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No MNBA, restauração da tela de Léon Pallière está perto do fim

IMG_2612 (2) chassiNa quinta-feira (10), a equipe de restauração do Museu Nacional de Belas Artes (MNBA/Ibram) finalizou uma das últimas etapas do trabalho de restauração da tela Alegoria às artes, de Léon Pallière (1823-1887): a fixação da tela no chassis definitivo, uma estrutura de alumínio produzida na França, especialmente, para a obra de arte. Iniciada ainda em setembro de 2014, a reforma foi orçada em cerca de R$ 578 mil e está sendo realizada com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento das Cidades Históricas.

A obra foi produzida no ano de 1855, em óleo sobre tela, para a colocação no teto (marruflagem) da Biblioteca da Academia Imperial de Belas Artes por encomenda de Manuel de Araújo Porto Alegre, então seu diretor instituição – primeira escola oficial de arte no Brasil, antecedendo a Escola Nacional de Belas Artes e o atual MNBA, que herdou muitas das obras da coleção da Academia Imperial de Belas Artes.

A tela representa uma alegoria às artes, no qual estão retratadas as musas da arquitetura, da pintura, da poesia, da música e da escultura e foi um dos poucos trabalhos que sobreviveu à demolição do seu prédio da Academia Imperial de Belas Artes, em 1938. Outros dois retratos, de autoria de Léon Pallière, intitulados Retrato do pintor italiano Jacopo ou Giacomo Robusti, dito Tintoretto e Retrato do pintor flamengo Peter Paul Rubens, fazem parte dos exemplares salvos da demolição.

Seu autor, Léon Pallière (1823-1887) é filho do pintor Arnaud Julian Pallière e neto do arquiteto Grandjean de Montigny, e obteve formação artística em Paris e na Academia Imperial de Belas Artes no Rio de Janeiro.

Informações e foto: Assessoria de Comunicação do Museu Nacional de Belas Artes
Edição: Assessoria de Comunicação do Instituto Brasileiro de Museus

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Foto: Oscar Liberal, IPHAN

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A partir desta quinta-feira, 8 de outubro, o público interessado em ver de perto o processo de restauração de uma obra e conversar com especialistas, terá a oportunidade de fazer visitas guiadas ao projeto de restauração da obra Alegoria às Artes, de Léon Palliére, no Museu Nacional de Belas Artes/Ibram, no Rio de Janeiro.

As visitas irão acontecer nos dias 8, 15, 22 e 29 de outubro, sempre às 14h30. As vagas são limitadas e os interessados devem fazer o agendamento através da Seção de Educação do Museu, pelo telefone (21) 3299-0636.

A obra Alegoria às Artes, criada em 1855 para a colocação no teto (marruflagem) da Biblioteca da Academia Imperial de Belas Artes, foi salva da demolição do prédio e agora está sendo restaurada, com recursos do PACCH2 – Programa de Aceleração do Crescimento das Cidades Históricas.  Seu autor, Léon Pallière (1823-1887) é filho do pintor Arnaud Julian Pallière e neto do arquiteto Grandjean de Montigny, e obteve formação artística em Paris e na Academia Imperial de Belas Artes no Rio de Janeiro.

Museu de Arte Sacra da Boa Morte fecha para obras em Goiás

O Museu de Arte Sacra da Boa Morte, vinculado ao Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e localizado em Goiás (GO), está fechado à visitação, devido à realização de obras de conservação em seu edifício. A previsão é de que o museu volte a receber o público no mês de maio.

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A intervenção, na qual serão investidos R$ 500 mil, é resultado de parceria entre o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram).

O projeto prevê a execução de ações emergenciais como drenagem e reforços estruturais, além de serviços essenciais, como revisão das instalações elétricas, substituição de reboco, recuperação das esquadrias e repintura.

Edificação do século XVIII
Situado na antiga Igreja de Nossa Senhora da Boa Morte, que foi construída em 1779, o museu foi criado em 1968 e está, desde 2009, sob a responsabilidade do Ibram. Localizada no Largo da Matriz, na antiga capital do Estado, a igreja foi tombada pelo Iphan em 1950.

O acervo inclui os altares da igreja, diversas imagens sacras do escultor goiano Veiga Valle, além de uma Nossa Senhora do Rosário de origem portuguesa -  único bem móvel tombado individualmente pelo Iphan em Goiás.

O Museu de Arte Sacra da Boa Morte também abriga pratarias e telas de cunho religioso, terços e coroas dos séculos XVIII e XIX e mobiliários do século XIX, entre outros.

