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Reunião em Florianópolis define detalhes para reabertura do Museu Victor Meirelles

 Obra abarca restauração do sobrado luso-brasileiro do séc. XVIII onde nasceu o pintor Victor Meirelles, além da ampliação de seu prédio anexo, que terá seu espaço readequado e requalificado.


Obra abarca restauração do sobrado luso-brasileiro do séc. XVIII onde nasceu o pintor Victor Meirelles, além da ampliação de prédio anexo, que terá seu espaço readequado e requalificado.

A presidente substituta do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Eneida Braga Rocha de Lemos, e o responsável pela Diretoria de Planejamento e Gestão Interna (DPGI) do órgão, Denio Menezes da Silva, estiveram em Florianópolis (SC) na última quarta-feira (13) para tratativas sobre a entrega da obra de revitalização e ampliação do Museu Victor Meirelles.

Vinculado à rede Ibram, o museu está fechado ao público desde abril de 2016. A intervenção física abarca a restauração do sobrado luso-brasileiro onde nasceu o pintor Victor Meirelles (1832-1903), construído no final do séc. XVIII – que foi tombado em 1950 e é sede do museu desde 1952 – além da ampliação de seu prédio anexo, que terá seu espaço readequado e requalificado. A obra é realizada com recursos do PAC – Cidades Históricas.

Pela manhã, a presidente substituta do Ibram participou de reunião na Prefeitura Municipal de Florianópolis a respeito de melhorias urbanísticas no entorno do museu. O encontro contou com a presença da superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em Santa Catarina, Liliane Janine Nizzola; da chefe da Divisão Técnica do Iphan, Regina Helena Meirelles Santiago; do diretor de planejamento do Instituto de Planejamento Urbano (IPUF), Michel Mittmann; da diretora do Museu Victor Meirelles, Lourdes Rossetto; da Técnica em Assuntos Culturais Rita Coitinho, servidora do museu; e do arquiteto responsável pela obra, Luiz Edgard Vieira Pereira.

Em seguida, os representantes do Ibram participaram de visita técnica à obra (foto). À tarde, houve encontro na sede provisória da instituição, com a presença de integrantes da Associação dos Amigos do Museu, para apresentação das mudanças pelas quais o prédio passou e planejamento dos próximos passos que garantirão a reabertura do museu.

Após a agenda, ficou confirmada a previsão de conclusão da obra para o próximo mês de abril. A reabertura do museu ao público está programada para o segundo semestre, após execução de novo projeto de mobiliário.

A obra

A obra em curso prevê a integração entre dois edifícios – o antigo sobrado luso-brasileiro, do final do século XVIII, que abriga o Museu Victor Meirelles, e o edifício adjacente, da década de 60, ampliando a área do museu de 400 para 740 metros quadrados. O museu ganhará novas salas de exposição, auditório, salas de atividades diversas, recepção, cafeteria e biblioteca, entre outros.

O espaço receberá um elevador que atenderá simultaneamente aos dois edifícios, configurando-se como elemento de ligação entre as diferentes arquiteturas. A intervenção também vai promover, na sequência, a plena acessibilidade a todos os espaços do museu e a harmonização com seu entorno, como parte de qualificação da região a finalidades turísticas e culturais.

Concurso vai selecionar possível projeto para anexo do Museu Nacional

Estrutura funcionará como apoio para o desenvolvimento de atividades que eram realizadas pela comunidade científica no espaço do museu, além de depósito temporário e laboratório para recuperação dos artefatos resgatados no prédio.

Concurso selecionará projetos de estrutura que poderia servir como apoio para o desenvolvimento de atividades que eram realizadas pela comunidade científica no espaço do museu, além de depósito temporário e laboratório para recuperação dos artefatos resgatados no prédio.

A plataforma de concursos MODO, voltada à seleção de projetos de arquitetura produzidos por estudantes e jovens arquitetos, vai selecionar projeto arquitetônico de possível prédio anexo para o Museu Nacional, no Rio de Janeiro (RJ).

A ideia é projetar uma estrutura, na própria Quinta da Boa Vista, que se construída poderia funcionar como apoio para o desenvolvimento de atividades que eram realizadas pela comunidade científica no espaço do museu, além de depósito temporário e laboratório para recuperação dos artefatos resgatados no prédio, atingido por um incêndio em 2 de setembro de 2018.

