Ibram normatiza elaboração de planos museológicos em sua rede

Foto: Museu Histórico Nacional/Divulgação

Foto: Museu Histórico Nacional/Divulgação

O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) publicou nesta terça-feira (29) a Instrução Normativa Nº 3, de 25 de maio de 2018, que estabelece os procedimentos técnicos e administrativos para a elaboração de Planos Museológicos pelos 30 museus administrados diretamente pelo órgão.

A instrução normativa define parâmetros para que os museus da rede Ibram, que reúne algumas das instituições museológicas mais importantes do Brasil, possam elaborar esta que é considerada a mais básica ferramenta de planejamento estratégico para um museu.

O texto estabelece a estrutura que os planos museológicos dos museus da rede Ibram deverão conter, definindo também que eles devem ser elaborados de forma participativa, avaliados em caráter permanente e revisados com periodicidade mínima de 5 anos, além de publicizados.

Ibram oferece 775 obras de arte para doação a museus brasileiros

Gravura de Alfredo Volpi (1896-1988), uma das obras oferecidas para doação a museus brasileiros.

Gravura de Alfredo Volpi (1896-1988), uma das 775 obras oferecidas pelo Itaú Cultural para doação a museus brasileiros interessados.

O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) divulga nesta segunda-feira (21) uma lista de 775 obras de arte (veja abaixo) disponíveis para doação a museus brasileiros interessados. Os bens culturais estão sendo oferecidos ao setor, com intermediação do Ibram, pelo Instituto Itaú Cultural.

O lote oferecido inclui gravuras, serigrafias, litografias e óleos sobre tela assinados por artistas brasileiros renomados como Emanoel Araújo, Maria Bonomi, Roberto Burle Marx, Amilcar de Castro, Renina Katz, Tomie Ohtake e Alfredo Volpi, entre outros, além de reproduções de artistas internacionais como Van Gogh, Picasso, Miró, Kandinsky e Klee.

Como funciona

Qualquer museu brasileiro, público ou privado, poderá manifestar interesse pelas peças, não havendo limite quanto ao número de itens pleiteados. As manifestações devem ser feitas através de formulário disponibilizado pelo Ibram e enviadas ao endereço eletrônico camus@museus.gov.br. As solicitações serão recebidas até o próximo dia 8 de junho.

Confira a lista completa de bens culturais oferecidos para doação.

Baixe o Formulário para Manifestação de Interesse.

Os pedidos serão analisados por ordem de manifestação. Caso mais de uma instituição demonstre interesse pelo mesmo item, o desempate se dará pela apresentação de Registro do Museu, Plano Museológico e Política de Aquisição e Descarte conforme a Lei nº 11.904, de 14 de janeiro de 2009 – que instituiu o Estatuto de Museus.

Pertinência

O Ibram orienta que diretoras e diretores de museus avaliem a pertinência de incorporação de itens da listagem oferecida a seus acervos considerando a caracterização destes e a missão dos museus. O Instituto Itaú Cultural entrará em contato com os museus para formalizar as doações e providenciar seu envio.

Informações sobre o Registro de Museus podem ser acessadas neste link ou ainda pelo endereço eletrônico registro@museus.gov.br e pelos telefones (61) 3521-4329/4330/4291/4334.

Ibram abre inscrições para curso gratuito sobre Planos Museológicos

Curso presencial é uma iniciativa do programa Saber Museu e vai oferecer orientações para a elaboração daquele que é considerado o principal instrumento para a gestão de museus.

Curso presencial é uma iniciativa do programa Saber Museu e vai oferecer orientações para a elaboração daquele que é considerado o principal instrumento para a gestão de museus.

O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) abriu nesta quarta-feira (23) as inscrições para interessados em participar de minicurso gratuito sobre Planos Museológicos, a ser oferecido nos dias 13 e 14 de setembro na sede do órgão, em Brasília (DF).

Com carga horária de 8h, o curso presencial é uma iniciativa do programa Saber Museu e vai oferecer orientações para a elaboração daquele que é considerado o principal instrumento para a gestão de museus – tornado obrigatório pela Lei 11.904/2009, que estabelece como dever de todos os museus brasileiros sua elaboração e atualização.

