos mantidos pela família à época de Benjamin Constant. Com este objetivo, estudos arqueológicos foram realizados em dois pontos próximos à casa histórica com uso de ultrassom.

Também foi iniciado serviço de retirada do calçamento de pedras do tipo “pé-de- moleque”, empregado desde o séc. XVIII, existente em área entre a casa principal e a Casa de Bernardina. Bastante irregular, o piso está sendo reassentado de modo a facilitar a circulação e a acessibilidade de todos os visitantes. Junto a este serviço, também estão sendo recuperadas calhas e grelhas de piso para águas pluviais, feitas em concreto.

Reabertura ao público

A previsão é de que o restauro integral do MCBC seja concluído até o início de 2018, quando o museu será reaberto à visitação pública.

MCHA completa 13 anos de abertura ao público

Situado em antigo sobrado colonial maranhense, museu foi aberto ao público em 8 de novembro de 2004 e vive momento de reformulação física e museográfica.

Situado em antigo sobrado colonial maranhense, museu foi aberto ao público em 8 de novembro de 2004 e vive momento de reformulação física e museográfica.

O Museu Casa Histórica de Alcântara (MCHA), situado no Maranhão e integrante da rede Ibram, completa 13 anos de abertura ao público nesta quarta-feira (8).

Considerada referência cultural na região por suas atividades de cunho educativo, cultural, museológico e de pesquisa, a instituição vive pleno processo de reformulação física e museográfica.

Situado em antigo sobrado colonial tombado pelo Iphan e exemplar do período de florescimento econômico vivido pela cidade entre os séculos XVII e XIX, o MCHA teve sua criação garantida por decreto federal em 1986, mas iniciou suas atividades apenas em 8 de novembro de 2004, após diversas obras de recuperação e adaptação do imóvel, além de formação de um corpo de funcionários para atuar na conservação do acervo e recepção de visitantes.

Integram o acervo do museu 958 itens entre mobiliário, indumentárias, acessórios, louças, iconografias, cerâmicas e azulejos – que, em conjunto com a arquitetura colonial do prédio, onde viveu a família Guimarães, retratam a história doméstica do Brasil Monárquico. Agora, o edifício e seu acervo são foco de reformulação que vai trazer mudanças no modo como o MCHA é acessado, apresentado e inserido na dinâmica cultural da região.

Restauro

Iniciada em 2017, a elaboração de projeto executivo de restauro, projeto estrutural e projetos de instalações prediais, comunicação visual e paisagismo abrirá caminho para a execução de obra de restauração do museu. A ideia é que o restauro compatibilize o prédio às necessidades atuais do MCHA, inclusive quanto à atualização tecnológica e à acessibilidade, respeitando os critérios de intervenção mínima previstos no tombamento do imóvel.

A obra incluirá intervenção física no interior, fachada e cobertura do edifício e em suas instalações de energia, iluminação, telefonia, segurança, hidráulicas e sanitárias, além da execução de novos projetos de prevenção e combate a incêndio, sinalização, paisagístico, luminotécnico e expográfico. Também está prevista ocupação do chamado sobrado número 15, contíguo ao museu atual, ampliando sua área física.

Novo projeto

A equipe do museu aproveita o momento em que se preparam remodelações em sua forma para repensar também seu conteúdo: um novo Plano Museológico está em preparo, propondo novas temáticas, narrativas e estratégias de diálogo com o público.

O novo projeto vai abordar a origem arqueológica e os vestígios de dinossauros encontrados na Ilha do Cajual (MA); os aspectos históricos dos povos indígenas originários da localidade; a chegada dos colonizadores franceses e portugueses; as manifestações culturais da Festa do Divino Espírito Santo e do Festejo de São Benedito; a escravidão e a presença de comunidades quilombolas na região; a história da Família Guimarães e do casarão; além da presença do Centro de Lançamento de Alcântara no contexto aeroespacial brasileiro.

“Quero parabenizar a todos que fizeram e fazem o museu acontecer dia após dia, aos parceiros e à equipe técnica que se desdobra em fazer o museu acontecer”, afirma a diretora do MCHA, Karina Waleska Scanavino. “É recompensador contribuir com essa parte da nossa cultura e da nossa memória. Só temos que nos orgulhar da Casa Histórica de Alcântara”.

