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MNBA tem programação especial para o Carnaval

Nesta terça (26), o Museu Nacional de Belas Artes (MNBA/Ibram) oferecerá às 15h a Oficina Tanto riso, oh quanta alegria! Criando fantasias de carnaval. A oficina propõe uma conversa sobre à tela Baile à Fantasia, de Rodolpho Chambelland (1913), sobre o artista e os bailes de carnaval. Os participantes criarão ainda um personagem de pano e confeccionarão uma fantasia para ele. A atividade oferece vagas para o máximo de 20 participantes, mediante apresentação de senhas que serão distribuídas meia hora antes, no hall do segundo andar do museu.

À noite o museu vai sediar a palestra Pequena Mitologia dos Bailes Franceses, com o diretor Cultural da Biblioteca Nacional da França, Thierry Grillet, no salão nobre do Museu. Antes, o professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Felipe Ferreira, fará uma introdução sobre a nossa cultura de bailes de carnaval.carnval no MNBA

Thierry Grillet, diretor cultural da Biblioteca Nacional da França, que trabalhou na revista Nouvel Observateur, nos jornais franceses Libération e Le Monde, entre outros, tendo sido diretor editorial do Centre Pompidou e professor no Institut d’études politiques de Paris. Grillet vai abordar o contexto histórico do Baile na França. Desde Idade Média até hoje, incluindo os bailes carnavalescos de máscaras e fantasiados, bailes e política com os bailes republicanos, bailes burgueses e populares em Paris e no campo, entre outros temas.

A palestra terá introdução do Professor Associado do Instituto de Artes da UERJ e pesquisador Felipe Ferreira, que apresentará o ponto de vista brasileiro sobre cultura de bailes de carnaval no Brasil. O evento terá tradução simultânea em francês-português e é organizado em parceria com a Livros e Ideais França-Brasil. Além da palestra, o MNBA também celebrará o restauro da pintura Baile à Fantasia, numa iniciativa do programa Adotarte, com o patrocínio de Marcos Chaves e Kevin Ridgely e realizará a entrega do 1º Prêmio Fernando Pamplona, organizado pelo Baile do Sarongue em parceria com a Escola de Belas Artes/UFRJ, ao artista Cleiton França, autor da obra Alegorias Flutuantes do Sarongue.

O evento será realizado a partir das 18h, no Salão Nobre do Museu Nacional de Belas Artes. A entrada será gratuita, e estará sujeita à lotação da sala. O MNBA fica na Avenida Rio Branco, 199, no Centro da cidade do Rio de Janeiro (RJ).

Funcionamento durante o Carnaval 2019

Em virtude da passagem de vários blocos de carnaval em seu entorno e por motivos de segurança, o Museu Nacional de Belas Artes funcionará no dia 1º de março, das 10h às 14h. Nos dias 2, 3, 4, 5, 6 e 9 de março permanecerá fechado e nos dias 7, 8 e 10 de março estará aberto à visitação. Mais informações.

Museu Imperial inspira desfile da Unidos de Vila Isabel para este carnaval

Desfile da escola vai enaltecer a família imperial brasileira, responsável pela fundação de Petrópolis, assim como o padroeiro da cidade e do Império do Brasil, São Pedro de Alcântara.

Desfile da escola vai enaltecer a família imperial brasileira, responsável pela fundação de Petrópolis, assim como o padroeiro da cidade e do Império do Brasil, São Pedro de Alcântara.

O Museu Imperial, vinculado ao Ibram e situado em Petrópolis (RJ), é inspiração para o desfile que a escola de samba carioca Unidos de Vila Isabel levará ao Sambódromo da Marquês de Sapucaí neste carnaval.

