Página 3 de 612345...Última »

Sábado Cultural no Museu Lasar Segall

Neste sábado, 12 de dezembro, o Museu Lasar Segall/Ibram promoverá várias atividades. Na programação, aula aberta sobre cinema russo, lançamento de livro e contação de histórias. A entrada para qualquer um dos eventos é gratuita.lasar segall_AULA ABERTA 12DEZ_NEIDE JALLAGEAS-CARTAZETE-thumb

Das 15h às 17h, a Aula aberta sobre Andrei Tarkóvski e a perspectiva inversa, será ministrada pela Prof.ª Dr.ª: Neide Jallageas, editora da Kinoruss Edições e também pesquisadora da cultura visual russa. O conteúdo abordará o conceito de Perspectiva Inversa, formulado pelo teólogo e historiador da arte Pável Floriênski, presente no cinema de Andrei Tarkóvski.

novo Lasar Segall_CONV ELETRONICO_LIVRO CLAFER-LS-MULTIPLOS OLHARES (5)Às 15h30, haverá o lançamento do livro Lasar Segall: Múltiplos Olhares, do jurista Celso Lafer e editado pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, com apoio do Museu Lasar Segall, que cedeu as imagens que ilustram a obra. O livro é organizado em duas partes: a primeira constituída por ensaios, concebidos originalmente para catálogos de exposições de Segall, realizadas no Brasil e no exterior, dedicados à análise das múltiplas vertentes da obra e da vida do artista. A segunda parte traz textos do autor apresentados em eventos de caráter diverso. Nele, o autor descreve um pouco sobre seu vínculo de parentesco e amizade com a família de Lasar Segall.

Na sequência haverá, ainda, o 1º Encontro Guismo de Contação de Histórias, lasar segall_FOLDER_CONTACA-HIST_C-LITERARIA1com a Arte-educadora e atriz Patty Mattioli. O Encontro é voltado a educadores, contadores e admiradores de uma boa história, a iniciativa tem como objetivo resgatar a tradição dos contos orais. O evento será dividido em duas etapas, na primeira Mattioli contará histórias, para em seguida apresentar técnicas realizadas por meio de exercícios práticos, e abrir espaço para debates, reflexões e trocas de experiências sobre o tema.

O Museu Lasar Segall fica na Rua Berta, 111, em São Paulo, e está aberto à visitação de quarta a segunda-feira, das 11h às 19h. Mais informações pelo telefone (11) 2159.0400 ou no site do museu.

Museu Lasar Segall abre mostra no próximo sábado (28)

???????????????????????????????O Museu Lasar Segall/Ibram, em São Paulo, dando continuidade a temporada de exposições temporárias, a partir do dia 28 de novembro próximo apresenta mais uma vez ao público fotografias de Facundo de Zuviría (Argentina 1954). A mostra intitulada Frontalismo: Facundo de Zuviría, traz 36 fotografias da série Siesta Argentina, produzida entre 2001 e 2003. No mesmo dia, ainda, será inaugurada a nona edição do projeto Intervenções que tem como convidado o artista Macaparana.

A série de Zuviría faz alusão ao período de grave crise econômica, política e social enfrentada na Argentina a partir do ano 2001, que diante da fuga de capitais, do déficit fiscal, da recessão e das restrições impostas a saques bancários, geraram no país distúrbios que levaram a greve geral, manifestações, saques e ondas de violência.

O olhar do fotógrafo, num primeiro momento, se atém com familiaridade à paisagem urbana e a memória cotidiana da cidade por meio de bares, cabelereiros, tinturarias e estabelecimentos comerciais, reconhecidos e enquadrados a partir da frontalidade, para em seguida capturar no instante fotográfico os restos de cartazes, pichações inacabadas, anúncios publicitários sobrepostos contrapondo-se a superfícies claras e límpidas, como se essa fosse a condição natural do país.

