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MNBA recebe doação de desenhos de Souza Carneiro

Um dos desenhos doados ao MNBA

Um dos desenhos doados ao MNBA

O Museu Nacional de Belas Artes (MNBA/Ibram) recebeu, de colecionadores portugueses, a doação de dezenove desenhos de Souza Carneiro, datados da época em que o artista viveu em Paris.

Pernambucano, Cirilo de Souza Carneiro, nasceu em 1854 e migrou cedo para a Europa, onde estudou com o renomado Alexandre Cabanet na Escola de Belas Artes, na capital francesa.  Antes já havia estudado na Academia de Belas Artes do Porto (Portugal). Passou pela Itália e Portugal, mas, misterioso, depois de expor a tela “Descida da Cruz”, na Academia Imperial de Belas Artes, em 1879, teve paradeiro ignorado.

“Descida da Cruz”, pertence ao acervo do MNBA e é considerado seu trabalho mais famoso. Com esta doação, o museu pretende oferecer um panorama mais completo do artista.

No MNBA, restauração da tela de Léon Pallière está perto do fim

IMG_2612 (2) chassiNa quinta-feira (10), a equipe de restauração do Museu Nacional de Belas Artes (MNBA/Ibram) finalizou uma das últimas etapas do trabalho de restauração da tela Alegoria às artes, de Léon Pallière (1823-1887): a fixação da tela no chassis definitivo, uma estrutura de alumínio produzida na França, especialmente, para a obra de arte. Iniciada ainda em setembro de 2014, a reforma foi orçada em cerca de R$ 578 mil e está sendo realizada com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento das Cidades Históricas.

A obra foi produzida no ano de 1855, em óleo sobre tela, para a colocação no teto (marruflagem) da Biblioteca da Academia Imperial de Belas Artes por encomenda de Manuel de Araújo Porto Alegre, então seu diretor instituição – primeira escola oficial de arte no Brasil, antecedendo a Escola Nacional de Belas Artes e o atual MNBA, que herdou muitas das obras da coleção da Academia Imperial de Belas Artes.

A tela representa uma alegoria às artes, no qual estão retratadas as musas da arquitetura, da pintura, da poesia, da música e da escultura e foi um dos poucos trabalhos que sobreviveu à demolição do seu prédio da Academia Imperial de Belas Artes, em 1938. Outros dois retratos, de autoria de Léon Pallière, intitulados Retrato do pintor italiano Jacopo ou Giacomo Robusti, dito Tintoretto e Retrato do pintor flamengo Peter Paul Rubens, fazem parte dos exemplares salvos da demolição.

Seu autor, Léon Pallière (1823-1887) é filho do pintor Arnaud Julian Pallière e neto do arquiteto Grandjean de Montigny, e obteve formação artística em Paris e na Academia Imperial de Belas Artes no Rio de Janeiro.

Informações e foto: Assessoria de Comunicação do Museu Nacional de Belas Artes
Edição: Assessoria de Comunicação do Instituto Brasileiro de Museus

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Projeto de restauração da obra Alegoria às Artes pode ser visto pelo público

MNBA é contemplado no Prêmio de Artes Plásticas Marcantonio Vilaça

A Fundação Nacional de Artes – Funarte divulgou, no dia 27 de outubro, o resultado final do Prêmio de Artes Plásticas Marcantonio Vilaça – 8ª edição. O edital tem como objetivo incentivar produções artísticas destinadas ao acervo das instituições museológicas públicas e privadas sem fins lucrativos; fomentar a difusão e a criação das artes visuais; fortalecer a memória cultural brasileira; e contemplar temas relevantes da sociedade contemporânea, novas linguagens e nova produção artística; além de permitir a acessibilidade aos bens culturais e o compromisso com a formação de público.

O Museu Nacional de Belas Artes/Ibram, no Rio de Janeiro, foi contemplado, através do projeto Tereza Miranda e Museu Nacional de Belas Artes, da gravadora e pintora Tereza Miranda. O museu receberá 67 gravuras, que completará o percurso artístico da artista na instituição. Todo o material  estará disponível para consulta a partir de meados 2016.

