Obras de restauração e ampliação do Museu Victor Meirelles serão entregues no sábado (25)

Após três anos, o Museu Victor Meirelles (MVM/Ibram) receberá, neste sábado (25), o prédio que abriga a sua sede histórica. A casa onde o artista nasceu passou por obras de restauração e ampliação realizadas com os recursos do PAC Cidades Históricas, do Governo Federal.

Executado com um investimento de R$ 4,82 milhões, o projeto integrou os dois edifícios – o antigo sobrado luso-brasileiro, do final do século XVIII, que abriga o Museu Victor Meirelles desde 1952, e o edifício adjacente, da década de 60, cedido pelo governo do Estado de Santa Catarina, ampliando a área do MVM de 400,00 m² para 740,00 m².

O Museu recebeu um elevador que atenderá simultaneamente os dois edifícios, configurando-se como forte elemento de ligação entre as diferentes arquiteturas. O ambiente interno agora dispõe de um auditório, uma grande ala de exposições temporárias, além de salas para oficinas de arte diversas. Foi incluído um espaço de convivência social, que servirá para contribuir com a manutenção e sustentabilidade do museu.

Além disso, o MVM passou por melhorias gerais, como climatização, nova iluminação, implantação de condições de acessibilidade e segurança. Durante as obras, que contaram com participação da Prefeitura Municipal e do Governo de Santa Catarina, o Museu Victor Meirelles permitiu ao público conhecer mais sobre a restauração e também sobre o trabalho de arqueologia conduzido no local.

A cerimônia que será promovida pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) contará com a presença do ministro da Cidadania, Osmar Terra, do diretor do Departamento de Projetos Especiais do Iphan, Robson de Almeida, da superintendente do Iphan-SC, Liliane Nizzola, do presidente do Ibram, Paulo Amaral, e da diretora do Museu Victor Meirelles, Lourdes Rossetto, entre outras autoridades locais.

Desde o início das obras, o Museu está funcionando em uma sede provisória e com a entrega do prédio histórico, o MVM iniciará a as etapas de aquisição de mobiliário, projetos complementares e de transferência do acervo, com transferência definitiva das suas atividades para o segundo semestre de 2019.

No momento, o Museu está com a exposição “A Casa da Porta Verde”, com concepção e curadoria realizada de forma coletiva pelos servidores do museu, que será a última realizada na sede provisória (Rua Rafael Bandeira, nº 41, no Centro – Florianópolis/SC). Na última quinta-feira (16), o museu disponibilizou todo o seu acervo museológico numa plataforma online, possibilitando o acesso a 235 obras do Museu pela internet.

Texto: Ascom Iphan
Edição: Ascom Ibram

Iphan garante cerca de R$ 1 milhão para restauro no Museu da República

Termo de Execução garante aporte de R$ 971.842,05 para a realização de obras destinadas à adequação e modernização do sistema elétrico dos anexos I e II do museu e de seu jardim histórico; edital para contratação das obras será publicado em breve.

Termo de Execução garante aporte de R$ 971.842,05 para obras destinadas à adequação e modernização do sistema elétrico dos anexos I e II do museu e de seu jardim histórico; edital para contratação das obras será publicado em breve.

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) oficializou na última quinta-feira (28) a destinação de cerca de R$ 1 milhão para obras de restauro no Museu da República, situado no Rio de Janeiro e integrante da rede Ibram.

Publicado no Diário Oficial da União, o Termo de Execução Descentralizada Nº 336, do PAC Cidades Históricas, garante aporte de R$ 971.842,05 para a realização de obras destinadas à adequação e modernização do sistema elétrico dos anexos I e II do museu e de seu jardim histórico.

Situados em dois prédios históricos, os anexos I e II do Museu da República abrigaram os ministros da República até 1960, quando a capital foi transferida para Brasília. As edificações anexas ao Palácio do Catete, antiga sede do poder executivo federal, hoje abrigam biblioteca, sala de cinema, três pequenos auditórios, o corpo administrativo e o gabinete da direção do museu, além de seus setores educativo, cultural e de comunicação.

Tombado como patrimônio histórico junto com o Palácio do Catete em 1938, o jardim histórico do séc. XIX, aberto ao público em 1960 e bastante visitado diariamente, é uma atração à parte no Museu da República. Suas instalações elétricas, consideradas inovadoras à época de sua construção, receberão agora mais uma atualização.

Segurança

“É uma notícia extraordinária porque se trata de revisão no sistema elétrico. A sociedade brasileira acabou de saber que foi o curto-circuito num ar condicionado o fator de origem do incêndio no Museu Nacional. Trata-se, portanto, de uma ação, sobretudo, de segurança”, comemorou o diretor da instituição, o museólogo, professor e poeta Mário Chagas.