As fotografias mostram, mesmo que não explicitamente, a crise econômica, política e social, na qual o país estava mergulhado naquele momento, proporcionando ao público a possibilidade de refletir tais questões por meio das próprias imagens.

Intervenções

Em sua nona edição o projeto Intervenções, que apresenta anualmente três artistas contemporâneos, com projetos inéditos, no jardim do Museu, propiciando ao público uma reflexão sobre as relações entre espaço arquitetônico, espaço público e artes visuais, convidou o artista Macaparana (PE-1952), pintor, desenhista e escultor.

A obra é um díptico confeccionado em aço inoxidável, um desdobramento da série Sara executada sobre papel em homenagem a uma grande amiga, feito a partir de hastes e esferas fixadas ao chão e na parede, apresentadas em duas situações, na vertical e na horizontal.  Retas e círculos projetados no espaço, representando um jardim. Ele estabelece conexões entre o universo plástico do artista, e o ambiente cercado pela vegetação.

As estruturas duras, rígidas e frias dos objetos ampliam o campo de visão e a percepção sobre as relações entre arte e natureza. Há uma interação entre o jogo de luzes e sombras, em diferentes situações, proporcionada pela luz natural e artificial.

Texto e foto: Ascom Museu Lasar Segall

Museu Lasar Segall reabre seu acervo ao público

Eternos caminhantes, 1919

Eternos caminhantes, 1919

O Museu Lasar Segall/Ibram, em São Paulo,  após 18 meses fechado para reforma de infraestrutura, apresenta seu acervo ao público, por meio da mostra Idas e vindas – Segall e o Brasil, a partir do dia 07 de novembro, às 17h.

A exposição conta com cerca de 80 obras, e traz um panorama da produção de Lasar Segall (1891-1957), com enfoque na “fase brasileira” e seus desdobramentos, abarcando períodos desde sua produção inicial, fortemente influenciada pelo impressionismo, com obras como Leitura, passando pelo período expressionista alemão com as pinturas Eternos caminhantes Autorretrato II, ambas de 1919, até sua produção final na década de 1950 com a série de Florestas e paisagens de Campos de Jordão. Ainda serão expostos objetos de seu ateliê e residência, bem como textos de autoria do artista, que contextualizam cada período abordado.

Os deslocamentos de Segall entre o velho e o novo mundo, cruzando o Atlântico, foram fundamentais para a criação de temas que foram recorrentes em sua obra, tais como Emigrações, Erradias, Florestas, Retratos e o Mangue carioca.

Essa experiência, das idas e vindas, refletiu no olhar de Segall sobre identidades, singularidades e injustiças sociais, revelando uma visão crítica da sociedade ocidental, a fragilidade do destino humano, e a concepção que tinha sobre o papel do artista e das artes, tais caminhos e descaminhos são evidenciados em seus textos presentes na exposição.

Serviço

Exposição: Idas e vindas – Segall e o Brasil

Local: Museu Lasar Segall

Período: 07 de novembro de 2015 a 26 de setembro de 2016

Horários de funcionamento: de quarta a segunda-feira, das 11h00 às 19h00

Fechado: Terças-feiras

Endereço: Rua Berta, 111 – Vila Mariana – SP/SP – Brasil – CEP 04120-040

Telefone: 11.2159.0400 – e-mail: info@mls.gov.br

Museu Lasar Segall reabre oficialmente no sábado (12)

12.09 lasar segallApós 18 meses fechado para fazer uma reforma de infra-estrutura (elétrica, climatização, telhado, iluminação e segurança), o Museu Lasar Segall/Ibram, em São Paulo, reabre suas portas neste sábado, 12 de setembro, às 17h.  A reforma foi realizada com recursos do Fundo Nacional de Cultura (FNC) e da Petrobras.

As mostras que reinauguram oficialmente o Museu são Cárceres a duas vozes: Piranesi e Ana Maria Tavares e Intervenções VIII – Rotatórias (Tête-à-tête) de Ana Maria Tavares.

