Museu da República no RJ celebra 70 anos do cartunista Henfil

O cartunista faleceu aos em 1988 aos 43 anos

O cartunista faleceu em 1988 aos 43 anos

Se estivesse vivo, o cartunista Henfil (1944-1988) completaria 70 anos nesta quarta (5). Para marcar a data, o Instituto Henfil e a ONG Henfil Educação e Sustentabilidade realizam na data um evento comemorativo no Museu da República/Ibram, no bairro carioca do Catete, às 19h, com entrada gratuita.

O ator e diretor Paulo Betti, o escritor Sérgio Cabral, o jornalista Tárik de Souza e o músico Nelsinho Rodrigues são convidados para uma mesa redonda com breves falas sobre a memória, a obra e a relevância do trabalho do Henfil.

Também serão lançados novos números da Coleção Fradim, que a ONG Henfil Educação e Sustentabilidade começou a relançar em 2013, com o selo comemorativo 25 Anos sem Henfil – “Morro, mas meu desenho fica”. 

A série, composta por 31 revistas lançadas pelo cartunista originalmente entre 1970 e 1980, ganhou uma adicional edição zero e já conta com 12 revistas relançadas na íntegra, com previsão de disponibilização dos demais números até o final do mês de fevereiro.

Uma história nacional
Além de ser criador de alguns dos personagens mais queridos das tirinhas brasileiras, como a Graúna e os fradins Cumprido e Baixim, ou mesmo os mascotes de grandes times de futebol, como o Urubu do Flamengo, Henfil influenciou a vida política e social do país, participando de movimentos políticos importantes, como o da Anistia, e lançando a campanha pelas eleições diretas, cujo bordão “Diretas Já!”, inclusive, é de sua autoria.

Traços simples e viés político

Traços simples e viés político marcam os personagens das tirinhas de Henfil

“O Henfil legou ao Brasil uma obra de uma criatividade ímpar, que se mantém atual até hoje e instiga à reflexão sem perder nenhuma piada e, nem por isso, cair no óbvio ou ser apelativo”, explica o educador Mateus Prado, presidente de honra da ONG Henfil Educação e Sustentabilidade e idealizador do relançamento da Coleção Fradim.

“Ele deixa para sua geração e para as futuras preciosas lições de como fazer crítica social sem ser chato, de como dizer muito em poucos traços e com o mínimo de palavras, de como rir de si mesmo – de sua cultura, de seus costumes, de seus preconceitos – é uma das melhores formas de repensar os caminhos seguidos e questionar os valores praticados pelo senso comum”.

Texto: Divulgação Museu da República/Ibram
Foto: Divulgação/Internet

História dos quadrinhos é tema de palestra na Casa de Cláudio de Souza

Dando continuidade do projeto Arte Brasil – um giro pela nossa trajetória artística, a Casa de Cláudio de Souza, em Petrópolis (RJ), que integra a estrutura do Museu Imperial/Ibram, promove a palestra Requadros históricos: a história dos quadrinhos no Brasilde Angelo Agostini à ditadura militar. O evento acontece no dia 20 de junho, às 19h, e tem entrada franca.

Evento também presta homenagem ao desenhista José Menezes

A palestra será ministrada pelo artista plástico, desenhista e ilustrador Francisco Marques, proprietário e professor da escola de artes Graph-it, em Petrópolis. Graduando em Publicidade, já possui 19 anos de experiência como ilustrador e atuação reconhecida no mercado editorial local.

O evento presta homenagem ao desenhista brasileiro José Menezes, por sua contribuição não somente à área dos quadrinhos, mas à cultura brasileira. Menezes, que estará presente, ficou popular com seus trabalhos para a editora RGE.

Arte no Brasil
Esta é a quarta palestra do projeto Arte Brasil – um giro pela nossa trajetória artística, que tem coordenação da artista plástica Graça Pimentel. O ciclo é formado por palestras mensais gratuitas que, através de temáticas específicas, contam um pouco da História da Arte no Brasil. O objetivo é ampliar o interesse do público, especialmente jovem, nas artes.

A Casa de Cláudio de Souza está localizada na Praça da Liberdade, 247, Centro. Outras informações podem ser obtidas pelos telefones (24) 2245.3418/2136 e pelo endereço eletrônico mimp.casaclaudiodesouza@museus.gov.br. Saiba mais sobre a Casa de Cláudio de Souza.

Texto e imagem: Divulgação Museu Imperial
Edição: Ascom/Ibram