O concurso é aberto a estudantes de arquitetura e urbanismo e jovens arquitetos graduados há até 3 anos, sejam eles de nacionalidade brasileira ou estrangeira. A participação se dá individualmente ou em equipes de até 4 membros. As inscrições, no valor atual de R$ 120, podem ser feitas até 8 de fevereiro.

A seleção será feita por bancada de jurados especializados que incluem representante do Ibram, prevendo premiações em dinheiro ou outras recompensas para os três projetos melhor avaliados, além de uma menção honrosa. O resultado final será divulgado no dia 21 de fevereiro. Para fazer inscrição, baixar o edital e acessar mais detalhes sobre o concurso, acesse a página da plataforma MODO.

Museu Casa de Benjamin Constant licita para obra de restauro integral

Licitação destina-se à supervisão, fiscalização e gerenciamento das obras da segunda fase da restauração integral do museu.

Licitação destina-se à supervisão, fiscalização e gerenciamento das obras da segunda fase da restauração integral do museu.

O Museu Casa de Benjamin Constant, que integra a rede Ibram no Rio de Janeiro (RJ), abriu nesta quarta-feira (9) edital para a contratação de serviços técnicos em engenharia e arquitetura consultiva.

A licitação destina-se à supervisão, fiscalização e gerenciamento das obras da segunda fase da restauração integral pela qual o museu passa neste momento, a fim de garantir que os projetos sejam executados de acordo com os termos do edital de concorrência nº 01/2018/Ibram.

A seleção será realizada na modalidade pregão eletrônico do tipo menor preço global, em regime de execução indireta. O pregão será realizado no Portal de Compras do Governo Federal (www.comprasgovernamentais.gov.br) no dia 24 de janeiro, às 10h.

A obra

As obras de restauro integral do Museu Casa de Benjamin Constant começaram no início de 2017. Localizada no bairro de Santa Teresa, a antiga residência do militar, professor e estadista Benjamin Constant (1836-1891) foi tombada como Patrimônio Histórico em 1958.

Além do imóvel histórico, o restauro integral abarca o edifício administrativo do museu e parte da vasta área verde em que a instituição está situada. A obra prevê recuperação de coberturas das edificações que compõem o conjunto arquitetônico da antiga chácara, revisão de esquadrias e de pisos e nivelamento de seu pátio central. Inclui ainda diagnósticos de caráter geológico e arqueológico sobre o terreno.

Museu Casa da Princesa reabre ao público após restauro e reformulação

No período 2016-2018, museu passou por ampla obra de restauro, teve seu plano museológico atualizado e inventário realizado, ganhou projetos museográfico e curatorial, além de novo circuito expositivo.

No período 2016-2018, museu passou por ampla obra de restauro, teve seu plano museológico atualizado e inventário realizado, ganhou projetos museográfico e curatorial, além de novo circuito expositivo.

Após dois anos fechado para obras de restauro e processo amplo de reformulação, o Museu Casa da Princesa, em Pilar de Goiás (GO), foi reaberto ao público na última quinta-feira (6).

Situado em antiga moradia senhorial do séc. XVIII (apogeu da mineração do ouro na região), exemplar da arquitetura civil colonial brasileira, o Museu Casa da Princesa abriga acervo composto por cerca de 1,2 mil itens que incluem documentos históricos, fotografias, mobiliário, utensílios sacros, domésticos, de trabalho (engenho, mineração e tear) e também instrumentos de tortura utilizados nos casarões de fazendas goianas dos séculos XVIII, XIX e XX.

No período 2016/2017, o museu passou por obra de restauro, em parceria com o Iphan, que contemplou áreas estruturais do prédio, como telhado, forro, piso, instalações elétricas, drenagem e requalificação dos banheiros. Foram restaurados esteios, forros, pintura e esquadrias do imóvel histórico, que possui doze cômodos e quintal, com área total de 722,81 m². Tombada desde 1954, a casa tivera seu último restauro realizado no período 1979/1980, quando o museu foi inaugurado.

No mesmo período, a instituição teve seu plano museológico atualizado e ganhou projetos museográfico e curatorial, elaborados pela equipe do Ibram. Uma força-tarefa integrada por servidores do órgão também realizou inventário de todo o acervo do museu.

Além de etapa básica para a preservação dos bens culturais citados, o inventário foi essencial para repensar a comunicação do acervo da Casa da Princesa – etapa que foi complementada com a elaboração de nova expografia para o museu, que começou a ser pensada em workshop realizado com a participação de profissionais do Ibram em agosto de 2017 e foi executada por empresa especializada em 2018.

