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Receita notificará Ibram sobre bens abandonados com valor cultural

Escultura apreendida pela Receita integra o acervo do Museu da Abolição/Ibram desde 2012

A Secretaria da Receita Federal do Brasil (RFB) deverá notificar o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) sobre a disponibilidade de mercadoria abandonada, entregue à Fazenda Nacional ou objeto de pena de perdimento, quando houver indícios de que se trate de bem de valor cultural, artístico ou histórico.

Os procedimentos a serem adotados nestes casos foram dispostos em Portaria Interministerial, dos ministérios da Fazenda e da Cultura, publicada no Diário Oficial da União (DOU) no dia 19 dezembro.

Segundo a portaria, a RFB notificará o instituto sobre a existência do bem, permitindo o acesso de técnicos para fins de vistoria.

O Ibram deverá se manifestar quanto ao interesse na incorporação do bem no prazo de 45 dias, contados da data da notificação, prorrogável uma única vez por igual período.

A ausência de manifestação do Ibram no prazo de 45 dias ou, caso solicitada a prorrogação, configura-se desinteresse na destinação do bem, liberando a mercadoria para outra destinação.

As informações relativas às mercadorias objeto de notificação ficarão restritas aos envolvidos nos procedimentos de que trata a portaria, até a sua retirada do depósito. Confira o documento na íntegra.

Lei anterior
Em 2013, a presidenta Dilma Rousseff sancionou a Lei nº 12.840, que dispõe sobre a destinação de bens de valor cultural, artístico ou histórico apreendidos pela Receita Federal, cedidos à União como pagamento de dívidas ou que tenham sido abandonados, aos museus brasileiros.

A guarda e a administração de bens deste tipo poderão ser concedidas a museus federais, estaduais ou municipais – tendo as instituições museológicas federais preferência. O Conselho Consultivo do Patrimônio Museológico do Ibram será ouvido previamente sobre a conveniência de se destinar determinado bem a museus. Saiba mais.

Trabalho do artista brasileiro Sérgio Camargo também será exposta no MNBA

Obras no MNBA
Em 2012, o Museu da Abolição, que integra a rede de museus Ibram em Recife (PE), recebeu pela primeira vez uma obra de arte apreendida pela Receita Federal em aeroporto de São Paulo: a escultura Samburu Dance I, da artista holandesa Marianne Houtkamp.

Outro resultado da parceria entre a Receita Federal e o Ibram poderá ser conferido gratuitamente pelo público a partir do dia 13, no Museu Nacional de Belas Artes/Ibram, no Rio, quando o museu vai receber oficialmente 20 obras apreendidas e que serão exibidas temporariamente na exposição Apreensões e Objetos do desejo: obras doadas pela Receita Federal ao MNBA.

O museu estava como fiel depositário das obras desde sua apreensão, em abril do ano passado, com o objetivo de mantê-las preservadas até o encerramento legal do processo de perdimento. O lote traz obras de artistas nacionais, como Beatriz Milhazes e Cildo Meireles, e estrangeiros, como Anish Kapoor e Antony Gormley.

Texto: Ascom/Ibram
Fotos: Divulgação

Museu Nacional de Belas Artes lança livro sobre Coleção Portinari no Rio

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Estudo para retrato de Thaís Mello Lima de Portinari

Detentor do maior acervo público de obras do artista Cândido Portinari (1903-1962), o Museu Nacional de Belas Artes (MNBA/Ibram), no Rio de Janeiro (RJ), lança nesta quinta-feira (18), o livro Coleção Portinari: Museu Nacional de Belas Artes, que apresenta uma seleção dos 243 itens que integram o conjunto preservado pela instituição.

A publicação traz reproduções de cerca de 140 obras, acompanhada de textos históricos e críticos de João Candido Portinari, Ferreira Gullar, Anna Letycia Quadros, Pedro Martins Caldas Xexéo, Amandio Miguel dos Santos, Daniela Matera Lins Gomes e Israel Pedrosa.

O livro traz ainda diversas fotografias sobre o artista, uma cronologia organizada por Cristal Proença e a relação das obras que compõem o acervo do museu.

