Moradores do Lago Sul entregam contribuições para novo museu no DF

Representantes dos moradores do Lago Sul, região administrativa do Distrito Federal (DF), estiveram no dia 2 de setembro no Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), quando entregaram ao presidente da autarquia, Angelo Oswaldo, documento contendo contribuições para disciplinar a ocupação da área onde será instalado o Parque Mandela e o futuro Museu Nacional da Memória Afrodescendente.

Contribuições:presidente do Ibram recebeu moradores do Lago Sul

Contribuições: presidente do Ibram recebeu moradores do Lago Sul

O parque será criado numa área de 65 mil m², localizada no Lote B da QL 24, às margens do lago Paranoá, em área cedida pelo Governo do DF. Já o museu terá entre 12 mil e 15 mil m² e contará, além de salas para exposições de longa e curta duração, com área para o desenvolvimento de projetos educacionais.

O Ibram é responsável pela coordenação do processo de implantação do museu, em uma ação interinstitucional com as fundações Palmares e Casa de Rui Barbosa – instituições que integram o Ministério da Cultura (MinC).

“A comunidade do Lago Sul pediu uma reunião com o instituto para apresentar subsídios arquitetônicos e urbanísticos para o novo parque e museu na capital federal, e nós acolhemos as contribuições com satisfação”, exalta Eneida Braga, presidente do Ibram substituta.

Segundo o documento, as propostas visam preservar o Lago Sul como “bairro de natureza essencialmente residencial e de baixa densidade demográfica, em que sejam privilegiadas atividades culturais, esportivas e de lazer de baixo potencial construtitvo, que valorizem a contemplação da beleza cênica e paisagística do local”.

As contribuições da comunidade local, assim como as das instituições do MinC envolvidas, deverão ser entregues para o Instituto de Arquitetos do Brasil – Departamento Distrito Federal (IAB/DF), que será responsável pelo concurso internacional para a escolha do projeto arquitetônico do novo museu.

Texto e foto: Ascom/Ibram

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Memória afro-brasileira foi destaque no primeiro dia da Conferência Icom 2013

Ontem (12), primeiro dia de discussões da  23ª Conferência Geral do Icom, que acontece até o dia 17 no Rio de Janeiro (RJ), a questão da memória afro-brasileira pautou a agenda de vários representantes de instituições internacionais e também do presidente do Ibram/MinC, Angelo Oswaldo.

Reunião aconteceu na Fundação Casa de Rui Barbosa/MinC

Durante a manhã, Angelo Oswaldo se reuniu com representantes da Smithsonian Institution, sediado em Washignton (Estados Unidos).

As instituições pretendem assinar um acordo de cooperação visando ações para criação de uma rede de museus sobre a temática  cultura negra e memória afrodescendente. Também pretendem trabalhar em um projeto de intercâmbio de profissionais já para o próximo ano.

Novo museu
À tarde, o tema foi debatido em encontro na Fundação Casa de Rui Barbosa – autarquia vinculada ao Ministério da Cultura (MinC).  O presidente da fundação, Manolo Florentino, fez uma apresentação histórica da questão do negro no Brasil.

Em seguida, as instituições convidadas, entre elas o MoMa (Museu de Arte Moderna de Nova Iorque), e também da Smithsonian, falaram sobre suas experiências com o tema e em como podem contribuir para o projeto do Museu Nacional Afro-Brasileiro de Cultura e Memória, que será construído em Brasília e pretende ser referência sobre a história e memória da cultura negra no Brasil.

Angelo Oswaldo e Hilton Cobra, presidente da Fundação Palmares/MinC, reforçaram a importância do projeto como “um passo importante para a história do país”.

Deborah Mack, do Museu Nacional Afro-Americano de História e Cultura, também sediado em Washington e ligado ao Smithsonian, destacou a existência de mais de 200 museus nos Estados Unidos em torno do tema. Para ela, é importante que as novas gerações afrodesecentes conheçam e nunca se esqueçam da segregação vivida pelos seus antepassados.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: Fundação Casa de Rui Barbosa/divulgação

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