Reunião em Florianópolis define detalhes para reabertura do Museu Victor Meirelles

 Obra abarca restauração do sobrado luso-brasileiro do séc. XVIII onde nasceu o pintor Victor Meirelles, além da ampliação de seu prédio anexo, que terá seu espaço readequado e requalificado.


Obra abarca restauração do sobrado luso-brasileiro do séc. XVIII onde nasceu o pintor Victor Meirelles, além da ampliação de prédio anexo, que terá seu espaço readequado e requalificado.

A presidente substituta do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Eneida Braga Rocha de Lemos, e o responsável pela Diretoria de Planejamento e Gestão Interna (DPGI) do órgão, Denio Menezes da Silva, estiveram em Florianópolis (SC) na última quarta-feira (13) para tratativas sobre a entrega da obra de revitalização e ampliação do Museu Victor Meirelles.

Vinculado à rede Ibram, o museu está fechado ao público desde abril de 2016. A intervenção física abarca a restauração do sobrado luso-brasileiro onde nasceu o pintor Victor Meirelles (1832-1903), construído no final do séc. XVIII – que foi tombado em 1950 e é sede do museu desde 1952 – além da ampliação de seu prédio anexo, que terá seu espaço readequado e requalificado. A obra é realizada com recursos do PAC – Cidades Históricas sob a responsabilidade do Iphan-SC.

Pela manhã, a presidente substituta do Ibram participou de reunião na Prefeitura Municipal de Florianópolis a respeito de melhorias urbanísticas no entorno do museu. O encontro contou com a presença da superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em Santa Catarina, Liliane Janine Nizzola; da chefe da Divisão Técnica do Iphan, Regina Helena Meirelles Santiago; do diretor de planejamento do Instituto de Planejamento Urbano (IPUF), Michel Mittmann; da diretora do Museu Victor Meirelles, Lourdes Rossetto; da Técnica em Assuntos Culturais Rita Coitinho, servidora do museu; e do arquiteto responsável pela obra, Luiz Edgard Vieira Pereira.

Em seguida, os representantes do Ibram participaram de visita técnica à obra (foto). À tarde, houve encontro na sede provisória da instituição, com a presença de integrantes da Associação dos Amigos do Museu, para apresentação das mudanças pelas quais o prédio passou e planejamento dos próximos passos que garantirão a reabertura do museu.

Após a agenda, ficou confirmada a previsão de conclusão da obra para o próximo mês de abril. A reabertura do museu ao público está programada para o segundo semestre, após execução de novo projeto de mobiliário.

A obra

A obra em curso prevê a integração entre dois edifícios – o antigo sobrado luso-brasileiro, do final do século XVIII, que abriga o Museu Victor Meirelles, e o edifício adjacente, da década de 60, ampliando a área do museu de 400 para 740 metros quadrados. O museu ganhará novas salas de exposição, auditório, salas de atividades diversas, recepção, cafeteria e biblioteca, entre outros.

O espaço receberá um elevador que atenderá simultaneamente aos dois edifícios, configurando-se como elemento de ligação entre as diferentes arquiteturas. A intervenção também vai promover, na sequência, a plena acessibilidade a todos os espaços do museu e a harmonização com seu entorno, como parte de qualificação da região a finalidades turísticas e culturais.

Museu Casa de Benjamin Constant licita para obra de restauro integral

Licitação destina-se à supervisão, fiscalização e gerenciamento das obras da segunda fase da restauração integral do museu.

Licitação destina-se à supervisão, fiscalização e gerenciamento das obras da segunda fase da restauração integral do museu.

O Museu Casa de Benjamin Constant, que integra a rede Ibram no Rio de Janeiro (RJ), abriu nesta quarta-feira (9) edital para a contratação de serviços técnicos em engenharia e arquitetura consultiva.

A licitação destina-se à supervisão, fiscalização e gerenciamento das obras da segunda fase da restauração integral pela qual o museu passa neste momento, a fim de garantir que os projetos sejam executados de acordo com os termos do edital de concorrência nº 01/2018/Ibram.

A seleção será realizada na modalidade pregão eletrônico do tipo menor preço global, em regime de execução indireta. O pregão será realizado no Portal de Compras do Governo Federal (www.comprasgovernamentais.gov.br) no dia 24 de janeiro, às 10h.

A obra

As obras de restauro integral do Museu Casa de Benjamin Constant começaram no início de 2017. Localizada no bairro de Santa Teresa, a antiga residência do militar, professor e estadista Benjamin Constant (1836-1891) foi tombada como Patrimônio Histórico em 1958.