Museu Casa de Benjamin Constant completa 35 anos

Museu Casa de Benjamin Constant passa por obras de melhoria

Museu Casa de Benjamin Constant passa por obras de melhoria

O Museu Casa de Benjamin Constant (Ibram/MinC), no Rio de Janeiro, comemorou 35 anos no último dia 18 de outubro. A casa, que que serviu de moradia a Benjamin Constant por pouco mais de um ano e foi ocupada pela família até 1960, atualmente passa por reformas.

Tombado pelo Patrimônio Histórico em 1958, o imóvel encontra-se fechado desde janeiro para uma restauração que recupera telhado, fachadas, paredes internas, pisos, portas e janelas. A primeira etapa da obra está prevista para terminar no começo de 2018.

O Museu tem como missão, preservar a memória de Benjamin Constant e os hábitos de vida de uma típica família do século XIX que habitava uma casa de chácara no bairro de Santa Teresa. Saiba mais sobre o museu.

Presidente do Ibram faz visita técnica ao Museu Casa Histórica de Alcântara

Marcelo Araujo discutiu com equipe do MCHA o projeto de restauro e reconfiguração previsto para o museu, além de estratégias locais para a área da educação museal.

Marcelo Araujo discutiu com equipe do MCHA o projeto de restauro e reconfiguração previsto para o museu, além de estratégias locais para a área da educação museal.

O presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Marcelo Araujo, fez na última segunda-feira (31) visita técnica ao Museu Casa Histórica de Alcântara (MCHA), no Maranhão.

Acompanhado na visita pela diretora do Departamento de Processos Museais (DPMUS), Renata Bittencourt, o presidente do Ibram participou de encontros com a equipe do museu, com ênfase em sua estratégia para ação educativa, e com a Rede de Educadores em Museus do Maranhão – nos quais foi abordada a recém-aprovada Política Nacional de Educação Museal (PNEM).

Na oportunidade, o presidente do Ibram também esteve reunido, em São Luís (MA), com o superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no Maranhão, Maurício Itapary, e equipes técnicas daquele órgão e do Ibram, para discutir o projeto de restauro e reconfiguração previsto para o MCHA. Um dos pontos em destaque foi a questão da acessibilidade.

“A visita foi uma oportunidade de o presidente conhecer o museu, os servidores e as atividades desenvolvidas pela equipe”, explica a diretora do MCHA, Karina Waleska Scanavino. Durante a passagem pelo Maranhão, Marcelo Araujo também visitou o Convento das Mercês e o Museu Histórico de Alcântara.

Museus da rede Ibram em todo o país receberam mais de 1 milhão de visitantes em 2016

O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) divulgou os números da visitação anual das 30 unidades vinculadas ao órgão – autarquia do Ministério da Cultura (MInC).

Atividade no Museu Casa da Hera/Ibram, em Vassouras (RJ), durante a 12ª Semana de Museus

Museu Casa da Hera/Ibram, em Vassouras (RJ), teve aumento expressivo de visitantes em 2016

Em 2016, o público registrado foi de 1.005.893 visitantes*. No período, sete museus estiveram fechados ao público, ou funcionando parcialmente, devido a obras de restauro e requalificação.

Entre as unidades mais visitadas figuram o Museu Imperial, em Petrópolis (RJ), com 321.632 visitantes; o Museu da Inconfidência, em Ouro Preto (MG), com um público de 156.570 pessoas, e o Museu Histórico Nacional, na cidade do Rio de Janeiro, com 123.370 visitantes – 34.030 a mais que em 2015.

Chama a atenção o aumento de público do Museu Casa da Hera, no município de Vassouras (RJ). No ano anterior, 4.193 pessoas visitaram o museu. Já em 2016, foram 10.148 visitantes, correspondendo a um incremento de 142%.

Outros oito museus tiveram aumento significativo de público, comparados ao ano anterior. O Museu do Diamante (MG) com um aumento 54%; o Museu da Abolição (PE) com 49%; no Rio de Janeiro, o Museu Casa de Benjamim Constant (34%), Museu Chácara do Céu (25%), e o Museu do Açude (18%); e, em Minas Gerais, o Museu Regional Casa do Ottoni (14%), o Museu Regional de Caeté (13%) e o Museu do Ouro (10%). Confira os dados de visitação dos museus Ibram.