Em 2019, a Vila Isabel prestará homenagem à cidade de Petrópolis com o enredo “Em nome do Pai, do Filho e dos Santos – a Vila canta a cidade de Pedro”. A agremiação, que tem como símbolo a coroa da princesa d. Isabel, vai enaltecer a família imperial brasileira, responsável pela fundação de Petrópolis, assim como o padroeiro da cidade e do Império do Brasil, São Pedro de Alcântara.

Com este objetivo, o enredo faz diversas referências ao prédio histórico em que o Museu Imperial está situado – edifício de arquitetura neoclássica datado de 1862 que funcionou como residência de verão do imperador Dom Pedro II – e ao rico acervo da instituição.

O desfile

A abertura do desfile apresentará o encontro das coroas com a Berlinda de Aparato de Dom Pedro II, carruagem usada pelo imperador em eventos de gala, e a Catedral de São Pedro de Alcântara com seus vitrais.

Ainda com referência ao Museu Imperial e a cidade de Petrópolis, o desfile retrata a “Versalhes brasileira”, os jardins da casa de verão da família imperial e a locomotiva Leopoldina, que encontra-se exposta no Pavilhão de Viaturas do Museu Imperial.

Outras referências relativas à cidade serão mostrados na avenida, como os imigrantes alemães, italianos e franceses, o antigo cassino do Hotel Quitandinha, as fábricas e o inventor Santos Dumont. Tudo isso distribuído ao longo de vinte e sete alas com três mil componentes e sete carros alegóricos.

O desfile será encerrado com o “Baile da Negritude”, onde será sugerido um baile no Palácio de Cristal por conta da alforria dos últimos 103 escravos da cidade, fato ocorrido em abril de 1888, antes da assinatura da Lei Áurea, em 13 de maio de 1888 – a pena de ouro com a qual a princesa Isabel assinou a lei faz parte do acervo do Museu Imperial. A apresentação acontece na noite do dia 4 de março.

Pimpolhos

A música de Heitor Villa-Lobos será tema do desfile da escola de samba carioca Pimpolhos da Grande Rio no próximo carnaval. Com o enredo “Carnaval das Crianças”, uma homenagem à composição de mesmo título que completa 100 anos, a apresentação levará mil crianças à Sapucaí no dia 5 de março, data que marca os 132 anos de nascimento do maestro. O tema foi proposto à agremiação pelo Museu Villa-Lobos em conjunto com o Museu Nacional de Belas Artes – ambos integram a rede Ibram. Saiba mais.

Iniciativa do Museu Villa-Lobos celebrará obra do compositor na Sapucaí

Enredo

Enredo “Carnaval das Crianças”, homenagem à composição de mesmo título de Heitor Villa-Lobos que completa 100 anos, levará mil crianças à Sapucaí no dia 5 de março.

Do piano para o tamborim. A música de Heitor Villa-Lobos será tema do desfile da escola de samba carioca Pimpolhos da Grande Rio no próximo carnaval. Com o enredo “Carnaval das Crianças”, uma homenagem à composição de mesmo título que completa 100 anos, a apresentação levará mil crianças à Sapucaí no dia 5 de março, data que marca os 132 anos de nascimento do maestro.

O tema foi proposto à agremiação pelo Museu Villa-Lobos em conjunto com o Museu Nacional de Belas Artes – ambos integram a rede Ibram. “A iniciativa de representar esta obra em um desfile de escola de samba mirim valoriza dois elementos importantes da obra de Villa-Lobos: a referência às tradições populares da cultura brasileira e a importância da educação musical na formação de crianças e jovens”, explica a diretora do Museu Villa-Lobos, Claudia Castro.

Inspiração

O refrão do samba-enredo (“Tuhu, Tuhu, nosso trem já vai partir”) foi criado numa roda formada pelos músicos da Pimpolhos e do Museu Villa Lobos e faz referência ao apelido de infância do compositor, que se encantava com o som das locomotivas.

