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Livro gratuito do Ibram orienta elaboração de planos museológicos

0001Considerado o principal instrumento para a gestão de museus, o plano museológico tornou-se obrigatório pela Lei 11.904/2009, que estabelece como dever de todos os museus brasileiros sua elaboração e atualização.

Com o objetivo de orientar os museus brasileiros na elaboração deste instrumento, o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) lançou em 2016 a publicação “Subsídios para a elaboração de planos museológicos” – que agora pode ser encontrada também em versão online, para download gratuito.

O livro explica em detalhes as etapas necessárias à elaboração de um plano museológico, que deve trazer diagnóstico do museu e definição de seus objetivos estratégicos, expressos nos diversos programas que abarcam as funções de uma instituição museológica, assim como em seus projetos.

Resultado de um trabalho multidisciplinar que envolveu todos os departamentos do Ibram e também profissionais atuantes em museus vinculados à rede, a publicação traz ainda histórico dos museus no Brasil e reúne a legislação brasileira para o setor. Baixe aqui.

MCBC adquire retrato histórico de Benjamin Constant

benjamin_decio_vilaresO Museu Casa de Benjamin Constant (MCBC), vinculado ao Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), adquiriu, durante leilão realizado no Rio de Janeiro (RJ) na última segunda-feira (24), a pintura Retrato de Benjamin Constant, de autoria do pintor, escultor e desenhista Décio Rodrigues Villares (1851-1931).

Datado de 1890 e com dimensões de 30 x 20 cm, o óleo sobre tela retrata o militar, engenheiro, professor e político que é considerado um dos fundadores de nossa república. O quadro será incorporado ao acervo do MCBC, que abriga pinturas, fotografias, esculturas, mobiliário, indumentária, medalhas, objetos pessoais, livros e documentos relacionados aos diversos aspectos da vida privada e pública do estadista.

A obra foi adquirida utilizando o direito de preferência previsto pela Lei 11.904/09, que instituiu o Estatuto de Museus. Pela lei, as instituições que integram o Sistema Brasileiro de Museus gozam de preferência em caso de venda judicial ou leilão de bens culturais.

“O valor do pequeno óleo de Villares não reside nos aspectos estéticos, mas nos autorais e documentais”, explica o historiador Marcos Felipe de Brum Lopes, do Museu Casa de Benjamin Constant. “É o maior retratista de Benjamin Constant e, junto com Eduardo de Sá, o maior artista positivista do país. Além disso, o óleo documenta o processo de construção da imagem de Benjamin como herói e fundador da República”, completa o pesquisador.

O museu – O Museu Casa de Benjamin Constant passa, desde janeiro deste ano, por um amplo conjunto de obras de restauração da casa onde residiu Benjamin Constant e de seu entorno. A intervenção inclui recuperação de coberturas das edificações que compõem o conjunto arquitetônico da antiga chácara, revisão de esquadrias e de pisos, além de nivelamento de seu pátio central. A previsão é de que o restauro seja concluído no prazo de um ano, quando o MCBC será reaberto à visitação pública.

7º FNM aprova Política Nacional de Educação Museal

230584_530845170264227_1452698893_nO documento que oficializa os princípios e diretrizes orientadores para a Política Nacional de Educação Museal, demanda histórica do setor, foi finalizado e aprovado durante o 7º Fórum Nacional de Museus (FNM), realizado entre os dias 30 de maio e 4 de junho em Porto Alegre (RS).

Após dois dias de trabalho no âmbito dos Grupos de Trabalho do 7º FNM, representantes da área deram conclusão ao texto norteador da nova política pública voltada ao campo museal brasileiro – construído de forma colaborativa num processo que incluiu consulta pública através de plataforma virtual, aberta em 2012, e a realização de 23 encontros regionais.

O documento, disponível em nossa seção de publicações, traz cinco princípios aprovados no 6º FNM (2014), além de um conjunto de diretrizes em três eixos temáticos: Gestão; Profissionais, Formação e Pesquisa; e Museus e Sociedade.

“O processo que culminou com esta conquista mostra a capacidade de trabalho articulado entre servidores do Ibram e profissionais que atuam com educação em museus”, avalia a coordenadora de Museologia Social e Educação do Ibram, Cinthya Oliveira. “Houve continuidade e crescimento da mobilização em torno deste tema, com a criação de diversas redes, o que será essencial para pôr esta política em prática”, completa.