Cárceres a duas vozes: Piranesi e Ana Maria Tavares: a mostra contará com dezesseis gravuras dos Cárceres (c.1761), de Giovanni Batista Piranesi (Veneza 1720 – Roma 1778) cedidas pela Biblioteca Nacional, Rio de Janeiro, em diálogo com a artista brasileira contemporânea Ana Maria Tavares (Belo Horizonte 1958), que, seduzida pela estrutura labiríntica dos Cárceres apresenta, uma obra em série intitulada Airshafts para Piranesi.

A obra original de Piranesi, que inspirou Tavares, tinha por título Cárceres de invenção, e foi produzida precocemente pelo artista aos vinte e cinco anos de idade, e anos mais tarde foi retrabalhada com efeitos mais sombrios e detalhados levando-o à consagração para a posteridade. Os Cárceres são claustros imaginários utópicos, que podem ser associados a um projeto pós-moderno, com escadas que se multiplicam infinitamente e que levam a lugar nenhum, pontes partidas e suspensas no ar, instrumentos de tortura sem carrascos numa monumentalidade vazia.

Nas palavras de Jorge Schwartz, diretor do Museu Lasar Segall, a escolha para exibir Cárceres num museu de perfil expressionista como o Segall deriva “da forte tradição do Museu com a gravura, e do fato de que não há como dissociar as prisões de Piranesi do clima sombrio e tortuoso dos filmes do cinema expressionista alemão dos anos 1920”.

Além das obras de Piranesi, haverá no espaço expositivo a reprodução o vídeo dos Carceri, com 11 minutos, realizado por Gregoire Dupont, e os vídeos dos Airshafts de Ana Maria Tavares. Com o advento das novas tecnologias digitais foi possível reproduzir cárceres em movimento, o que leva a uma dimensão inusitada das obras em questão.

O projeto Intervenções tem como objetivo apresentar artistas contemporâneos no espaço interno (jardim) do Museu, em que cada artista convidado realiza um projeto de instalação/intervenção que proporcione ao público visitante uma reflexão sobre as relações entre espaço arquitetônico, espaço público e artes visuais.

Em sua oitava edição a artista convidada Ana Maria Tavares realizou a obra Rotatórias (Tête-à-tête), confeccionadas em aço inox polido espelho, e posicionadas de maneira a criar um arranjo orgânico no jardim do museu. Segundo a própria artista “…Tête-à-tête é uma composição para cúmplices, um ambiente de encontro a céu aberto: é forma e função; um jogo entre o deleite visual da forma em sua condição pura e isolada e sua utilização como descanso do corpo. Neste contexto as esculturas tornam-se mobiliário e irão cumprir a tarefa de transformar o atual caminho, aquele que liga a porta de entrada à sala de exposição ou o café, em uma pequena praça, local onde o tempo é dilatado para simples fruição. Ao invés de apenas atravessar o espaço, a intervenção pressupõe a possibilidade do encontro com o outro”.

ibram - sbm - minc - brasil_cor.cdr

Texto: Ascom Museu Lasar Segall

Mostra “Mário de Andrade e seus dois pintores” chega ao Museu Lasar Segall

mario_e_seus_dois_pintoresO Museu Lasar Segall/Ibram abre no sábado, dia 08 de agosto, às 17h, a exposição Mário de Andrade e seus dois pintores: Lasar Segall e Candido Portinari. A mostra teve temporada carioca no Museu Chácara do Céu até dia 27 de julho. Sob a curadoria de Anna Paola Baptista, a mostra é uma celebração de mais de duas décadas de admiração e amizade entre Mário de Andrade (1893 -1945) e os dois artistas. O evento ainda homenageia os 70 anos de falecimento de Mário de Andrade, completados este ano.