Serão oferecidos subsídios sobre legislação, caracterização, planejamento conceitual, diagnósticos e objetivos de um museu, além de seus programas e projetos. O conteúdo, tema de publicação lançada pelo Ibram, será ministrado pelas museólogas Luciana Palmeira e Taís Valente.

Interessados em participar do curso devem enviar e-mail até o próximo dia 28 para suporte.ead@museus.gov.br com seus dados pessoais e breve exposição de motivos que justifiquem sua participação. Terão prioridade profissionais atuantes em museus e instituições afins. Não é necessário ter formação específica. Saiba mais.

Educação Patrimonial no Museu Casa Histórica de Alcântara (MA)

Realizou-se no auditório do Museu Casa Histórica de Alcântara/Ibram, nos dias 22 e 23 de novembro, o 2º Encontro do Programa de Formação Continuada em Educação Patrimonial no Município de Alcântara (MA).

O evento, organizado pela Secretaria Municipal de Educação, teve como objetivo retomar discussões sobre o Patrimônio Histórico de Alcântara junto aos professores, com o objetivo de sistematizar a inserção do tema no currículo escolar do Município.

E no dia 29 de novembro, o museu realiza a segunda etapa da construção do seu Plano Museológico, que será realizado de forma coletiva com a participação de entidades e pessoas interessadas. Outras informações aqui.

Texto e foto: Divulgação MCHA

Museu Casa Histórica de Alcântara (MA) comemora sete anos de criação

Inaugurado no dia 8 de novembro de 2004, o Museu Casa Histórica de Alcântara/Ibram completa sete anos de criação em 2011.

Para celebrar a data, o museu homenageou a sua primeira visitante, Neta Boueres, com a entrega de um kit com materiais referentes à instituição. No dia do aniversário, também serão entregues brindes para os primeiros visitantes do dia.

O museu, localizado na cidade litorânea de Alcântara (MA), tem por missão remontar aos tempos do Brasil Imperial através de sua arquitetura colonial e de seu acervo, expondo a opulência dos hábitos e costumes do século XIX da aristocracia rural da cidade.

As 958 peças e obras do Museu Casa Histórica de Alcântara (MCHA) pertenceram a famílias que residiram na casa. Mobiliário, indumentárias, acessórios, louças, iconografias, cerâmicas e azulejos do acervo têm o objetivo de retratar a história doméstica do Brasil Monárquico para os alunos da educação básica, a comunidade em geral e os visitantes externos. Saiba mais sobre o museu aqui.

Novo Plano Museológico
Buscando construir um plano museológico participativo, o MCHA/Ibram convidou representantes de instituições locais para colaborar na reformulação do seu plano atual. A equipe técnica do museu reuniu-se em setembro com a comunidade para repensar a missão e construir um diagnóstico do museu – primeira etapa de reformulação do plano.

O processo de planejamento participativo foi dividido em três etapas: apresentação dos objetivos do encontro e do plano atual pela diretora da instituição, discussão em grupos sobre a missão e diagnóstico e posteriormente apresentação das propostas de cada grupo.

A próxima etapa de reformulação do plano está voltada para discussão dos objetivos e dos programas do MCHA. A previsão é de que ocorra até o final do ano.

Fonte: Divulgação MCHA/Ibram

Ibram/MinC e ministra da Cultura da Angola discutem acordo de capacitação

Uma equipe do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC) recebeu, no dia 1º de junho, na sede da instituição em Brasília-DF, a ministra da Cultura da Angola, Rosa Cruz e Silva, e  o embaixador da Angola no Brasil, Leovigildo da Costa e Silva. Os representantes discutiram a elaboração de um Projeto de Cooperação em formação técnica de longa duração na área museológica, que consiste no intercâmbio de experiências entre Brasil e Angola, para a especialização dos profissionais e o fortalecimento dos museus angolanos.