Além do imóvel histórico, o restauro integral abarca o edifício administrativo do museu e parte da vasta área verde em que a instituição está situada. A obra prevê recuperação de coberturas das edificações que compõem o conjunto arquitetônico da antiga chácara, revisão de esquadrias e de pisos e nivelamento de seu pátio central. Inclui ainda diagnósticos de caráter geológico e arqueológico sobre o terreno.

Modernização do MCHA ampliará programação cultural em Alcântara (MA)

A equipe do Museu Casa Histórica de Alcântara (MCHA/Ibram), no Maranhão, reuniu-se hoje (7) com o prefeito de Alcântara, Anderson Wilker, com o objetivo de firmar parceria para fortalecer a programação cultural da cidade – a partir do projeto em andamento de ampliação do museu.

A Praça da Matriz

Cartão postal: o sobrado do MCHA integra o conjunto arquitetônico da Praça da Matriz de Alcântara

O projeto arquitetônico para o novo MCHA, situado em sobrado do final do século XVIII na Praça da Matriz de Alcântara (MA), prevê anexação do sobrado vizinho ao museu, criando áreas para exposições temporárias e permanentes, além de auditório, cafeteria e biblioteca. O projeto deve ser entregue no final deste ano.

A intenção do museu e da prefeitura é ampliar a oferta de atividades culturais para a população da região e visitantes, mantendo assim a vocação turística da histórica cidade maranhense – fundada por portugueses em 1648.

Ampliar a frequência de exposições de artes visuais, exibição de filmes, espetáculos e cursos livres são atividades propostas, além de criar mais espaço para a participação do museu nas temporadas nacionais de eventos organizadas pelo Ibram – Semana de Museus e Primavera dos Museus.

Texto e foto: MCHA/Divulgação
Edição: Ascom/Ibram

Portaria interinstitucional cria comissão especial para a obra de Aleijadinho

Publicada hoje (18), no Diário Oficial da União, a Portaria Interinstitucional nº 1, de 14 de agosto de 2014, na qual o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), instituições vinculadas ao Ministério da Cultura (MinC), criam uma Comissão Especial de Assessoramento sobre a obra de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho (1738-1814).

Detalhe do Cristo carregando a Cruz: obra de Aleijadinho em Congonhas (MG)

Detalhe do Cristo carregando a Cruz: obra de Aleijadinho em Congonhas (MG)

O objetivo maior da comissão será subsidiar as instituições federais sobre as medidas a serem adotadas para “consolidar e promover o conhecimento e a proteção da obra do artista”, como a atualização e consolidação da bibliografia e das fontes documentais existentes; a proposição de metodologia para a produção de catálogo geral da obra de Aleijadinho; além de orientações sobre o alcance jurídico dos estudos e das medidas sugeridas, dentre outras possíveis tendo em vista a valorização e a proteção da obra do artista barroco mineiro.

A comissão será composta por três profissionais de notório reconhecimento dos temas, em especial nos aspectos histórico e artístico, tecnológico e jurídico institucional: Antonio Fernando dos Santos, Luciene Maria de Almeida Elias e Marcos Paulo de Souza Miranda.

A historiadora da arte e membro do Conselho Consultivo do Iphan, Myriam Andrade Ribeiro de Oliveira, será consultora ad hoc da Comissão, orientando os trabalhos da comissão, assim como reportando os resultados ao Conselho Consultivo do Iphan e ao Conselho do Patrimônio Museológico do Ibram.

A atuação dos membros da comissão, bem como da consultora ad hoc, será considerada prestação de “serviço público relevante” e não será remunerada. A comissão terá vigência de um ano e deverá apresentar relatórios parciais a cada três meses.

O monitoramento das atividades desenvolvidas ficará a cargo dos diretores do Departamento de Processos Museais do Ibram e do Departamento de Patrimônio Material e Fiscalização do Iphan. Caberá ainda às duas instituições arcarem com todos os custos necessários ao funcionamento da comissão, envolvendo deslocamentos, reprodução de documentos e outros, desde que devidamente justificados.

Texto: Ascom/Ibram
foto: Divulgação/Internet

Escavação no Museu de Arte Sacra revela aspectos da história de Paraty

Como parte da intervenção física em curso na instituição desde o início deste ano, o Museu de Arte Sacra de Paraty, no Rio de Janeiro (RJ), tem recebido serviços especializados de arqueologia destinados a identificar resquícios históricos da antiga Igreja de Santa Rita que abriga o museu.