*Atualização em 01/02/2017, após a retificação do número de visitantes feita pelo Museu Imperial, que não havia incluído na contagem o público dos espetáculos Som e Luz e Um Sarau Imperial,  além das visitas mediadas e outras atividades do Setor Educativo que incluem visitação ao Palácio.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: Museu Casa da Hera/Divulgação

Museus da rede Ibram em três estados iniciam obras de requalificação

Tiveram início nesta semana as obras de recuperação emergencial do Museu das Missões, que integra a rede do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) em São Miguel das Missões (RS), após tornado que atingiu o Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo no primeiro semestre deste ano – causando danos à estrutura e acervo do museu.

Operários cercam área do Museu das Missões onde haverá obras emergenciais

Operários cercam área do Museu das Missões para obras emergenciais

Na parte arquitetônica, a empresa responsável pela obra iniciou a montagem de tapumes para isolar o Pavilhão Lucio Costa e a Casa do Zelador durante as obras. A cobertura da Sacristia Velha também será restaurada.

Com recursos do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) na ordem de R$ 1,6 milhão, o prazo para a conclusão dos trabalhos das obras emergenciais é de aproximadamente três meses, com possibilidade de prorrogação, caso seja necessário, para a devolução do museu ao seu projeto original.

Projetado em 1940 pelo arquiteto Lucio Costa (1902-1998), o Museu das Missões é parte de sítio arqueológico considerado Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco.

Reunindo representativa coleção pública de imagens sacras e fragmentos missioneiros do Mercosul, exibe ao público uma coleção da arte barroca elaborada pelos índios guarani nas reduções jesuíticas (séculos XVI e XVII).

Obras em MG e RJ
Outro museu da rede do Instituto Brasileiro de Museus que iniciou esta semana um processo de restauração integral foi o Museu Regional de Caeté, em Minas Gerais (MG).

A diretora do museu B.Constant com o presidente do Ibram em recente visita

A diretora do museu B.Constant, Eliane Carrilho, com Marcelo Araujo, presidente do Ibram, em recente visita ao museu antes do início das obras

A intervenção física será realizada com o intuito de preservar as características estruturais, formais e estéticas do museu, situado em antigo sobrado de fins do século XVIII, na cidade de Caeté, tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 1950.

O prazo previsto para a execução dos serviços será de 12 meses e o custo é de aproximadamente R$ 2,7 milhões. Saiba mais.

Já a primeira fase das obras de restauração no Museu Casa de Benjamin Constant, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), também já iniciadas, envolvem dois prédios históricos: a casa onde morou Benjamin Constant e a sede administrativa, a “casa amarela” – construídos nos séculos XIX e XX, respectivamente. Para esta primeira fase estão sendo investidos recursos de R$ 2,1 milhões por parte do Ibram.

O museu, que fica no bairro carioca de Santa Teresa, estará aberto ao público até o dia 30 de dezembro e sem data prevista para a reabertura.

Além desses museus, há atualmente obras em andamento no Museu Victor Meirelles, em Florianópolis (SC), e processos licitatórios para requalificação do Museu Regional de São João del-Rei (MG), Museu Casa Histórica de Alcântara (MA) e Museu Casa da Hera (RJ).

Atualmente, o Ibram conta com 29 museus federais sob sua gestão. Conheça os museus da rede Ibram.

Texto: Ascom/Ibram
Fotos: Museu das Missões e Museu Casa de Benjamin Constant/Divulgação

Ibram dá início a contratações para restauro da Casa Histórica de Alcântara

MCHA está instalado num sobrado colonial do séc. XIX tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

MCHA está instalado num sobrado colonial do séc. XIX tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) lançou na última quarta-feira (30) edital destinado à seleção via pregão eletrônico, a acontecer no próximo dia 13, de empresa para a realização de levantamentos e projetos com foco no Museu Casa Histórica de Alcântara (MCHA), no Maranhão. A contratação será o primeiro passo para a realização de obras de restauração na unidade.

Caberá à empresa selecionada elaborar projeto executivo de restauro, projeto estrutural e projetos de instalações prediais, comunicação visual e paisagismo, que serão utilizados como base para a execução da obra de restauração do museu – instalado num sobrado colonial do séc. XIX tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

A elaboração de projeto executivo, que ficará a cargo de técnicos em Arquitetura e Engenharia, incluirá levantamento cadastral, mapeamento de danos e projeto de intervenção, além de projetos complementares. A ideia é que o restauro compatibilize o prédio às necessidades atuais do MCHA, inclusive quanto à atualização tecnológica, respeitando os critérios de intervenção mínima previstos no tombamento do imóvel.

