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Livros e filmes abordam a memória institucional dos Museus Castro Maya

O tema Museus e suas memórias guia as atividades para a 11ª Primavera dos Museus – que acontece entre 18 e 24 de setembro de 2017.

Ottoni de Castro Maya no Museu do Açude

Ottoni de Castro Maya no Museu do Açude

Os museus ligados ao Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), que coordenada a temporada nacional de eventos, têm desenvolvido ações que buscam a preservação da memória institucional enquanto parte legítima de suas histórias.

A trajetória dos Museus Castro Maya, no Rio de Janeiro (RJ), por exemplo, remonta diretamente à memória de Raymundo Ottoni de Castro Maya (1884-1968).

Industrial, editor de livros, esportista, defensor do patrimônio histórico, artístico e natural cariocas e, especialmente, colecionador de arte, seu acervo deu origem às duas instituições reunidas nos Museus Castro Maya: Museu da Chácara do Céu, no bairro de Santa Teresa, e Museu do Açude, no Alto da Boa Vista.

Histórias entrecruzadas
Os dois espaços foram residências de Castro Maya. O estilo refinado do mecenas ficava visível quando realizava recepções para personalidades mundiais e amigos no Rio.“Este período está registrado no primeiro livro que publicamos, em 1997, sobre nosso patrono – Castro Maya, anfitrião”, explica Vera Alencar, diretora dos museus.

“A publicação foi o início de uma série editorial que não só revela os múltiplos aspectos da atuação de Castro Maya na vida da cidade, como também resgata parte da memória dos museus, através das diferentes facetas de sua personalidade”, acrescenta.

50 anos do Museu do Açude

Museu do Açude durante comemoração dos seus 50 anos de criação (2014)

Por meio da produção editorial tem sido abordados aspectos relevantes: Castro Maya, bibliófilo; Castro Maya, colecionador de Debret; Castro Maya, colecionador de Portinari e Castro Maya e a Floresta da Tijuca são publicações que conectam a história de Castro Maya com os acervos das instituições. Conheça essas e outras publicações na Livraria do Ibram.

A exposição permanente Retratos de Raymundo, que recepciona os visitantes no Museu do Açude,  faz um recorte dessas diversas facetas do colecionador carioca.

Memória audiovisual
Além dos livros, três filmes também registram aspectos da memória dos museus. O mais antigo deles, O olhar de Castro Maya (2004), foi dirigido por Sylvio Tendler a partir de filmes 16mm realizados por Castro Maya entre 1930 e 1960.

Já em 2016, o documentário Castro Maya, carioca da perfeição, também sob direção de Tendler, retomou parte das imagens de arquivo e propôs uma nova abordagem para a relação entre memórias e acervos.

Outro documentário que vale o registro é Museus Castro Maya (2008), realizado por Marco Altberg, e que faz um recorte mais ligado às instituições.

Interior do Museu da Chácara do Céu/Museus Castro Maya no Rio

Interior do Museu da Chácara do Céu/Museus Castro Maya no Rio

Outros dois projetos que também se relacionam à memória dos museus são o Encontro de Colecionadores e Os amigos da gravura.

O primeira convida colecionadores particulares ou instituições para exposições na Chácara do Céu, com o propósito de estabelecer um diálogo entre acervos e coleções, intercalando memórias e permitindo novas leituras.

O segundo, criado pelo próprio Castro Maya em 1948, convida artistas para participar com um trabalho inédito em gravura, com tiragem limitada, que é incorporado ao acervo do museu.

Conheça mais sobre os Museus Castro Maya e assista episódio do programa Conhecendo Museus. Saiba como participar da 11ª Primavera dos Museus.

Texto: Ascom/Ibram
Fotos: Museus Castro Maya/Divulgação

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Conheça o projeto de memória institucional do Museu da República no RJ

Exposição em Paris apresenta aquarelas de Debret produzidas no Brasil

A Maison de l’Amérique latine (Casa da América Latina) em Paris (França), completa 70 anos este mês e, para celebrar a data, recebe a mostra L’Atelier Tropical – Jean-Baptiste Debret.

Aquarela Tabacaria (1823) de Debret está na exposição

Aquarela Tabacaria (1823) de Debret está na exposição

A exposição, que faz parte das comemorações do bicentenário da Missão Artística Francesa, foi realizada em parceria com os Museus Castro Maya (Chácara do Céu e Museu do Açude), unidades do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) no Rio de Janeiro, que emprestaram 74 aquarelas originais de Debret (1768-1848).

A exposição será aberta dia 20 de outubro e fica em cartaz até 20 de dezembro. Em novembro, nos dias 25 e 26, acontece um simpósio científico internacional com o tema O momento em 1816 da ciência e das artes: perspectivas franco-brasileiras.

A mostra chega a Paris após um período em cartaz no Museu da Chácara do Céu e apresenta um panorama, sob a perspectiva do artista francês, das camada sociais que compunham a população brasileira da época, retratando índios, africanos escravizados, caboclos, mestiços e europeus em situações cotidianas. Saiba mais.