O contexto em que se ancora a exposição Mário de Andrade e seus dois pintores: Lasar Segall e Candido Portinari é o de um cenário de mudanças no meio artístico nacional. Entre a década de 1920 e meados da década de 1940 assiste-se ao nascimento e sedimentação da arte moderna no Brasil. O eixo curatorial acompanha este percurso desde as primeiras lutas contra a arte chamada “passadista” (identificada com o parnasianismo na literatura e o academicismo nas artes plásticas), quando Segall (1891-1957) fixa-se no Brasil sendo logo acolhido nas hostes modernas, e prossegue com a segunda geração modernista, da qual Portinari (1903-1962) foi o principal expoente. Nesse momento, o moderno já havia adquirido algum lastro e infiltrava-se nas instituições, apesar do público geral ainda mostrar resistência.

Para Mário de Andrade, Segall e Portinari passaram a ser seus “dois pintores”, não só porque melhor capturaram o escritor em tela, mas porque eram, em sua opinião, “os que contavam mesmo” na cena cultural brasileira. E ele passaria a viver entre os dois na medida em que se desenvolveu uma extrema polarização entre Segall e Portinari no âmbito do mundo artístico brasileiro.

Segundo a curadora, Anna Paola Baptista, “a rivalidade entre os dois artistas, se não era certamente promovida ou causada por Mário de Andrade, com certeza passava também por ele, que tentava administrá-la, por vezes mitigando, por vezes fustigando. Com exceção de considerações tecidas acerca dos seus dois retratos (e estas somente em cartas para amigos), Mário jamais escreveu crítica comparativa da obra dos artistas. Mas o fato é que se sentia irremediavelmente colhido na rede de intrigas e partidarismos que ele afirmava o enojar. ”

A exposição é composta por 50 obras de Lasar Segall e Candido Portinari, produzidas entre 1913 e 1943, pertencentes a coleções institucionais e particulares. Elas foram selecionadas com o intuito de criar um panorama da arte dos dois pintores a partir das impressões tecidas na crítica de arte e da relação pessoal que o escritor mantinha com ambos. São, portanto, as ideias e opiniões de Mário de Andrade que guiam o percurso das obras e sua distribuição em pequenos conjuntos. Também são de sua autoria os comentários que acompanham cada um dos trabalhos da exposição.

Algumas obras-primas estarão reunidas na mostra como as telas, e “A Barca” (1941), “Espantalho” (1940) de Portinari; e “Os eternos caminhantes” (1919), “Bananal” (1927), de Lasar Segall, e os icônicos retratos de Mário de Andrade, pertencentes ao Instituto de Estudos Brasileiros (IEB), pintados por Segall, em 1927 e por Candido Portinari, em 1935.

Segundo Vera de Alencar e Jorge Schwartz, respectivamente diretores dos Museus Castro Maya e Lasar Segall, “Durante as décadas de 1920-1940, Lasar Segall e Candido Portinari figuraram como dois dos mais relevantes pintores do panorama cultural brasileiro. Eles encarnaram o ideal de artista proposto por Mário de Andrade e com ele partilharam laços de sociabilidade. Seu foco nessas duas grandes personalidades fez com que por ele fossem chamados de ‘meus dois pintores’, o que nos levou a prestar essa homenagem ao autor de Macunaíma. Ela procura traduzir os vários momentos dessa amizade. As obras selecionadas ficam ainda mais significativas quando se tem o privilégio de observá-las juntas, oferecendo, assim, uma representação do trabalho de três dos mais importantes atores de nosso cenário artístico moderno”.

No dia da abertura da exposição estará disponível para venda o catálogo Mário de Andrade e seus dois pintores: Lasar Segall e Candido Portinari, com apresentação dos diretores Vera de Alencar e Jorge Schwartz, respectivamente diretores dos Museus Castro Maya e Lasar Segall, e texto da curadora Anna Paola Baptista, e de Guilherme Bueno. Edição Museus Castro Maya, com 120 páginas, papel couché fosco 170g/m2. O valor é de R$ 60,00, no dia da abertura da mostra o catálogo poderá ser adquirido com 30% de desconto.