A seleção contempla o lote de 222 itens doados ao MNBA, no ano passado, pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), além de obras como Café, A Primeira Missa no Brasil e Retrato de Yedda Ovalle Schmidt, que já integravam o acervo do museu.

Raridades
Entre as obras doadas pela Finep, que pertenciam ao acervo deixado pelo pintor para seu filho João Candido, há diversos retratos a óleo e sobre papel, preciosos estudos e esboços de obras renomadas, como os painéis para o Palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro, e pouco mais de 40 matrizes de gravuras, muitas das quais produzidas para serem ilustrações de livros – como os da Coleção Cem Bibliófilos, idealizada por Raymundo Castro Maya.

Com coordenação editorial da Artepadilla e do Museu Nacional de Belas Artes, e projeto gráfico da Contra Capa, o livro contou com patrocínio da Finep e da empresa Piraquê, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, e com o apoio institucional do Consulado da Itália no Rio de Janeiro, da Embaixada da Itália no Brasil e do Instituto Italiano de Cultura.

O lançamento acontece a partir das 18h no MNBA, situado na Av. Rio Branco, 199. Na ocasião, serão postos à venda 200 exemplares do livro, que tem 256 páginas e poderá ser adquirido por R$ 80.

Texto: Ascom/Ibram
Imagem: Divulgação MNBA

Museu Nacional de Belas Artes recebe recursos do PAC para modernização

No dia 29 (quarta-feira), às 11h, o Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), que integra a rede do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) no Rio de Janeiro (RJ), realiza uma cerimônia para o lançamento do Projeto de Modernização do MNBA – fase 2.

Restauração da obra de Pallière no MNBA

Participam da solenidade o presidente do Ibram, Angelo Oswaldo, a presidenta do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Jurema Machado, dentre outras autoridades.

Com recursos do Plano de Aceleração do Crescimento das Cidades Históricas (PACCH), o projeto abarca 10 ações que somam recursos no valor total de R$ 20 milhões. O prazo de execução das obras, que deverão empregar cerca de 500 pessoas, é de três anos.

Entre os destaques estão a restauração da fachada da rua Heitor de Mello e “adoção” da via; a requalificação e ocupação das cúpulas do quinto andar do museu, com instalação de área para arte contemporânea e bistrô; e a decapagem do hall de entrada, voltando a exibir a pintura original.

Entre as obras já em andamento está a restauração da tela Alegoria às Artes, de Léon Pallière (1823-1887). Considerada a obra-prima do pintor,  realizada em 1855, tem dimensões de 2,97m X 4,10m e adornava o teto da antiga Academia Imperial de Belas Artes, que antecedeu a Escola Nacional de Belas Artes e o atual MNBA.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: Divulgação MNBA

Parceria: Museu do Louvre quer realizar exposições no Brasil

A relação entre França e Brasil deve ser ampliada no campo das artes após a visita ao país, na última semana, de uma delegação do Museu do Louvre com o propósito de estabelecer parcerias e detectar espaços capazes de receber exposições. O Louvre foi o museu de arte mais frequentado do mundo em 2013, com mais de 9,3 milhões de visitantes, segundo a publicação The Art Newspaper.

Delegação Louvre

Delegação do Louvre esteve no Brasil na última semana e reuniu-se com o presidente do Ibram (ao fundo)

Formada por Alberto Vial, Conselheiro Diplomático, o curador Pascal Torres, Sophie Kammerer, Chefe de Serviço de Consultoria, e a diretora de Programação Cultural,  Aline François, a equipe fez visitas técnicas a todas as unidades do Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), localizadas em Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo.

Na sexta (10), o presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Angelo Oswaldo, recebeu a delegação em Brasília. “Vamos organizar em 2015 um seminário para discutir temas importantes da museologia contemporânea, como gestão de riscos, arquitetura e museografia, por exemplo”, citou Oswaldo.