Com a garantia dos recursos para a intervenção física, explica Chagas, o Museu da República publicará em breve edital de licitação para contratação da empresa que fará as obras. A previsão é de que o contrato seja assinado até o mês de junho. “Vejo esse investimento como um grande presente para os 130 anos da Proclamação da República, comemorados neste ano de 2019”, afirma o diretor do museu.

(Com Informações da Secretaria Especial da Cultura)

Reunião em Florianópolis define detalhes para reabertura do Museu Victor Meirelles

 Obra abarca restauração do sobrado luso-brasileiro do séc. XVIII onde nasceu o pintor Victor Meirelles, além da ampliação de seu prédio anexo, que terá seu espaço readequado e requalificado.


Obra abarca restauração do sobrado luso-brasileiro do séc. XVIII onde nasceu o pintor Victor Meirelles, além da ampliação de prédio anexo, que terá seu espaço readequado e requalificado.

A presidente substituta do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Eneida Braga Rocha de Lemos, e o responsável pela Diretoria de Planejamento e Gestão Interna (DPGI) do órgão, Denio Menezes da Silva, estiveram em Florianópolis (SC) na última quarta-feira (13) para tratativas sobre a entrega da obra de revitalização e ampliação do Museu Victor Meirelles.

Vinculado à rede Ibram, o museu está fechado ao público desde abril de 2016. A intervenção física abarca a restauração do sobrado luso-brasileiro onde nasceu o pintor Victor Meirelles (1832-1903), construído no final do séc. XVIII – que foi tombado em 1950 e é sede do museu desde 1952 – além da ampliação de seu prédio anexo, que terá seu espaço readequado e requalificado. A obra é realizada com recursos do PAC – Cidades Históricas sob a responsabilidade do Iphan-SC.

Pela manhã, a presidente substituta do Ibram participou de reunião na Prefeitura Municipal de Florianópolis a respeito de melhorias urbanísticas no entorno do museu. O encontro contou com a presença da superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em Santa Catarina, Liliane Janine Nizzola; da chefe da Divisão Técnica do Iphan, Regina Helena Meirelles Santiago; do diretor de planejamento do Instituto de Planejamento Urbano (IPUF), Michel Mittmann; da diretora do Museu Victor Meirelles, Lourdes Rossetto; da Técnica em Assuntos Culturais Rita Coitinho, servidora do museu; e do arquiteto responsável pela obra, Luiz Edgard Vieira Pereira.

Em seguida, os representantes do Ibram participaram de visita técnica à obra (foto). À tarde, houve encontro na sede provisória da instituição, com a presença de integrantes da Associação dos Amigos do Museu, para apresentação das mudanças pelas quais o prédio passou e planejamento dos próximos passos que garantirão a reabertura do museu.

Após a agenda, ficou confirmada a previsão de conclusão da obra para o próximo mês de abril. A reabertura do museu ao público está programada para o segundo semestre, após execução de novo projeto de mobiliário.

A obra

A obra em curso prevê a integração entre dois edifícios – o antigo sobrado luso-brasileiro, do final do século XVIII, que abriga o Museu Victor Meirelles, e o edifício adjacente, da década de 60, ampliando a área do museu de 400 para 740 metros quadrados. O museu ganhará novas salas de exposição, auditório, salas de atividades diversas, recepção, cafeteria e biblioteca, entre outros.

O espaço receberá um elevador que atenderá simultaneamente aos dois edifícios, configurando-se como elemento de ligação entre as diferentes arquiteturas. A intervenção também vai promover, na sequência, a plena acessibilidade a todos os espaços do museu e a harmonização com seu entorno, como parte de qualificação da região a finalidades turísticas e culturais.

Museu Victor Meirelles será fechado para obras de revitalização

A partir da próxima terça-feira, dia 22/3, o Museu Victor Meirelles/Ibram, em Florianópolis, estará fechado à visitação para dar início às obras de restauração e ampliação previstas no programa PAC – Cidades Históricas, do governo federal. A partir do dia 4 de abril, o museu estará em processo de transferência para a sede provisória, localizada à Rua Rafael Bandeira, 41, no Centro de Florianópolis. Quando entrar em funcionamento esta sede realizará normalmente todas as atividades para o público que o museu sempre promoveu, como visitação, ação educativa, agenda cultural e oficinas.Para celebrar o momento especial de início das obras o Museu Victor Meirelles programou para o dia 1º de abril, sexta-feira, a partir das 18 horas, o evento Happening de Despedida, uma festa de encerramento das atividades no endereço histórico. Na ocasião será apresentado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan/MinC) o projeto de restauração e ampliação do museu, serão exibidas imagens das programações culturais, exposições e atividades diversas realizadas pelo museu nos últimos anos e, no final do evento, haverá um show musical no Largo Victor Meirelles com a participação de Djs e músicos convidados.

