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Artista italiana Martina Merlini fará instalação pela primeira vez no MNBA

A italiana Martina Merlini fará instalação no Museu Nacional de Belas Artes, de 14 a 19 de outubro  de 2019.

A italiana Martina Merlini fará instalação no Museu Nacional de Belas Artes, de 14 a 19 de outubro de 2019.

Trazida pelo Istituto Italiano di Cultura do Rio de Janeiro, a artista visual italiana Martina Merlini realizará instalações e encontros no Rio e em Niterói por ocasião das Jornadas do Contemporâneo, ação cultural anual que acontece na Europa.

No Museu Nacional de Belas Artes (MNBA/Ibram), a residência artística de Martina Merlini se inicia segunda-feira, 14 de outubro, e será materializada em uma instalação tridimensional, intitulada “Forma Temporal”. A obra será finalizada dia 19, sábado, quando será exibida a partir das 15h. A instalação da artista ficará em exposição na Sala Chaves Pinheiro até 1º de dezembro.

A vinda de Martina Merlini é um desdobramento de uma intensa ação cultural organizada anualmente em outubro pela Associação dos Museus de Arte Contemporânea da Itália (AMACI), e promovida pelo Ministério italiano das Relações Exteriores. “A busca pela forma” é o título escolhido para a série de iniciativas organizadas pelo Istituto Italiano di Cultura no Rio.

Martina Merlini buscará traçar criticamente o caminho evolutivo dos cultivos no Brasil. “A ideia por trás desta instalação – explica Merlini – é repercorrer a mudança do cultivo imposta pelos colonos desde as plantações de cana-de-açúcar e café, até as monoculturas maciças que hoje ameaçam a floresta amazônica”. A estrutura, em madeira, será constituída por dois trilhos entre os quais umas cordas levarão pendurados pequenos feixes de caules e folhas, previamente preparados. A operação de preparação, bem como a ação de preenchimento da estrutura, é concebida como um momento coletivo, para investigar a história da terra brasileira e retomar, junto com população local, o contato com ela.

Em outra frente, a italiana Merlini vai se reunir com a artista brasileira Pânmela Castro para uma conversa sobre as respectivas experiências, especificamente sobre a arte dos grafites e das instalações in situ que aproximam o trabalho de ambas. Originalmente pichadora do subúrbio do Rio, Pânmela Castro interessou-se pelo diálogo que seu corpo feminino marginalizado estabelecia com a urbe, dedicando-se a construir performances a partir de experiências pessoais, em busca de uma afetividade recíproca com o outro de experiência similar. Mestre em artes pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro, Pânmela realizou projetos em mais de 15 países e recebeu inúmeras nomeações por seu ativismo pelos direitos humanos como o título de Young Global Leader do World Economic Forum. O encontro das duas artistas vai acontecer na sexta-feira 18, às 15h, com entrada gratuita, no MNBA.

Trazida pelo Istituto Italiano di Cultura do Rio de Janeiro, a artista visual italiana Martina Merlini realizará instalações e encontros no Rio e em Niterói

Trazida pelo Istituto Italiano di Cultura do Rio de Janeiro, a artista visual italiana Martina Merlini realizará instalações e encontros no Rio e em Niterói

Convidada especial desta edição da Jornada do Contemporâneo, Martina Merlini (Bologna, 1986) já conta com um elevado número de exibições. Participou de vários eventos e festivais, inclusive o Living Wall, que foi o primeiro festival de street art organizado por mulheres, em Atlanta, (Estados Unidos, 2012) e o prestigioso Le Mur, em Paris, França, 2015). Pesquisadora entusiasta da natureza humana, Martina joga com as linhas geométricas, investigando a noção do limite de um jeito sutil e refinado. Atuando no limite entre racional e irracional, a artista utiliza densos traços pictóricos simétricos que se disjuntam inesperadamente sob o impulso de forças primordiais. As criações de Merlini foram exibidas em toda Europa, Estados Unidos e México onde fez uma residência de 2015 a 2017.

A diretora do Istituto Italiano di Cultura do Rio de Janeiro, Livia Raponi, avaliando esta iniciativa cultural afirma que “A essência da Jornada do Contemporâneo reside na vontade de ampliar o âmbito de difusão e o impacto da arte contemporânea. O objetivo é criar pontes e conexões entre artistas e movimentos de países diferentes, convidar jovens talentos para criar obras de arte em espaços não tradicionais, favorecer o encontro entre artistas representativos da Itália e públicos não necessariamente familiarizados com a arte contemporânea”.

