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Museu Histórico Nacional promove seminário sobre coleções e colecionadores

Entre os dias 3 e 5 de outubro de 2011, o Museu Histórico Nacional/Ibram, em parceria com o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB), promove o Seminário Internacional Coleções e colecionadores: a polissemia das práticas. As incrições são gratuitas.

As mesas-redondas e a conferências visam estimular reflexões e debates sobre a formação de coleções, seus usos, suas valorações, os agentes envolvidos na prática colecionista e sua patrimonialização.

Procura ainda compreender em que medida a reunião de acervos, ao ser preservada e disponibilizada em instituições públicas, em galerias de arte e em exposições, agrega valores e sentidos que contribuem para a construção de gostos, memórias coletivas e identidades culturais. A programação completa está disponível aqui.

Outras informações pelos telefones (21) 2550-9220 ou 9238 e pelos e-mails mhn.comunicacao@museus.gov.br e mhn.pesquisa@museus.com.br/.

Fonte: Ascom MHN/Ibram

Inaugurada exposição “Mulheres na Coleção do Museu Histórico Nacional”

O Museu Histórico Nacional/Ibram/MinC inaugurou, nesta quinta-feira, 1º de setembro,  a exposição MULHERES na coleção do Museu Histórico Nacional. A mostra é parte das comemorações da 5º Primavera de Museus, cujo tema este ano é “Mulheres, Museus e Memória”, e fica em cartaz até 30 de outubro.

A exposição reúne 200 itens, entre os quais a escultura de Minerva, deusa romana da sabedoria, das artes e da estratégia de guerra, mas também da misericórdia e da pátria; iconografia e peças que pertenceram a princesas, imperatrizes e nobres;  rocas e máquinas de costura, utilizadas por gerações de mulheres no sustento da família; fotografias de mulheres indígenas, indumentária e acessórios e medalhas com representações femininas.

Em exposição ainda estão as caricaturas (como a da foto) da artista plástica Nair de Teffé, esposa do Presidente Hermes da Fonseca, que, sob o pseudônimo de RIAN, retratou políticos e personalidades de sua época, e o quadro de Anita Garibaldi, considerada no Brasil e na Itália um exemplo de dedicação e coragem, pela sua participação na Revolução Farroupilha no sul do Brasil e, posteriormente,  na luta pela unificação da Itália.

Em destaque também está uma instalação com leques, que apresenta a iconografia sobre o seu uso e um vaso ritual japonês, em bronze, com figura feminina portando um leque. Há, ainda, um núcleo dedicado ao matrimônio, com vestidos de noiva e acessórios e que demonstram a evolução da indumentária do início do século XX  até 2011.

Como parte da programação do MHN para a 5ª Primavera de Museus será realizada, dia 21 de setembro, às 10h, a mesa redonda A Construção da Cidadania Feminina no Brasil,  com a participação da jornalista Ana Arruda Callado; da delegada Célia Rosa Silva, da Delegacia Legal da Mulher; e da escritora Mary Del Priori. A entrada para o evento é gratuita e, em seguida, será feita visita mediada à exposição.

Serviço:

Museu Histórico Nacional
Local:
Praça Marechal Âncora, s/nº (próximo à Praça XV), Rio de Janeiro (RJ)
Horário: Aberto ao público de  terça a quinta-feira, das 10h às 17h30; sábados, domingos e feriados (exceto Natal, Ano Novo, Carnaval e dias de eleições), das 14h às 18h. Fechado às segundas feiras, mesmo que feriado.
Informações: www.museuhistoriconacional.com.br e (21) 2550-9220�
Ingresso para as exposições: R$ 6,00, de terça a sábado. Aos domingos, a entrada é franca.

Foto: Caricatura do casamento da Princesa Margareth, feita por Nair de Teffé sob pseudônimo de RIAN. Do acervo do Museu Histórico Nacional/Ibram/MinC.

Fonte: Assessoria de Comunicação do Museu Histórico Nacional

Museu Histórico Nacional leva exposição itinerante à zona oeste do Rio de Janeiro

Como parte do projeto Exposições Itinerantes, do Museu Histórico Nacional, foi aberta a comunidade do bairro de Santa Cruz, zona oeste do Rio de Janeiro, na última quinta-feira (4), a exposição Pelas Ruas e Calçadas – Comércio Informal e Ambulante, Ontem e Hoje.

