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Evento debaterá desdobramentos da Abolição no MAb

18582194_1380516485329086_268400718037659322_nO Museu da Abolição (MAb/Ibram), em Recife (PE), recebe no próximo sábado (27) evento voltado ao debate e circulação de ideias em torno dos desdobramentos históricos da Lei Áurea, que foi sancionada em 1888 e aboliu a escravidão no Brasil.

Com uma programação que inclui palestras, rodas de diálogo, shows e oficinas, “Abolição para Quem? Debatendo o 13 de maio” vai abordar questões relacionadas às condições sociais da população negra no Brasil pós-abolição.

O principal objetivo é integrar movimentos sociais, estudantes, pessoas negras de diferentes faixas etárias, profissionais de diversos segmentos e todo público que tem interesse em conhecer melhor o tema e debatê-lo.

A participação no evento é gratuita, sendo exigida apenas inscrição online. O Museu da Abolição está situado à Rua Benfica, 1150 – Madalena, em Recife (PE).

Texto: Ascom/Ibram

Força-tarefa do Ibram realiza inventário do Museu Casa da Princesa em GO

Durante toda a última semana, uma força-tarefa integrada por dez servidores do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) das áreas de Museologia, História, Artes, Arquivologia e Biblioteconomia – originários de Brasília, Espírito Santo, Maranhão, Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo – esteve mobilizada para importante missão no Museu Casa da Princesa, em Pilar de Goiás (GO).

Museu Casa da Princesa/Ibram em Pilar de Goiás (GO)

Museu Casa da Princesa/Ibram em Pilar de Goiás (GO)

O objetivo do trabalho coletivo foi inventariar todo o acervo da instituição, vinculada ao Ibram, e identificar o estado de conservação dos bens culturais sob sua guarda.

O trabalho é parte de um plano de requalificação do museu, que teve obra de restauro concluída recentemente e ganhará novo projeto expográfico e programas de acervo, exposições e segurança.

Inaugurado em 1981, o Museu Casa da Princesa – também conhecido como Casa Setecentista – funciona numa antiga moradia senhorial exemplar da arquitetura civil colonial brasileira.

Seu acervo é composto por cerca de 1,2 mil itens, que incluem documentos históricos, fotografias, mobiliário, utensílios sacros, domésticos, de trabalho (engenho, mineração e tear) e também instrumentos de tortura utilizados nos casarões de fazendas goianas dos séculos XVIII, XIX e XX.

O trabalho de inventário foi iniciado na manhã da última segunda-feira (3) e tomou quatro dias completos. Os servidores mobilizados deixaram Pilar de Goiás na manhã desta sexta-feira (7) e já retornam a seus locais de origem.

“O inventário é um importante instrumento de identificação dos bens culturais musealizados, essencial para a gestão de seu acervo”, explica a museóloga Luciana Palmeira, da Coordenação de Acervo Museológico (CAMUS) do Ibram. “É uma etapa primordial para a preservação e a comunicação do acervo deste museu, realizada num grande esforço compartilhado desta equipe”.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: Museu Casa da Princesa/Divulgação

130 anos do nascimento de Villa-Lobos é comemorado com música no museu

O Museu Villa-Lobos/Ibram, no Rio de Janeiro, realiza no domingo (5), dia do nascimento de Heitor Villa-Lobos e também Dia Nacional da Música Clássica, uma série de concertos em memória de seu patrono. A programação tem início às 14h e o ingresso custa R$2,00. O Museu Villa-Lobos fica na Rua Sorocaba, 200, no bairro de Botafogo.

Villa-Lobos e sua esposa Arminda

Villa-Lobos e sua esposa Arminda em 1957 – dois anos antes de seu falecimento

Fazem parte da programação dois grupos – Orquestra Popular Tuhu e Orquestra Villa-Lobos e as Crianças – oriundos de um projeto social de educação musical nascido no Museu e apoiado pela instituição, além do Quinteto Villa-Lobos e o Quarteto Radamés Gnattali – dois dos mais importantes conjuntos de música de câmara brasileiros.