Para a diretora do Museu Nacional de Belas Artes, Monica Xexéo, “é importantíssimo que o Museu participe do programa Jornadas do Contemporâneo, discutindo e refletindo a arte contemporânea global”.

O Museu Nacional de Belas Artes está localizado na avenida Rio Branco, 199 – Cinelândia.

Museu Nacional de Belas Artes inaugura a mostra “Entre o acervo e o estúdio”

“Entre o acervo e o estúdio” – Marilice Corono

No sábado (31), o Museu Nacional de Belas Artes (MNBA/Ibram) irá inaugurar a mostra da artista gaúcha, Marilice Corono, “Entre o acervo e o estúdio”. De acordo com a artista, a seleção das 32 obras que integram a exposição foi determinada pelo estudo dos gêneros, pelo caráter autorreferencial da maior parte das imagens, pela qualidade que apresentam e por aspectos afetivos e pessoais.

Na exposição, algumas pinturas tornaram-se significativas, como a publicação “Iniciação a Pintura” (1976) de um dos pioneiros da restauração no país, Edson Motta, professor de teoria, técnica e conservação da pintura na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) entre os anos de 1945 e 1980 e autor de livros essenciais para a formação da artista.

Com carreira iniciada na década de 1990, Corono já integrou mostras coletivas em vários estados do Brasil. Desde 2005, a artista realiza projetos de exposição que têm como tema o próprio espaço onde as obras são apresentadas. Além de artista visual, ela é professora de pintura do Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

A mostra “Entre o acervo e o estúdio” está disponível no MNBA de 31 de agosto até 1° de dezembro de 2019. Mais informações sobre a exposição aqui.

“Primeira Missa” de Portinari será exposta na Galeria de Arte Brasileira Moderna e Contemporânea, no MNBA

Portinari 1a Primeira Missa_MNBAO Museu Nacional de Belas Artes (MNBA/Ibram) irá expor, a partir de setembro, na Galeria de Arte Brasileira Moderna e Contemporânea, o quadro “A Primeira Missa no Brasil”, de Candido Portinari (1903-1962). A obra ocupará a mesma parede onde antes ficava a pintura Navio Negreiro (de Di Cavalcanti), que deixou de ser exibida no MNBA esta semana.

Pintada em 1948, período de exílio do pintor na capital uruguaia, Montevidéu, o quadro mede 217 x 501 cm. O painel representando a primeira missa realizada no Brasil, foi encomendado a Cândido Portinari por Thomaz Oscar Pinto da Cunha Saavedra (Lisboa, 1890 – Rio de Janeiro, 1956), 5º Barão de Saavedra, para decorar a sobreloja da sede do então Banco Boavista, no Rio de Janeiro.

Em fins de 1947, por motivos políticos – Portinari integrou o Partido Comunista do Brasil -, o pintor exilara-se, voluntariamente, no Uruguai, país natal da sua esposa Maria. No ano seguinte, Portinari concluiu a pintura do mural, sendo este exposto, pela primeira vez, em abril de 1948, no famoso Teatro Solis, da capital uruguaia.

Em 2012, a monumental pintura foi comprada pelo Instituto Brasileiro de Museus por R$ 5 milhões e transferida para o acervo do Museu Nacional de Belas Artes. A obra “A Primeira Missa no Brasil” será transferida da exposição Poemas de Portinari, na sala Chaves Pinheiro, no 2º andar do MNBA, onde era ladeada a outras do artista.

Fechamento temporário da Galeria

Navio Negreio_Di Cavalcanti_acervo Banco JP MorganA Galeria de Arte Brasileira Moderna e Contemporânea, do Museu Nacional de Belas Artes, para a retirada do quadro “Navio negreiro” (1961), de autoria de Di Cavalcanti, que vai retornar para seu proprietário, o banco J. P. Morgan, com sede em São Paulo.

Medindo 400 x 600 cm, a obra foi emprestada em comodato ao MNBA em 1993. Agora começa um complexo trabalho envolvendo a retirada, embalagem, devolução e transporte da pintura. Por conta disso, a Galeria ficará fechada temporariamente até o fim de agosto.

Cinco museus Ibram receberão, em 2019, R$ 17 milhões em recursos do Fundo de Defesa dos Direitos Difusos

Em reunião realizada no último dia 23, o Conselho Gestor do Fundo de Defesa dos Direitos Difusos aprovou projetos de cinco museus do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) para receber recursos que serão investidos em obras de restauração e requalificação, incluindo reparos de infraestrutura, reforço de segurança contra incêndio, entre outras benfeitorias.

