Obra de Lasar Segall integra mostra nos EUA sobre Arte Degenerada

O quadro Eternos caminhantes, de autoria do pintor Lasar Segall (1891-1957), nascido na Lituânia e naturalizado brasileiro, é uma das atrações da mostra Degenerate Art: The Attack on Modern Art in Nazi Germany, 1937 (Arte Degenerada: o Ataque à Arte Moderna na Alemanha Nazista, 1937), que a Neue Galerie, de Nova Iorque (EUA), inaugura no dia 13 de março.

Eternos Caminhantes (1919): quadro de Segall integra exposição em Nova Iorque

O óleo sobre tela, produzido por Lasar Segall em 1919 e adquirido em 1920 pelo Museu da Cidade de Dresden, na Alemanha, foi uma das milhares de obras confiscadas pelo regime nazista de Adolf Hitler e uma das 650 expostas em Munique, em 1937, na famosa Exposição de Arte Degenerada, que pretendia desqualificar a arte moderna – tema da exposição nova-iorquina.

Da Alemanha para o Brasil
Durante a Segunda Guerra Mundial, a tela, um dos exemplos do expressionismo construtivo de Segall, permaneceu, como tantas, confinada nos depósitos oficiais alemães.

Terminado o conflito, a pintura foi localizada em uma coleção particular europeia e a pedido da viúva do artista judeu, Jenny Klabin Segall, adquirida e trazida para o Brasil em caráter definitivo. Foi incorporada ao acervo do Museu Lasar Segall/Ibram, em São Paulo (SP), em 1967.

Para esta exibição, o quadro seguiu para os Estados Unidos no dia 26 de fevereiro, acompanhado pela museóloga Pierina Camargo, do Museu Lasar Segall. “Estamos há praticamente dois anos preparando esta viagem, que tem tudo para dar certo. Segall está sendo privilegiado no elenco dos artistas que representam esta mostra”, comemorou o diretor do museu, Jorge Schwartz.

A exposição seguirá em cartaz na Neue Galerie até o dia 30 de junho. Saiba mais.

Texto: Ascom/Ibram
Imagem: Divulgação Museu Lasar Segall

Ibram adquire quadro de Candido Portinari A Primeira Missa no Brasil

O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), vinculado ao Ministério da Cultura (MinC), adquiriu a obra A Primeira Missa no Brasil, de autoria de Candido Portinari (1903-1962). O quadro fará parte do acervo do Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), que integra a rede de museus Ibram no Rio de Janeiro (RJ), que já conta com a obra A Primeira Missa no Brasil realizada por Victor Meirelles (1832-1903).

Realizado em 1948 por Portinari, quadro ficará exposto no MNBA

A obra de Portinari, um painel datado de 1948, com dimensões de 271cm X 501cm e realizado em têmpera sobre tela, foi encomendada a Portinari por Thomaz Oscar Pinto da Cunha Saavedra (Portugal, 1890–Brasil, 1956), terceiro Barão de Saavedra, para compor a então sede do Banco Boavista, no Rio de Janeiro – cujo prédio foi projetado por Oscar Niemeyer em 1946.

A tela encontra-se ainda hoje no mesmo prédio, onde atualmente funciona o Banco Bradesco, em bom estado de conservação, tendo sido tombada pelo Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (INEPAC), por meio da Resolução SEC N° 059, de 20/3/1992.

Acesso público
O Ibram utilizou o direito de preferência na aquisição de bens culturais móveis, disposto na lei nº 11.906/2009, Artigo 4º, inciso XVII. O processo de compra começou em setembro de 2012. Desde então foram realizadas vistorias técnicas de funcionários do Museu Nacional de Belas Artes, qualificados para a finalidade de elaboração de Notas Técnicas referente ao estado de conservação e valor artístico e importância da obra A Primeira Missa no Brasil. Também foram solicitados pareceres/avaliações de especialistas com larga experiência no mercado de arte, assim como do próprio INEPAC. O valor da compra foi de R$ 5 milhões.

Dessa forma, seguindo todas as orientações legais e procedimentos técnicos, foi concluído o processo de aquisição do quadro, tendo por objetivo integrá-lo a um acervo público, acessível à visitação.

Além de cumprir uma ação de formação de público para a arte em geral, onde os museus representam espaços de difusão e reflexão da memória nacional, o Ibram/MinC entende que a compra da obra vai ao encontro do Plano Nacional Setorial de Museus, que estabelece a preservação, aquisição e democratização de acervos como um dos seus temas transversais.

A previsão é que o público possa ver a tela a partir de março de 2013. Será feita uma exposição das obras A Primeira Missa no Brasil, de Portinari, e A Primeira Missa no Brasil, de Meirelles, junto com os estudos realizados pelos artistas na criação e execução das telas.

O quadro de Victor Meirelles encontra-se em exposição no MNBA. A obra, datada de 1860, é um óleo sobre tela de 268 X 356 cm.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: Divulgação