No encerramento, a soprano norte-americana radicada no Brasil Carol McDavit, acompanhada pelo pianista Flávio Augusto, apresenta um recital Villa-Lobos que servirá de abertura para o lançamento do seu livro Vozes das Américas – Encontro das culturas europeia, africana e indígena nas canções de câmara de Heitor Villa-Lobos e Aaron Copland.

Heitor Villa-Lobos
Considerado, ainda em vida, o maior compositor das Américas, Heitor Villa-Lobos compôs cerca de 1 mil obras e sua importância reside, entre outros aspectos, no fato de ter reformulado o conceito brasileiro de nacionalismo musical, tornando-se seu maior expoente.

Foi também, através de Villa-Lobos, que a música brasileira se fez representar em outros países, culminando por se universalizar. Villa-Lobos nasceu em 5 de março de 1887 e faleceu em 1959, aos 72 anos. Saiba mais na página do Museu Villa-Lobos.

Texto: Ascom Museu Villa-Lobos
Edição: Ascom Ibram

“Do asilo ao museu”: tese premiada será apresentada ao público em Brasília

O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), em Brasília (DF), recebe na terça-feira (13), o museólogo Eurípedes Gomes da Cruz Jr., reconhecido com a outorga de Menção Honrosa do Prêmio Capes de Tese 2016 na área de Ciências Sociais Aplicadas.

O convidado, que é responsável pelo setor de esculturas do Museu Nacional de Belas Artes (MNBA/Ibram), vai apresentar sua premiada tese Do asilo ao museu: ciência e arte nas coleções da loucura, resultado de nove anos de trabalho, entre mestrado e doutorado, do pesquisador, sob orientação da professora Lena Vania Ribeiro Pinheiro.

Tese de Eurípedes trata de tema inovador na museologia

Tese de Eurípedes trata de tema inovador na Museologia

A apresentação é aberta ao público, basta confirmar a presença no e-mail eventos@museus.gov.br, e acontece no auditório do Ibram (Setor Bancário Norte, Quadra 2 Bloco N – Edifício CNC III – sobreloja).

Trabalho pioneiro
Realizado junto ao Programa de Pós-Graduação em Museologia e Patrimônio da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), o trabalho, considerado pioneiro nesta seara, destaca o papel da Museologia para integrar à História da Arte parcela significativa de criadores dela excluídos, em âmbito brasileiro, por conta de marginalização social causada por diversos motivos.

“Meu foco situa-se mais nas coleções que abrigam obras de pessoas rotuladas como loucas, mas também abre indagações sobre as questões éticas trazidas pela exposição desses trabalhos e seus autores que são estendidas a outras categorias de artistas que não pertencem aos círculos estabelecidos pelo campo tradicional da arte”, explica o pesquisador.

Com extensa revisão bibliográfica – fruto de oito meses de pesquisa em bibliotecas e museus no exterior – sobre o que foi produzido acerca do assunto nos campos da Ciência e da Arte, o trabalho, que também abarca a história das primeiras exposições com esta temática realizadas no Brasil, tenciona servir de referência na indicação de pistas e fontes para os pesquisadores do campo.

No dia seguinte a palestra (14), acontece a entrega do prêmio em cerimônia na sede da Capes, também em Brasília (DF). Durante o evento, os outorgados com menção honrosa serão destacados. A tese de Eurípedes Gomes da Cruz Jr. pode ser baixada e lida, na integra, na página do Programa de Pós-Graduação em Museologia da Unirio/MAST.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: Acervo pessoal/Divulgação

Ibram dá início a contratações para restauro da Casa Histórica de Alcântara

MCHA está instalado num sobrado colonial do séc. XIX tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

MCHA está instalado num sobrado colonial do séc. XIX tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) lançou na última quarta-feira (30) edital destinado à seleção via pregão eletrônico, a acontecer no próximo dia 13, de empresa para a realização de levantamentos e projetos com foco no Museu Casa Histórica de Alcântara (MCHA), no Maranhão. A contratação será o primeiro passo para a realização de obras de restauração na unidade.