Texto: Ascom/Ibram
foto: Divulgação

Ibram recebe Museu das Bandeiras após reforma do Iphan

Após a reforma, Museu das Bandeiras ganhará nova expografia

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Fechado ao público há nove meses, por conta de obras de restauração, o Museu das Bandeiras, localizado em Goiás (GO), será reentregue ao Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), no domingo (2), pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

A intervenção incluiu a execução de ações emergenciais (cobertura e drenagem), essenciais (estabilização e revisão estrutural, revisão das instalações, adequação das instalações de detecção e combate ao incêndio, substituição de reboco e repintura) e serviços estratégicos como a elaboração de projetos executivos de restauração.

As obras, que proporcionaram ao museu condições adequadas para a guarda do acervo e atendimento ao público, foram realizadas pela empresa Marsou Engenharia e contratadas pelo valor de R$ 798.750,92. Antes de ser reaberto à visitação do público, o museu ainda passará por revisão expográfica a cargo do Ibram.

Criado em 1954, o Museu das Bandeiras está situado no edifício que sediava a Casa de Câmara e Cadeia da antiga Vila Boa de Goyaz. Construído em 1766, o prédio foi tombado pelo Iphan ainda em 1951, como exemplo da arquitetura civil portuguesa.

Museu de Arte Sacra também será reformado pelo Ibram em parceria com Iphan

“A entrega desta obra representa o compromisso do Ibram, do Iphan e do Ministério da Cultura com a cidade de Goiás, que é um patrimônio nacional”, esclarece o presidente do Ibram, Ângelo Oswaldo.

Boa Morte
Finalizada a intervenção física no Museu das Bandeiras, será a vez de o Museu de Arte Sacra, localizado na Igreja de Nossa Senhora da Boa Morte, entrar em obras.

O Ibram e o Iphan já assinaram termo para a execução de serviços que incluem ações tanto emergenciais quanto serviços essenciais. Será ainda contemplada a elaboração de projeto executivo de restauração.

A Igreja de Nossa Senhora da Boa Morte foi construída em 1779 e tombada pelo Iphan em 1950. Com elementos característicos do barroco, passou a sediar o Museu de Arte Sacra da Boa Morte em 1968. O museu abriga mais de 900 peças de origem portuguesa e telas com temas religiosos.

Texto: Divulgação Iphan
Edição: Ascom/Ibram
Fotos: Iphan (foto 1) e divulgação (foto 2)

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Museu das Bandeiras: presidente do Ibram participa de oficina em Goiás

Museu Nacional de Belas Artes recebe recursos do PAC para modernização

No dia 29 (quarta-feira), às 11h, o Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), que integra a rede do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) no Rio de Janeiro (RJ), realiza uma cerimônia para o lançamento do Projeto de Modernização do MNBA – fase 2.

Restauração da obra de Pallière no MNBA

Participam da solenidade o presidente do Ibram, Angelo Oswaldo, a presidenta do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Jurema Machado, dentre outras autoridades.

Com recursos do Plano de Aceleração do Crescimento das Cidades Históricas (PACCH), o projeto abarca 10 ações que somam recursos no valor total de R$ 20 milhões. O prazo de execução das obras, que deverão empregar cerca de 500 pessoas, é de três anos.

Entre os destaques estão a restauração da fachada da rua Heitor de Mello e “adoção” da via; a requalificação e ocupação das cúpulas do quinto andar do museu, com instalação de área para arte contemporânea e bistrô; e a decapagem do hall de entrada, voltando a exibir a pintura original.

Entre as obras já em andamento está a restauração da tela Alegoria às Artes, de Léon Pallière (1823-1887). Considerada a obra-prima do pintor,  realizada em 1855, tem dimensões de 2,97m X 4,10m e adornava o teto da antiga Academia Imperial de Belas Artes, que antecedeu a Escola Nacional de Belas Artes e o atual MNBA.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: Divulgação MNBA

Ministra da Cultura pensa em centro de restauração para museus federais

Nesta segunda (5), a Ministra da Cultura, Marta Suplicy, e o presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Angelo Oswaldo, visitaram no Museu do Louvre, em Paris, o trabalho da restauradora brasileira Regina Costa Pinto Moreira – baiana que trabalha há mais de 40 anos para o museu mais visitado do mundo.

