Equipe do Museu do Diamante recebe treinamento do Corpo de Bombeiros

Grupo recebem treinamento especial para brigadas de edificações com bens culturais, que incluiu partes teórica e prática.

Grupo recebeu treinamento especial para brigadas de edificações com bens culturais, que incluiu partes teórica e prática. (Foto: Rodrigo Dias/6ª Cia. Independente do Corpo de Bombeiros)

Profissionais que integram a equipe do Museu do Diamante, situado em Diamantina (MG) e integrante da rede Ibram, receberam na última terça e quarta-feira (22 e 23) Curso de Brigada de Incêndio na sede do Corpo de Bombeiros da cidade.

O curso é uma exigência do Corpo de Bombeiros entre as medidas de segurança contra incêndio e pânico, e oferece treinamento especial para brigadas de edificações com bens culturais.

O treinamento é dividido em parte teórica, que inclui o reconhecimento do acervo, propriedades construtivas e cuidados requeridos; e parte prática, com técnicas de inspeção e teste dos equipamentos, capacitando o brigadista para a realização de inspeções rotineiras.

Esta foi a primeira turma a receber o treinamento e contou com 10 participantes, entre eles a diretora do Museu do Diamante, Sandra Martins Farias, e profissionais das áreas de apoio técnico, informática, recepção, limpeza e segurança.  A segunda turma será treinada na próxima quarta e quinta-feira (30 e 31).

Ibram e Bombeiros assinam acordo para adequar 16 museus

Museu Histórico Nacional (RJ)

Museu Histórico Nacional (RJ)

O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e o Corpo de Bombeiros Militar do Estado do Rio de Janeiro (CBMERJ) assinaram um acordo de cooperação para adequar seus 16 espaços museais no Estado aos parâmetros determinados pela corporação. Como grande parte dos imóveis são tombados, há a necessidade de se respeitar as regras de patrimônio histórico. Três deles já estão em vias de receber certificado de regularização do Corpo de Bombeiros: Museu Histórico Nacional, Nacional de Belas Artes e Casa de Benjamin Constant, todos localizados na capital do estado.

A meta do Ibram é regularizar nove dos 16 espaços até o fim deste ano: Museu Casa de Benjamin Constant (Rio), Museu do Açude (Rio), Villa-Lobos (Rio), Casa da Hera (Vassouras), Museu de Arqueologia/Socioambiental de Itaipu (Niterói), Casa Geyer (Rio), Museu Arte Sacra de Paraty, Forte Defensor Perpétuo (Paraty) e Casa Claudio de Sousa (Petrópolis). Estas unidades têm até 900 m2, o que facilita a adaptação de acordo com os padrões exigidos pelo Corpo de Bombeiros. As demais unidades, por suas dimensões, terão um prazo maior para adequação.

Enquanto os ajustes são feitos, os museus seguem funcionando normalmente. Eles já atendem requisitos básicos para funcionamento de acordo com o Ibram, que possui um Programa de Gestão de Riscos ao Patrimônio Musealizado Brasileiro, desenhado pela RCE – Cultural Heritage Agency of the Netherlands, o ICCROM – International Centre for the Study of the Preservation and Restoration of Cultural Property e o ICC – Canadian Conservation Institute.

Ações conjuntas

Entre as ações pactuadas está a realização de curso de capacitação das equipes técnicas dos museus com abordagem de temas como combate ao princípio de incêndio, uso de extintores e ações imediatas de salvamento; e inspeções periódicas destinadas a apontar irregularidades e adequações necessárias à legislação de prevenção e combate a incêndio.

Será definida uma agenda de trabalho pra implementação de programas comuns, reuniões de grupo de trabalho e a emissão de alvarás de funcionamento, quando for o caso. Foi definida também a construção de um Procedimento Operacional Padrão (POP) do Corpo de Bombeiros para as intervenções em museus e instituições culturais, de forma a garantir que eventuais intervenções não tragam prejuízo ainda maior do que aquele causado por desabamentos, incêndios, enchentes, inundações e outros fatores de risco.

Resposta ao MPF

O Ibram respondeu, na última sexta-feira (14/9), o pedido do Ministério Público Federal de esclarecimentos acerca da segurança de seis museus do Rio de Janeiro administrados pela Instituição: Museu da República, Museu Nacional de Belas Artes, Museu Histórico Nacional, Museu Villa-Lobos, Museu da Chácara do Céu e Museu do Açude.