“O museu tem uma expertise reconhecida em todo o mundo e, certamente, este conhecimento será importante para os museus brasileiros”. Além disso, Angelo Oswaldo destaca ainda essa aproximação com o Brasil como uma ponte do museu francês com o espaço ibero-americano por meio do Programa Ibermuseus – cuja presidência é do Brasil até 2015.

Escola do Louvre
Em 2012, o Ibram estabeleceu com a Escola do Louvre um convênio voltado ao aperfeiçoamento de profissionais por meio de intercâmbio. Ano passado, as três primeiras brasileiras selecionadas em chamada pública participaram do Seminário Internacional de Verão de Museologia da Escola do Louvre (Siem) e fizeram ainda estágio em museus franceses.

Museu Nacional de Belas Artes integra a rede Ibram no Rio

O Museu Nacional de Belas Artes integra a rede Ibram no Rio

Agora chegou a vez das francesas no Brasil. Nos últimos três meses, Caroline Giecold, Maxime Porto e Sophie Hermann acompanharam, respectivamente, o dia a dia nos Museu Histórico Nacional (MHN), Museu de Arte do Rio (MAR) e Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), todos no Rio.

As duas primeiras já retornaram à França e Sophie Hermann permanece até domingo (19). Segundo ela, a experiência brasileira foi muito interessante em vários aspectos.

“Na Europa, é tudo linear [no campo das artes]; aqui, há núcleos de pensamento, pontos de vista. O que mais me chamou a atenção foi a grande diversidade na maneira de pensar a história da arte,” conta a estudante que, com esta experiência, conclui o seu curso na Escola do Louvre.

Para a coordenadora-técnica do Ibram no MNBA, Daniela Matera, a estudante se empenhou em entender a arte brasileira contemporânea, “que chama bastante atenção lá fora”, e se encantou com a história da arte brasileira. “Eu daria nota 10 para a sua atuação e acredito ainda que conseguimos contribuir para a formação dela”, finaliza Matera.

Texto e fotos: Ascom/Ibram

MNBA recebe artigos para a próxima edição de anuário até 30 de novembro

Primeiro volume do Anuário MNBA, publicado em 2009

Primeiro volume da nova fase do Anuário MNBA, publicado em 2009

O Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), localizado no Rio de Janeiro (RJ), está com chamada pública aberta para receber artigos de colaboradores para o volume 3 do Anuário do MNBA.

A publicação será dedicada ao centenário de nascimento do professor, pesquisador e arquiteto Donato Mello Junior, que muito contribuiu para a documentação do acervo do museu.

Serão aceitos trabalhos com temas relacionados a Museus e Patrimônio; História e Crítica da Arte; Conservação e Tecnologia; Educação Patrimonial e Memória.

Os textos devem ser escritos com fonte Arial, espaçamento simples, corpo 12, e devem ter entre cinco e 10 laudas, com até cinco imagens, além de resumo em inglês.

O prazo para envio dos textos é 30 de novembro e a equipe do MNBA divulgará os selecionados até 10 de dezembro. Os trabalhos devem ser enviados para três correios eletrônicos: ana.silva@museus.gov.br, amandio.santos@mnba.gov.br e coordenacaocomunicacao@mnba.gov.br.

Aniversário
A chamada pública dos trabalhos faz parte de uma série de eventos que integrarão as comemorações dos 78 anos de existência do MNBA – cuja data oficial é 13 de janeiro de 2015.

São Caetano de Tiene: pintura de autor desconhecido, adquirida em 1874, integra o acervo do MNBA

São Caetano de Tiene: pintura de autor desconhecido, adquirida em 1874, integra o acervo do MNBA

Para organizar as atividades comemorativas foi constituído, no dia 10 de setembro, um grupo de trabalho, coordenado pelo servidor Amândio Miguel dos Santos.

Ele poderá convocar outros técnicos do quadro do Museu Nacional de Belas Artes para participar da organização, além dos servidores que já fazem parte da equipe atual. Na próxima semana, o grupo se reunirá para definir tarefas e cronogramas relacionados às comemorações dos 78 anos do museu.