Nova apresentação de conteúdo

O novo circuito expositivo contempla a diversidade dos acervos que o museu possui e homenageia um personagem fundamental para sua história: o ex-zelador da instituição Antônio Gomes, também ex-morador e grande responsável por reunir durante anos a maior parte do acervo da Casa da Princesa, carinhosamente conhecido pela comunidade local como “Seu Tição”.

A nova exposição abriga nova identidade visual, iluminação, cores e interação com o público. Na recepção, o visitante pode agora conhecer um pouco mais sobre os primeiros ocupantes do território, os povos indígenas e quilombolas. No segundo módulo, é convidado a conhecer o garimpo, a mineração e a cachoeira do Ogó. Em seguida, poderá interagir com a Casa da Princesa através de jogo de espelhos que possibilita apreciar detalhes iconográficos do imóvel histórico.

A história dos modos de vida, trabalho, economia e tecnologia da região também estão representados com instrumentos doados pelos moradores da cidade, incluindo o primeiro computador de Pilar de Goiás. A devoção, as festas, as religiosidades e a diversidade cultural da cidade também é apresentada, inclusive com a famosa receita do tradicional bolo de arroz.

A execução do trabalho incluiu a produção de novo mobiliário, montagem de painéis, nova identificação visual, sinalização e iluminação. Além da melhor fruição dos bens culturais que o museu abriga, a reformulação readequou a reserva técnica do museu, contribuindo para a adequada conservação das peças.

Horários

O Museu Casa da Princesa, localizado a 236km de Goiânia (GO), ficará aberto ao público às terças-feiras, das 9h às 13h; de quarta-feira a sábado, das 9h às 18h; e aos domingos, das 13h às 18h.

Obra no Museu Regional de Caeté revela achados arqueológicos

Intervenção física é acompanhada por três arqueólogos; antes de iniciada, todos os funcionários envolvidos em sua execução passaram por treinamento educativo que mostrou a importância da arqueologia em prédios coloniais.

Obra é acompanhada por três arqueólogos; antes de iniciada, todos os funcionários envolvidos passaram por treinamento sobre importância da arqueologia em prédios coloniais.

Porcelanas, ferragens, frascos de remédio e perfume, bolinhas de gude, um tinteiro, um cachimbo, um projétil de fuzil. Misturadas, as peças e fragmentos, testemunhos da vida pública e doméstica daquela região nos séculos XVIII, XIX e XX, integravam o que era quase outro museu alguns palmos abaixo do Museu Regional de Caeté – conservado por várias décadas sob o solo da cidade histórica mineira.

O achado arqueológico veio à tona em meio às obras de restauro que a instituição vive há pouco mais de um ano, durante escavações para instalação de sistema de proteção contra descargas atmosféricas. E foi acompanhado pelos três arqueólogos que acompanham a intervenção física no museu, como determina a Lei do Patrimônio Arqueológico Brasileiro.

“Os arqueólogos estão fazendo todo o acompanhamento das retiradas de terra, catalogando, fotografando os fragmentos arqueológicos, para posteriormente as peças serem entregues ao Ibram”, explica a diretora do Museu Regional de Caeté, Sônia Maria Barbosa.

Antes mesmo de a obra ser iniciada, todos os quase 30 funcionários envolvidos em sua execução (pedreiros, carpinteiro, mestre de obra e outros) passaram por treinamento educativo que mostrou a importância da arqueologia em prédios coloniais. As peças encontradas passam agora por processo de limpeza e análise, que deve durar alguns meses. Concluído o trabalho, parte das peças poderá ser agregada ao circuito expositivo do museu, que planeja visitas educativas ao material recolhido.

O restauro integral do Museu Regional de Caeté inclui reforço das fundações e restauração da estrutura; adequação de instalações (elétricas, luminotécnicas, segurança, telecomunicações, sonorização, proteção contra descargas atmosféricas, prevenção e combate a incêndio e pânico, hidrossanitárias e drenagem); garantia de acessibilidade, com instalação de rampa, elevador, sanitários acessíveis; e construção de nova reserva técnica. A previsão é de que as obras sejam concluídas em abril.

Obras de restauro avançam no Museu Casa de Benjamin Constant

Realizado em várias frentes desde o início deste ano, restauro completo da casa histórica onde viveu Benjamin Constant e da sede administrativa do museu deve ser concluído no início de 2018.