Caberá à empresa selecionada elaborar projeto executivo de restauro, projeto estrutural e projetos de instalações prediais, comunicação visual e paisagismo, que serão utilizados como base para a execução da obra de restauração do museu – instalado num sobrado colonial do séc. XIX tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

A elaboração de projeto executivo, que ficará a cargo de técnicos em Arquitetura e Engenharia, incluirá levantamento cadastral, mapeamento de danos e projeto de intervenção, além de projetos complementares. A ideia é que o restauro compatibilize o prédio às necessidades atuais do MCHA, inclusive quanto à atualização tecnológica, respeitando os critérios de intervenção mínima previstos no tombamento do imóvel.

A obra incluirá intervenção física no interior, fachada e cobertura do edifício e em suas instalações de energia, iluminação, telefonia, segurança, hidráulicas e sanitárias, além da execução de novos projetos de prevenção e combate a incêndio, sinalização, paisagístico, luminotécnico e expográfico. O prazo previsto para a realização dos levantamentos e projetos é de 180 dias.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: MCHA/Divulgação

Museu do Banco do Brasil abre ao público amanhã (12) em Brasília

Acervos do Brasil: história, cultura e cidadania é a exposição que marca a abertura do Museu do Banco do Brasil neste dia 12 de outubro, em Brasília (DF).

Athos Bulcão, Volpi e

Obras de Athos Bulcão, Volpi e Rubem Valentim integram o acervo do novo museu em Brasília

Celebrando os 208 anos de fundação da instituição, o espaço de 12 mil m², que ocupa agora o mesmo edifício do Centro Cultural Banco do Brasil na capital federal, apresenta ao público documentos de valor histórico, cédulas, moedas, equipamentos e mobiliário. Há também peças de artes decorativas, pinturas, gravuras e esculturas.

Diversidade de coleções
O acervo do novo museu conta com 1,1 mil obras na coleção de artes visuais e decorativas; 727 nomes de artistas com obras registradas; 35 mil itens de valor histórico; mais de 16 mil títulos de livros; 20 mil registros fotográficos e audiovisuais e 5 mil dossiês documentais de valor histórico.

A primeira mostra está dividida em dois módulos: História, e Cultura e Cidadania. O módulo histórico traz peças ligadas às atividades nas dependências do Banco do Brasil.  Há ainda uma instalação em homenagem aos trabalhadores da instituição nestes dois séculos – que, atualmente, conta com 109 mil funcionários.

Já o módulo Cultura e Cidadania apresenta ao público parte do acervo de arte nacional: pinturas, gravuras e esculturas públicas de grandes dimensões, abrangendo múltiplas expressões da arte brasileira do século 20, em especial da produção realizada entre as décadas de 1940 e 1980 – indo do Modernismo ao Abstracionismo.

No dia da abertura (12), a exposição poderá ser visitada das 10h às 19h. A partir do dia 13, o horário passa a ser das 13h às 19h, de quarta a segunda-feira. Mais informações pelo telefone (61) 3108.7600. Saiba mais.

Fonte/foto: Divulgação BB
Texto: Ascom/Ibram

Museus, Memórias e Economia da Cultura é tema da 10ª Primavera

Museus, Memórias e Economia da Cultura é o tema da 10ª Primavera dos Museus, que acontece entre os dias 19 a 25 de setembro. As instituições interessadas em participar da temporada de eventos já podem se inscrever, no site do Ibram. As inscrições vão até 22 de agosto.

Os museus desempenham um importante papel social. O foco tradicional na coleta,  preservação e educação tem-se alargado, o que possibilita ressaltar suas potencialidades de interação com a comunidade. Sob essa perspectiva, os museus se tornam espaços de trocas e construções socioculturais, tanto com seus públicos quanto com seu entorno.