Na comissão de frente – preparada pelo projeto Balé no Samba – o público irá conhecer personagens ligados ao universo musical de Villa-Lobos como a Pierrette, o Dominozinho, o Trapeirozinho e o Mascarado Mignon. O enredo também apresenta figuras do folclore brasileiro presentes no trabalho do maestro.

“O educativo do Museu Villa-Lobos apresentou para as crianças de Duque de Caxias esse universo. Tivemos vários encontros didáticos para mostrar a música de Villa-Lobos e explicar a origem de mitos do folclore como o Uirapuru”, explica Claudia Castro.

“Carnaval das Crianças” é um conjunto de oito peças para piano solo escrito em 1919. Mais tarde, em 1929, o compositor reutilizou os temas na sua fantasia para piano e orquestra “Momoprecoce” e, em 1932, no balé “Caixinha de Boas Festas”.

A obra também serviu como inspiração para desenhos de Emiliano Di Cavalcanti (1897 – 1976). A pedido de Villa-Lobos, o pintor modernista elaborou figurinos e cenários para transformar “Carnaval das Crianças” em um balé. Os desenhos originais fazem parte do acervo do Museu Nacional de Belas Artes e irão ganhar exposição comemorativa no próprio MNBA. Já o Museu Villa-Lobos prepara uma exposição sobre a obra “Carnaval das Crianças”.

Ensaios

Antes do desfile no dia 5 de março, o enredo da Pimpolhos da Grande Rio para 2019 será executado em ensaios abertos nos dias 5 e 19 de fevereiro, no próprio Museu Villa-Lobos. O enredo “Carnaval das Crianças Brasileiras de Heitor Villa-Lobos” também já pode ser ouvido online na plataforma SoundCloud.

MNBA celebra 82 anos com entrada gratuita até o fim de janeiro

Como parte das comemorações, museu recebeu doações e apresentou projeto de financiamento de ações com apoio da sociedade.

Como parte das comemorações, museu recebeu doações e apresentou projeto de financiamento de ações com apoio da sociedade.

O Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), que integra a rede Ibram no Rio de Janeiro (RJ), completou seus 82 anos de criação no último domingo (13). Para celebrar o mês de seu aniversário, o museu oferece entrada gratuita a todos os visitantes até o próximo dia 31.

Quem visitar o MNBA durante este mês de janeiro poderá conferir, na Sala Bernadelli, a exposição “São Francisco na Arte de Mestres Italianos”, que traz 20 obras da Itália e uma de Nova York (EUA) para apresentar ao público brasileiro as alterações e permanências na representação do santo ao longo dos séculos. Trata-se de uma oportunidade única de ver pinturas valiosas de autores como Perugino, Guido Reni e Tiziano. A exposição fica em cartaz até 3 de fevereiro.

O público também pode apreciar ao longo de outras três salas do museu, até 31 de março, a mostra “Fez-se uma galeria com excelentes pinturas”, que celebra os 200 anos da primeira galeria de pintura brasileira, sediada no Museu Nacional, apresentando 45 pinturas do acervo do MNBA representativas daquele momento pioneiro para as artes nacionais e de seu legado.

Também seguem em cartaz as exposições “Três momentos da Pintura de Paisagem no Brasil, que traz uma reflexão sobre um capitulo essencial da evolução da arte brasileira através de 36 obras de arte do acervo do MNBA e de obras da Pinacoteca Barão de Santo Angelo, do Rio Grande do Sul; “Três Gravuristas e o exílio no Brasil: Fayga Ostrower, Axl Leskoschek, Lasar Segall”, com 32 obras originais dos três mestres da gravura que chegaram ao Brasil no século XX, fugindo do nazismo; e “Instantes Múltiplos”, com 67 gravuras de Thereza Miranda.

Para celebrar seu aniversário de 82 anos, o Museu Nacional de Belas Artes também oferece nesta terça-feira (15) a partir das 12h30, com entrada franca, concerto do Coro Lírico Feminino da Associação de Canto Coral. No repertório, peças de música de câmara internacional e brasileira e coros de ópera com encenação.