Na ocasião, o Ibram/MinC apresentou uma ementa que inclui os seguintes temas: Implantação, gestão e organização dos museus (Plano Museológico); Elaboração de Projetos e Fomento para a Área; Museus e Educação; Gestão e documentação de Acervos; Implantação de redes em museus; Arquitetura nos museus; Segurança nos museus e Tecnologia de Comunicação (Utilização da informática na gestão de museus); Preservação e Conservação Preventiva de acervos, dentre outras.

III Jornada Brasil – Espanha discute plano museológico para os diferentes tipologias de museus

Instrumento fundamental para a sistematização do trabalho interno e para a atuação dos museus na sociedade, o plano museológico foi tema de debate da III Jornada Brasil- Espanha, que aconteceu de 30 de novembro a 2 de dezembro, no Rio de Janeiro. Além das autoridades da Espanha e da diretoria do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC), o evento reuniu cerca de 150 participantes, dentre diretores de instituições museológicas vinculadas ao Ibram, de museus territoriais, virtuais e institucionais.

Na abertura , o presidente do Ibram/MinC, José do Nascimento Junior,pontuou o encontro como um marco do intercâmbio museológico. “Na III Jornada pretendemos, junto as autoridades espanholas, discutir e elaborar procedimentos norteadores de administração e gestão que sirvam como base não só para as instituições vinculadas ao Ibram, mas também para todos os museus brasileiros.” Na ocasião, a subdiretora dos museus dos estados do Ministério da Cultura da Espanha, Izabel Izquierdo, apresentou o plano museológico para implantação do Museu Nacional de Etnografia de Teruel, na Espanha. Para ela, o instrumento de planejamento é que garante o compromisso das instituições nas práticas futuras, independentemente das eventualidades. “Planejar implica eleger metas e políticas.” Já o diretor do Departamento de Processos Museais do Ibram, Mário Chagas, lembrou que um dos grandes desafios em pensar o plano museológico na atualidade é levar em conta as novas tipologias de museus, já que as categorias se ampliaram e estão mais complexas assim como a sociedade contemporânea. “Não podemos pensar somente no museu-templo, clássico – local de contemplação e troca de idéias, naqueles ligados apenas à coleção, temos de pensar também nos museus nômades, territoriais, digitais, nos que praticam o saber cooperativo. Entender o museu como território de relação entre os seres humanos.”

Mário Chagas também afirmou que é preciso quebrar a estigma de que no Brasil nada se planeja. “As escolas de samba são um grande exemplo de planejamento estratégico. É possível planejar e ainda exercitar a criatividade. Um plano museológico pode ser político, poético e pedagógico”. Movida a debates, a programação seguiu com apresentação de diversas autoridades do setor, dentre elas, da diretora do Museu Histórico Nacional – MHN, Vera Tostes, do diretor do Museu das Peregrinações e de Santiago, Bieito Pérez – que palestrou sobre o tema Musealizar um fenômeno universal e sobre o plano museológico da respectiva instituição. Também contou com palestra da coordenadora geral de Sistemas de Informação do Ibram, Rose Miranda, sobre as experiências das oficinas de Plano Museológico no Brasil , do diretor do Museu da Abolição, de Recife – PE, Adolfo Samyn, sobre estudo de caso da unidade museológica, e do presidente do Conselho Internacional de Museus – ICOM-Espanha e diretor do Museu Nacional de Arqueologia Sub-Aquática – ARQUA, Rafael Azuar, sobre “Planejamento e refundação do museu: O plano museológico do ARQUA”.

III Jornada Brasil Espanha – Teve o intuito de refletir e trocar experiências sobre a metodologia de planejamento e atuações em museus por meio do Plano Museológico, cuja elaboração está prevista na Portaria Normativa/Iphan n° 1, de 5 de julho de 2006 – que dispõe sobre a finalidade de apresentar os procedimentos para a organização da gestão das instituições vinculadas do Ibram e detalha as diretrizes e procedimentos para elaboração plano, indicando inclusive quais programas ele deve conter.