Carta de Porto Alegre – Também como resultado do encontro, os educadores museais e demais participantes elaboraram a Carta de Porto Alegre, lida na plenária final do 7º FNM, que aponta passos subsequentes necessários ao desenvolvimento da Política Nacional de Educação Museal e foi agregada ao Documento Final.

Publicada a Resolução que estabelece os procedimentos do Registro de Museus

Logo Registro de Museus JPEG(horizontal)Foi publicada no Diário Oficial desta quinta-feira (15) a Resolução Normativa Nº 1 que estabelece os procedimentos e critérios relativos ao Registro de Museus junto ao Instituto Brasileiro de Museus e demais órgãos públicos competentes.

O Registro de Museus é um instrumento da Política Nacional, previsto pelo Estatuto de Museus, Lei 11.904/2009 e regulamentado pelo Decreto nº 8.124/2013, que visa criar mecanismos de coleta, análise e compartilhamento de informações sobre os museus brasileiros, com o propósito de aprimorar a qualidade de suas gestões e fortalecer as políticas públicas setoriais.

Além disso, ele estimulará a formalização dos museus, a partir do acompanhamento das dinâmicas de criação, fusão, incorporação, cisão ou extinção de museus.

Ele é um produto da Rede Nacional de Identificação de Museus  (Renin) e resultado do trabalho conjunto do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e dos Sistemas Estaduais de Museus, e possibilitará o trabalho em rede em torno de uma plataforma colaborativa que irá reunir e compartilhar informações com todo o país.

Para o presidente do Ibram, Marcelo Araujo, o Registro será um ponto de partida de informação qualificada sobre o setor que vai possibilitar o levantamento de dados, facilitando o monitoramento e a avaliação das políticas públicas, tanto nacionais quanto locais. “O Ibram cumpre o seu papel de estimular que os estados tenham as suas políticas locais e o Registro será mais uma ferramenta desse trabalho cooperativo e colaborativo”, concluiu Araujo.

O Registro de Museus é obrigatório para todos os museus brasileiros e poderá ser feito a partir do dia 3 de janeiro de 2017. Mais informações através da plataforma Museusbr, pelo e-mail registro@museus.gov.br ou pelos telefones 3521-4329/4330.

Texto: Ascom/Ibram

Ibram apresenta Registro de Museus ao Comitê Gestor do SBM

O Registro de Museus foi apresentado nesta terça-feira, 10 de maio, para o Comitê Gestor do Sistema Brasileiro de Museus/Colegiado Setorial de Museus.

Conforme apresentado pela Coordenadora-Geral de Sistemas de Informação Museal do Ibram, Rose Miranda, “o Registro visa criar mecanismos de coleta, análise e compartilhamento de informações sobre os museus brasileiros, com o propósito de aprimorar a qualidade de suas gestões e fortalecer as políticas públicas setoriais e estimulará a formalização dos museus, a partir do acompanhamento das dinâmicas de criação, fusão, incorporação, cisão ou extinção de museus.”

O Registro Museus é um instrumento da Política Nacional, previsto pelo Estatuto de Museus, Lei 11.904/2009 e regulamentado pelo Decreto nº 8.124/2013.

O Registro será feito por meio de uma plataforma única, MuseusBr, que é integrada aos principais sistemas de informações culturais do País – com destaque para o Sistema Nacional de Informação e Indicadores Culturais – SNIIC do Ministério da Cultura – e aos sistemas de informações de museus em nível internacional, como o Registro dos Museus Ibero-Americanos do Programa Ibermuseus.

A integração garante aos museus uma ampliação da divulgação institucional em nível local e internacional. Além disto, poupa esforços e minimiza o perigo de desatualização informacional, já que a atualização de dados na plataforma Museusbr é digitalmente integrada a diversos sistemas de informação.

Sua arquitetura permite ainda a cartografia colaborativa, ou seja, a identificação de novos museus pelos órgãos públicos e por qualquer ator da sociedade, favorecendo maior alcance no mapeamento territorial, aprimoramento da qualidade dos dados da Rede Nacional de Identificação de Museus, e facilitando a inclusão e participação cidadã na Política Nacional de Museus – PNM.