Diploma e doações

Durante a cerimônia de celebração dos 82 anos, realizada no último domingo (13), o MNBA fez a tradicional entrega do diploma Quirino Campofiorito, que homenageia personalidades que contribuíram de forma relevante para a preservação da arte, do patrimônio e da cultura brasileira. Neste ano, foram entregues 14 diplomas – entre os homenageados, estão cineastas, apoiadores e servidores do museu.

Na cerimônia, foram ainda apresentadas ao público as novas aquisições do museu: a Coleção Glauco Rodrigues e o Acervo de Anita Prestes. O MNBA passará a contar com cerca de 700 obras, entre pinturas, esculturas e gravuras, do artista gaúcho Glauco Rodrigues, doados pela esposa dele, Norma Estelita Pessoa. Além das obras, há 54 itens bibliográficos e mais quatro metros lineares de documentos de correspondências pessoais de Rodrigues com intelectuais e artistas.

Da historiadora Anita Leocádia Prestes, o museu recebeu doação que integra seu acervo pessoal: um quadro com imagem da mãe, Olga Benário, pintado por Cândido Portinari; e um busto do pai, Luiz Carlos Prestes, feito por Honório Peçanha. Na ocasião, houve ato de assinatura das obras doadas pelos familiares.

"Baile à Fantasia” (1913), tela de Rodolpho Chambelland restaurada graças ao Projeto ADOTARTE.

“Baile à Fantasia” (1913), tela de Rodolpho Chambelland restaurada graças ao Projeto ADOTARTE.

Também foi apresentado ao público, durante a cerimônia, o Projeto ADOTARTE, iniciativa da Associação de Amigos do Belas Artes que tem como objetivo estimular a participação da sociedade na preservação do patrimônio do MNBA.

O projeto foi inaugurado com a restauração da pintura “Baile à Fantasia” (1913), de autoria de Rodolpho Chambelland. O trabalho de restauração da obra, que foi coordenado pelo laboratório de restauração do museu e levou 4 meses, foi financiado por Marcos Chaves e Kevin Ridgley. Graças ao financiamento, a tela pôde voltar recentemente às paredes da Galeria de Arte Brasileira Moderna e Contemporânea do MNBA.

O museu

Com criação oficializada em 13 de janeiro de 1937 e aberto ao público a partir de 1938, o Museu Nacional de Belas Artes está situado em edifício histórico que abrigava originalmente a Academia Imperial de Belas Artes, fundada por Dom João VI no bojo de política voltada à formação de uma arte nacional brasileira.

O MNBA abriga a maior e mais importante coleção de arte brasileira do século XIX, concentrando um acervo de setenta mil itens – entre pinturas, desenhos, gravuras, esculturas, objetos, documentos e livros – que testemunha a história das artes plásticas no Brasil desde seus primórdios até a contemporaneidade. Saiba mais.

MNBA inaugura a mostra “Três momentos da Pintura de Paisagem no Brasil”

Imagem: Paisagem Vista do Morro Cavalão Niterói, RJ 1884, Johann Georg Grimm / Divulgação: Museu Nacional de Belas Artes/Ibram.

Imagem: Paisagem Vista do Morro Cavalão Niterói, RJ 1884, Johann Georg Grimm / Divulgação: Museu Nacional de Belas Artes/Ibram.

O Museu Nacional de Belas Artes (MNBA/Ibram) inaugura hoje (13) a exposição “Três momentos da Pintura de Paisagem no Brasil”, que aborda a evolução da prática da paisagem no Brasil.

São 36 obras provenientes do acervo do MNBA e da Pinacoteca Barão de Santo Angelo, ligada ao Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), que exibem “paisagens puras”, não tendo sido selecionadas paisagens urbanas ou marinhas. Algumas dessas obras não são expostas ao público há décadas.