Na nota, o Ibram pontua todos os itens que dizem respeito à prevenção e combate a incêndio de cada instituição. Os seis museus do Rio, bem como os demais 21 museus administrados pelo Ibram em todo o Brasil, atendem requisitos básicos de segurança para funcionamento no que diz respeito à prevenção e combate a incêndio.

O Ibram esclarece que “embora os museus da República, Museu Nacional de Belas Artes, Histórico Nacional, Villa Lobos, Chácara do Céu e do Açude não tenham obtido, até o momento, o documento Certificado de Aprovação do CBMERJ, vem sendo realizado um trabalho para a melhoria e o aperfeiçoamento das condições necessárias de regularidade de documentação exigida pelo Corpo de Bombeiros. Cabe ressaltar que os museus aqui citados se encontram em prédios históricos, tombados pelo Iphan e que nos exige rigor e atenção máxima nas intervenções no edifício”.

Portaria

A Portaria nº 366/2018, do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), divulgada em 4 de setembro, estabelece diretrizes para projetos de prevenção e combate a incêndio em bens edificados tombados, além de bens inscritos na Lista do Patrimônio Cultural Ferroviário. O Ministério Público Federal e representantes do Corpo de Bombeiros de todo o país participaram das discussões para a elaboração da portaria, que pela primeira vez estabelece no Brasil um conjunto de parâmetros para prevenção e combate a incêndio em bens tombados.

O documento indica como proprietários e gestores de edificações tombadas e o próprio Iphan devem proceder para elaborar e analisar Projetos de Prevenção e Combate a Incêndios e Pânico (PPCIP). Esses parâmetros serão aplicados aos museus do Ibram.

Texto: Assessoria de Comunicação / Ministério da Cultura

Entrevista: Antonio Carlos Oliveira, meteorologista e museólogo do MNBA

O meteorologista e museólogo Antonio Carlos Oliveira fala aos participantes do seminário-oficina “Gestão de Riscos do Clima para Acervos Musealizados”, no Rio de Janeiro (RJ).

O meteorologista e museólogo Antonio Carlos Oliveira fala aos participantes do seminário-oficina Gestão de Riscos do Clima para Acervos Musealizados no Rio de Janeiro (RJ)

Meteorologista vinculado à Infraero, o também museólogo Antonio Carlos Oliveira atua, desde 2014, junto ao Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), no Rio de Janeiro (RJ), para onde foi cedido com um objetivo específico: desenvolver solução tecnológica que permita reunir e utilizar informações meteorológicas para proteger a estrutura física de museus brasileiros e seus acervos.

Ao lado do químico José Luiz Pedersoli Jr., também atuante na área da conservação do patrimônio cultural, Oliveira está à frente do seminário-oficina Gestão de Riscos do Clima para Acervos Musealizados – realizado no MNBA, entre os dias 21 e 25 de novembro, por iniciativa do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), no âmbito do Programa para a Gestão de Risco ao Patrimônio Musealizado Brasileiro.

Criador de ferramenta inédita no âmbito da prevenção de riscos climáticos aos acervos brasileiros e aos prédios que os abrigam, o meteorologista e museólogo respondeu, durante o evento, a algumas perguntas feitas pela Assessoria de Comunicação do Ibram.

O que é o sistema informatizado e integrado que você desenvolveu e o que ele oferece?

A ferramenta tem como objetivo monitorar o clima interno e externo dos museus da rede Ibram para análise de risco ambiental e preservação de seus acervos. Ela oferece modelos de simulação de cenários que permitem combinar as variáveis do clima externo e clima interno para diagnosticar o grau de risco ambiental de forma contínua e informar aos respectivos responsáveis, em cada caso, qual a melhor conduta a ter com seu acervo.

Como a ferramenta vai gerar dados sobre clima externo e interno de todos os 30 museus da rede Ibram?

Para traçar cenários quanto ao clima externo, a plataforma vai agregar dados, atualizados de forma contínua, oferecidos por bases de dados online públicas e confiáveis disponíveis para a população brasileira, de órgãos como o Ministério da Agricultura, o Ministério da Ciência e Tecnologia e o Ministério das Minas e Energia, que a área da Cultura nunca utilizou com esta finalidade.

Para o monitoramento quanto ao clima interno de cada museu, estamos distribuindo a cada museu da rede Ibram, durante este seminário-oficina, um aparelho termohigrômetro, com capacidade expansível para mais 30 pontos de medição em cada museu, que medirá a temperatura e umidade de cada ambiente e serão todos conectados a uma rede única, que poderá ser acompanhada pela gestão central do Ibram.

Que desdobramentos isso terá para a gestão de risco ambiental aos acervos musealizados?