Saiba mais sobre o Prêmio.

Biblioteca Araújo Porto Alegre, MNBA, se moderniza oferecendo novos serviços

Biblioteca Araújo Porto Alegre, MNBA

Biblioteca Araújo Porto Alegre, MNBA

Considerada uma das mais importantes do país no segmento de artes visuais, museologia, arquitetura e história da arte dos séculos 19 e 20, a biblioteca Araujo Porto Alegre do Museu Nacional de Belas Artes/Ibram, no Rio de Janeiro, acaba de passar por uma modernização que vai trazer benefícios  para seus usuários.

A sala de leitura, com 74m², de área recebeu mobiliário novo com mesas e cadeiras e um balcão de atendimento. Além disso, o frequentador agora conta com dois computadores para facilitar sua consulta,  acessar o sistema PHL contendo banco de dados com o acervo bibliográfico e também conectar o sistema Donato, que armazena o acervo museológico do MNBA.

Reformulado e emoldurado por telas de Raimundo Cela e Antonio Parreiras, o espaço de leitura oferece para fruição catálogos, periódicos, livros e revistas novos recebidos pela Biblioteca.

As obras começaram há dois anos e segundo Mary Komatsu,  chefe da biblioteca,  ainda  são esperados novos arquivos deslizantes, que ampliarão  a capacidade de armazenamento de publicações e acondicionamento do acervo arquivístico. Entre os planos futuros  a bibliotecária Mary adianta que serão oferecidas atividades culturais como lançamentos de livros e palestras.

Agora o espaço de leitura passa a funcionar de terça a sexta das 10h até 17h.  A entrada é franca.

Situada no 2º piso, a Biblioteca reúne em seu acervo bibliográfico obras raras e uma grande coleção de livros, obras de referências, periódicos especializados, catálogos de exposições nacionais e estrangeiras, possuindo também um arquivo biográfico de recortes de jornais  e revistas mais clippings dos eventos do MNBA desde o século passado. Entre suas coleções particulares estão as de Quirino Campofiorito,  Paulo Herkenhoff,  Walmir Ayala e Pedro Xexéo.

O nome da biblioteca é uma homenagem ao pintor, cenógrafo, arquiteto, caricaturista,  poeta, diplomata Araújo Porto Alegre, pioneiro dos estudos de história e crítica da arte no Brasil Foram investidos R$ 700 mil entre obra civil e mobiliário com recursos do IBRAM/MinC visando à preservação da memória do nosso país.

MNBA e MHN, no Rio de Janeiro, sediam mostra TRIO Bienal

A partir de 11 de setembro, o Museu Nacional de Belas Artes/Ibram, no Rio de Janeiro,  será uma das sedes da TRIO Bienal, mostra  internacional de arte contemporânea em torno do tridimensional em seu escopo clássico – escultura, instalações e objetos – assim como, em todos os seus campos expandidos – pintura, fotografia, desenho, vídeo e outros suportes, como investigação tridimensional.Anish Kapoor (Sem titulo)

A curadoria de Marcus de Lontra Costa, sob o tema Quem foi que disse que não existe amanhã? – frase de uma letra do rapper Marcelo D2 – pretende discutir o momento de incerteza e de crise, tanto no Brasil quanto no mundo, e resume a persistência na procura de uma determinada arquitetura no caráter utópico da arte, recarregando fortemente a fé modernista em um mundo mais perfeito.A mostra no MNBA sob o título Reflexões sobre o Reflexo – Dinâmicas do Cinetismo no Tridimensional vai trazer obras de  Anish Kapoor(Reino Unido); Cildo Meireles(Rio de Janeiro), Constantin Brancusi(Romênia);  Heleno Bernardi(Rio de Janeiro);  Hilal Sami Hillal(Espírito Santo);  Hugo Mendes(Paraná); Ivan Navarro(Chile) e Marcia Xavier(Minas Gerais),  entre outros nomes e fica em cartaz até 11 de outubro.