A mostra é dividida em 3 módulos e percorre um panorama conciso do exercício da pintura de paisagem no Brasil, por artistas brasileiros, estrangeiros radicados no Brasil, ou ao menos, aqui ativos desde meados do século XIX até os anos iniciais do século XX. A partir das décadas de 1920 e 1930, a pintura brasileira enveredaria por novos rumos, poucos favoráveis ao desenvolvimento da paisagem como gênero.

Para o curador Pedro Xexéo, a criação da Divisão Moderna do Salão Nacional de Belas Artes em 1940, no Rio de Janeiro, contribuiu para diminuir a importância da paisagem na tipologia artística, relegando a sua prática, salvo raras exceções, a artistas que continuaram a dedicar-se a uma pintura de caráter mimético, realista, considerada obsoleta pelas correntes modernistas.

Paisagem Mocambos 1659 - Frans Post  / Divulgação: Museu Nacional de Belas Artes/Ibram.

Paisagem Mocambos 1659 – Frans Post / Divulgação: Museu Nacional de Belas Artes/Ibram.

Esta depreciação se acelerou com o aparecimento da pintura não-figurativa, não-representativa ou abstrata, na segunda metade dos anos 1940, na Europa e Estados Unidos, com reflexos no Brasil. Esta última tendência das artes visuais se acentuou, em nosso país, com a criação da Bienal Internacional de São Paulo e o Salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro, eventos acontecidos em 1951.A Bienal, explica o curador, acelerou a internacionalização da arte brasileira, enquanto o novo Salão colocou em segundo plano, o já ultrapassado Salão Nacional de Belas Artes, de caráter conservador. Assim, a paisagem tradicional foi, aos poucos, sendo abandonada pelos jovens artistas.

A exposição “Três momentos da Pintura de Paisagem no Brasil” ficam em cartaz até 31 de março de 2019. O público poderá visita-la de terça a sexta, das 10h às 18h e aos sábados, domingos e feriados, das 13h às 18h. O Museu Nacional de Belas Artes fica na Avenida Rio Branco, 199 – Cinelândia, Rio de Janeiro (RJ).

MNBA começa a distribuir Passaporte de Museus

Ação vai oferecer, até o fim deste ano, acesso gratuito a mais de 70 museus e centros culturais no Rio de Janeiro.

Ação vai oferecer, até o fim de 2018, acesso gratuito a mais de 70 museus e centros culturais no Rio de Janeiro.

O Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), no Rio de Janeiro (RJ), começou a distribuir nesta terça-feira (5) o Passaporte de Museus. A ação vai oferecer, até o fim deste ano, acesso gratuito a mais de 70 museus e centros culturais localizados na cidade do Rio de Janeiro e região metropolitana.

Serão distribuídos na bilheteria do MNBA 200 passaportes diários, exceto às segundas-feiras, sendo garantido um exemplar por pessoa. No museu, o passaporte é válido para visitação gratuita aos domingos.

Com tiragem de 300 mil exemplares, o Passaporte de Museus integra as comemorações pelos 200 anos do Museu Nacional, celebrados este ano.

Além do Museu Nacional de Belas Artes, o passaporte está sendo distribuído no próprio Museu Nacional (quintas-feiras e sábados, das 10h às 16h) e no Museu de Arte do Rio (terças e sábados, das 9hs às 17hs).

MNBA inaugura exposição sobre representação do negro na arte


“Redenção de Cã” (1895), óleo sobre tela de Modesto Brocos (1852-1936) que integra a exposição.

No final do mês que marcou a passagem dos 130 anos de assinatura da Lei Áurea, que extinguiu a escravidão no Brasil, o Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), no Rio de Janeiro (RJ), inaugurou na última quarta-feira (30) exposição que lança um olhar sobre as múltiplas representações do negro, bem como de seus protagonismos, encontradas em diversas obras pertencentes ao acervo da instituição.