A expectativa é que a Resolução Normativa sobre o Registro de Museus seja publicada em julho e, que, entre agosto e outubro sejam assinados os Termos de Reciprocidade com os Sistemas de Museus locais e órgãos públicos gestores de políticas setoriais de museus, para que sejam reconhecidos como entidades registradoras, a partir dessas ações será iniciada à operação nacional do Registro de Museus.

Gestores de Museus de Recife se encontram com diretoria do Ibram

Recife recebe no dia 19 de abril, o presidente e os diretores do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) para um bate-papo sobre o tema O Ibram, a Política Nacional de Museus e o papel dos Sistemas Estaduais de Museus. O evento acontece na Fundação Joaquim Nabuco e é voltado aos gestores de museus e secretários de Cultura da região.

A equipe do Ibram pretende discutir a importância da criação de um sistema pernambucano de museus, o papel do órgão como formulador de políticas públicas para o setor, bem como ouvir os gestores e pensar, em conjunto, ações para o fortalecimento dos museus de Pernambuco.

A articulação entre o Instituto Brasileiro de Museus, o Museu da Abolição e entidades e órgãos de Pernambuco é uma ação proposta pelo Ibram. Para o presidente do Instituto, Carlos Roberto Brandão, “é importante que pensemos juntos para potencializar as instituições neste momento de poucos recursos e seguirmos em frente”.

A equipe do Ibram também se reunirá com os servidores do Museu da Abolição, vinculado ao Ibram, e fará visitas técnicas à Fundação Joaquim Nabuco e ao Museu Cais do Sertão, entre os dias 18 e 20.

Carlos Roberto Brandão assume a presidência do Ibram

O novo presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Carlos Roberto Ferreira Brandão, tomou posse na manhã desta quarta-feira (25), em Brasília (DF). A cerimônia de posse, que teve lugar no edifício-sede do órgão, contou com a participação do ministro da Cultura, Juca Ferreira, e do ex-presidente do Ibram, Angelo Oswaldo.

Também participaram do ato a presidente do Iphan, Jurema Machado, os embaixadores do México, Holanda e Bélgica, representantes do Conselho Internacional de Museus (Icom), do Conselho Consultivo do Patrimônio Museológico, do Comitê Gestor do Sistema Brasileiro de Museus e da Universidade de São Paulo (USP), diretores do Ibram, servidores e convidados.

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Novo presidente do Ibram afirmou seu compromisso com a Política Nacional de Museus, de cuja formulação participou.

Ex-diretor do Museu de Zoologia da USP, Carlos Roberto Brandão passa a ocupar o cargo em substituição a Angelo Oswaldo, que presidiu o Ibram de julho de 2013 a dezembro de 2014 e deixou o posto para assumir a Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais.

O novo presidente do Ibram, que é graduado em Ciências Biológicas (Zoologia) pela Universidade de São Paulo (USP), foi também pesquisador associado do Museu Americano de História Natural, colabora com comitês editoriais de revistas no Brasil e no exterior e integra a Câmara Setorial de Museus da Secretaria de Estado da Cultura de São Paulo.

Brandão foi membro suplente do Conselho Nacional de Políticas Culturais do Ministério da Cultura, representando o setor de museus, membro do Comitê Executivo do Conselho Internacional de Museus (Icom) entre 2010 e 2013 e presidente do Comitê Brasileiro do Icom no período de 2006 a 2010.

Trajetória

Em sua primeira fala após a transmissão do cargo, o presidente empossado fez um resumo de sua trajetória na área museológica e afirmou seu compromisso com a Política Nacional de Museus, de cuja formulação participou como convidado – assim como da formulação do Estatuto de Museus e do ato de fundação do Ibram, em 2009 – destacando o amadurecimento do setor nos últimos anos.

“O Ibram consolidou a Política Nacional de Museus como política de Estado, política esta que já prevê formas de reflexão crítica e permanente nos nossos fóruns e encontros”, disse o novo presidente, ao citar ações desenvolvidas pelo Ibram nas áreas de fomento, informação, pesquisa e formação em Museologia, além de grandes eventos periódicos como a Semana Nacional de Museus, a Primavera dos Museus e o Fórum Nacional de Museus como indicativos de consolidação da PNM.

“Estes são antecedentes que apontam os muitos desafios para a gestão que se inicia”, afirmou Carlos Roberto Brandão, que destacou “a capacidade técnica, a disposição e empenho” que os servidores do Ibram espalhados pelo Brasil têm demonstrado e fez questão de firmar compromisso especial com a museologia social. “Os museus são uma reunião de saberes, objetos e conhecimentos que têm enorme potencial de transformar o mundo, de torná-lo mais justo e democrático. Esta tem sido uma marca do Ibram que pretendo manter e aprofundar”, disse.