Transversalidades das Identidades Tropicais

A partir de 12 de setembro, o Museu Histórico Nacional (MHN/Ibram) abriga a exposição Transversalidades das Identidades Tropicais, que reúne esculturas, objetos e instalações de 25 artistas do Brasil e do exterior e integra a TRIO Bienal – Bienal Tridimensional Intern’l do Rio 2015.

Sob a curadoria de Marcus de Lontra, ex-diretor do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro, e produção executiva de Alexandre Murucci, a TRIO Bienal reúne, em onze centros culturais e museus da cidade, obras de 160 artistas, entre os quais Marina Abramovic, Vik Muniz, Los Carpinteros, Anna Bella Geiger, e Daniel Buren, de 44 países. Todas as obras da TRIO Bienal abordam o tridimensional – escultura, instalações, objetos – assim como, em todos os seus campos ampliados – pintura, fotografia, performance, vídeo e outros suportes enquanto investigação tridimensional.trio-bienal-300x80

Entre os artistas que expõem no Museu Histórico Nacional encontram-se Almandrade (Bahia), Andrea Brown (Rio de Janeiro), Barrão (Rio de Janeiro), Bruno Miguel (Rio de Janeiro), Camille Kachani – (São Paulo), Carina Bokel Becker (Rio de Janeiro), Carlos Krauz (Rio Grande do Sul), Daniel Buren (França), Deneir Martins (Rio de Janeiro), Denise Milan (São Paulo), Estela Sokol (São Paulo), Giuseppe Linardi (Itália), Henrique Oliveira (São Paulo), Joana Vasconcelos ( Portugal), Laerte Ramos (São Paulo) e Laurence Jenkell (USA). Participação, ainda, do artista Pedro Paulo Domingues, com uma intervenção em um canhão do acervo do Museu Histórico Nacional e posicionado no Pátio de Santiago, voltado para a baía da Guanabara.

A exposição fica  em cartaz até o dia 26 de novembro no Museu Histórico Nacional, que fica na Praça Marechal Âncora, s/nº, no Centro do Rio de Janeiro. Informações: (21) 3299-0324.

Museu Nacional de Belas Artes recebe duas mostras na próxima semana

Madres Adolescentes, Adriana Lestido (1988/1989)

Madres Adolescentes, Adriana Lestido (1988/1989)

O Museu Nacional de Belas Artes/Ibram, no Rio de Janeiro, abre duas mostras na próxima semana. No dia 3 de setembro, será inaugurada a exposição   Narrativas Poéticas – Coleção Santander Brasil, e no dia 4 O que se vê.

Em O que se vê, 82 trabalhos em preto e branco da fotógrafa argentina Adriana Lestido, cobrindo um rico período de produção que vai de 1982 até 2005. Temas como a infância desamparada, a maternidade em situações críticas, mães presas, mães adolescentes, a relação mãe-filha, o amor e a natureza, são alguns dos focos de Adriana.

Referência na fotografia argentina,  Adriana Lestido possui extenso currículo com exposições  realizadas em países como Alemanha,  França,  Inglaterra, Escócia, México, Estados Unidos, Suécia e  Colômbia, por exemplo.  Suas obras enriquecem acervos como os do Museu de Bellas Artes (Buenos Aires),  Fondation Cartier (Paris, França), Museum of Fine Arts (Houston, Texas, EUA), Hasselblad Center (Goteborg, Suécia), entre outros, incluindo diversos acervos privados.

Antes de chegar ao Rio de Janeiro, a  exposição O que se vê, originalmente Lo que se vê,  já esteve em Buenos Aires e em seguida foi exibida no Museum Africa, em Johanesburgo (África do Sul).

Narrativas Poéticas – Coleção Santander Brasil, proporciona um rico diálogo entre artes plásticas e poesia, tendo Helena Severo como curadora geral.   Com percurso livre, a exposição tem como objetivo oferecer múltiplas possibilidades de leitura para as obras do acervo do Santander, com o apoio narrativo de fragmentos de poemas selecionados.

Esta é a primeira exposição itinerante com obras da Coleção Santander Brasil. Entre as 54 obras de 36 artistas que fazem parte da exposição, destacam-se as de expoentes do Modernismo brasileiro, como Candido Portinari, Emiliano Di Cavalcanti, Alfredo Volpi, Tomie Ohtake e Cícero Dias e também alguns trabalhos recentes, de artistas como Tuca Reinés, Flavia Metzler, Fernanda Rappa e Renata de Bonis.