“Das Galés às Galerias: representações e protagonismos do negro no acervo do MNBA” apresenta ao público cerca de 80 obras inseridas no contexto de épocas específicas, dispostas num fio condutor que perpassa o período colonial, o Brasil do Estado Novo e o Brasil atual. No percurso, as múltiplas interpretações do negro e do legado afro-brasileiro vão tomando forma.

Da escravização à ideologia do “branqueamento” – tese racista, defendida pelas elites, segundo a qual, através da imigração europeia e da mestiçagem, o Brasil em 100 anos se tornaria uma nação majoritariamente branca e apta a integrar o grupo das nações civilizadas – passando pelo mito da democracia racial, a exposição revela como os discursos sobre raça tomaram formas diferentes ao longo da história brasileira.

Em paralelo à exposição, que pode ser visitada até 19 de setembro, o MNBA promove até o próximo dia 13 uma série de oficinas criativas em torno do assunto, abertas ao público. A próxima delas acontece na próxima quinta-feira (7), das 14h às 15h30, com o tema “Artes e Oralidade: a Memória como matéria-prima do sujeito preto” (distribuição de senhas com 1h de antecedência). Saiba mais.

Wilson Piran – O MNBA também inaugurou, no último dia 30, a exposição “Nem tudo que brilha é ouro”, que apresenta 26 objetos e esculturas de diferentes materiais de autoria do artista plástico Wilson Piran – todos recobertos de falso ouro.

Nascido em Nova Friburgo (RJ) e ex-aluno da antiga Escola Nacional de Belas Artes, Piran apresentou sua primeira individual no Museu Nacional de Belas Artes em 1977. Mais de quatro décadas depois, o artista plástico exibe na instituição sua produção caracterizada pela busca de poesia nas dúvidas e incertezas do artista e da própria arte. A exposição pode ser visitada até 9 de setembro de terça a sexta, das 10h às 18h; e aos sábados, domingos e feriados das 13h às 18h.

MNBA inicia restauro de 11 esculturas

As obras integram o acervo das Galerias de Moldagens, que estão entre os locais mais visitados do MNBA, e passarão por restauro pela primeira vez.

As obras integram o acervo das Galerias de Moldagens, que estão entre os locais mais visitados do MNBA, e passarão por restauro pela primeira vez.

O Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), no Rio de Janeiro (RJ), deu início ao restauro de 11 esculturas que integram o acervo de suas Galerias de Moldagens, que estão entre os locais mais visitados da instituição.

A coleção é constituída por peças moldadas em gesso sobre originais do período romano e do grego clássico, advindas principalmente de coleções italianas e francesas, a partir do início do século XIX.

As obras, que passarão por este processo pela primeira vez, serão objeto de restauração estrutural e estética. A equipe de restauração é composta por cinco técnicos. Financiado pelo Ministério da Cultura, o projeto está orçado em cerca de R$ 500 mil e tem supervisão da coordenadora de restauração do MNBA, Larissa Long.

Um conjunto inicial de quatro obras começou a ser restaurado na semana passada. São elas as esculturas Pequeno Ídolo; Apolo Matador de Lagarto/Sauróctono; Fauno e o Cabrito; e Centauro montado por Eros/Cupido.

Mais de 1,2 mil itens do acervo MNBA estão disponíveis online

O Museu Nacional de Belas Artes (MNBA) é uma das 15 instituições brasileiras a participar do projeto O que é Arte Contemporânea? – lançado pelo Google Arts & Culture na última semana. O MNBA integra a rede do Instituto Brasileiro de Museus no Rio de Janeiro (RJ).

Café, 1935

O quadro Café (1935), de Portinari, está entre os itens mais populares na coleção MNBA no novo projeto Google Arts & Culture

O museu traz para o projeto 10 histórias, narrativas em torno de um personagem ou tema, e 1.251 itens de seu acervo, distribuídos em uma centena de coleções.