Responsabilidade intransferível

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Ministro sublinhou a “qualidade técnica e experiência” do novo presidente e lembrou que o poder público continuará a ter papel central nas políticas para o setor de museus.

Após a assinatura do Termo de Posse, o ministro da Cultura, Juca Ferreira, que destacou os museus entre os equipamentos culturais que terão prioridade em sua gestão, sublinhou a “qualidade técnica e experiência” do novo presidente. Destacou também que o poder público continuará a ter, no próximo ciclo, papel central nas políticas para o setor de museus.

“Sou a favor da parceria público-privada, mas a responsabilidade do Estado é incontornável e intransferível, principalmente nesta área”, disse o ministro, para quem os museus brasileiros têm como tarefa criar, de forma inventiva, pertencimento dentro da diversidade – desafio ainda maior em tempos de restrição orçamentária.

“Precisamos fortalecer os nossos museus, tanto ampliando a rede quanto qualificando e dando condições aos técnicos, aos museólogos, de construírem uma estrutura que esteja à altura da grandeza do País”, disse Juca Ferreira. “O momento é de dificuldade e ajustes, mas esta é a hora de qualificar programas, projetos, ações e continuar a batalha por recursos. O Ibram prova que é possível, faça chuva ou sol, construir políticas culturais para o país”, concluiu o ministro.

Após a cerimônia de posse, Carlos Roberto Ferreira Brandão participou de bate-papo com os servidores do Ibram em Brasília, quando respondeu a dúvidas sobre seus projetos para o órgão. Nesta quinta-feira (26), o novo presidente do Ibram participa de reunião do Núcleo Estratégico do Ministério da Cultura.

 

Texto: Ascom/Ibram

Fotos: Ascom/Ibram e Janine Moraes (Ascom/MinC)

Dia do Museólogo celebra 30 anos de regulamentação da profissão em 2014

Nesta quinta-feira (18), comemora-se no Brasil o Dia do Museólogo.

No ano em que se comemora os 30 anos da lei que regulamentou a profissão, o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) saúda os profissionais que cumprem papel essencial para a conservação, pesquisa, interpretação, exposição e difusão dos conjuntos e coleções musealizados brasileiros, assegurando a preservação das memórias e identidades do país.

Nestas três décadas, o campo profissional da Museologia acumula muitas conquistas, também impulsionadas pelo lançamento da Política Nacional de Museus, em 2003, a própria criação do Dia do Museólogo, em 2004, a e a criação do Ibram, em 2009.

Para Angelo Oswaldo

Para Angelo Oswaldo, a contribuição dos museólogos é decisiva para a relevância social e cultural dos museus no Brasil

O advento de novos cursos de Museologia – hoje são 14 cursos de graduação, três de mestrado e um de doutorado, segundo o Conselho Federal de Museologia (Cofem) –, a ampliação do mercado de trabalho para a profissão, o lançamento de editais e publicações específicos, e o aumento considerável de inscrições nos conselhos de classe da área são avanços visíveis no processo de qualificação do setor.

Desafios
“Nesta data devemos refletir sobre o caminho até aqui trilhado por todos os colegas que fizeram com que a profissão se dignificasse e alcançasse um patamar de reconhecimento ímpar”, avalia o museólogo André Angulo, servidor do Museu da República/Ibram, no Rio, e integrante da atual diretoria do Cofem. “E falo não só sobre estes últimos trinta anos, mas nos mais de oitenta anos de formação destes profissionais no Brasil”, completa.

Angulo lembra que ainda há desafios que pedem mobilização dos profissionais da área para o seu enfrentamento, como é o caso das melhorias nas condições de remuneração e trabalho. “Chegamos até aqui com a força de trabalho de uns poucos. Se formos mais pessoas, mais longe chegaremos”, aposta.

Contribuição
Para o presidente do Ibram, Angelo Oswaldo, os museólogos oferecem uma contribuição decisiva ao movimento que coloca o museu no centro da cena cultural contemporânea.

” O profissional da Museologia faz do museu um espaço imprescindível ao desenvolvimento da cultura, educação, economia e turismo, bem como aos avanços na construção da cidadania, na inclusão social e na qualificação urbana”, elenca.