O monitoramento dos ambientes de todos os museus da rede Ibram, que estão distribuídos pelas diversas regiões brasileiras, permitirá a produção de simulações digitais de cenários e a elaboração de protocolos de alerta. As informações reunidas sobre risco ambiental interno e externo também tornariam o Ibram mais preparado, por exemplo, para se pronunciar quando da elaboração de Estudos de Impacto de Vizinhança para obras realizadas no entorno de seus museus.

O sistema também vai permitir catalogar sinistros e observar a distribuição e frequência dos eventos, tornando possível a prevenção de problemas específicos em cada local. A ferramenta também poderá ser útil para o intercâmbio de acervos entre museus, permitindo compatibilizar a temperatura e umidade adequada a cada bem cultural de cada região. De forma geral, ela vai permitir um mapeamento das condições de guarda de cada acervo e possibilitar que se garanta a sua estabilidade.

Qual a previsão para a entrada desta rede integrada em atividade?

Com a realização deste seminário-oficina e a distribuição doas higrômetros para cada museu, teremos condições de colocar o sistema em funcionamento no começo de 2017. A perspectiva é de que, através de parcerias, esta ferramenta inédita possa depois se expandir para outros museus públicos e privados brasileiros, e mesmo exportada para uso internacional.

Foto: Ascom/Ibram

Prevenção de riscos: Ibram estabelece parceria com Corpo de Bombeiros do RJ

Representantes da Coordenação de Patrimônio Museológico do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) reuniram-se na quarta-feira (5), com o Comando Geral do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro (CBMRJ).

O encontro teve como objetivo estabelecer parceria para uma ação sistemática de prevenção e eventual combate a incêndios e outras situações de risco nos museus vinculados ao Ibram situados no Rio de Janeiro.

Durante a reunião, foi pactuado um programa de ações conjuntas que vai garantir a adequação dos museus do Ibram, situados em território fluminense, às normas de prevenção e combate à incêndios, subsidiando solicitações de regularização das instituições e a emissão de alvarás. No total, 13 dos 30 museus que compõem o Ibram estão localizados no estado do Rio de Janeiro. Veja a lista completa.

MNBA_Rio

Localizado no centro do Rio, o Museu Nacional de Belas Artes é uma das instituições ligadas ao Ibram

Ações conjuntas
Entre as ações pactuadas está a realização de curso de capacitação das equipes técnicas dos museus com abordagem de temas como combate ao princípio de incêndio, uso de extintores e ações imediatas de salvamento; e inspeções periódicas destinadas a apontar irregularidades e adequações necessárias à legislação de prevenção e combate à incêndio.

Foi definida também a construção de um Procedimento Operacional Padrão (POP) do Corpo de Bombeiros para as intervenções em museus e instituições culturais, de forma a garantir que eventuais intervenções não tragam prejuízo ainda maior do que aquele causado por desabamentos, incêndios, enchentes, inundações e outros fatores de risco.

“Com o apoio que teremos do CBMRJ e a partir da elaboração do Procedimento Operacional Padrão, poderemos certamente minimizar os riscos”, explica a coordenadora do Patrimônio Museológico do Ibram, Vera Mangas.

Incêndio em São Paulo
A reunião entre o Ibram e o CBMRJ aconteceu um dia após um incêndio de grandes proporções ter destruído parte do acervo do Centro Cultural do Liceu de Artes e Ofícios de São Paulo, na capital paulista. O presidente do Ibram, Angelo Oswaldo, lamentou o incidente e o instituto emitiu nota de solidariedade pública à instituição

Fachada do Liceu de Artes e Ofícios em SP

Fachada do Liceu de Artes e Ofícios em SP

“Nós temos que concentrar, permanentemente, nossa atenção em todos os itens relativos a riscos e o incêndio é um dos principais sinistros que podem ameaçar um museu”, enfatizou. Conheça o Programa de Gestão de Riscos ao Patrimônio Musealizado do Ibram e acesse o volume Segurança em Museus da série Cadernos Museológicos.

Em função do acontecimento, o Ibram fez uma chamada geral aos diretores de seus 30 museus, extensiva aos mais de três mil museus brasileiros, no sentido de que redobrem a atenção com relação à revisão de instalações elétricas, desligamento de pontos de risco, limpeza geral e eliminação de entulho e outras medidas que diminuam os riscos, além de manter contato permanente com o Corpo de Bombeiros e com as coordenadorias de Defesa Civil para que haja treinamento de suas equipes.

Texto: Ascom/Ibram
Fotos: Divulgação