Músicos, Clovis Graciano (1969)

Músicos, Clovis Graciano (1969)

O poeta, filósofo e ensaísta Antonio Cicero, em parceria com o também poeta Eucanaã Ferraz, é responsável pela seleção de 48 fragmentos de poemas de 26 grandes poetas brasileiros, como Carlos Drummond de Andrade, Vinicius de Moraes, Ferreira Gullar, Alice Ruiz, João Cabral de Melo Neto entre outros.

Outro diferencial da exposição é a inclusão de obras reproduzidas em alto relevo para vivências táteis de pessoas com deficiência visual. São cinco totens em resina de pinturas selecionadas, que poderão ser manipulados. As obras escolhidas foram Baile no Campo, de Cícero Dias; Figura, de Milton Dacosta; Paisagem, de Francisco Rebolo; Barcos, de Arcangelo Ianelli e Série Amazônica, de Ivan Serpa.

Narrativas Poéticas já passou por Porto Alegre, Brasília, Belo Horizonte, São Paulo, Recife, Fortaleza, Salvador e João Pessoa com registro de mais de 250 mil visitantes nas sete capitais, desde 2013. O Rio de Janeiro foi escolhido para encerrar o ciclo do projeto e marcar as comemorações de aniversário de 450 anos da cidade.

Texto: Ascom MNBA (edição Ascom Ibram)

Museu Victor Meirelles comemora aniversário do patrono com abertura de exposição

Estudo para

Estudo para “Combate Naval do Riachuelo”: figura masculina
Circa 1868 – grafite e giz sobre papel, 21,1 x 24,7 cm
Museu Nacional de Belas Artes

O Museu Victor Meirelles, em homenagem aos 183 anos de nascimento do seu patrono abre, nesta terça-feira, 18 de agosto de 2015, às 17 horas, a exposição Som e Fúria: a Guerra do Paraguai Descrita por Victor Meirelles.

Celebrando também a passagem dos 150 anos do Combate Naval do Riachuelo, a exposição é mais uma realização conjunta, fruto da profícua parceria entre o Museu Victor Meirelles e o Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro, ambas instituições federais vinculadas ao Instituto Brasileiro de Museus, do Ministério da Cultura.

Integrando a programação da mostra, às 17h30 acontece a cerimônia de doação da obra do artista León Cogniet (1794-1880), que foi um dos professores de Victor Meirelles na École Impériale et Spéciale des Beaux-Arts, em Paris, na França. A obra será doada pelo colecionador Dr. Marcelo Collaço Paulo e passará a compor a Coleção Victor Meirelles que já possui, além das obras do pintor catarinense, desenhos e pinturas de seus mestres e alunos.

A abertura da exposição contará com a presença do presidente do Instituto Brasileiro de Museus, Carlos Roberto Ferreira Brandão e de membros da diretoria do Instituto, assim como da diretora do Museu Nacional de Belas Artes, Monica Xexéo, curadora da exposição.

Como parte da programação e em apoio a esta mostra, no dia 29 de setembro, às 14 horas, no auditório do Museu Victor Meirelles acontece o Seminário Nosso Passado de Absurdos Gloriosos: 150 Anos do Combate Naval do Riachuelo. Os convidados são os professores/pesquisadores Lúcia Klück Stumpf, da USP, Rita Matos Coitinho, do Museu Victor Meirelles e Sérgio Medeiros e Waldir José Rampinelli, estes representando a Universidade Federal de Santa Catarina.

A Exposição

São 19 desenhos de Victor Meirelles, todos pertencentes ao acervo do Museu Nacional de Belas Artes, que foram produzidos pelo artista como preparação ou estudo e tendo como tema o Combate Naval do Riachuelo e a Passagem do Humaitá. As técnicas utilizadas nestes trabalhos são o grafite e também o crayon e o giz sobre papel. As mãos, pernas, corpos, canhões, embarcações e bandeiras do Império nos dão uma ideia do processo do artista e do acuro do mestre em suas obras.