O acervo do MNBA teve origem no conjunto de obras de arte trazido por D. João VI de Portugal, em 1808, ampliado alguns anos mais tarde com a coleção reunida por Joachin Lebreton, que chefiou a chamada Missão Artística Francesa, formando uma das mais importantes pinacotecas do país. Este núcleo original foi enriquecido com importantes incorporações ao longo do século XIX e início do século XX.

Com a construção da nova sede da Escola Nacional de Belas Artes, em 1908, projeto do arquiteto Moralles de los Rios, este acervo passou a ocupar parte do novo prédio, sendo o museu criado oficialmente em 13 de janeiro de 1937.

Texto e fotos: Divulgação MNBA

MNBA abre mostra com obras restauradas de Candido Portinari

65 obras restauradas do pintor Candido Portinari (1903-1962) poderão ser vistas pelo público no Museu Nacional de Belas Artes (MNBA/Ibram), localizado no centro do Rio de Janeiro, a partir do dia 2 de julho, com entrada franca.

Estudo para retrato de Thaís Melo

Estudo para retrato de Thaís Mello Lima de Portinari

A exposição Candido Portinari doação Finep  traz 65 quadros restaurados do pintor que fazem parte das 222 obras doadas ao museu em janeiro deste ano pela Financiadora de Estudos e Projetos (hoje Finep – Inovação e Pesquisa), quando o MNBA comemorou 77 anos.

A exposição, que tem abertura no dia primeiro de julho, às 19h, está montada em quatro núcleos temáticos: Retratos, Social, Religioso e Ilustração, onde há trabalhos, por exemplo, realizados para ilustrar livros de Machado de Assis (O alienista e Memórias póstumas de Braz Cubas, por exemplo).

Até 14 de setembro, também serão exibidos os estudos e desenhos para murais da Igreja de São Francisco de Assis, situada na Pampulha, em Belo Horizonte (MG), e projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer.

Outros destaques da mostra são os trabalhos para os ciclos econômicos dos painéis do Palácio Gustavo Capanema, no Rio de Janeiro, e para jogos infantis, assim como as matrizes de gravuras de personagens históricos, como o inconfidente Tiradentes.

Doação e recorde
As 222 obras do artista agregadas ao acervo do MNBA, que conta com mais de cinco mil obras espalhadas pelo mundo, se deu graças à doação da Finep. Com o aporte, o museu passou a ser a instituição museológica com maior número de obras de Portinari, somando 243 itens do artista nascido em Brodowski (SP).

Nesta conta, incluem-se outros trabalhos que já pertenciam ao acervo do museu, como as obras Café, retrato de Olegário Mariano, além da tela Primeira Missa no Brasil, pintada em 1948, no Uruguai, e adquirida, em janeiro de 2013, pelo Ministério de Cultura (MinC). Saiba mais sobre o MNBA.

Texto e imagem: Divulgação MNBA
Edição: Ascom/Ibram
Última atualização: 7.7.2014

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Obras de museus Ibram integram exposição de Portinari na França

Embarcou nesta quinta-feira (1º), rumo a Paris (França), um conjunto de obras pertencentes aos acervos do Museu Nacional de Belas Artes (MNBA) e das duas unidades que formam os Museus Castro Maya – todos vinculados ao Instituto Brasileiro de Museus (Ibram).

As obras irão compor a exposição Guerre et Paix, de Portinari: un chef-d’œuvre brésilien pour l’ONU (Guerra e Paz, de Portinari: uma obra-prima brasileira para a ONU), que será inaugurada na quarta-feira (7), no Grand Palais de Beaux-Arts, na capital francesa.

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37 estudos preparatórios para os painéis “Guerra e Paz”, produzidos por Portinari, serão exibidos

A exposição marca o início da itinerância internacional do projeto, que oferece a oportunidade rara de ver de perto os dois painéis concebidos por Cândido Portinari (1903-1962) nos anos 1950 como doação do governo brasileiro à sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque (EUA).

Esboços e montagem
Instalados no hall de entrada da Assembleia Geral da ONU – local fechado ao público – em 1957, os dois painéis medem 14m x 10m e foram produzidos em nove meses de trabalho após quatro anos de estudos preparatórios, durante os quais Portinari produziu cerca de 180 esboços. Sob a guarda do MNBA e dos Museus Castro Maya, 37 deles serão exibidos na mostra.