Angelo Oswaldo lembrou ainda que o Ibram veio se integrar ao esforço dos museólogos brasileiros em favor de oportunidades e condições dignas da profissão, compatíveis com as necessidades da vida cultural do país.

“Numa rede de solidariedade, sustentada pelo diálogo e pela soma de experiências, buscamos acelerar o processo que consagra o museu como uma instituição referencial nas mais diversas perspectivas da realidade brasileira. O que inclui o pleno exercício do papel insubstituível do museólogo em toda a extensão do nosso campo”, conclui.

Texto e foto: Ascom/Ibram

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Centenário da museóloga Lygia Martins Costa é celebrado este ano

Comitê Gestor do Sistema Brasileiro de Museus tem novos membros

Publicada nesta sexta-feira (24), portaria do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC), que designa os novos membros do Comitê Gestor do Sistema Brasileiro de Museus (SBM).

O SBM é uma rede organizada e constituída por meio de adesão voluntária de museus e outras entidade vinculadas e visa à coordenação, articulação, mediação, qualificação e cooperação entre os museus brasileiros. O sistema colabora com o desenvolvimento, a implementação, o monitoramento e a avaliação do Plano Nacional de Cultura (PNC) e do Plano Nacional Setorial de Museus (PNSM).

O Comitê Gestor é responsável por propor diretrizes e ações, apoiar e acompanhar o desenvolvimento do setor museológico brasileiro, e aprovar a inclusão no sistema de participantes que não sejam museus.

Sendo formado por 24 membros, indicados para um mandato de dois anos, permitida uma recondução, o sistema inclui representantes de ministérios, autarquias federais, sistemas de museus, organizações da sociedade civil e universitárias ligadas ao setor, entidades representantes de museus privados e comunitários. Confira os novos membros do Comitê Gestor do SBM.

Histórico
Criado em 2004 por decreto presidencial, o SBM teve seus primeiro comitê gestor nomeado em 2005 e o segundo em 2007. Na época, a política pública para os museus brasileiros estava integrada ao Instituto do Patrimônio Artístico e Histórico Nacional (Iphan/MinC).

Com a criação do Ibram em 2009, o SBM tornou-se parte integrante da estrutura do instituto, garantindo a autonomia necessária para a condução da Política Nacional de Museus (PNM). No total, foram realizadas cinco reuniões com os representantes desde sua criação.

Texto: Ascom/Ibram

Orçamento do Ibram em 2013 cresce 9,25% em relação ao ano passado

O orçamento do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC) para 2013 cresceu 9,25% em relação ao ano passado.

Os recursos aprovados para este ano ultrapassam os R$ 140 milhões. Outros R$ 2,7 milhões devem ser alocados para o setor de museus através de emendas parlamentares.

O crescimento dos recursos destinados ao campo museal é um dos efeitos mais imediatos da Política Nacional de Museus (PNM), que completou dez anos na quinta-feira (16). Saiba mais. Após anos de redução progressiva dos investimentos federais na área, o MinC tem elevado ano a ano os repasses diretos a museus: em 2003, quando a PNM foi lançada, o valor era de R$ 24 milhões.

Política pública
Com o objetivo de garantir que todas as instituições museais brasileiras tenham igualdade de acesso aos meios de financiamento, desde 2004 são promovidos editais e prêmios para o setor.

Destacam-se os prêmios Darcy Ribeiro e Mario Pedrosa, o edital Modernização de Museus, que seleciona projetos de modernização com valores entre R$ 100 e R$ 300 mil; o Prêmio Modernização de Museus – Microprojetos, que premia inciativas de R$10 a R$50 mil, e o edital Mais Museus, que visa a implantação de novos museus em municípios que não possuem instituição museal.

Em relação aos 30 museus que compõem a rede Ibram, foram constantes nos últimos anos a aquisição de equipamentos, mobiliário e material permanente voltados para a segurança, climatização, acessibilidade, expografia, além de acondicionamento e informatização de acervos.

Os investimentos do Ibram em seus museus vinculados revelam atenção especial com a segurança. Somente os gastos com segurança ostensiva, ou seja, contratação de equipe de segurança terceirizada, somaram 14 milhões de reais em 2012, o que representa cerca de 50% do orçamento disponibilizado para manutenção administrativa.

Texto: Ascom/Ibram

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