Exposição Séculos Indígenas no Brasil, em Brasília

Está em cartaz até o dia 12 de outubro, no Museu dos Povos Indígenas, em Brasília, a Exposição Séculos Indígenas no Brasil.

A mostra apresenta o material artístico e documental produzido ao longo dos 19 anos de existência do projeto “Séculos Indígenas no Brasil”, composto por fotografias, desenhos, gravuras, objetos de arte indígena do acervo de Darcy e Berta Ribeiro, filmes, vídeos, animações e textos. O conteúdo da exposição apresenta diferentes aspectos da vida cotidiana em várias comunidades indígenas brasileiras, além de trazer, em forma de depoimentos inéditos, a visão de figuras referenciais indígenas e da luta ambiental no Brasil, como Darcy Ribeiro, José Lutzenberger e os líderes Ailton Krenak e Álvaro Tukano, num diálogo plural e múltiplo.

No último dia (12/10) haverá uma atividade cultural especial para o dia das crianças e o lançamento de um livro (escrito pelo líder indígena – Álvaro Tukano).

O Memorial está aberto para visitação de 2a. a domingo e fica no Eixo Monumental.

A visitação do acervo é realizada com a presença de mediadores indígenas de diversas etnias (são jovens indígenas estudantes, que foram devidamente preparados para receberem os estudantes e professores para essa exposição).

Informações: (61) 3342-1156

Museu dos Povos Indígenas está aberto ao público

O Museu dos Povos Indígenas Yny Heto – Casa do Povo Iny – inaugurado no dia, 24 de setembro, é um marco para os índios da região da Ilha do Bananal, em Tocantins. O museu foi contemplado em 1º lugar pelo Edital Mais Museus de 2008, de iniciativa do Ibram/MinC.

A festa de inauguração contou com a participação dos índios Karajá e Javaé de diversas aldeias da Ilha, que somam mais de três mil pessoas. Participaram da cerimônia a diretora do Departamento de Difusão, Fomento e Economia de Museus do Ibram, Eneida Braga; o prefeito de Formoso do Araguaia, Pedro Tavares; o presidente da Fundação de Cultura do Tocantins, Diomar Naves, diversas outras autoridades locais, além do cacique Juraci Javaé, que foi o primeiro a idealizar um museu na região.

Índios das etnias Karajá e Javaé fizeram apresentação de danças típicas durante o evento e filmes sobre os povos indígenas foram projetados nas paredes do museu. A primeira dança apresentada, o Maracaxi, é realizada em festas e após colheitas e significa a fartura e a alegria do povo indígena. Em seguida, foi apresentada a Iweruhuky Ise, dança realizada após o ritual do Aruanã, feita em homenagem às autoridades presentes na tribo.

Mais Museus – A diretora Eneida Braga ressaltou a beleza da região e do museu. Para ela, a Casa do Povo Iny representa bem o programa Mais Museus, que beneficia cidades com até 50 mil habitantes e que não possuem instituição museológica. O apoio consiste na aquisição de equipamentos e mobiliários; elaboração de projetos para execução de obras e serviços; instalação e montagem de exposições; restauração de imóveis; elaboração de projetos museológicos ou museográfico; e benfeitoria em imóveis.

Na avaliação da diretora do Ibram/MinC, as parcerias entre município, estado e União, com o apoio do Conselho das Organizações Indígenas do Povo Javaé da Ilha do Bananal (Conjaba), foram fundamentais para o sucesso do projeto.

O Ibram/MinC se comprometeu a acompanhar as atividades do museu e fazer com que se torne uma porta de entrada para a Ilha do Bananal. “Só se entra na Ilha com um guia e nossa proposta é que o Museu dos Povos Indígenas seja o primeiro lugar que o visitante conheça”, disse Eneida Braga.

Acervo - Adornado com pinturas tradicionais do povo Iny, o museu conta com acervo de 43 peças produzidas pelos próprios artesãos Javaé e Karajá. Destacam-se peças em cerâmica, roupas usadas em rituais e uma canoa. A casa dispõe de espaço para exibição de vídeos sobre a cultura e a língua dos povos Iny, bem como de material sobre a história e os aspectos culturais do município. Conta ainda com uma loja para venda de produtos artesanais.