A coordenação e fiscalização de todo o projeto de execução das obras no Museu Victor Meirelles está a cargo do IPHAN em Santa Catarina. A previsão é de conclusão dos trabalhos em 12 meses, ao custo total de cerca de três milhões de reais.

Desde a acessibilidade, passando pela disponibilização de novos serviços, até a restauração da Casa Histórica onde residiu Victor Meirelles, o conceito do projeto é integrar o edifício tombado nacionalmente ao prédio anexo, de três andares, criando uma só unidade museológica e ampliando as instalações, tanto em relação aos espaços expositivos como os locais para as apresentações culturais e realização de oficinas.

Texto: Ascom MVM

PAC 2: Museu do Ouro inicia trabalhos de requalificação em Sabará (MG)

Trabalho arqueológico no Museu do Ouro

Trabalho arqueológico em terreno onde será construído anexo do Museu do Ouro

No dia 22 de junho, o Museu do Ouro/Ibram, em Sabará (MG), por intermédio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) Cidades Históricas, deu início a um conjunto de ações que visam a sua requalificação como instituição museológica.

Nesta primeira fase, foram liberados R$ 180 mil em recursos para a conclusão dos trabalhos de prospecção arqueológica, em terreno onde será construído um anexo técnico-administrativo, bem como os projetos arquitetônicos da nova construção e de reforma do prédio histórico do museu, com previsão de término em setembro.

História
O Museu do Ouro foi criado pelo Presidente da República Getúlio Vargas, por intermédio do Decreto-Lei n° 7.483, de 23 de abril de 1945, sendo a instituição oficialmente inaugurada no dia 16 de maio de 1946.

Instalado em um prédio em estilo colonial de meados do século XVIII, antiga Casa da Real Intendência e Fundição do Ouro de Sabará, O acervo é constituído por instrumentos, mobiliário, prataria, armaria, peças de arte sacra e objetos ligados a prática da mineração (séculos 18 e 19).

O museu, vinculado ao Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC), é aberto ao público, de terça-feira a sexta-feira, das 10 às 17 h e sábados e domingos das 12 às 17 h. Saiba mais sobre o Museu do Ouro em Sabará.

Texto e foto: Divulgação Museu do Ouro

Cidade de Goiás terá R$ 26,9 milhões para restaurações

Lançamento simbólico PAC Cidades Históricas em Goiás

Lançamento simbólico PAC Cidades Históricas em Goiás

Patrimônio Cultural Mundial, a cidade de Goiás (GO) recebeu nesta terça-feira (3) a ministra da cultura, Marta Suplicy, para o lançamento simbólico das obras do PAC Cidades Históricas no município.

“Aqui temos uma boa parcela da identidade brasileira. Esse patrimônio não é só de Goiás. É do Brasil. São marcas que se não se acolhe a tempo, não dá para recuperar depois. Por isso a importância do PAC das cidades Históricas”, falou a ministra da Cultura.

O presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Angelo Oswaldo, também esteve presente no lançamento. O Instituto é responsável por duas instituições na cidade: o Museu das Bandeiras e o Museu de Arte Sacra da Boa Morte, além do Museu Casa da Princesa, em Pilar de Goiás.

Com investimento total de R$ 26,9 milhões, serão executadas as seguintes obras no município: restauração do Casarão da Escola de Artes Veiga Valle, do Mercado Municipal, do Cine Teatro São Joaquim, do Casarão da Prefeitura Municipal, a recuperação da Ponte da Cambaúba, além da requalificação da Sede da Diocese de Goiás onde será instalado o Arquivo Diocesano. “A vocação da cidade é turística. Compete a nós, do Governo Federal, ajudar na recuperação e restauração dos monumentos. Muitas vezes as cidades que detêm o patrimônio não têm recursos para mantê-los, pois custa caro”, disse Marta Suplicy em entrevista à imprensa local.

O Estado de Goiás receberá, ao todo, R$57 milhões em investimentos até 2015. Além da cidade de Goiás, serão contempladas Goiânia, Urutaí, Corumbá de Goiás, Pilar de Goiás e Trindade.