Em seu relacionamento com os visitantes, as instituições museais realizam trocas simbólicas, culturais, de saberes e de experiências. Por meio desse processo dialógico, que também envolve ouvir e entender as necessidades de seus públicos, é possível proporcionar experiências de ressignificação do olhar sobre as questões humanas, capazes de fortalecer a atuação do indivíduo na sociedade e o senso de pertencimento cultural.

Além das parcerias sociais, as trocas também podem estabelecer relações de dimensão econômica. Ao atuar como centro gravitacional de atração de público e da vida ao redor dos espaços de sua localização, os museus tendem a incorporar a prática de ampliação das ações no seu entorno, contribuindo para a dinamização da cadeia produtiva da cultura de modo sustentável.

Os museus possuem um significativo potencial de contribuição para o desenvolvimento sustentável. Suas múltiplas atividades geram trabalho, emprego, renda, estimulam o turismo e incentivam as atividades econômicas do local onde está instalado. Em muitas situações, eles têm integrado projetos de requalificação e revitalização urbana, bem como de fortalecimento comunitário.

Os museus são instituições ativas na circulação de riquezas, sejam elas saberes, bens ou serviços. Suas relações econômicas não existem isoladamente, mas coexistem com outras formas de trocas, uma vez que faz parte da condição humana interagir e compartilhar com o outro. Assim, o tema da 10ª edição da Primavera dos Museus faz um convite à reflexão do papel dos museus nessa perspectiva, ou seja, como agentes fundamentais da economia da cultura.

Pontos de Memória promove oficina sobre Museu, Memória e Cultura Afro-Brasileira

O Programa Pontos de Memória promoveu na última semana, em Brasília (DF), a oficina Museu, Memória e Cultura Afro-Brasileira. Voltada para iniciativas de museologia social focadas nesta temática, a oficina, que aconteceu no auditório do edifício-sede do Ibram, teve como objetivo abordar questões contemporâneas com ênfase na função social dos museus e sua interface com a história e cultura africanas e de sua diáspora.

Com carga horária de 32 horas, a programação foi desenvolvida entre a última terça-feira (26) e  sexta-feira (29) e contou com conferência de abertura sobre o tema central, ministrada pelo Prof. Dr. Marcelo Bernardo da Cunha, do Departamento de Museologia da UFBA, e mesa redonda sobre o tema Patrimônio Cultural Afro-brasileiro, com a participação de representantes da Fundação Palmares, Iphan, Colegiado Setorial de Culturas Afro-brasileiras do MinC e do curso de Museologia da Universidade de Brasília (UnB).

Ministrada pela museóloga Maristela Simão, a oficina abordou temas como História, Cultura e Patrimônio Afro-Brasileiro, Políticas Públicas, Fomentos e População Negra no Brasil e Inventário Participativo, além de exercícios voltados à elaboração de planos de ação e projetos de expografia. Também foi discutida na oportunidade a construção de Rede de Memória Afro.

Memória e especificidades - Para Giane Vargas Escobar, idealizadora do Museu Comunitário Treze de Maio, em Santa Maria (RS), a oficina contribuiu para o fortalecimento de uma política pública de memória voltada às especificidades das comunidades afro-brasileiras.

“A memória tem importância essencial para a construção e reconstrução das identidades negras no Brasil e esse encontro é de extrema riqueza para que as iniciativas que atuam neste campo possam se reconhecer e ter dimensão do significado do trabalho que realizam no cenário nacional”, explica.

De acordo com a coordenadora de Museologia Social e Educação do Ibram, Cinthia Oliveira, a ideia é que os conteúdos abordados na oficina continuem a ser desenvolvidos em ambiente virtual através da recém-criada plataforma de formação Saber Museu. O Programa Pontos de Memória já tem outra oficina agendada, para o final de maio, com o tema Museu Memória, e Cultura Indígena.