Em cartaz na sede da Associação SerCidadão, a exposição apresenta a evolução do comércio informal e ambulante ao longo dos séculos com base em iconografia de época e fotografias do século XX. Fotos dos atuais ambulantes da região também integram a exposição.

Vendedores de cuzcuz, doces, empadas e uma legítima baiana do acarajé, entre outros ambulantes locais, marcaram presença na abertura da exposição, que conta com a participação da comunidade também no aspecto educativo. Oito alunos do Pré-Vestibular Comunitário local, treinados por funcionários do setor educativo do MHN e auxiliados por um professor de História, se encarregam das visitas mediadas oferecidas ao público visitante.

A exposição fica em cartaz até 9 de setembro na sede da Associação SerCidadão. Construção do século XIX, o local serviu de residência ao senador pernambucano Júlio Cesário de Mello, que atuou como médico sanitarista em Santa Cruz nos primeiros anos do século XX. A casa serviu de cenário para a gravação da telenovela “O Bem Amado”.

Serviço:
Pelas Ruas e Calçadas – Comércio Informal e Ambulante, Ontem e Hoje
Onde: Sede da Associação SerCidadão. Rua Dona Fernanda, 140. Santa Cruz – RJ
Quando: De segunda a sexta, das 9h às 15h.
Quanto: Entrada gratuita.
Telefone para agendamento de visita mediada: 2221-8830

Programa da TV Brasil divulga museus do Rio de Janeiro

O programa Repórter Rio, da TV Brasil, inaugura nesta quarta-feira, 3/8, a série Vamos ao Museu?, que irá ao ar toda semana (às quartas, das 12h às 12h30), sempre com um museu como tema. A série vai mostrar a riqueza histórica e cultural guardada nos museus da cidade do Rio de Janeiro.

A intenção é usar uma linguagem moderna para “guiar o telespectador por diferentes épocas, civilizações e costumes que revelam curiosidades sobre a vida do povo brasileiro e de seus antepassados”, anuncia a emissora.

O quadro de estréia apresenta o Museu Histórico Nacional/Ibram. Foi feita extensa gravação no circuito de exposição de longa duração do museu, com destaque para a iconografia de Tiradentes, carruagens e a Santa do Pau Oco, entre outras peças.

O Museu da República/Ibram e o Museu Nacional Quinta da Boa Vista serão as próximas atrações do programa, e logo outras instituições museais também serão mostradas. O programa tem roteiro e direção de Renata Chaiber e edição e apresentação de Cláudia Tisato.

Veja o vídeo de divulgação da série: http://www.youtube.com/watch?v=8A3FQ7Qh9UY

Qualificação em Estudos de Público encerra inscrições

As inscrições para a Oficina de Qualificação em Estudos de Público, que será realizada dia 3 de agosto, no Museu Histórico Nacional, estão encerradas. Devido ao grande número de pedidos, o Ibram disponibilizou vagas extras, mas estas também se esgotaram.

A oficina será ministrada pela professora Dra. Rosane Carvalho, com o objetivo de qualificar profissionais que atuam em instituições museais e centros culturais para a elaboração de pesquisas de público.

Pesquisa em coleção de moedas do MHN tem repercussão internacional

Após quatro anos de intensa pesquisa sobre a coleção de moedas pertencente ao Museu Histórico Nacional (MHN/Ibram), a professora Marici Magalhães, bolsista da Faperj, selecionou 1.750  moedas cunhadas por gregos, romanos e povos sob a sua influência para integrarem a publicação  “Sylloge Nummorum Graecorum Brasil”, editada com o patrocínio do Ibram e apoio da Associação de Amigos do MHN.