Victor Meirelles foi convidado pela Marinha brasileira em 1868 a viajar até o Paraguai para que registrasse os combates. As vitórias em Riachuelo, no afluente do Rio Paraná, em 1865, e na fortaleza de Humaitá, no Rio Paraguai, em 1868, foram fundamentais para a vitória da Tríplice Aliança, composta por Argentina, Brasil e Uruguai na campanha da Guerra do Paraguai.

O Combate Naval do Riachuelo, justamente, pôs fim ao avanço paraguaio, forçando a retirada das tropas, ao passo que a Passagem do Humaitá fez frente para a invasão de Assunção pela Tríplice Aliança e também para os combates decisivos, em terra, até o final da guerra.

Embora Victor Meirelles não tenha testemunhado as batalhas, foi possível presenciar as movimentações da esquadra durante os dois meses em que lá esteve. Em carta ao colega da Academia Imperial de Belas Artes, Bettencourt da Silva, Victor Meirelles descreve em 13 de agosto de 1868: “Estive algum tempo estacionado diante de Humaitá e dali, às furtadelas, de vez em quando fazendo mesuras às balas que passavam, eu desenhava o que me era possível ver pelo binóculo, mas felizmente, depois da ocupação dessa praça, tenho feito à vontade, em muitos croquis, tudo o que me era indispensável para o quadro da passagem dos encouraçados, faltando-me apenas pouca coisa”.

Ao retornar para o Rio de Janeiro, onde residia, Victor Meirelles se instalou em uma das dependências do Convento de Santo Antônio, já que a Academia não dispunha de salas adequadas para a tarefa. O resultado desses anos de trabalho, entre 1868 e 1872, foram os quadros “Combate Naval do Riachuelo”, “Passagem de Humaitá”. As duas telas, de grandes dimensões, hoje pertencentes ao acervo do Museu Histórico Nacional, foram exibidas na 22ª Exposição Geral da Academia, no ano de 1872.

A Doação da Obra de León Cogniet

O Museu Victor Meirelles passa a contar, em seu acervo, com uma obra de León Cogniet (Paris, 1794-1880). Mestre de Victor Meirelles na École Impériale et Spéciale des Beaux-Arts, Cogniet é reconhecido como um notável retratista, paisagista e pintor de gênero de seu tempo. Após estudos na Villa Medici, onde funcionava a Academia Francesa de Artes em Roma, retornou a Paris e expôs nos Salons de 1822 e 1824. Seu sucesso lhe valeu numerosas encomendas destinadas à igreja Saint-Nicolas-des-Champs, ao Conselho de Estado, ao Museu do Louvre, ao Museu Histórico de Versailles e à igreja da Madeleine.

Cogniet estudou no ateliê de Pierre-Narcisse Guérin (1774-1833), matriz da pintura romântica francesa, tendo formado artistas como Eugène Delacroix (1798-1863). Uma das obras mais conhecidas de Cogniet é Le Tintoret Peignant sa Fille Morte, de 1843, que aborda o desaparecimento precoce da filha de Tintoretto. A temática da morte era frequente no repertório dos artistas desse período e Victor Meirelles pode ter sido influenciado por ela, em especial, na obra A Morta. Cogniet foi colega de estudos de Theodore Géricault (1791-1824) e Ary Scheffer (1795-1858), ambos copiados por Victor Meirelles no Museu do Louvre.

O estudo, que a partir de agora pode ser visto na exposição de longa duração do Museu Victor Meirelles, no piso superior, foi pintado a óleo sobre madeira, e muito provavelmente representa a carruagem de Apolo, como mostra o clarão no entorno da figura sobre a biga, os quatro cavalos que a conduzem, bem como as tochas carregadas pelos anjos.

O Seminário

O programa da exposição inclui o Seminário “Nosso Passado de Absurdos Gloriosos: 150 anos do Combate Naval do Riachuelo” que ocorrerá em 29 de setembro, às 14 horas, no auditório do Museu Victor Meirelles. O objetivo é discutir os aspectos artísticos, políticos, históricos e literários envolvidos na Guerra do Paraguai.