Entre os projetos apresentados pelo Ibram, foram contemplados o Museu Casa Histórica de Alcântara (MA), o Museu da Abolição (PE), o Museu Nacional de Belas Artes, o Museu Histórico Nacional e o Museu Villa-Lobos, estes três no Rio de Janeiro. Juntos, os museus receberão, na execução orçamentária de 2019, cerca de R$ 17 milhões, somando um investimento de R$ 55.525.763,64 até o final de 2021.

Na mesma reunião, o Conselho aprovou 35 projetos, sendo 22 voltados para o setor cultural, com ações de restauração, modernização, conservação, implantação e melhorias de museus, bibliotecas e espaços culturais, totalizando R$ 61,4 milhões em investimentos, ainda em 2019.

Além do Instituto Brasileiro de Museus, propostas apresentadas pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), Fundação Casa de Rui Barbosa e Fundação Biblioteca Nacional também foram contempladas. A Portaria com os projetos aprovados foi publicada no Diário Oficial da União no dia 27 de maio.

O presidente do Ibram, Paulo Amaral, ressalta a importância da iniciativa do Ministério da Justiça em devolver à sociedade valores vultosos a serem aplicados em obras justas e indispensáveis, e espera poder contar com novas oportunidades como essa, em prol dos museus brasileiros.

Vinculado à Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, o Fundo de Defesa de Direitos Difusos (FDD) possui R$ 714 milhões para financiar os projetos em 2019. Mais de 80% desse montante são provenientes de multas aplicadas em ações do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE).

Em abril deste ano, o FDD publicou processo seletivo para o repasse de recursos, voltado somente para órgãos federais. Ainda neste semestre, instituições estaduais, municipais e organizações da sociedade civil serão convocadas a apresentar iniciativas que poderão ser financiadas pelo fundo.

MNBA inaugura hoje exposição que mostra bastidores da criação artística

A obra

A obra “Modelo em repouso” (circa 1890, de Henrique Bernardelli) faz parte da mostra “Trabalho de artista: imagem e autoimagem (1826-1929)”, em cartaz no MNBA.

O Museu Nacional de Belas Artes (MNBA/Ibram) inaugura nesta terça-feira (21), às 18h, a exposição “Trabalho de artista: imagem e autoimagem (1826-1929)”, que reúne obras do acervo do Museu e de outras coleções públicas e privadas.

São desenhos, gravuras, pinturas e esculturas de artistas consagrados como Eliseu Visconti, Rodolfo Bernardelli, Almeida Junior, Arthur Timóteo da Costa, Helios Seelinger, entre outros, num total de 75 obras de arte.

Organizada em torno de quatro eixos temáticos: As personas do artista; Alegorias do ofício; O ateliê como motivo; e O artista e a modelo, a exposição traz autorretratos e cenas de ateliê exibindo as imagens que os artistas apresentaram de si e de seu lugar de trabalho.

A mostra é resultado da parceria do MNBA com a Pinacoteca de São Paulo, onde foi apresentada em sua primeira versão, e conta com a curadoria de Fernanda Pitta, do Núcleo de Curadoria e Pesquisa, da Pinacoteca de São Paulo; Laura Abreu, do Museu Nacional de Belas Artes/Ibram; e Ana M. T. Cavalcanti, da Escola de Belas Artes – UFRJ.

A exposição “Trabalho de artista: imagem e autoimagem (1826-1929)” permanece em cartaz no MNBA até 28 de julho. O Museu Nacional de Belas Artes fica na Avenida Rio Branco, 199, no Centro do Rio de Janeiro (RJ) e está aberto ao público de terça a sexta-feira das 10 às 18hs; e aos sábados, domingos e feriados, das 13 às 18 horas. Saiba mais.

Museu Nacional de Belas Artes recebe instalação olfativa, de Josely Carvalho

MNBA DIARIO DE CHEIROS _AFECTIOO Museu Nacional de Belas Artes (MNBA/Ibram) inaugura nesta sexta-feira (17), às 18 horas, a exposição individual “Diário de Cheiros: Affectio”, da artista brasileira, radicada em Nova York, Josely Carvalho. A mostra faz parte do projeto de acessibilidade e inclusão de novos públicos intitulado “Ver e Sentir”, trazendo a público a instalação visual, olfativa e tátil “Affectio”, exibida em diferentes espaços do museu.