Goiás
Em suas charmosas ruas de pedra, a cidade de Goiás abriga um dos mais ricos acervos históricos do Patrimônio material do Estado de Goiás, representado por sua arquitetura barroca em edifícios oficiais e religiosos. A cidade onde nasceu a poetisa Cora Coralina foi capital do Estado até 1937. Marta Suplicy citou versos do poema “O Velho Sobrado”, onde a poetisa expressa sua atenção em relação à conservação do patrimônio arquitetônico da cidade: “Bem que podia ser conservado, bem que devia ser retocado, tão alto, tão nobre-senhorial”, diz Cora Coralina.

Ao lado da presidente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Jurema Machado, e de Angelo Oswaldo, a ministra Marta Suplicy foi recebida pela prefeita da cidade, professora Selma de Oliveira, e pelo secretário de Cultura do Estado, Gilvane Felipe. “Os investimentos do PAC Cidades Históricas colaboram para que Goiás continue sendo vista como uma cidade viva”, afirmou a prefeita ao agradecer pelo empenho do Iphan e da ministra Marta Suplicy na manutenção do patrimônio do município.

Cora Coralina
Próximo a Igreja do Rosário, ao lado do Rio Vermelho, está a casa construída nas décadas finais do século 18 e que abrigou três gerações da família da grande poetisa Cora Coralina. Transformada em um museu após a morte de Cora, o local é mantido como nos tempos em que ela o habitava. Em sua chegada à cidade, Marta Suplicy fez questão de visitar o local. “O Museu Casa de Cora Coralina é um dos mais bem conservados que já vi. Há um cuidado com todos os itens de preservação. Tem muita força e energia neste lugar. É emocionante”, disse a ministra que chegou ao Museu, ao som da canção Rio Vermelho, interpretada pelo músico local Roberto de Brito.

Patrimônio Imaterial
Elementos marcantes da tradição do Município de Goiás – como os doces de frutas cristalizadas, o pastelinho, a Semana Santa com sua Procissão do Fogaréu – estão sendo estudados no Inventário Nacional de Referências Culturais (INRC) desde fevereiro deste ano pelo Iphan Goiás. O objetivo do inventário é identificar, mapear e pesquisar, as diversas manifestações culturais de natureza imaterial que ocorrem na cidade. Um dos desdobramentos já esperados pelo Iphan é instruir o processo de registro da Semana Santa como Patrimônio Cultural brasileiro.

Texto e foto: Ascom/MinC
Edição: Ascom Ibram

Obras de requalificação avançam no Museu Casa da Hera no RJ

O Museu Casa da Hera, em Vassouras (RJ), um dos nove museus vinculados ao Ibram que passam por obras, está em pleno processo de requalificação.

Museu Casa da Hera (RJ)

Museu Casa da Hera: obras seguem cronograma previsto

Vitimado por um incidente em julho de 2012, quando um curto-circuito levou o museu a suspender a utilização de energia elétrica por motivo de segurança, sem que tenha havido qualquer dano ao acervo, a instituição passa agora por uma obra de grandes proporções destinada a recuperar, além de sua rede elétrica, as instalações hidráulicas, de telefonia e internet e a estrutura predial do museu, com ênfase na recuperação de seu telhado.

Com recursos do orçamento do Ibram, num investimento de R$ 980 mil, as obras estão em curso desde novembro e seguem o cronograma previsto.

Estão previstos, ainda, R$ 2,8 milhões para o museu através do PAC Cidades Históricas. O recurso será destinado à conclusão do restauro da Casa da Hera, além de recuperação e paisagismo do parque da chácara.

“As obras seguem conforme esperado, diariamente realizamos o acompanhamento, e qualquer alteração no projeto aprovado necessita ser encaminhada ao Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), mas nada que impossibilite a tramitação normal”, explica o diretor interino do Museu Casa da Hera, Cirom Duarte.

Mesmo com obras, Casa da Hera segue aberto ao público

De acordo com o diretor, o museu segue funcionando normalmente no decorrer das obra de recuperação, que devem seguir durante todo o primeiro semestre. “Estamos em obras, porém o museu está com visitação normal, diversas atividades realizadas e as obras não atrapalham em nada”, explica.

Programa de Requalificação
A obra integra o Programa de Requalificação dos Museus do Ibram. Além do Museu Casa da Hera, estão sendo requalificados o Museu da Abolição, em Recife (PE), o Museu de Arte Religiosa e Tradicional de Cabo Frio (MART), o Museu Regional de Caeté, em Minas Gerais, o Museu Casa dos Ottoni, na cidade do Serro (MG), o Museu Lasar Segall, em São Paulo (SP), o Museu Casa de Benjamin Constant, na cidade do Rio de Janeiro (RJ), o Museu de Arte Sacra de Paraty e o Museu Forte Defensor Perpétuo, ambos na mesma cidade fluminense.

Texto e fotos: Ascom/Ibram