Texto: Ascom Museu Lasar Segall

Mostra ‘Lasar Segall – Navio de Emigrantes’ chega a São Pedro (SP)

Segall_Navio_Sao_Pedro_1O Museu Gustavo Teixeira, em São Pedro (SP), recebe a mostra de gravuras Lasar Segall – Navio de Emigrantes, a partir desta sexta-feira (3)A exposição é parte da série itinerante produzida pelo Museu Lasar Segall/Ibram, que circula  pelo interior paulista, com apoio do Sistema Estadual de Museus de São Paulo (SISEM-SP), coordenado pela Secretaria da Cultura do Estado, da Associação Cultural de Apoio ao Museu Casa de Portinari (ACAM Portinari) e da prefeitura.

A mostra é composta por 20 reimpressões de gravuras de Lasar Segall (Vilna 1891 – São Paulo 1957), especialmente realizadas para esse fim, relacionadas ao tema desenvolvido pelo artista desde sua primeira viagem ao Brasil, em 1912.

Nas posteriores travessias de Segall, no ir e vir da Europa, ele desenvolve o tema por meio de uma infinidade de desenhos de anotação realizados em pequenos cadernos de bolso, e estes dão origem, na década de 1920, às gravuras da série Emigrantes, e ao final da década de 1930, coincidindo com o início da segunda guerra, o artista pinta a grande tela Navio de Emigrantes (1939-1941).

A parceria com o Museu Lasar Segall atende à linha de ação do SISEM-SP em promover a articulação de exposições e a produção de publicações em todo o estado de São Paulo, com o objetivo de qualificar, aperfeiçoar e valorizar as organizações e os acervos museológicos paulistas.

Gratuita, a visitação acontece até 12 de setembro de 2015, de terça a sexta-feira, das 9h às 12h e das 13h30 às 17h; aos sábados, das 9h às 13h. O Museu Gustavo Teixeira está na Rua Joaquim Teixeira de Toledo, nº 524. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (19) 3481-9205 ou no site do Sistema Estadual de Museus de São Paulo.

Exposição reúne obras de Portinari e Segall sob o olhar de Mario de Andrade

mario_e_seus_dois_pintoresO Museu Chácara do Céu/Ibram, no Rio de Janeiro, inaugurou na quarta-feira (27), a exposição Mário de Andrade e seus dois pintores: Lasar Segall e Candido Portinari, que homenageia o escritor falecido há 70 anos e celebra mais de duas décadas de admiração e amizade entre Mário de Andrade e os dois artistas.

A curadora da exposição, Anna Paola Baptista, priorizou na seleção as obras e o pensamento de Mário de Andrade.

“Escolhi obras que ele tivesse comentado, para bem ou para mal, ou, na falta de uma obra específica, uma obra que simbolizasse aquele período da carreira do artista que Mário estivesse tratando, para ficar como se fosse uma exposição em que o próprio escritor era, digamos, o curador. As obras são acompanhadas, cada uma tem uma frase ou um comentário sobre ela”, diz Anna Paola.

Entre os destaques da exposição, os dois retratos de Mário, um pintado por Segall (1927), outro por Portinari (1935) reforçam as diferenças de estilo entre ambos. Segundo o próprio escritor, Segall teria revelado seu lado mais sombrio, sua parte diabólica, enquanto que Portinari teria revelado seu lado angelical.

As 50 obras apresentadas, 25 de cada artista, são provenientes de várias instituições e de acervos de colecionadores e foram produzidas entre 1913 e 1943. O olhar de Andrade sobre as obras de Segall e Portinari rendeu catálogos de exposições, críticas e artigos, reunidos no Instituto de Estudos Brasileiros (IED) da Universidade de São Paulo (USP). Também fazem parte da mostra, entre outras telas, Mestiço (1934), Colona sentada (1935) e A Barca (1941), de Portinari, e Os eternos caminhantes (1919), Bananal (1927) e Pogrom (1937), de Segall.

