Diretor do Museu Lasar Segall concede conferência no MoMA, em Nova York

O diretor do Museu Lasar Segall, Jorge Schwartz, será um dos conferencistas de simpósio que será promovido pelo Museu de Arte Moderna (MoMA), em Nova York (EUA), na próxima quinta-feira (28).

Organizado por ocasião da exposiçãoJoaquín Torres-García: The Arcadian Modern, em cartaz a partir de 15 de fevereiro, o simpósio reunirá artistas e acadêmicos para debater as principais obras e os temas-chave da mostra, como a busca do pintor uruguaio (1874–1949) por uma forma latino-americana de modernidade e sua influência na produção de artistas de seu tempo.

Contemporâneo do pintor, escultor e gravurista brasileiro nascido na Lituânia Lasar Segall (1891-1957), Joaquín Torres-García (foto) é considerado um dos mais importantes e complexos artistas da primeira metade do Séc. XX. Seu trabalho, conforme definido pela curadoria da exposição realizada pelo MoMA, “abriu caminhos transformadores para a arte moderna nos dois lados do Atlântico”.

A maior já realizada sobre o artista uruguaio, a exposição do MoMA traz obras produzidas entre o final do Séc. XIX aos anos 1940, incluindo desenhos, pinturas, objetos e esculturas, além de cadernos originais do artista e publicações raras.

Durante sua participação no simpósio, que será transmitido via internet, o diretor do Museu Lasar Segall, vinculado ao Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC), debaterá o tema A Modernidade do Sul com Estrella De Diego, professor de Arte Contemporânea da Universidad Complutense de Madrid (Espanha), e o pesquisador Niko Vicario, do Getty Research Institute (EUA). Saiba mais.

Diretor do Lasar Segall aborda modernidades antropofágicas no MoMA

A Semana de Arte Moderna de 1922 e o conceito de Antropofagia na cultura, criado no final da década de 1920 pelo poeta Oswald de Andrade como uma resposta à Semana, voltam à tona  em Nova Iorque (Estados Unidos).

Durante o programa Perspectivas da Arte Moderna e Contemporânea em uma Iniciativa da Era Global (tradução livre), promovido pelo Museu de Arte Moderna (MoMA), o diretor do Museu Lasar Segall, Jorge Schwartz, ministrará a palestra Estratégias curatoriais: modernidades antropofágicas, no dia 9 de outubro.

Capa da revista onde foi publicado o Manifesto Antropofágico

Capa da revista onde foi publicado o Manifesto Antropofágico em 1928

Segundo o diretor do museu, que integra a rede do Instituto Brasileiro de Museus em São Paulo, sua apresentação tem caráter retrospectivo e descreve os antecedentes da exposição Da Antropofagia a Brasília: Brasil 1920-1950,  que teve lugar no Instituto Valenciano de Arte Moderna, no ano 2000, e, dois anos mais tarde no Museu de Arte Brasileira, em São Paulo.

Em sua palestra, Schwartz também abordará estratégias curatoriais que envolveram cinco curadores associados, 700 obras pertencentes a 144 artistas e empréstimos vindos de mais de cem coleções.

“Gostaria de cotejar a exposição com iniciativas que, de alguma forma, estabelecem diálogos com o meu recorte: especialmente a Bienal da Antropofagia (24a Bienal de São Paulo, 1998) e Brazil: Body and Soul (Guggenheim, NYC, 2001-2002),” explica.

Outras referências que serão utilizadas são o catálogo bilíngue de Da Antropofagia a Brasília, a Caixa Modernista (2003) – que reúne cerca de 30 elementos importantes para o modernismo brasileiro, como livros, catálogos, fotos e documentos da Semana de 22 – e Do Amazonas a Paris (2005).

Convites
Ainda no MoMA, Jorge Schwartz estará com a curadora de fotografia Sarah Meister, que prepara uma exposição com trabalhos dos argentinos Horacio Coppola e Grete Stern para o próximo ano. Ambos os fotógrafos já tiveram suas obras expostas no Museu Lasar Segall.

O diretor também foi convidado para participar da fala de abertura da exposição Egon Schiele Portraits na Neue Galerie, ao lado de Alessandra Comini, conhecida como a maior especialista no artista austríaco. Além de palestrante, ela é curadora da exposição.

Texto: Ascom/Ibram (colaboração Museu Lasar Segall)
Imagem: Divulgação

Obra de Lasar Segall integra mostra nos EUA sobre Arte Degenerada

O quadro Eternos caminhantes, de autoria do pintor Lasar Segall (1891-1957), nascido na Lituânia e naturalizado brasileiro, é uma das atrações da mostra Degenerate Art: The Attack on Modern Art in Nazi Germany, 1937 (Arte Degenerada: o Ataque à Arte Moderna na Alemanha Nazista, 1937), que a Neue Galerie, de Nova Iorque (EUA), inaugura no dia 13 de março.

Eternos Caminhantes (1919): quadro de Segall integra exposição em Nova Iorque

O óleo sobre tela, produzido por Lasar Segall em 1919 e adquirido em 1920 pelo Museu da Cidade de Dresden, na Alemanha, foi uma das milhares de obras confiscadas pelo regime nazista de Adolf Hitler e uma das 650 expostas em Munique, em 1937, na famosa Exposição de Arte Degenerada, que pretendia desqualificar a arte moderna – tema da exposição nova-iorquina.

Da Alemanha para o Brasil
Durante a Segunda Guerra Mundial, a tela, um dos exemplos do expressionismo construtivo de Segall, permaneceu, como tantas, confinada nos depósitos oficiais alemães.

Terminado o conflito, a pintura foi localizada em uma coleção particular europeia e a pedido da viúva do artista judeu, Jenny Klabin Segall, adquirida e trazida para o Brasil em caráter definitivo. Foi incorporada ao acervo do Museu Lasar Segall/Ibram, em São Paulo (SP), em 1967.

Para esta exibição, o quadro seguiu para os Estados Unidos no dia 26 de fevereiro, acompanhado pela museóloga Pierina Camargo, do Museu Lasar Segall. “Estamos há praticamente dois anos preparando esta viagem, que tem tudo para dar certo. Segall está sendo privilegiado no elenco dos artistas que representam esta mostra”, comemorou o diretor do museu, Jorge Schwartz.

A exposição seguirá em cartaz na Neue Galerie até o dia 30 de junho. Saiba mais.

Texto: Ascom/Ibram
Imagem: Divulgação Museu Lasar Segall