Os convidados são: a pesquisadora Lúcia Klück Stumpf, mestre em Estudos Brasileiros pelo IEB/USP e doutoranda do Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social na mesma Universidade onde desenvolve pesquisa comparativa sobre a iconografia produzida a respeito da Guerra do Paraguai e da Guerra Civil Americana sob orientação da Prof. Lilia Katri Moritz Schwarcz; Rita Matos Coitinho, mestre em Sociologia pela Universidade de Brasília, doutoranda em Geografia Humana pela Universidade Federal de Santa Catarina e Técnica em Assuntos Culturais do Museu Victor Meirelles, que em parceria com Nicole Isabel dos Reis desenvolveu a pesquisa “Brasileiro ou Paraguaio? O caso do canhão El Cristiano e a repatriação de bens culturais”; Sérgio Medeiros, professor do Programa de Pós-Graduação em Literatura da UFSC, que escreveu o livro “A formiga-leão e outros animais na Guerra do Paraguai”, publicado pela Iluminuras neste ano e que aborda o bestiário do Visconde de Taunay, que lutou na Guerra do Paraguai e observou os animais que viviam na fronteira do Brasil com o Paraguai e, o quarto convidado é o professor da cadeira de História da América da UFSC Waldir José Rampinelli, pesquisador do Programa de Pós-Graduação em História da UFSC.

A exposição Som e Fúria: a Guerra do Paraguai Descrita por Victor Meirelles pode ser vista até o dia 17 de outubro, de terça a sexta-feira das 10 às 18 horas, e aos sábados das 10 às 14 horas. A entrada é gratuita.

Texto: Ascom Museu Victor Meirelles

MinC promove mais de 40 atividades na Maratona Cultural Cidade Olímpica

Contornos, do Coletivo Pi.

Contornos, do Coletivo Pi.

Falta um ano para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos que serão realizados na cidade do Rio de Janeiro (RJ) e para comemorar essa contagem regressiva, o Ministério da Cultura (MinC) participa da Maratona Cultural Cidade Olímpica, no Rio de Janeiro.

A Maratona que será realizada nos dias 8 e 9 de agosto, no Rio de Janeiro, contará com mais de 40 atividades, promovidas pelo MinC e entidades vinculadas, que incluem debates, palestras, exposições, shows, atividades físicas e espetáculos teatrais, circenses e de dança, que compõem o CircuitoMinC.

A maior parte das atrações ocorrerá na região central da cidade, em especial na Praça da Cinelândia. As ações são promovidas pelo MinC, por meio da Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural (SCDC), e das entidades vinculadas: Fundação Nacional de Artes (Funarte), Fundação Biblioteca Nacional (FBN), Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB), Ibram (Instituto Brasileiro de Museus) e Instituto Patrimônio Histórico Artístico Nacional (Iphan).

Todos os museus vinculados ao Ibram no Rio de Janeiro e também todos os que aderiram à campanha Passaporte dos Museus Cariocas estarão com as portas abertas com exposições no fim de semana com entrada franca. O Museu Nacional de Belas Artes recebe no sábado, às 15h, a performance Contornos, do Coletivo Pi. Serão quatro mulheres utilizando seus corpos para deixar suas marcas em uma tela, montada no Pátio do MNBA. O Jardim Histórico do Museu da República estará com a mostra Rio – 450 anos de contemplação e cidadania ao longo de toda a semana. Produzida pelos artesãos do Projeto Rio Ecosol, a exposição conta com 10 puffs retratando ícones e símbolos do Rio de Janeiro, como o estádio do Maracanã, Pão de Açúcar, Cristo Redentor, o bondinho de Santa Teresa, entre outros. Os trabalhos destes artesãos, coordenados pelo artista plástico Cocco Barçante, são peças feitas de material reciclado e enfeitados com crochê, patchwork, flores criadas a partir de pet e retalhos diversos.