Rio 450: MHN recebe exposição sobre calçadas de pedras portuguesas

Vista aérea de trecho do Calçadão de Copacabana

Vista aérea de trecho atual do Calçadão de Copacabana

A partir de 12 de junho, chega ao Museu Histórico Nacional (MHN/Ibram), no Rio de Janeiro (RJ), a versão ampliada da exposição Tatuagens urbanas e o imaginário carioca, que passou anteriormente por Recife (PE) e Belo Horizonte (MG), em 2011, e obteve sucesso junto ao público.

Como parte das celebrações dos 450 anos da cidade do Rio, a prefeitura do Rio e o Comitê Rio450, apresentam, até 1º de agosto, a arte portuguesa de se fazer calçadas desenhadas, popularmente conhecida como “calçadas de pedras portuguesas”: pavimentação que se utiliza de mosaicos de calcário em sua estrutura e cujos desenhos ganharam as ruas de cidades europeias e brasileiras.

A capital fluminense possui 1,218 milhões de metros quadrados de calçamento em pedras portuguesas, sendo os mais emblemáticos o canteiro central da orla de Copacabana, projetado pelo paisagista e arquiteto Burle Marx (1909-1994), e o Calçadão de Copacabana – cuja imagem é reconhecida em todo mundo.

Parcerias e obras originais
“Através de acervos de Instituições de Portugal e do Brasil apresentamos telas, desenhos, fotos e moldes que formam um conjunto expositivo da maior relevância para se conhecer o tema proposto: as calçadas portuguesas”, explica a pesquisadora e produtora cultural Renata Lima, coordenadora do projeto e autora do livro Tapetes de pedra, que inspira a exposição.

“A parceria com a Câmara de Lisboa nos possibilitou empréstimos de obras originais, verdadeiros tesouros do patrimônio urbano”, comenta. Além de fotografias de várias épocas impressas no livro, novas fotos aéreas das calçadas da cidade, feitas por Bruno Veiga, também estarão expostas no MHN, bem como documentos e estrutura multimídia.

A orla de Copacabana ainda no começo do século XX

A orla de Copacabana ainda no começo do século XX

A exposição está dividida em três módulos: um recorte Histórico, com acervos de instituições como o Museu da Cidade de Lisboa, Museu da Cidade e Museus Castro Maya/Ibram, além de registros relacionados aos calçadões de Copacabana e Ipanema, que tem curadoria de Solange Godoy.

Já o módulo Calceteiro conta com acervo do Museu dos Moldes de Lisboa, além de fotografias e filmes de várias épocas.

E o terceiro módulo, Imaginário Carioca, reúne objetos inspirados nas calçadas do Rio de janeiro e revela como o carioca se apropriou dessa marca registrada da cidade no design de jóias, mobiliário, obras de arte, moda etc.

As peças foram reunidas por Didi Resende, responsável pela curadoria do módulo, ao lado da jornalista Lenora de Vasconcellos. A cenografia da exposição leva a assinatura de Daniela Thomas e Felipe Tassara.

Como construir calçadas
Em paralelo à exposição, o projeto vai discutir a importância da conservação e adaptação das calçadas aos novos padrões de mobilidade e acessibilidade urbanas, além de formar novos calceteiros, através de seminários e oficinas especializadas.

A partir do dia 15 de junho, o Curso de Qualificação de Mestres Calceteiros incluirá aulas com mestres que trabalham na Prefeitura de Lisboa, que ensinarão a técnica do calçamento em pedras portuguesas.

As formas geométricas destacam-se nas calçadas cariocas

As formas geométricas destacam-se nas calçadas cariocas

O objetivo da Prefeitura com esse curso de especialização é reciclar o grupo de calceteiros e garantir a qualidade do assentamento de pisos em pedra portuguesa na cidade.