A instalação “Affectio” é construída por seis mesas de aço corten com ânforas olfativas feitas em vidro soprado, técnica que a artista abraçou desde 2016 e que continua a desenvolver nos estúdios do Urban Glass, em Nova York. Cada ânfora recebe o nome do cheiro criado por Josely com o apoio da Givaudan do Brasil e da empresa Ananse. São eles: “Pimenta”, “Lacrimæ”, “Barricada”, “Anoxia”, “Poeira” e “Dama da Noite”. Este último, contudo, ganha uma sala especial no MNBA, na cor tonalidade carmim que, segundo a artista, remete à sensibilidade, à potência e força feminina, entendidas aqui como possível opção de mediação de conflitos.

A mostra é um desdobramento de “Teto de Vidro: Resiliência”, que foi exibida no ano passado no Museu de Arte Contemporânea – MAC USP e concorre, junto de outros cinco projetos, ao The Art and Olfaction Awards 2019, premiação internacional que celebra e premia artistas e perfumistas experimentais e independentes.

A exposição fica em cartaz até o dia 29 de setembro de 2019. O Museu Nacional de Belas Artes fica na Avenida Rio Branco, 199 – Cinelândia, no Rio de Janeiro. Saiba mais.

Sobre a artista

Brasileira, Josely Carvalho vive e trabalha em Nova York e no Rio de Janeiro. Produz pinturas, Besculturas e livros de artista, gravura, vídeo, som, instalações e, desde 2009, dedica-se também à produção de cheiros conceituais. Suas instalações incorporam uma variedade de tecnologias e técnicas na construção de ambientes digitais e físicos, ao passo que seu trabalho de “web concept” (www.bookofroofs.com) usa som, texto e imagens em um ambiente virtual, narrando perspectivas sobre o conceito de abrigo. Uma das artistas convidadas a participar da exposição itinerante internacional “Radical Women – Latin American Art 1960-1985”, organizada pelo Hammer Museum, Los Angeles (EUA).

Já expôs seus trabalhos em instituições como Brooklyn Museum, MoMA, MASP, MAC USP, Museo del Barrio (NYC), Casa de las Américas (Havana, Cuba), Museo de Bellas Artes (Caracas, Venezuela), e Pinacoteca de São Paulo, entre outros. No início de maio, foi indicada ao 6º Art and Olfaction / Sadakichi Award for Experimental Artwork with Scent, premiação internacional voltado a artistas de várias disciplinas que inserem o olfato em suas obras, em Amsterdam.

Museu Villa-Lobos inaugura a exposição “O Carnaval das Crianças Brasileiras”

Museu VillaLobosNo Rio de Janeiro, o Museu Villa-Lobos/Ibram inaugura nesta sexta-feira (10), às 16h, a exposição “O Carnaval das Crianças Brasileiras”, com curadoria da musicóloga Maria Alice Volpe, professora da pós-graduação da Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ.

Um dos maiores patrimônios culturais do Brasil, o Carnaval ganhou destaque na vida e na obra de Heitor Villa-Lobos, que organizou o bloco “Sôdade do Cordão”, em 1940, além de criar obras inspiradas no universo de Momo, como “Carnaval de Pierrot” (1910), “Momoprecoce” (1929) e “Carnaval das Crianças” (1919/1920).

A exposição é realizada a partir da parceria com o Museu Nacional de Belas Artes (MNBA/Ibram), a Escola de Samba Mirim Pimpolhos da Grande Rio e o Núcleo de Arte Digital e Animação da PUC-Rio, que produziu uma animação sobre o tema, baseada nos personagens do Carnaval das Crianças.

17ª Semana de Museus

Integrando a programação da 17ª Semana Nacional de Museus – SNM, no dia 14 o Museu Villa-Lobos apresenta o concerto “O Carnaval das Crianças de Villa – Lobos”, com a pianista Elizabete Aparecida, as 14h. E durante toda a Semana, promoverá mesas-redondas sobre o tema “Samba e carnaval na obra de Heitor Villa-Lobos”.

No dia 17, às 15h30, oferece uma oficina de samba, com Lucas Campos, que será seguida da apresentação da Bateria da Pimpolhos da Grande Rio.

Confira a programação do Museu Villa-Lobos para a 17ª SNM.