Pelo Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), as atividades estão centradas no Paço Imperial no sábado e no domingo. Além das três exposições gratuitas, abertas das 12 às 18h, haverá um pocket show. As exposições são Uma Pausa em Pleno Voo, do artista plástico Efrain Almeida, que traz esculturas e instalações de pássaros; Atlas, de Ricardo Ventura, com obras tridimensionais, tendo a arquitetura como referência; e Maria de Todos Nós, em comemoração aos 50 anos de carreira da cantora Maria Bethânia com fotografias, ideias, obras de arte, objetos e textos dela. O pocket show será com o guitarrista Pedro Sá e o cantor Moreno Veloso, às 16h.

A Fundação Casa de Rui Barbosa realiza no sábado, (8/8), a Olimpíada Informal (OI) – uma parceria com a Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro para estimular a prática esportiva, entendida como elemento cultural. Todas as atividades são gratuitas. Elas começam às 10h, com “Panos pra manga”: exercícios de psicomotricidade para crianças de seis meses a três anos de idade; às 11h, o professor José Eduardo Prates organiza o Aulão de Alongamento Para a Terceira Idade; às 14h15 haverá sessão de visita mediada ao museu;  às 15h terá apresentação de Muay Thai com suas diversas modalidades; às 16h, o mestre Ferradura dará aula de capoeira para crianças e adultos, seguida de roda. Ao longo do dia, de hora em hora, serão oferecidas visitas mediadas ao museu.  Trata-se do primeiro museu-casa do Brasil, inaugurado em 1930 na casa onde havia vivido o escritor e líder político Rui Barbosa e sua família. A biblioteca, o arquivo e o mobiliário compõem seu acervo.

A Fundação Biblioteca Nacional abrirá suas portas no sábado, das 10h30 às 17h, com duas exposições: “Rio 450 anos: uma história do futuro”, no Espaço Cultural Eliseu Visconti e “Cartografia Histórica do Brasil na Biblioteca Nacional”, no 3° andar da sede da Biblioteca.

Além disso, em uma parceria com a Funarte, haverá encenação do espetáculo “Não me toque, estou cheia de lágrimas – Sensações”, de Clarice Lispector, no foyer e escadarias da Biblioteca Nacional.

Haverá ainda a campanha “Um livro por uma ideia” – atividade de distribuição de cerca de 400 livros em troca de texto, frase ou desenho em painel que será instalado na entrada da Biblioteca Nacional.

A Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural monta, na Praça da Cinelândia, o Território Cultura Viva com tenda para a realização de debates sobre cultura e cidade, apresentações artísticas de coletivos culturais e Pontos de Cultura, oficina e plantão para tirar dúvidas sobre editais Pontos de Mídia Livre, Pontos de Cultura Indígena e Cultura de Redes. A programação se realiza no sábado, das 9h às 20h.

Também na Praça da Cinelândia a Funarte organizou seis atividades: às 10h, haverá Carrossel Breique com Opavirá; às 10h30, apresentação de Jongo da Serrinha; às 12h30 tem campeonato de queimada entre drag queens (gaymada), com o Coletivo Toda Deseo (MG); às 14h30 se apresenta o Circo de Uma Nota Sol com o grupo Off-Sina (RJ) e às 17h30, show com a cantora pernambucana Karina Buhr.

Texto: Ascom Minc (com adaptações Ascom Ibram)
Foto: Divulgação Coletivo Pi

 

Receita doa uma série de obras apreendidas ao Ibram

Pintura Rio de Janeiro, de Luis Ribeiro, sendo recebida no Museu da República

Pintura Rio de Janeiro, de Luis Ribeiro, sendo recebida no Museu da República

Cinco museus Ibram receberam, nesta semana, obras apreendidas pela Receita Federal na Alfândega do Aeroporto de Guarulhos e na Alfândega do Porto de Santos, em São Paulo.  As obras, que foram destinadas ao Ibram, como previsto pela Lei 12.840/2013,  já estão sob a guarda e administração dos museus e passarão agora por procedimentos museológicos de documentação, conservação e pesquisa, através do qual as equipes técnicas dos museus poderão identificar ou confirmar sua origem, material utilizado, estilo e autoria, entre outros aspectos.