Realizado em várias frentes desde o início deste ano, restauro completo da casa histórica onde viveu Benjamin Constant e da sede administrativa do museu deve ser concluído no início de 2018.

Fechado à visitação desde o início do ano para obras de restauro, o Museu Casa de Benjamin Constant (MCBC), no Rio de Janeiro (RJ), registra estágio avançado da ampla intervenção física programada, que abarca suas duas edificações históricas principais e parte da área verde onde a instituição está situada, no bairro carioca de Santa Teresa.

Passam por processo de restauração a casa histórica onde viveu Benjamin Constant (1836-1891), considerado um dos fundadores da república brasileira, e a chamada Casa de Bernardina, onde funciona a sede administrativa do museu.

Realizada em várias frentes, a obra prevê recuperação de coberturas das edificações que compõem o conjunto arquitetônico da antiga chácara, revisão de esquadrias e de pisos, além de nivelamento de seu pátio central e diagnósticos de caráter geológico e arqueológico sobre o terreno.

Avaliação, limpeza e recuperação

No primeiro trimestre de 2017, preparado o canteiro de obras, foi retirada da casa principal a maior parte de seu acervo, que foi realocada para espaços preparados na área administrativa. A partir de então, deu-se início a um trabalho de prospecção, realizado por equipe de museólogas restauradoras, com objetivo de descobrir materiais e cores originalmente utilizados em fachadas, janelas, portas, pisos e outros materiais constituintes de toda a casa.

Até 7 camadas diferentes foram encontradas em diferentes superfícies e catalogadas para estudo de composição química e tonalidades originais, ou o mais próximas possível, ao período em que Benjamin Constant viveu na antiga residência, construída em meados do século XIX.

Uma das intervenções mais fundamentais para o museu, a recuperação do telhado da casa histórica foi concluída no primeiro trimestre de 2017.

Recuperação de telhado da Casa de Bernardina, sede administrativa do MCBC.

Na sequência, foi iniciada a limpeza de mármores e ladrilhos, além de retirada, conserto e limpeza de esquadrias. O trabalho – que durou em torno de 5 meses e envolveu carpinteiros, marceneiros, serralheiros, pintores e vidraceiros – garantiu a recuperação detalhada de todas as portas e janelas do museu.

“Cada pequeno parafuso, maçaneta, dobradiça, aldrava, cremona, fechadura e trinco foi retirado da madeira e desmontado, limpo, polido, lubrificado, remontado e voltou a seu lugar de origem. Cada peça de madeira foi lixada, desempenada, descupinizada ou trocada, enxertada, recortada, montada, polida, pintada e remontada no seu lugar”, explica Maria Alice Miller, administradora do MCBC que atua na supervisão da obra.

Ainda no primeiro trimestre da intervenção, iniciou-se um dos trabalhos mais esperados e fundamentais para o museu: a recuperação do telhado da casa histórica. O processo incluiu a retirada de telhas, escovação e jateamento de cada uma delas. Durante o período, a área destelhada foi coberta por lona especial que garantiu sua preservação frente à ação climática.

Diagnóstico e novas instalações

Em abril, foi iniciada a execução de novas instalações elétricas para o museu, exigindo a retirada dos papéis de parede da casa principal. Também foi iniciada a análise, tratamento, imunização e substituição de peças que compõem o madeiramento do telhado, forro, piso e outras áreas do imóvel, e a sondagem do terreno do museu para conhecimento sobre sua composição geológica, incluindo a existência de eventuais lençóis freáticos.

Prospecção e reassentamento

O começo do segundo semestre foi marcado pelo início da pintura das fachadas do museu – para o qual optou-se pela manutenção da cor branca, com pintura à base de cal hidratada – e limpeza de todas as luminárias da casa, trabalho realizado por restauradoras que exigiu o desmonte total de partes em metal, vidro cristal, madeira, a identificação de fabricante original e utilização de técnicas especiais de limpeza e clareamento.

Pintura de fachadas, reassentamento de calçadas e restauro de itens do mobiliário foram algumas das intervenções realizadas no segundo semestre de 2017.

Pintura de fachadas, reassentamento de calçadas e restauro de itens do mobiliário foram algumas das intervenções realizadas no segundo semestre de 2017.

Em julho, foi iniciada prospecção arqueológica com o objetivo de encontrar vestígios de antigo lago e também de um tanque utilizado para banhos externos, ambos mantidos pela família à época de Benjamin Constant. Com este objetivo, estudos arqueológicos foram realizados em dois pontos próximos à casa histórica com uso de ultrassom.