A ministra e Angelo Oswaldo (dir.) em visita ao Museu do Louvre

A ministra e Angelo Oswaldo (dir.) em visita ao Museu do Louvre

“É um trabalho inspirador e nós devemos focar em um Centro de Restauração para os museus federais nos moldes do Louvre. É uma forma interessante de se trabalhar”, destaca a ministra.

A ideia é montar um Centro Referencial de Restauração Nacional com um laboratório para fazer um exame das obras e definir o trabalho que deve ser realizado em cada peça. A contratação da restauração é feita por obra por meio de licitação.

“A intenção é conjugar recursos públicos e privados para se manter um grande programa de restauração e conservação de obras”, explica Angelo Oswaldo. No Louvre, cerca de 1,6 mil obras são restauradas anualmente.

A visita ao Louvre faz parte da viagem oficial da ministra à França, onde participa da abertura da exposição dos painéis Guerra e Paz, do pintor brasileiro Candido Portinari, no Grand Palais, no dia 6. A exposição será aberta ao público no dia 7 e conta com peças de acervos de museus Ibram. Saiba mais.

Durante a visita, a ministra foi recebida ainda pelo diretor do museu Jean-Luc Martinez. O diretor ressaltou que os brasileiros estão entre os que mais visitam o Louvre – cerca de 370 mil por ano. Continue lendo.

Texto: Priscila Costa e Silva / Ascom MinC
Foto: Fernanda Peruzzo
Edição: Ascom/Ibram

Museu Imperial inicia restauro do trono de d. Pedro II

Mais uma peça do Museu Imperial/Ibram, em Petrópolis (RJ), está sendo restaurada. Desta vez, os cuidados do laboratório de restauração estão voltados para o trono de d. Pedro II. A intervenção, que está sendo realizada através de recursos próprios da instituição, começou este mês e deverá ser concluída até janeiro de 2014, período de grande fluxo de visitantes.

Técnica coleta amostra de microorganismos no trono imperial

Técnica coleta amostra de microorganismos no trono imperial

O item faz parte do circuito de exposição permanente do museu. A peça foi escolhida para receber os reparos devido a problemas estruturais, como conta Eliane Zanatta, responsável pelo setor de Conservação e Restauração. “Ele apresenta problemas estruturais, por ser de madeira, além de uma alteração cromática muito grande na parte têxtil, que já não é original e está prejudicando os bordados a fio de prata do espaldar” – explicou Eliane.

Em dezembro de 2012, o Museu Imperial concluiu o restauro da berlinda de aparato de d. Pedro II, que hoje está exposta em uma cúpula temporária acompanhada de uma tela onde os visitantes podem ver como foi realizado todo o processo. Assim como a restauração da berlinda, a do trono de d. Pedro II também está sendo realizada às vistas do público na Galeria de Restauro, sala anexa ao Pavilhão das Viaturas criada para permitir que os interessados possam acompanhar o trabalho dos técnicos.

A equipe do Instituto Nacional de Tecnologia (MCTI) e do Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST), parceiros do MI no que diz respeito às pesquisas direcionadas para o estudo da biodeterioração, controle e detecção de espécies microbianas em áreas selecionadas do trono de d. Pedro II e do ambiente no qual ele está exposto, já estiveram no Museu Imperial para coleta de amostras de micro-organismos. Continue lendo na página do Museu Imperial.

Texto e foto: Divulgação Museu Imperial

Museus Ibram em processo de restauração de esculturas

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A escultura deverá ser exposta no Museu da Abolição a partir de novembro

O Museu da Abolição/Ibram, em Recife (PE), concluiu na última semana o processo de restauração da escultura Samburu Dance I, de autoria da artista holandesa Marianne Houtkamp  – doada pela Receita Federal ao Ibram/MinC no ano passado. A equipe da instituição prepara agora a exposição da peça, prevista para o mês de novembro.

A obra retrata uma mulher da tribo Samburu, do Quênia, e possui certificado de autenticidade emitido pela Galeries Bartoux, que representa a artista. Elaborada em gesso e pátina de bronze, Samburu Dance I pesa cerca de 150Kg e possui 1,35m de altura.

Apesar de estar em bom estado geral de conservação, a escultura apresentava uma rotura no punho esquerdo, que foi completamente restaurado pelo artista plástico e restaurador Euclides Lucena Neto.

A escultura foi doada ao Museu da Abolição após tentativa de importação com uso de documentos falsos na Alfândega do Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP). Foi o primeiro caso de obra abandonada ou apreendida pela Receita Federal doada a um museu brasileiro, prática regulamentada por lei sancionada pela presidenta Dilma Rousseff em julho deste ano. Saiba mais.