O Museu Nacional de Belas Artes (RJ) recebeu a pintura Mangueïrengruppe (grupo de mangueiras ) do artista austríaco naturalista Joseph Selleny, que veio ao país no século XIX com o objetivo de retratar a paisagem brasileira. Duas esculturas intituladas Negros Venezianos suportando resposteiros, representação artística de escravos do séc. XIX, foram para o Museu da Abolição (PE).

O Museu da República (RJ) recebeu a obra de Luís Ribeiro, Rio de Janeiro – Baia de Guanabara, de 1899, apresenta uma cena marítima da então capital federal, nos primeiros momentos da República recém instaurada. Le Corcovade, de Henri Langerock, de cerca de 1880, foi destinada ao Museu Imperial (RJ), e fará parte da coleção que retrata o Rio de Janeiro real e imperial.

A tela O Martírio das onze mil virgens, Escola Flamenca do século XVII, foi destinada ao Museu Histórico Nacional (RJ), que também recebeu as tapeçarias Noblemen in the Garden e uma tapeçaria em fio de lã, com a seguinte inscrição na borda inferior: Manufacture Royale Aubusson 1739. De acordo com a diretora do MHN, Ruth Beatriz, com essas peças, o museu forma um conjunto de tapeçarias jamais visto no Brasil.

A destinação das obras levou em conta critérios como a política de aquisição dos museus, disponibilidade para receber os bens, condições favoráveis de preservação e segurança, além das disposições de preferência previstas pela lei que dispõe sobre a destinação de bens culturais aos museus.

Museu de Belas Artes expõe 50 telas do italiano Eduardo de Martino no Rio

No mês das comemorações dos 150 anos da Batalha Naval do Riachuelo (11 de junho de 1865), a exposição De Martino no Brasil, que abre ao público amanhã (17), no Museu Nacional de Belas Artes (MNBA/Ibram), resgata a obra de um dos artistas que representou, em detalhes, o conflito do qual foi testemunha.

Apresentada pelo MNBA, Instituto Italiano de Cultura e Museu Naval a mostra, em cartaz na cidade do Rio até 20 de setembro, reúne cerca de 50 obras do italiano Eduardo de Martino (1838-1912), que cria um panorama do trabalho de um dos maiores pintores de marinha do seu tempo. Algumas das obras serão expostas pela primeira vez no Brasil.

Um dos destaques da exposição é a tela

Um dos destaques da exposição é a tela “Batalha naval do Riachuelo”: pintura a partir de desenhos

A exposição inclui ainda uma rara documentação visual da Guerra da Tríplice Aliança contra o Paraguai (1864-1870), nominados Memória do Mundo pela Unesco, como parte da iconografia do embate.

De marinheiro a pintor
Oficial da Marinha de Guerra da Itália, Eduardo De Martino resolveu dar uma guinada na sua trajetória e enveredar pela arte. Migrou para a América do Sul, tendo residido parte da sua vida no Brasil.

Como pintor, foi encarregado pelo imperador dom Pedro II de registrar em desenhos os acontecimentos da Guerra do Paraguai, tendo acompanhado os almirantes Barroso e Tamandaré. Em 1870, Apresenta composições na 21ª Exposição Geral de Belas Artes e ganha medalha de ouro. Radica-se em Londres, a partir de 1875, onde mora até sua morte em 1912.

“De Martino foi um artista com grande poder de síntese e possuidor de um traço forte e preciso”, define um dos curadores da exibição, Ivan Coelho de Sá. Já Luciano Migiliaccio, também curador, “a trajetória de Eduardo de Martino representou no Brasil o aparecimento de um tipo de artista moderno que ia adquirindo particular significado na época, devido ao seu importante papel político”, explica.

A exposição De Martino no Brasil pode ser visitada no MNBA, que fica na Cinelândia, de terça a sexta, de 10h às 18h; e sábados, domingos e feriados, de 12h às 17h.

O ingresso custa R$ 8 (inteira), com direito a meia entrada. Aos domingos, a entrada é grátis. Saiba mais sobre o Museu Nacional de Belas Artes.

Texto e imagem: Divulgação MNBA
Edição: Ascom/Ibram

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