MNBA abre exposição de pinturas de artista chilena no Rio

Delicadeza, violência e denúncia convivem numa tensão lúdica nas telas da artista plástica e professora chilena Macarena Acharán na exposição Menina dos Óleos – que abriu hoje (10), e fica em cartaz até 12 de abril, no Museu Nacional de Belas Artes (MNBA/Ibram), no Rio de Janeiro (RJ).

Os trabalhos da artista chilena dialogam com o universo feminino

Os trabalhos da artista chilena dialogam com o universo feminino

Sob curadoria do poeta ítalo-brasileiro Carlos Dimuro, a inquietação da artista está nas tintas e no movimento das pinceladas presentes nos quadros, que denunciam a condição da mulher no mundo.

Composta por 23 telas a óleo, como já indica o nome da exposição, as obras apresentam, segundo o curador,  “mulheres de todas as etnias, credos e estéticas, além dos mistérios que caracterizam o universo feminino”.

Segundo o crítico e poeta brasileiro Ferreira Gullar, uma das virtudes no trabalho de Acharán é que nele a linha que representa a figura humana – quase sempre o corpo feminino – é parte de uma expressão mais rica, que transcende a representação figurativa, imprimindo-lhe dramaticidade e denúncia.

Chile e Brasil
Macarena tem na sua formação estudos na Pontifícia Universidade Católica do Chile em Licenciatura em Arte com menção em Pintura (1978 – 1982). A artista também estudou no Brasil em três oportunidades, em São Paulo e Brasília, nos anos 90.

Alguns de seus trabalhos fazem parte de acervos de museus latino-americanos e europeus. No Brasil, Macarena Acharán já realizou exposições em São Paulo e Rio de Janeiro entre os anos de 1993 e 1994.

A entrada para a exposição é gratuita durante todo o mês de março. O MNBA localiza-se na Avenida Rio Branco, 199 (Cinelândia), e funciona de terça a sexta, das 10h às 18h; e sábados, domingos e feriados, das 12h às 17h. Outras informações pelo telefone (21) 3299.0600.

Texto e foto: Divulgação MNBA
Edição: Ascom/Ibram

Sociedade de Amigos doa pintura rara ao Museu Imperial em Petrópolis

A pintura

A pintura em óleo, produzida por volta de 1805, é adornada com madeiras raras do Brasil

A pintura Retrato equestre do príncipe Regente d. João, do artista português João Tomás da Fonseca (1752-1835), integra agora o acervo do Museu Imperial/Ibram, em Petrópolis (RJ), após ser adquirida pela Sociedade de Amigos do Museu Imperial aos herdeiros do colecionador Newton Carneiro.

A peça, que custou R$ 53 mil, tem como modelo a estampa de número LVIII da obra A Luz da Liberal e Nobre Arte da Cavallaria offerecida ao Senhor D. João Príncipe do Brasil, da autoria de Manuel Carlos de Andrade (1755-1817), publicada em Lisboa pela Regia Officina Typografica, em 1790.

A publicação é reconhecida como um dos mais completos tratados de cavalaria do período e, para muitos, a principal obra do gênero em toda a Europa.

Antes de ser adquirido para o museu brasileiro, o quadro pertenceu à coleção do banqueiro e mecenas português Ricardo Ribeiro do Espírito Santo Silva (1900-1955) e, antes dele, à Coleção Real Portuguesa, no Palácio de Queluz – localizado no Distrito de Lisboa.

A doação complementa o acervo do Museu Imperial, uma vez que a instituição já possui o chapéu bicorne que o então príncipe regente ostenta na pintura. Agora quadro e chapéu serão peças de destaque durante as comemorações dos 200 anos da elevação do Brasil à categoria de Reino, que o museu prepara para o ano de 2015.

Texto e foto: Divulgação Museu Imperial
Edição: Ascom/Ibram

Pintura do século XVIII é roubada de museu nacional no Peru

O Ministério da Cultura do Peru anunciou que foi roubada uma das obras do Museu Nacional de Arqueologia, Antropologia e História do Peru (foto), localizado em Lima.

O quadro São Miguel Arcanjo, um óleo sobre tela datado do século XVIII, foi furtado do acervo do museu no dia 13 de dezembro de 2011.

A pintura, que mede 80 x 62 cm, representa a figura de São Miguel Arcanjo em corpo inteiro, camisa branca com peitoral, saia e capa ao vento, sapatos altos, capacete emplumado, asas despregadas, apresentando desenhos em dourado.

O braço direito levantado sustenta uma espada, com a mão esquerda segura um escudo ovalado em tons escuros, com inscrição central em dourado, de onde saem raios em ziguezague. O arcanjo está em pé sobre o abdômen de um demônio alado com parte humana com chifres.

A Delegacia de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente e o Patrimônio Histórico (Delemaph), braço da Polícia Federal brasileira que atua em cooperação com o Ibram/MinC em casos semelhantes, recebeu a informação do Consulado do Peru no Brasil. Veja o documento original.  

Informações sobre o paradeiro da obra podem ser encaminhadas à Delemaph pelos telefones (21) 2203-4467/4468 ou 4464, ou ainda pelo e-mail delemaph.srrj@dpf.gov.br.

Cadastro nacional
O Instituto Brasileiro de Museus ressalta que informações sobre bens desaparecidos por roubo ou furto de acervos pertencentes aos museus brasileiros podem ser divulgados na base de dados nacional do Cadastro de Bens Musealizados Desaparecidos (CBMD). O Cadastro tem como objetivo possibilitar o rastreamento, a localização e a recuperação desses bens. Acesse o cadastro aqui.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: Divulgação