Realizada a partir de entendimento firmado em dezembro de 2012 pela presidenta do Brasil, Dilma Rousseff, e pelo presidente da França, François Hollande, a exposição já está em estágio avançado de montagem. Os dois painéis de Portinari já se integram às estruturas do Grand Palais, um dos espaços expositivos mais visitados da capital francesa.

“Será uma grande honra para o Museu Nacional de Belas Artes participar com parte do seu acervo da mostra, em Paris. Esta ação requalifica os nossos acervos internacionalmente”, celebrou a diretora do museu, Mônica Xexéo. Funcionários do MNBA e dos Museus Castro Maya acompanharam todo o embarque e percurso das obras até o local da exibição.

Itinerância
A exibição dos painéis Guerra e Paz e parte de seus estudos preparatórios na Europa acontece quatro anos após o início da itinerância nacional do projeto, que passou por Rio de Janeiro (RJ) – onde além de exibidos, os painéis passaram por restauro aberto à visitação pública –, São Paulo (SP) e Belo Horizonte (MG), atraindo sempre grande visitação.

Além dos painéis e dos esboços, a exposição exibirá conteúdo audiovisual através do Carroussel Raisonné, sistema de projeções com tecnologia inovadora que oferece uma visão completado trabalho de Candido Portinari. A mostra ainda apresenta uma sala de projeção onde são mostrados vídeos do acervo do Projeto Portinari e uma videoprojeção feita sobre os painéis evidenciando a gênese da obra.

O presidente do Ibram, Angelo Oswaldo, e a ministra da Cultura, Marta Suplicy, que cumprem missão oficial na França entre os dias 3 e 9 de maio, participarão da inauguração da mostra, que tem entrada gratuita e segue em cartaz até 9 de junho. Ao final da itinerância internacional, os painéis serão devolvidos à sede da ONU em grande evento intitulado The Second Unveiling. Saiba mais sobre a exposição.

Texto: Ascom/Ibram
Imagens: Divulgação

Museu Nacional de Belas Artes recebe novas doações para acervo

O Museu Nacional de Belas Artes (MNBA/Ibram), no Rio de Janeiro (RJ), recebeu recentemente duas doações raras para seu acervo, relacionadas à vida e obra dos pintores brasileiros Georgina de Albuquerque (1885-1962) e Lucílio de Albuquerque (1877-1939).

Retrato de Georgina por Lucílio, realizado em 1907

Retrato de Georgina por Lucílio, realizado em 1907 – hoje na Pinacoteca de SP

Foram doados ao museu, por um dos netos do casal, dois pequenos cadernos de apontamento das aulas de Lucílio de Albuquerque, em Paris, com Eugène Grasset, artista suíço considerado pioneiro da estética Art Noveau. O museu recebeu também dois desenhos de Georgina de Albuquerque – o acervo do MNBA não possuía, até então, nenhum desenho da artista.

Georgina e Lucílio de Albuquerque foram ambos alunos da Escola Nacional de Belas Artes, onde se conheceram. Mais tarde, Georgina de Albuquerque se tornaria professora na mesma escola. São considerados destaques na pintura figurativa brasileira, tendo sua extensa obra sido influenciada por diversos movimentos artísticos ao longo de décadas de produção.

Os itens doados estão sendo analisados pelo Comitê de Políticas de Aquisição de obras de arte do MNBA e pelos técnicos e curadores do museu, e em breve estarão disponíveis para os pesquisadores.

Tomie Ohtake
Em março, o Museu Nacional de Belas Artes já havia recebido da artista plástica japonesa naturalizada brasileira Tomie Ohtake a doação de um quadro de sua autoria para o acervo do museu.

A tela sem título – que tem dimensões de 1,40 de altura por 3,30 metros de largura – foi produzida em 2013 e doada ao MNBA como forma de agradecimento pelo empréstimo de obras para uma exposição organizada pelo Instituto Tomie Ohtake em comemoração aos 100 anos da artista.