A exposição fica aberta até 27 de julho no Museu Chácara do Céu e, no início de agosto, seguirá para o Museu Lasar Segal/Ibraml, em São Paulo (SP). Conheça o Museu Chácara do Céu.

Texto e imagem: Divulgação Chácara do Céu

Diretor do Lasar Segall aborda modernidades antropofágicas no MoMA

A Semana de Arte Moderna de 1922 e o conceito de Antropofagia na cultura, criado no final da década de 1920 pelo poeta Oswald de Andrade como uma resposta à Semana, voltam à tona  em Nova Iorque (Estados Unidos).

Durante o programa Perspectivas da Arte Moderna e Contemporânea em uma Iniciativa da Era Global (tradução livre), promovido pelo Museu de Arte Moderna (MoMA), o diretor do Museu Lasar Segall, Jorge Schwartz, ministrará a palestra Estratégias curatoriais: modernidades antropofágicas, no dia 9 de outubro.

Capa da revista onde foi publicado o Manifesto Antropofágico

Capa da revista onde foi publicado o Manifesto Antropofágico em 1928

Segundo o diretor do museu, que integra a rede do Instituto Brasileiro de Museus em São Paulo, sua apresentação tem caráter retrospectivo e descreve os antecedentes da exposição Da Antropofagia a Brasília: Brasil 1920-1950,  que teve lugar no Instituto Valenciano de Arte Moderna, no ano 2000, e, dois anos mais tarde no Museu de Arte Brasileira, em São Paulo.

Em sua palestra, Schwartz também abordará estratégias curatoriais que envolveram cinco curadores associados, 700 obras pertencentes a 144 artistas e empréstimos vindos de mais de cem coleções.

“Gostaria de cotejar a exposição com iniciativas que, de alguma forma, estabelecem diálogos com o meu recorte: especialmente a Bienal da Antropofagia (24a Bienal de São Paulo, 1998) e Brazil: Body and Soul (Guggenheim, NYC, 2001-2002),” explica.

Outras referências que serão utilizadas são o catálogo bilíngue de Da Antropofagia a Brasília, a Caixa Modernista (2003) – que reúne cerca de 30 elementos importantes para o modernismo brasileiro, como livros, catálogos, fotos e documentos da Semana de 22 – e Do Amazonas a Paris (2005).

Convites
Ainda no MoMA, Jorge Schwartz estará com a curadora de fotografia Sarah Meister, que prepara uma exposição com trabalhos dos argentinos Horacio Coppola e Grete Stern para o próximo ano. Ambos os fotógrafos já tiveram suas obras expostas no Museu Lasar Segall.

O diretor também foi convidado para participar da fala de abertura da exposição Egon Schiele Portraits na Neue Galerie, ao lado de Alessandra Comini, conhecida como a maior especialista no artista austríaco. Além de palestrante, ela é curadora da exposição.

Texto: Ascom/Ibram (colaboração Museu Lasar Segall)
Imagem: Divulgação

Portarias reconhecem associações de amigos de museus Ibram

O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) fez publicar hoje (25), no Diário Oficial da União (DOU), cinco portarias que reconhecem como legítimas e prontas para produzir os efeitos decorrentes das ações previstas em estatutos sociais as associações de amigos dos museus Castro Maya (Chácara do Céu e Museu do Açude, RJ), Museu da Inconfidência (MG), Museu Lasar Segall (SP), Museu Victor Meirelles (SC) e Museu Histórico Nacional (RJ) – todos integrantes da rede de museus Ibram.

O reconhecimento das entidades, realizada pela Diretoria Colegiada do instituto em 15 de julho, dá sequência ao ordenamento jurídico relacionado ao decreto que regulamentou o Estatuto de Museus, publicado em outubro de 2013, no qual há destaque para as associações de amigos, que devem “apoiar e colaborar com as atividades dos museus, contribuindo para seu desenvolvimento e para a preservação do patrimônio museológico”.