As escavações arqueológicas realizadas pela empresa BMJ – através das arqueólogas Jeanne Cordeiro de Oliveira e Maria Alice Táboas, do Laboratório de Arqueologia Brasileira – já identificaram antigos alicerces e ossadas que revelam aspectos da história do prédio e da cidade de Paraty, cujo núcleo inicial está situando entre o final do século XV (1500) e meados do século XVI (1540-1560).

Escavações em Paraty: atividade arqueológica acontece devido a obras no Museu De Arte Sacra na cidade

As descobertas confirmam informações contidas em documento encontrado pelo arquiteto e museólogo Julio Cezar Neto Dantas, atual diretor do Museu de Arte Sacra de Paraty e do Museu Forte Defensor Perpétuo, na mesma cidade, no qual a Irmandade de Santa Rita da Villa de Paraty, que se reunia na igreja, pede licença para construir jazigos fora do templo católico “para sepultar seos Irmãos”, conforme o documento original.

A Irmandade, que construiu a Igreja de Santa Rita, em 1722, foi fundada por homens pardos libertos do antigo distrito de Paraty, que além de realizar no local cerimônias religiosas, possuíam o direito de ser enterrados no cemitério da Irmandade, existente até hoje ao lado do templo.

Outras feições
Os alicerces encontrados nas escavações também confirmam outras feições arquitetônicas que a igreja possuía na época da construção original, quando o templo não dispunha de torre nem columbário (câmara sepulcral).

Uma representação visual da igreja com essas características pode ser observada numa aquarela do século XIX feita pelo naturalista Jean-Baptiste Debret, na qual se registra a Baía de Paraty .

As escavações na área do Museu de Arte Sacra de Paraty deverão ser concluídas no mês de setembro. Além delas, a intervenção inclui reforma do telhado e a atualização das redes lógica (telefonia), elétrica e de segurança do prédio, a recuperação da fachada externa da igreja, da nave e da torre sineira, com reparo de todo o reboco e pintura.

O Programa de Requalificação dos Museus do Ibram prevê ainda a realização futura de escavações arqueológicas no alto do Morro da Vila Velha, onde está situado o Museu Forte Defensor Perpétuo. O local é considerado o núcleo fundacional da cidade de Paraty.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: Divulgação Museu de Arte Sacra de Paraty
Última edição: 31.7.2014

Museu de Belas Artes fecha galeria para reforma a partir de 21 de agosto

Seguindo planejamento, o Museu Nacional de Belas Artes (MNBA/Ibram) fechará, no dia 21 de agosto (terça-feira),  para o início das reformas na galeria de Arte Brasileira Moderna e Contemporânea.

Localizada no 3o piso do Museu, o espaço tem 2 mil metros quadrados de área e exibe obras de artistas como Tarsila do Amaral , Guignard, Candido Portinari,  di Cavalcanti, Pancetti, entre outros. A galeria será reaberta em novembro, com novas instalações e obras de arte em exposição.

Texto: Divulgação MNBA

Direito Autoral: MinC propõe unificação nos dados de registro de obras

O Ministério da Cultura anunciou no seminário Comunicação Digital, Conteúdos e Direitos do Autor, realizado dia 25 no auditório Petrônio Portella da Câmara dos Deputados, a proposta de criação de uma plataforma digital para registro e licença pública.

O intuito do MinC é o de que na reforma da Lei de Direito Autoral seja feita a unificação da base de dados do registro público, integrando e disponibilizando as informações para utilização pela sociedade. A medida vai permitir ao autor da obra decidir a melhor forma de gerenciamento e aplicação desses dados.

Promovido pela Frente Parlamentar Mista em Defesa da Cultura e pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação, Cultura e Esporte da Câmara, o seminário discutiu o fato de que o registro público já existente não contar com um banco de dados unificado. Para o MinC, com a unificação do registro e o processamento dos dados para acesso público, o autor terá condições de gerenciar os seus direitos sobre a obra.

É o que explica o coordenador-geral de Cultura Digital do Ministério da Cultura, José Murilo Júnior. “A ideia é que o autor faça o registro da obra mediante a aplicação de metadados que a identifiquem, e a partir daí a customização da sua licença. Poderá dizer se está protegendo completamente a sua obra ou se está liberando para determinados usos. É como uma escala que vai de 0 a 100 na qual ele tem total liberdade para definir que uso deve e pode ser feito”. Continue lendo.

Fonte: Ascom/MinC