Texto: Ascom/Ibram
Imagem: Divulgação/Internet

MNBA conclui restauro de escultura de Rodolfo Bernardelli

Após três meses de trabalho, o Museu nacional de Belas Artes (MNBA/Ibram), no Rio de Janeiro (RJ), concluiu a restauração da escultura Música, do artista mexicano naturalizado brasileiro Rodolfo Bernardelli (1852-1931).

Após restauro, escultura de Bernardelli poderá ser vista no RJ durante a Copa do Mundo 2014

A peça, que integra o acervo do MNBA, data do início do século 20 e durante décadas ficou exibida ao ar livre na Rua Heitor de Mello, na Cinelândia, de onde foi retirada para restauro em outubro passado.

A escultura foi concebida por Bernardelli como parte de uma série destinada a coroar as fachadas frontal e laterais do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, inaugurado em 1909, que inclui alegorias às artes do espetáculo: tragédia, comédia, música, poesia, dança e canto.

Exposição na Copa
Música foi uma das obras produzidas como parte da reformulação urbanística que, a partir de 1903, deu um ‘ar parisiense’ à então capital do Brasil – que, além do Teatro Municipal, incluiu a construção da Biblioteca Nacional e da Escola Nacional de Belas Artes, com sua pinacoteca – hoje Museu Nacional de Belas Artes.

De acordo com o restaurador João Batista Teixeira, a escultura, que foi elaborada em concreto e possui 2,1 m de comprimento, sofreu rachaduras em sua parte inferior devido às trepidações causadas pelo intenso fluxo de veículos na região onde se encontrava.

Com as características originais recuperadas, a obra vai ganhar, durante o período da Copa do Mundo, uma exposição que mostrará todo o minucioso trabalho realizado para seu restauro.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: Divulgação MNBA

Ministra da Cultura participa das comemorações dos 77 anos do MNBA

Nesta segunda-feira (13), a Ministra da Cultura, Marta Suplicy e o presidente do Ibram, Angelo Oswaldo, participaram da celebração dos 77 anos de criação do Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), no Rio de Janeiro.

O evento contou com a premiação dos agraciados no Prêmio Quirino Campoforito e com a doação de 205 obras de Portinari ao museu pela Finep – agência vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

O Prêmio Quirino Campoforito é voltado àqueles que contribuíram ou contribuem para o desenvolvimento das artes no país. A cerimônia aconteceu no Salão Nobre do Museu Nacional de Belas Artes e foram agraciados, entre outros, a ministra Marta Suplicy, o presidente do Ibram, Angelo Oswaldo Santos, o cardeal Orani Tempesta, o cônsul da Itália, Mário Panaro e o presidente da Finep, Glauco Arbix.

Durante o evento, Marta Suplicy ressaltou a importância do acervo doado ao Museu: “A doação de obras artísticas aos museus é um ato que tem acontecido no Brasil de forma significante, mas precisa ser praticada mais vezes por colecionadores e artistas para que transforme o ato num hábito brasileiro”, disse a ministra.

Com a oficialização da doação de pinturas a óleo em tela, desenhos em grafite, nanquim bico-de-pena, caneta tinteiro, gravura a água-forte e água-tinta em papel, a coleção passa a fazer parte do acervo do MNBA. Com isso, o museu é detentor do maior acervo público de Portinari, com 243 trabalhos. De acordo com a diretora do Museu de Belas Artes, Mônica Xexéo, a coleção será exposta a partir de maio desse ano.

Presente ao evento, o filho de Portinari, João Cândido, destacou que a importância da doação das obras de arte está, principalmente, no fato de torná-la acessível ao público e, em especial, no Museu Nacional de Belas Artes, que era a casa do artista. Ressaltou também o apoio da ministra Marta Suplicy em tornar o acervo de Portinari patrimônio público para fruição do grande público.

No seu discurso, a ministra salientou ainda uma das ações do MinC, que é a de recuperar os museus e incentivar o público a visitá-los.

Texto: Ascom/MinC

Edição: Ascom/Ibram

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