O evento é uma realização do Instituto Brasileiro de Museus – Ibram/Ministério da Cultura do Brasil e da Subdireção Geral de Museus Estatais -SGME/Ministério da Cultura da Espanha.

Confira as apresentações:

30 de novembro de 2009

Manhã
Mario Chagas

III Jornada Brasil- Espanha discute plano museológico para as diferentes tipologias de museus

Instrumento fundamental para a sistematização do trabalho interno e para a atuação dos museus na sociedade, o plano museológico foi tema de debate da III Jornada Brasil- Espanha, que aconteceu de 30 de novembro a 2 de dezembro, no Rio de Janeiro. Além das autoridades da Espanha e da diretoria do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC), o evento reuniu cerca de 150 participantes, dentre diretores de instituições museológicas vinculadas ao Ibram, de museus de favela, virtuais e institucionais.

Na abertura , o presidente do Ibram/MinC, José do Nascimento Junior,pontuou o encontro como um marco do intercâmbio museológico. “Na III Jornada pretendemos, junto as autoridades espanholas, discutir e elaborar procedimentos norteadores de administração e gestão que sirvam como base não só para as instituições vinculadas ao Ibram, mas também para os cerca de 2.716 museus brasileiros.”

Na ocasião, a subdiretora dos museus dos estados do Ministério da Cultura da Espanha, Izabel Izquierdo, apresentou o plano museológico para implantação do Museu Nacional de Etnografia de Teruel, na Espanha. Para ela, o instrumento de planejamento é que garante o compromisso das instituições nas práticas futuras, independentemente das eventualidades. “Planejar implica eleger metas e políticas.”

Já o diretor do Departamento de Processos Museais do Ibram, Mário Chagas, lembrou que um dos grandes desafios em pensar o plano museológico na atualidade é levar em conta as novas tipologias de museus, já que as categorias se ampliaram e estão mais complexas assim como a sociedade contemporânea. “Não podemos pensar somente no museu-templo, clássico – local de contemplação e troca de idéias, naqueles ligados apenas à coleção, temos de pensar também nos museus nômades, territoriais, digitais, nos que praticam o saber cooperativo. Entender o museu como território de relação entre os seres humanos.”

Mário Chagas também afirmou que é preciso quebrar a estigma de que no Brasil nada se planeja. “As escolas de samba são um grande exemplo de planejamento estratégico. É possível planejar e ainda exercitar a criatividade. Um plano museológico pode ser político, poético e pedagógico”.

Movida a debates, a programação seguiu com apresentação de diversas autoridades do setor, dentre elas, da diretora do Museu Histórico Nacional – MHN, Vera Tostes, do diretor do Museu das Peregrinações e de Santiago, Bieito Pérez – que palestrou sobre o tema Musealizar um fenômeno universal e sobre o plano museológico da respectiva instituição. Também contou com palestra da coordenadora geral de Sistemas de Informação do Ibram, Rose Miranda, sobre as experiências das oficinas de Plano Museológico no Brasil , do diretor do Museu da Abolição, de Recife – PE, Adolfo Samyn, sobre estudo de caso da unidade museológica, e do presidente do Conselho Internacional de Museus – ICOM-Espanha e diretor do Museu Nacional de Arqueologia Sub-Aquática – ARQUA, Rafael Azuar, sobre “Planejamento e refundação do museu: O plano museológico do ARQUA”.

III Jornada Brasil Espanha – Teve o intuito de refletir e trocar experiências sobre a metodologia de planejamento e atuações em museus por meio do Plano Museológico, cuja elaboração está prevista na Portaria Normativa/Iphan n° 1, de 5 de julho de 2006 – que dispõe sobre a finalidade de apresentar os procedimentos para a organização da gestão das instituições vinculadas do Ibram e detalha as diretrizes e procedimentos para elaboração plano, indicando inclusive quais programas ele deve conter.

A III Jornada Brasil-Espanha é uma realização do Instituto Brasileiro de Museus – Ibram/Ministério da Cultura do Brasil e a Subdireção Geral de Museus Estatais -SGME/Ministério da Cultura da Espanha.