Concurso internacional vai escolher projeto para museu afrodescendente no DF

Durante o 25º Encontro Mundial de Arquitetos, realizado entre os dias 3 e 7 de agosto na cidade de Durban (África do Sul), o presidente do Ibram, Angelo Oswaldo, anunciou a abertura de concurso internacional para a escolha do projeto arquitetônico do Museu Nacional da Memória Afrodescendente, que será erguido no Lago Sul – região administrativa do Distrito Federal (DF).

Arquitetos de todo o mundo poderão participar da concorrência, que prevê premiação em dinheiro e está sendo organizada em parceria com o Instituto dos Arquitetos do Brasil, departamento Distrito Federal (IAB-DF). O edital que definirá os critérios para a escolha do projeto tem publicação prevista para o mês de setembro.

Angelo Oswaldo conheceu, na cidade de Pretoria, o Freedom Park

Referências internacionais: Angelo Oswaldo visitou, na cidade de Pretória, o Freedom Park

O museu será construído no interior do futuro Parque Mandela, que será criado numa área de 65 mil m² localizada às margens do lago Paranoá e já cedida pelo Governo do Distrito Federal.

Já o museu terá entre 12 mil e 15 mil m² e contará, além de salas para exposições de longa e curta duração, com área para o desenvolvimento de projetos educacionais.

Referências
Durante a passagem pela África do Sul, o presidente do Ibram conheceu a experiência de museus que servirão de referência para o futuro Museu Nacional Afro-Brasileiro de Cultura e Memória – concebido em parceria com a Fundação Cultural Palmares e a Fundação Casa de Rui Barbosa.

Em Joanesburgo, visitou o Museu do Apartheid, onde foi recebido por seu fundador e curador, Christopher Till; na cidade de Pretória, conheceu o Freedom Park, que inclui memorial dedicado a líderes que lutaram contra a segregação racial; conheceu ainda, na Cidade do Cabo, o Slave Lodge, que aborda a história da escravidão em território sul-africano.

“Assim como na África do Sul essas narrativas se mostram imprescindíveis na conscientização e na transformação sociopolítica e comportamental do público, queremos que o Museu Nacional Afro-Brasileiro de Cultura e Memória possa irradiar uma compreensão mais lúcida sobre a presença e legado da África na cultura e na história do Brasil”, explicou Angelo Oswaldo.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: DivulgaçãoÚltima atualização: 5.9.2014