Entre os artistas brasileiros, a coleção Renina Katz é a que traz mais itens digitalizados (87). Já entre os artistas estrangeiros, destaque para o francês Eugène Boudin com 35 itens.

Também é possível encontrar coleções a partir de uma técnica específica, como Tinta Acrílica ou Água-Forte, ou movimento artístico – Barroco ou Art Nouveau, por exemplo.

É possível ainda agrupar os itens mais populares ou ver todas as coleções em uma linha do tempo. Confira a galeria com as coleções MNBA no Google Arts & Culture.

No total, participam do projeto O que é Arte Contemporânea? 51 instituições de todo o mundo. São mais de 500 obras capturadas pela Art Camera do Google, que gera imagens em ultra-resolução.

A Fundação Bienal de São Paulo, o Instituto Tomie Ohtake e unidades do Centro Cultural Banco do Brasil são algumas das outras instituições brasileiras no projeto. Todas as coleções são gratuitas tanto na web quanto no aplicativo Google Arts & Culture para Android e IOS. Saiba mais.

Texto: Ascom/Ibram
Imagem: MNBA/Divulgação

MNBA completa 81 anos com homenagens e duas novas exposições

Edifício do MNBA no início do século XX: 81 anos de história em exposição

Edifício do MNBA no início do século XX: 81 anos de história em exposição

No sábado (13), o Museu Nacional de Belas Artes (MNBA/Ibram), no Rio de Janeiro (RJ), completa 81 anos de criação e celebra a data com a entrega de diplomas e a abertura de duas novas exposições.

A cerimônia, que tem início às 11h e é aberta ao público, contará com a presença do Ministro da Cultura, Sérgio de Sá Leitão, e do presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Marcelo Mattos Araujo.

O Diploma Quirino Campofiorito é entregue pelo museu desde 2011 para personalidades que contribuíram de forma relevante para a preservação da arte, do patrimônio e da cultura brasileira. Neste ano serão agraciados ex-diretores da instituição e funcionários do museu – como Lígia Martins, atualmente com 104 anos.

Após a apresentação do Coral Unati, da Universidade Candido Mendes, serão abertas duas novas exposições: A reinvenção do Rio de Janeiro e O espaço da arte.

Resgate da memória e arte brasileira
Cerca de 60 peças, entre pinturas, documentos, objetos, gravuras e fotografias, compõem a exposição A reinvenção do Rio de Janeiro: Avenida Central e a memória arquitetônica do MNBA, que se propõe a resgatar parte da história do museu criado em 1937 e aberto ao público a partir de 1938.

Obra de Portinari (Brodósqui, 1948) estará em exposição no MNBA

Obra de Portinari (Brodósqui, 1948) estará em exposição no MNBA

A curadoria dos técnicos do museu dividiu a exposição em três núcleos: as origens do museu, abordando o papel seminal da Academia Imperial de Belas Artes; a modernização da Avenida Central (atual Avenida Rio Branco), a partir de 1904; e, por último, o protagonismo do MNBA no cenário nacional e internacional.

O aspecto da preservação também integra a mostra, ao abordar a restauração do prédio que sedia o museu – inaugurado há 110 anos.

Em processo de reformulação, a Galeria de Arte Brasileira Moderna e Contemporânea fará uma prévia do que está por vir com a exposição O espaço da arte. Estarão à mostra 51 obras da coleção MNBA, reunindo trabalhos de artistas que impactaram as artes visuais brasileiras a partir do século XX.

Optando pela abordagem da espacialidade na obra de arte, os curadores da exposição lembram que suas transformações ao longo do século passado foram essenciais para se entender as mudanças visuais e conceituais que geram conseqüências no fazer de hoje.

As exposições ficam em cartaz até 27 de maio. Saiba os horários, preço de ingressos e como chegar ao MNBA.

Texto e imagens: MNBA/Divulgação
Edição: Ascom/Ibram

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