Música de Bernadelli
A escultura Música, de Rodolfo Bernardelli, deixou na semana passada a base em que ficava, na Cinelândia, centro do Rio de Janeiro, para ser restaurada. A obra, que pertence ao acervo do Museu Nacional de Belas Artes/Ibram será restaurada pela equipe da instituição.

A transferência da escultura para o pátio do museu contou com o apoio da  Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos, que colaborou com a locomoção do monumento. O trabalho foi realizado sob coordenação da Gerência de Monumentos e Chafarizes.  É a primeira vez que a mudança acontece depois de mais de 20 anos. Saiba mais.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: Divulgação

MNBA irá restaurar a escultura “Música” de Rodolfo Bernardelli

musica_mnbaO Museu Nacional de Belas Artes recebeu nesta semana, a escultura Música, de Rodolfo Bernardelli. A peça, que faz parte do acervo do Museu, mas ficava na rua Heitor de Mello, na Cinelândia, será restaurada.

A transferência da escultura para o pátio do Museu  contou com o apoio da  Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos, por meio da Coordenadoria de Operações Especiais (COE).  O trabalho foi realizado sob coordenação da Gerência de Monumentos e Chafarizes.

Rodolfo Bernardelli e a Música

Em 1903, como parte da reformulação urbanística que deu um ar parisiense à então capital do Brasil, começa a se construir um complexo cultural em volta da praça Ferreira Viana, hoje  Marechal Floriano, na Cinelândia, integrado pelo Teatro Municipal, Biblioteca Nacional e Escola Nacional de Belas Artes, com sua pinacoteca, hoje Museu Nacional de Belas Artes IBRAM/MinC.

O nome de Rodolfo Bernardelli, diretor da Escola Nacional de Belas Artes e artista prestigiado, é escolha natural para conceber e executar o programa escultórico da arquitetura da casa de artes cênicas. Para coroar o contorno das fachadas frontal e laterais do majestoso e imponente edifício, inaugurado em 1909, definem-se as alegorias às artes do espetáculo: tragédia, comédia, música, poesia, dança e canto.

Rodolfo Bernardelli, de 1905 a 1907, concebe o conjunto de figuras em cujos estudos se alternam as bases retangulares e as quadradas, experimentações do artista em momentos do seu processo de criação, possivelmente a partir de concepções desenhadas, passando pelos pequenos modelados em gesso, até a realização de modelos em tamanho próximo ao da obra final a ser disposta no edifício, em cimento.

Museu Imperial apresenta Berlinda de Aparato de d. Pedro II restaurada

Após um ano de trabalho intenso, a equipe do Museu Imperial/Ibram, em Petrópolis (RJ),  concluiu a restauração da Berlinda de Aparato de d. Pedro II, veículo que o imperador utilizava em ocasiões solenes. A peça será apresentada ao público neste sábado (15), em uma cerimônia às 12h30, com entrada franca.

O trabalho de restauração durou um ano e público pode acompanhar

A restauração, que contou com patrocínio da empresa petropolitana GE Celma, a partir da Lei de Incentivo à Cultura, foi realizada às vistas do público na Galeria de Restauro, sala anexa ao Pavilhão das Viaturas criada para permitir que os interessados pudessem acompanhar o trabalho dos técnicos.

Foi a primeira vez que a berlinda passou por uma intervenção tão complexa. Além da equipe do Laboratório de Conservação e Restauração do Museu Imperial, também trabalharam no restauro pessoas da comunidade petropolitana, capacitadas pelo museu. Participaram ainda consultores externos, a partir de convênios com universidades e instituições de pesquisa.

Além de preservar esse patrimônio brasileiro, o projeto permitiu também um estudo aprofundado sobre a peça. Foram descobertas, por exemplo, marcas de artesãos que atuaram em sua manufatura, como ferreiros, marceneiros e bordadeiros, e até a própria data provável da finalização dos trabalhos do arcabouço – até então, acreditava-se ser 1837, mas uma gravação na parte interna permitiu corrigir a informação para 1835.

A cerimônia acontecerá na Sala da Batalha de Campo Grande, no Museu Imperial. O endereço é Rua da Imperatriz, 220, Centro, Petrópolis. Leia matéria completa e saiba mais sobre o Museu Imperial.

Texto e foto: Divulgação Museu Imperial
Edição: Ascom/Ibram

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