Também foi iniciado serviço de retirada do calçamento de pedras do tipo “pé-de- moleque”, empregado desde o séc. XVIII, existente em área entre a casa principal e a Casa de Bernardina. Bastante irregular, o piso está sendo reassentado de modo a facilitar a circulação e a acessibilidade de todos os visitantes. Junto a este serviço, também estão sendo recuperadas calhas e grelhas de piso para águas pluviais, feitas em concreto.

Reabertura ao público

A previsão é de que o restauro integral do MCBC seja concluído até o início de 2018, quando o museu será reaberto à visitação pública.

MCHA completa 13 anos de abertura ao público

Situado em antigo sobrado colonial maranhense, museu foi aberto ao público em 8 de novembro de 2004 e vive momento de reformulação física e museográfica.

Situado em antigo sobrado colonial maranhense, museu foi aberto ao público em 8 de novembro de 2004 e vive momento de reformulação física e museográfica.

O Museu Casa Histórica de Alcântara (MCHA), situado no Maranhão e integrante da rede Ibram, completa 13 anos de abertura ao público nesta quarta-feira (8).

Considerada referência cultural na região por suas atividades de cunho educativo, cultural, museológico e de pesquisa, a instituição vive pleno processo de reformulação física e museográfica.

Situado em antigo sobrado colonial tombado pelo Iphan e exemplar do período de florescimento econômico vivido pela cidade entre os séculos XVII e XIX, o MCHA teve sua criação garantida por decreto federal em 1986, mas iniciou suas atividades apenas em 8 de novembro de 2004, após diversas obras de recuperação e adaptação do imóvel, além de formação de um corpo de funcionários para atuar na conservação do acervo e recepção de visitantes.

Integram o acervo do museu 958 itens entre mobiliário, indumentárias, acessórios, louças, iconografias, cerâmicas e azulejos – que, em conjunto com a arquitetura colonial do prédio, onde viveu a família Guimarães, retratam a história doméstica do Brasil Monárquico. Agora, o edifício e seu acervo são foco de reformulação que vai trazer mudanças no modo como o MCHA é acessado, apresentado e inserido na dinâmica cultural da região.

Restauro

Iniciada em 2017, a elaboração de projeto executivo de restauro, projeto estrutural e projetos de instalações prediais, comunicação visual e paisagismo abrirá caminho para a execução de obra de restauração do museu. A ideia é que o restauro compatibilize o prédio às necessidades atuais do MCHA, inclusive quanto à atualização tecnológica e à acessibilidade, respeitando os critérios de intervenção mínima previstos no tombamento do imóvel.

A obra incluirá intervenção física no interior, fachada e cobertura do edifício e em suas instalações de energia, iluminação, telefonia, segurança, hidráulicas e sanitárias, além da execução de novos projetos de prevenção e combate a incêndio, sinalização, paisagístico, luminotécnico e expográfico. Também está prevista ocupação do chamado sobrado número 15, contíguo ao museu atual, ampliando sua área física.

Novo projeto

A equipe do museu aproveita o momento em que se preparam remodelações em sua forma para repensar também seu conteúdo: um novo Plano Museológico está em preparo, propondo novas temáticas, narrativas e estratégias de diálogo com o público.

O novo projeto vai abordar a origem arqueológica e os vestígios de dinossauros encontrados na Ilha do Cajual (MA); os aspectos históricos dos povos indígenas originários da localidade; a chegada dos colonizadores franceses e portugueses; as manifestações culturais da Festa do Divino Espírito Santo e do Festejo de São Benedito; a escravidão e a presença de comunidades quilombolas na região; a história da Família Guimarães e do casarão; além da presença do Centro de Lançamento de Alcântara no contexto aeroespacial brasileiro.

“Quero parabenizar a todos que fizeram e fazem o museu acontecer dia após dia, aos parceiros e à equipe técnica que se desdobra em fazer o museu acontecer”, afirma a diretora do MCHA, Karina Waleska Scanavino. “É recompensador contribuir com essa parte da nossa cultura e da nossa memória. Só temos que nos orgulhar da Casa Histórica de Alcântara”.