Casa do Trem abriga a coleção de numismática do MHN. Foto: Eneas de Loreto

A obra teve a chancela do Conselho Internacional de Numismática, que reconheceu a importância internacional dessa coleção: além das moedas gregas propriamente ditas, inclui moedas produzidas por todas as antigas civilizações sob a influência greco-romana, abrangendo geograficamente desde a costa atlântica da Europa até o noroeste da Índia, e cronologicamente desde as primeiras cunhagens gregas em aproximadamente 600 a.C até o final do século III d. C. Com quase duas mil peças, a coleção é bastante significativa e completa, pois reúne desde os mais antigos exemplares cunhados na Ásia Menor até as Moedas Provinciais de Alexandria no Egito, possuindo moedas das mais variadas cidades de três diferentes continentes. Por tais características, a  “Sylloge Nummorum Graecorum Brasil” é a única do gênero a representar a América do Sul entre as grandes coleções mundiais do gênero.

Encaminhada a museus e bibliotecas do Brasil e exterior, a publicação está tendo uma excelente repercussão, sendo considerada um “primoroso trabalho de catalogação”; “divulgação de um material riquíssimo de pesquisa existente em nosso país”, ”muito útil para todos que estudam a antiguidade clássica”, ”marco na numismática brasileira” e “produção científica altamente qualificada”.  Do Gabinete de Medalhas da Biblioteca Nacional de França vieram palavras de incentivo: “uma nova e valiosa contribuição ao desenvolvimento da numismática clássica, exemplo a ser seguido por outras instituições da América do Sul”. A Biblioteca do Vaticano pediu mais um exemplar da obra para incorporação ao acervo.

A publicação já está à venda na Loja do Museu Histórico Nacional (informações pelo telefone 21 2240-8078) e também disponível on line, no âmbito da parceria MHN/DOCPRO (acessar http://www.docpro.com.br/mhn/bibliotecadigital.html).

Fonte: Assessoria de Imprensa do MHN

Museu Histórico Nacional/Ibram homenageia garis

O Dia do Gari é comemorado no dia 16 de maio e durante todo o mês de maio o Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro (RJ) estará de portas abertas a todos os garis que queiram visitar a instituição. O museu, na exposição “Cidadania em Construção”, incluiu um uniforme de gari ao lado de outros trajes ligados ao trabalho. Essa exposição tem como objetivo a reflexão sobre o processo de construção da cidadania, a partir dos direitos individuais, políticos e sociais.

Maio é mês de RioHarpFestival – Música no Museu

O RioHarpFestival/Música no Museu chega a sua sexta edição neste ano, trazendo ao Rio de Janeiro harpistas de mais de 20 países para apresentações em diversos pontos da cidade, de 1º a 31 de maio.

Todos os concertos são gratuitos. Além dos locais habituais de Música no Museu, as apresentações ocorrerão nos principais pontos turísticos do Rio de Janeiro, como Ilha Fiscal, Corcovado, Academia Brasileira de Letras, Real Gabinete Português de Leitura, Arquivo Nacional e estações do Metrô, com cerca de 60 concertos. O Museu Histórico Nacional, o Museu Nacional de Belas Artes e o Museu da República (todos integrantes do Ibram/MinC) também serão sede do festival.

O encerramento do RioHarpFestival será com o lançamento da Orquestra Jovem Música no Museu. Veja a programação completa em www.musicanomuseu.com.br e www.rioharpfestival.com.br

Museu Histórico Nacional comemora Dia do Índio

O Museu Histórico Nacional  comemora o Dia do Índio (19 de abril) no próximo dia 14, das 10h às 14h com projeção do filme “Terra Cheia de Graça” (Secretaria de Educação à Distância do MEC), visita mediada à exposição “Oreretama” e e atividade interativa com o caderno pedagógico do Museu.

A exposição “Oreretama” é permanente no Museu Histórico Nacional e dividida em dois grandes núcleos: uma ambientação representando uma gruta do sítio arqueológico da Serra da Capivara e os sambaquis do litoral, incluindo objetos retirados de sítios do Estado do Rio de Janeiro, e outro dedicado ao índio brasileiro, sobretudo após o contato com o homem branco.

Mais informações: Divisão Educativa (21) 2550-9261/62 ou mhnatividadeseducativas@gmail.com

Museus mostram trajetória da mulher na arte brasileira

Durante muito tempo, a mulher esteve presente na arte apenas como inspiradora e musa, à margem do processo criativo. Mas esse papel não lhe cabe mais, e os museus brasileiros são prova disso: as coleções estão repletas de obras feitas por mulheres, que expressam o olhar de sua época e a insistência feminina em participar do mundo e do período em que vivem por meio da criação artística.

No mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, 8 de março, um roteiro pelos museus do Ibram/MinC no Rio de Janeiro oferece um panorama da trajetória feminina na arte brasileira.

No Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), no Museu Histórico Nacional e no Museu da República, por exemplo, estão obras da pintora Georgina de Albuquerque (1885-1962), uma das precursoras da participação das mulheres nas artes plásticas no país. Georgina rompeu com o academicismo após uma viagem à França, em 1906, e em 1952 torna-se a primeira mulher a dirigir a Escola Nacional de Belas Artes, onde mulheres só puderam entrar a partir de 1879. A artista obteve menção honrosa no Salão Nacional de Belas Artes de 1909 por seu quadro Supremo Amor e a partir daí, seu talento foi reconhecido no cenário artístico nacional.

Primeira caricaturista a despontar no Brasil, Nair de Teffé (1886-1981) foi outra dessas pioneiras. Nair retratou todos os presidentes de Deodoro da Fonseca a JK, além de figuras da sociedade do século XX, por meio de portrait-charges ou retratos caricaturais. A artista começou sua carreira na revista Fon-Fon! (1907) e teve caricaturas divulgadas em publicações francesas (Le rire, Excelsior, Fémina e Fantasio. Seu trabalho pode ser visto no Museu Histórico Nacional e no Museu Imperial, entre outros.

As mulheres também participaram ativamente do estopim do movimento modernista. Anita Malfatti (1889-1964) e Tarsila do Amaral (1890-1973) ajudaram a renovar a arte brasileira inspiradas na brasilidade.

Em 1917, Anita chocou São Paulo ao apresentar uma mostra com 53 de seus mais arrojados trabalhos e recebeu de Monteiro Lobato uma crítica tão violenta que levou Oswald de Andrade, Menotti Del Picchia e Mário de Andrade a publicar artigos em sua defesa. Juntou-se ao movimento modernista Tarsila do Amaral, que estruturou sua personalidade artística a partir de influências cubistas, durante seus estudos em Paris, na Académie Julien. Depois de uma viagem às cidades históricas mineiras, o contato com o barroco brasileiro associado às teorias e práticas cubistas, ela criou uma pintura denominada Pau Brasil. Em 1926, Tarsila inicia sua fase antropofágica, de retorno ao primitivo, que tem como referência o quadro Abaporu.

O MNBA guarda algumas de suas obras. No mesmo museu, pode-se conhecer ainda o talento de Djanira (1914-1979) que, inspirada em trabalhos de mulheres modernistas, tornou-se uma das grandes intérpretes do movimento no Brasil. Ela apareceu no panorama cultural brasileiro em 1942, participando do Salão Nacional de Belas Artes e teve como temas o retrato, o futebol, a música popular, as atividades circenses, o teatro, além de suas pinturas sobre trabalhadores. Djanira fez várias viagens pelo interior, conhecendo os costumes e movimentos folclóricos do povo, enriquecendo sua temática e exploração de cores, composição e formas.

Um novo redirecionamento da arte brasileira acontece a partir de 1951, tendo como marco a 1ª Bienal de Artes de São Paulo. A bienal – cuja organização teve participação decisiva de uma mulher, a escultora Maria Martins – inspirou a criação do Manifesto Neoconcreto no Brasil.

Falar em neoconcretismo é falar em Lygia Pape (1927-2004) e também em Lygia Clark (1920-1988), que, dentre outras experiências inovadoras, consolida a performance na história da arte ao utilizar o corpo como parte da obra. O legado das duas artistas integra, por exemplo, o acervo dos Museus Castro Maya (Museu da Chácara do Céu e Museu do Açude), ao lado de obras de Fayga Ostrower. Outras artistas contemporâneas como Mônica Barki, Ana Bella Geiger, Marta Niklaus, Malu Fatorelli e Iole de Freitas também estão presentes nos acervos dos museus Ibram/MinC.

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