A obra incluirá intervenção física no interior, fachada e cobertura do edifício e em suas instalações de energia, iluminação, telefonia, segurança, hidráulicas e sanitárias, além da execução de novos projetos de prevenção e combate a incêndio, sinalização, paisagístico, luminotécnico e expográfico. O prazo previsto para a realização dos levantamentos e projetos é de 180 dias.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: MCHA/Divulgação

Programa oferece bolsas de capacitação a profissionais de museus

Estão abertas as inscrições para a primeira edição do Bolsas Ibermuseus de Capacitação. O objetivo da ação é promover mecanismos de proteção e gestão do patrimônio museológico ibero-americano, por meio da qualificação profissional, além de fomentar a consolidação da Rede Ibero-Americana de Museus.

Bolsas_IbermuseusA iniciativa faz parte do Programa Ibermuseus e permitirá a participação de profissionais da área em atividades como cursos de curta duração, seminários, congressos e oficinas sobre temas relacionados à conservação preventiva, gestão de riscos e atuação em emergências.

Os interessados podem submeter online as candidaturas até dezembro de 2016 – ou até que se esgotem os recursos disponíveis. A inscrição deve ser feita com antecedência mínima de 60 dias ao início da atividade pretendida.

12 países podem concorrer
As bolsas serão concedidas aos profissionais que atuem nas áreas relacionadas à gestão e manejo de coleções: conservação, restauração ou curadoria em instituições museais ou instituições governamentais responsáveis pelas políticas públicas para os museus dos 12 países membros do Comitê Intergovernamental do Programa: Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, Espanha, México, Paraguai, Peru, Portugal e Uruguai.

As bolsas cobrirão taxa de inscrição, caso se aplique; passagens de avião, trem ou ônibus, dependendo do local da atividade; translado terrestres em transporte público entre o aeroporto, o hotel e o local da atividade; seguro viagem; hospedagem e alimentação.

De acordo com o edital, a duração do benefício poderá oscilar de dois a cinco dias de atividade formativa. Após a conclusão das ações de capacitação, os selecionados deverão executar um projeto de multiplicação dos conhecimentos adquiridos em sua instituição. O projeto deverá ser apresentado no ato de inscrição e será submetido à aprovação (junto às demais documentações solicitadas).

Acesse a íntegra da convocatória e saiba mais sobre o Programa Ibermuseus.

Texto: Portal Brasil

Museu Casa da Princesa, em Pilar de Goiás, passa por restauro

museu casa da princesaComeçaram nesta quarta-feira (18), as obras de restauro no Museu Casa da Princesa/Ibram, em Pilar de Goiás. Executada pelo Iphan-GO, com recursos do Fundo Nacional de Cultura, a obra, orçada em 700 mil reais, tem previsão de duração de sete meses. O restauro contemplará áreas estruturais do prédio, como: telhado, forro, piso, instalações elétricas, drenagem e requalificação dos banheiros.

Durante o período de restauro, o museu funcionará na casa da Diocese situada na Rua da Matriz, Qd 10, Lt 16, Nº12; que é também conhecida como: “Casa Dona Otília”.

Inaugurado em 28 de junho de 1981, o Museu Casa da Princesa ou Museu da Casa da Setecentista ou ainda Museu Casa das Rótulas, como também é conhecido, funciona numa antiga moradia senhorial, um dos mais belos exemplares da arquitetura civil colonial brasileira, localizada no centro histórico da cidade de Pilar de Goiás-GO.

O seu acervo é formado por documentos históricos, fotografias e mais de mil objetos, confeccionados em materiais diversos, mostrando formas do viver goiano dos séculos XVIII ao XX, especialmente mobiliário e utensílios sacros e domésticos utilizados nos casarões de fazendas goianas, dos séculos XVIII, XIX e XX. Também fazem parte deste acervo, instrumentos de tortura da época colonial, palmatórias, carretilha de forca, tear, carros-de-boi, peças de monjolo, um conjunto completo de engenho, utensílios de mineração e objetos sacros, a exemplo de forma para fazer hóstias, oratórios, cruzes e crucifixos.

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