Requisitos
No âmbito do Poder Executivo Federal, a atuação das associações, especialmente em relação à captação de recursos, fica condicionada ao prévio reconhecimento da entidade por ato administrativo do museu ou instituição a que ele esteja vinculado, cabendo ao Ibram estabelecer requisitos para o reconhecimento das associações de amigos de seus museus.

Em 28 de outubro de 2011, foi publicada a Instrução Normativa (IN) nº1, dispondo sobre critérios que definam as relações entre os museus que integram o Ibram e suas respectivas associações de amigos.

A partir da IN, as entidades ficam condicionadas ao prévio reconhecimento por parte do instituto, que passa a adotar requisitos mínimos para sua aprovação, como ser entidade da sociedade civil sem fins lucrativos e ter como finalidade exclusiva “o apoio, a manutenção e o incentivo às atividades dos museus a que se refiram”.

As associações deverão então encaminhar ao Ibram um Plano Anual de Atividades, contendo planos, projetos e ações a serem realizados no decorrer do ano – levando em conta os Planos Museológicos dos museus aos quais estão ligadas.

Texto: Ascom/Ibram

Matéria relacionada
Ibram/MinC publica normativa sobre associações de amigos de museus

Encontro de comitê do Icom contou com relatos de experiências de museus Ibram

O Museu Lasar Segall (SP) e o Museu da República (RJ), vinculados ao Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC), estiveram representados, entre os dias 23 e 28 de junho, no IX Encontro Regional do Comitê de Educação e Ação do Conselho Internacional de Museus (Ceca-Icom), realizado em Lima, (Peru), onde foram apresentadas experiências de diversos museus da América Latina e do Caribe voltadas para o bem comum.

ceca_logoA diretora do Museu da República, Magaly Cabral, que é membro do comitê  há 37 anos, falou no encontro sobre as experiências da instituição com o projeto educativo Trabalho e Cidadania, desenvolvido a partir da exposição Trabalho, Luta e Cidadania – 70 anos da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).

No projeto, os educadores do museu trabalharam com alunos jovens e adultos, com idade entre 15 e 70 anos. “Muitos eram trabalhadores domésticos. O museu abriu à noite para recebê-los, foi muito interessante”, explicou. Segundo a diretora, o Museu da República é frequentemente citado em eventos, como o Encontro Regional Ceca-Icom, como exemplo por suas ações educativas.

Magaly Cabral ressalta que a principal mensagem do encontro foi a de que os  museus devem estar cientes de sua responsabilidade frente ao público. “Nós devemos sempre ouvir o público e estar com ele. Sem público não existe museu, a instituição vira apenas um depósito”, afirmou.

O Museu Lasar Segall também compartilhou suas experiências por meio da palestra Educador em foco: autonomia e protagonismo no Museu Lasar Segall. Elaine Carvalho Fontana, educadora do museu, expôs a forma colaborativa de gestão da equipe na instituição. Nessa linha, o educador – que está em contato direto com o público – atua como protagonista, realiza pesquisas e compartilha experiências pessoais com a equipe do Lasar Segall.

O encontro
O tema do IX Encontro Ceca-Icom 2014, Museus e Bem Comum, teve o intuito de analisar a educação dentro dos museus como veículo para alcançar o desenvolvimento sociocultural, em relação aos assuntos de identidade e à mudança política.

Entre os objetivos estavam recuperar o imaginário coletivo e reforçar a identidade cultural através da educação nos museus, multiplicar esforços e experiências, conectar os museus a partir do vínculo educativo, desenvolver a cooperação entre profissionais para criar projetos internacionais.

A Comissão de Educação e Ação Cultural (Ceca) é um dos mais antigos comitês internacionais do Conselho Internacional de Museus. Com mais de mil membros provenientes de cerca de 85 países, uma de suas maiores comissões, é formada por profissionais que atuam em diferentes setores do campo museal ou em instituições ligadas a área. Saiba mais (em espanhol).

Texto: Ascom/Ibram

Página 3 de 612345...Última »