MNBA tem programação especial para o Carnaval

Nesta terça (26), o Museu Nacional de Belas Artes (MNBA/Ibram) oferecerá às 15h a Oficina Tanto riso, oh quanta alegria! Criando fantasias de carnaval. A oficina propõe uma conversa sobre à tela Baile à Fantasia, de Rodolpho Chambelland (1913), sobre o artista e os bailes de carnaval. Os participantes criarão ainda um personagem de pano e confeccionarão uma fantasia para ele. A atividade oferece vagas para o máximo de 20 participantes, mediante apresentação de senhas que serão distribuídas meia hora antes, no hall do segundo andar do museu.

À noite o museu vai sediar a palestra Pequena Mitologia dos Bailes Franceses, com o diretor Cultural da Biblioteca Nacional da França, Thierry Grillet, no salão nobre do Museu. Antes, o professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Felipe Ferreira, fará uma introdução sobre a nossa cultura de bailes de carnaval.carnval no MNBA

Thierry Grillet, diretor cultural da Biblioteca Nacional da França, que trabalhou na revista Nouvel Observateur, nos jornais franceses Libération e Le Monde, entre outros, tendo sido diretor editorial do Centre Pompidou e professor no Institut d’études politiques de Paris. Grillet vai abordar o contexto histórico do Baile na França. Desde Idade Média até hoje, incluindo os bailes carnavalescos de máscaras e fantasiados, bailes e política com os bailes republicanos, bailes burgueses e populares em Paris e no campo, entre outros temas.

A palestra terá introdução do Professor Associado do Instituto de Artes da UERJ e pesquisador Felipe Ferreira, que apresentará o ponto de vista brasileiro sobre cultura de bailes de carnaval no Brasil. O evento terá tradução simultânea em francês-português e é organizado em parceria com a Livros e Ideais França-Brasil. Além da palestra, o MNBA também celebrará o restauro da pintura Baile à Fantasia, numa iniciativa do programa Adotarte, com o patrocínio de Marcos Chaves e Kevin Ridgely e realizará a entrega do 1º Prêmio Fernando Pamplona, organizado pelo Baile do Sarongue em parceria com a Escola de Belas Artes/UFRJ, ao artista Cleiton França, autor da obra Alegorias Flutuantes do Sarongue.

O evento será realizado a partir das 18h, no Salão Nobre do Museu Nacional de Belas Artes. A entrada será gratuita, e estará sujeita à lotação da sala. O MNBA fica na Avenida Rio Branco, 199, no Centro da cidade do Rio de Janeiro (RJ).

Funcionamento durante o Carnaval 2019

Em virtude da passagem de vários blocos de carnaval em seu entorno e por motivos de segurança, o Museu Nacional de Belas Artes funcionará no dia 1º de março, das 10h às 14h. Nos dias 2, 3, 4, 5, 6 e 9 de março permanecerá fechado e nos dias 7, 8 e 10 de março estará aberto à visitação. Mais informações.

Museu Imperial inspira desfile da Unidos de Vila Isabel para este carnaval

Desfile da escola vai enaltecer a família imperial brasileira, responsável pela fundação de Petrópolis, assim como o padroeiro da cidade e do Império do Brasil, São Pedro de Alcântara.

Desfile da escola vai enaltecer a família imperial brasileira, responsável pela fundação de Petrópolis, assim como o padroeiro da cidade e do Império do Brasil, São Pedro de Alcântara.

O Museu Imperial, vinculado ao Ibram e situado em Petrópolis (RJ), é inspiração para o desfile que a escola de samba carioca Unidos de Vila Isabel levará ao Sambódromo da Marquês de Sapucaí neste carnaval.

Em 2019, a Vila Isabel prestará homenagem à cidade de Petrópolis com o enredo “Em nome do Pai, do Filho e dos Santos – a Vila canta a cidade de Pedro”. A agremiação, que tem como símbolo a coroa da princesa d. Isabel, vai enaltecer a família imperial brasileira, responsável pela fundação de Petrópolis, assim como o padroeiro da cidade e do Império do Brasil, São Pedro de Alcântara.

Com este objetivo, o enredo faz diversas referências ao prédio histórico em que o Museu Imperial está situado – edifício de arquitetura neoclássica datado de 1862 que funcionou como residência de verão do imperador Dom Pedro II – e ao rico acervo da instituição.

O desfile

A abertura do desfile apresentará o encontro das coroas com a Berlinda de Aparato de Dom Pedro II, carruagem usada pelo imperador em eventos de gala, e a Catedral de São Pedro de Alcântara com seus vitrais.

Ainda com referência ao Museu Imperial e a cidade de Petrópolis, o desfile retrata a “Versalhes brasileira”, os jardins da casa de verão da família imperial e a locomotiva Leopoldina, que encontra-se exposta no Pavilhão de Viaturas do Museu Imperial.