Ao final do curso, os calceteiros formados serão responsáveis pela construção de novas calçadas, a partir de desenhos selecionados através de um concurso realizado na Escola de Artes do Parque Lage.

Já o Seminário Calçadas Públicas acontece no dia 23 de junho, no Auditório do Museu Histórico Nacional, em três mesas de debate das quais participam, entre outros convidados, Pedro Home de Gouveia, coordenador da Equipe do Plano de Acessibilidade Pedonal de Lisboa; Washington Fajardo, Presidente do Instituto Estadual do Patrimônio Cultural (Inepac), e Marcus Belchior, secretário municipal de Conservação e Serviços Públicos. O seminário é gratuito é aberto ao público.

O Museu Histórico Nacional está localizado na Praça Marechal Âncora (próximo à Praça XV), no centro do Rio. Está aberto ao público de terça a sexta-feira, das 10h às 17h30, e aos sábados, domingos e feriados, das 14h às 18h.

O ingresso custa R$ 8, sendo a entrada gratuita aos domingos. Saiba quem está isento de pagamento, ou paga meia entrada, na seção Informações Serviços no sítio web do museu.

Texto: Divulgação MHN
Edição: Ascom/Ibram
Fotos: Bruno Veiga (1 e 3)/Augusto Malta (2)

MinC e GDF formalizam transferência de terreno para o futuro MNMAfro

O ministro da Cultura, Juca Ferreira, e o governador do Distrito Federal (DF), Rodrigo Rollemberg, formalizaram ontem (10), em Brasília, a transferência de terreno para a construção do Parque Mandela e o lançamento do concurso internacional para o projeto arquitetônico do Museu Nacional da Memória Afrobrasileira (MNMAfro).

Juca Ferreira ao lado de Rodrigo Rollemberg (centro). Eneida Braga representou o Ibram

Juca Ferreira ao lado de Rodrigo Rollemberg (centro). Eneida Braga representou o Ibram

O governador do DF garantiu ao ministro a transferência do terreno, que estava prevista desde a gestão passada, mas que ainda não havia sido concluída.

O local escolhido fica ao lado da Ponte JK, às margens do Lago Paranoá – um dos cartões postais da cidade.

“O museu complementa o processo de afirmação de Brasília como capital cultural do Brasil. Então, é um passo importante que demos aqui”, afirmou Ferreira.

“O processo da discussão deste parque  já foi dado, inclusive, com a participação da comunidade de Brasília. A área já estava determinada. A parte administrativa e a jurídica já estavam concluídas e, hoje, fechamos politicamente”, concluiu.

Concurso e centro de referência
Com a transferência do terreno de 65 mil metros quadrados pela Terracap (Agência de Desenvolvimento do Distrito Federal) para a União, o edital do concurso, que está a cargo do Instituto dos Arquitetos do Brasil (IAB-DF), poderá ser aberto para a participação de arquitetos de todo o mundo. A previsão é que o edital seja lançado no próximo dia 21 de abril – data em que se comemora o 55º aniversário da capital federal.

Os profissionais terão como base o termo de referência desenvolvido pela Fundação Cultural Palmares em conjunto com o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e Fundação Casa de Rui Barbosa – entidades vinculadas ao Ministério da Cultura – e integrantes da comunidade onde o parque e o museu serão instalados.

A ideia do museu é ser um centro de referência da cultura negra, onde o visitante poderá, por meio do uso de tecnologia e interatividade, conhecer a trajetória dos povos afrodescendentes no Brasil e, efetivamente, reconhecer a sua importância na construção da identidade cultural do país.

O espaço também será destinado para pesquisa e atividades educacionais, reunindo patrimônios material (peças de museus públicos e privados e de coleções particulares) e imaterial (danças, brincadeiras, tradições orais), além de objetos que mostrem a trajetória da população negra, que, atualmente, corresponde a mais de 50% dos brasileiros. Continue lendo.

Texto: Ascom/MinC
Edição: Ascom/Ibram
Foto: Janine Moraes/MinC

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