Museu Casa de Benjamin Constant completa 35 anos

Museu Casa de Benjamin Constant passa por obras de melhoria

Museu Casa de Benjamin Constant passa por obras de melhoria

O Museu Casa de Benjamin Constant (Ibram/MinC), no Rio de Janeiro, comemorou 35 anos no último dia 18 de outubro. A casa, que que serviu de moradia a Benjamin Constant por pouco mais de um ano e foi ocupada pela família até 1960, atualmente passa por reformas.

Tombado pelo Patrimônio Histórico em 1958, o imóvel encontra-se fechado desde janeiro para uma restauração que recupera telhado, fachadas, paredes internas, pisos, portas e janelas. A primeira etapa da obra está prevista para terminar no começo de 2018.

O Museu tem como missão, preservar a memória de Benjamin Constant e os hábitos de vida de uma típica família do século XIX que habitava uma casa de chácara no bairro de Santa Teresa. Saiba mais sobre o museu.

Presidente do Ibram faz visita técnica ao Museu Casa Histórica de Alcântara

Marcelo Araujo discutiu com equipe do MCHA o projeto de restauro e reconfiguração previsto para o museu, além de estratégias locais para a área da educação museal.

Marcelo Araujo discutiu com equipe do MCHA o projeto de restauro e reconfiguração previsto para o museu, além de estratégias locais para a área da educação museal.

O presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Marcelo Araujo, fez na última segunda-feira (31) visita técnica ao Museu Casa Histórica de Alcântara (MCHA), no Maranhão.

Acompanhado na visita pela diretora do Departamento de Processos Museais (DPMUS), Renata Bittencourt, o presidente do Ibram participou de encontros com a equipe do museu, com ênfase em sua estratégia para ação educativa, e com a Rede de Educadores em Museus do Maranhão – nos quais foi abordada a recém-aprovada Política Nacional de Educação Museal (PNEM).

Na oportunidade, o presidente do Ibram também esteve reunido, em São Luís (MA), com o superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no Maranhão, Maurício Itapary, e equipes técnicas daquele órgão e do Ibram, para discutir o projeto de restauro e reconfiguração previsto para o MCHA. Um dos pontos em destaque foi a questão da acessibilidade.

“A visita foi uma oportunidade de o presidente conhecer o museu, os servidores e as atividades desenvolvidas pela equipe”, explica a diretora do MCHA, Karina Waleska Scanavino. Durante a passagem pelo Maranhão, Marcelo Araujo também visitou o Convento das Mercês e o Museu Histórico de Alcântara.

Museus da rede Ibram em todo o país receberam mais de 1 milhão de visitantes em 2016

O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) divulgou os números da visitação anual das 30 unidades vinculadas ao órgão – autarquia do Ministério da Cultura (MInC).

Atividade no Museu Casa da Hera/Ibram, em Vassouras (RJ), durante a 12ª Semana de Museus

Museu Casa da Hera/Ibram, em Vassouras (RJ), teve aumento expressivo de visitantes em 2016

Em 2016, o público registrado foi de 1.005.893 visitantes*. No período, sete museus estiveram fechados ao público, ou funcionando parcialmente, devido a obras de restauro e requalificação.

Entre as unidades mais visitadas figuram o Museu Imperial, em Petrópolis (RJ), com 321.632 visitantes; o Museu da Inconfidência, em Ouro Preto (MG), com um público de 156.570 pessoas, e o Museu Histórico Nacional, na cidade do Rio de Janeiro, com 123.370 visitantes – 34.030 a mais que em 2015.

Chama a atenção o aumento de público do Museu Casa da Hera, no município de Vassouras (RJ). No ano anterior, 4.193 pessoas visitaram o museu. Já em 2016, foram 10.148 visitantes, correspondendo a um incremento de 142%.

Outros oito museus tiveram aumento significativo de público, comparados ao ano anterior. O Museu do Diamante (MG) com um aumento 54%; o Museu da Abolição (PE) com 49%; no Rio de Janeiro, o Museu Casa de Benjamim Constant (34%), Museu Chácara do Céu (25%), e o Museu do Açude (18%); e, em Minas Gerais, o Museu Regional Casa do Ottoni (14%), o Museu Regional de Caeté (13%) e o Museu do Ouro (10%). Confira os dados de visitação dos museus Ibram.

*Atualização em 01/02/2017, após a retificação do número de visitantes feita pelo Museu Imperial, que não havia incluído na contagem o público dos espetáculos Som e Luz e Um Sarau Imperial,  além das visitas mediadas e outras atividades do Setor Educativo que incluem visitação ao Palácio.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: Museu Casa da Hera/Divulgação

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