Outras referências relativas à cidade serão mostrados na avenida, como os imigrantes alemães, italianos e franceses, o antigo cassino do Hotel Quitandinha, as fábricas e o inventor Santos Dumont. Tudo isso distribuído ao longo de vinte e sete alas com três mil componentes e sete carros alegóricos.

O desfile será encerrado com o “Baile da Negritude”, onde será sugerido um baile no Palácio de Cristal por conta da alforria dos últimos 103 escravos da cidade, fato ocorrido em abril de 1888, antes da assinatura da Lei Áurea, em 13 de maio de 1888 – a pena de ouro com a qual a princesa Isabel assinou a lei faz parte do acervo do Museu Imperial. A apresentação acontece na noite do dia 4 de março.

Pimpolhos

A música de Heitor Villa-Lobos será tema do desfile da escola de samba carioca Pimpolhos da Grande Rio no próximo carnaval. Com o enredo “Carnaval das Crianças”, uma homenagem à composição de mesmo título que completa 100 anos, a apresentação levará mil crianças à Sapucaí no dia 5 de março, data que marca os 132 anos de nascimento do maestro. O tema foi proposto à agremiação pelo Museu Villa-Lobos em conjunto com o Museu Nacional de Belas Artes – ambos integram a rede Ibram. Saiba mais.

Iniciativa do Museu Villa-Lobos celebrará obra do compositor na Sapucaí

Enredo

Enredo “Carnaval das Crianças”, homenagem à composição de mesmo título de Heitor Villa-Lobos que completa 100 anos, levará mil crianças à Sapucaí no dia 5 de março.

Do piano para o tamborim. A música de Heitor Villa-Lobos será tema do desfile da escola de samba carioca Pimpolhos da Grande Rio no próximo carnaval. Com o enredo “Carnaval das Crianças”, uma homenagem à composição de mesmo título que completa 100 anos, a apresentação levará mil crianças à Sapucaí no dia 5 de março, data que marca os 132 anos de nascimento do maestro.

O tema foi proposto à agremiação pelo Museu Villa-Lobos em conjunto com o Museu Nacional de Belas Artes – ambos integram a rede Ibram. “A iniciativa de representar esta obra em um desfile de escola de samba mirim valoriza dois elementos importantes da obra de Villa-Lobos: a referência às tradições populares da cultura brasileira e a importância da educação musical na formação de crianças e jovens”, explica a diretora do Museu Villa-Lobos, Claudia Castro.

Inspiração

O refrão do samba-enredo (“Tuhu, Tuhu, nosso trem já vai partir”) foi criado numa roda formada pelos músicos da Pimpolhos e do Museu Villa Lobos e faz referência ao apelido de infância do compositor, que se encantava com o som das locomotivas.

Na comissão de frente – preparada pelo projeto Balé no Samba – o público irá conhecer personagens ligados ao universo musical de Villa-Lobos como a Pierrette, o Dominozinho, o Trapeirozinho e o Mascarado Mignon. O enredo também apresenta figuras do folclore brasileiro presentes no trabalho do maestro.

“O educativo do Museu Villa-Lobos apresentou para as crianças de Duque de Caxias esse universo. Tivemos vários encontros didáticos para mostrar a música de Villa-Lobos e explicar a origem de mitos do folclore como o Uirapuru”, explica Claudia Castro.

“Carnaval das Crianças” é um conjunto de oito peças para piano solo escrito em 1919. Mais tarde, em 1929, o compositor reutilizou os temas na sua fantasia para piano e orquestra “Momoprecoce” e, em 1932, no balé “Caixinha de Boas Festas”.

A obra também serviu como inspiração para desenhos de Emiliano Di Cavalcanti (1897 – 1976). A pedido de Villa-Lobos, o pintor modernista elaborou figurinos e cenários para transformar “Carnaval das Crianças” em um balé. Os desenhos originais fazem parte do acervo do Museu Nacional de Belas Artes e irão ganhar exposição comemorativa no próprio MNBA. Já o Museu Villa-Lobos prepara uma exposição sobre a obra “Carnaval das Crianças”.

Ensaios

Antes do desfile no dia 5 de março, o enredo da Pimpolhos da Grande Rio para 2019 será executado em ensaios abertos nos dias 5 e 19 de fevereiro, no próprio Museu Villa-Lobos. O enredo “Carnaval das Crianças Brasileiras de Heitor Villa-Lobos” também já pode ser ouvido online na plataforma SoundCloud.

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