Missão Artística Francesa
O principal objetivo da Missão Artística Francesa, que chegou ao Rio de Janeiro em março de 1816, foi criar a Escola de Belas Artes. Além disso, esperava-se que os profissionais estrangeiros divulgassem a imagem modernizada da colônia portuguesa, que acabava de virar sede do Reino de Brasil, Portugal e Algarves.

De volta à França, após 15 anos no Brasil, Debret publicou o livro Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil (1834-1839), documentando aspectos da natureza, das pessoas e da sociedade brasileira no início do século XIX.

Texto: Ascom/Ibram
Imagem: Casa da América Latina/Divulgação

Museu do Açude agrega três instalações a seu Circuito de Arte Contemporânea

acude 01O Museu do Açude, no Rio de Janeiro (RJ), inaugurou no último domingo (31) três instalações que vêm a ampliar de forma permanente seu rico Circuito de Arte Contemporânea (foto), que já conta com obras de nomes consagrados como Iole de Freitas, Lygia Pape, Nuno Ramos, Helio Oiticica, Anna Maria Maiolino e Eduardo Coimbra.

As instalações foram produzidas pelos artistas Waltercio Caldas, José Resende e Angelo Venosa, que já conceberam esculturas de grande porte para importantes espaços urbanos do Rio de Janeiro e criaram as novas obras especialmente para o espaço, estabelecendo uma relação com a história da Floresta da Tijuca, onde está situado o Museu do Açude.

Com uma obra em aço inoxidável de 14 metros de altura por seis de largura, o carioca Waltercio Caldas usou a grama da floresta como parte de sua produção, que trabalha a relação do azul do objeto com o próprio céu. “É uma situação pensada no espectador. O trabalho é o motivo para as pessoas experimentarem o lugar e se relacionarem com o entorno”, explica Waltercio.

Autor de uma escultura que foi devastada por uma tempestade em 2002, o artista paulista José Resende foi convidado a criar uma nova instalação, que ficará junto à sede do museu. “Propus uma peça que tem a ver com a poética do trabalho anterior. Uma linha reta, solta no espaço, que aparece inesperadamente, feita com tubo de aço e placas de granito cinza claro”, explica.

Filho de marceneiro, Angelo Venosa apresentará um objeto feito em madeira, com técnica usada em construção de barcos. A obra, de forma arredondada, mede aproximadamente 2,4 metros nas três dimensões, com peso estimado de 300kg. “Não poderia estar em melhor companhia, são dois artistas que admiro bastante”, diz o artista sobre os parceiros de intervenção no Museu do Açude.

Os trabalhos de Waltercio Caldas e Angelo Venosa para o Museu do Açude contam com o patrocínio da Bradesco Seguros, integrando a programação das Olimpíadas no Rio de Janeiro. Já a obra de José Resende, uma antiga dívida do museu com o artista, está sendo feita com recursos do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e Ministério da Cultura.

É uma honra para o Museu do Açude receber essas novas peças pensadas por esses três gigantes da arte brasileira”, comemora Vera de Alencar, diretora dos Museus Castro Maya (Museu do Açude e Museu da Chácara do Céu).

O Circuito de Arte Contemporânea do Museu do Açude pode ser visitado diariamente, exceto às terças-feiras, das 11 às 17h. O museu está localizado na Estrada do Açude, 764, Alto da Boa Vista, no Rio de Janeiro (RJ).

Museu do Açude retoma Brunch Cultural neste domingo

Museu do Açude (RJ)

Museu do Açude (RJ)

Tradição incorporada ao circuito cultural carioca, o Brunch Cultural do Museu do Açude, vinculado ao Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), retoma sua programação no próximo domingo (17).

Como de costume, a ação traz uma agenda repleta de artistas renomados para preencher com boa música as próximas tardes dominicais do Rio de Janeiro, abarcando o período dos Jogos Olímpicos Rio 2016.

A primeira edição da nova temporada traz o músico, compositor e ensaísta José Miguel Wisnik. Com entrada gratuita, a apresentação acontece a partir das 13h30. Será oferecido buffet opcional, para o qual podem ser feitas reservas até a véspera através do e-mail reservabrunch@gmail.com.

Outras três edições do Brunch Cultural, sempre com entrada gratuita, estão agendadas para os dias 7/8, 21/8 e 11/9, quando se apresentarão no Museu do Açude, respectivamente, as cantoras Mart’nália e Leila Pinheiro e o cantor Zé Renato.

O Museu do Açude está localizado na Estrada do Açude, 764, no Alto da Boa Vista, Rio de Janeiro (RJ). Mais informações pelo telefone (21) 3433-4990.

Instalação Malha Atlântica inaugura programação 2015 do Museu do Açude

Malha Atlântica, de Ricardo Ventura, no Museu do Açude

Malha Atlântica, de Ricardo Ventura, no Museu do Açude

O Museu do Açude (Ibram/MinC)  inaugurou sua programação 2015 de instalações temporárias neste domingo (29), com a abertura ao público da obra  Malha Atlântica, do artista Ricardo Ventura.

Ventura pendurou cerca 60 ânforas em árvores localizadas em uma clareira no parque florestal do Museu. Suspensos por fios de aço, os objetos produzem uma espécie de jogo mágico com os raios de luz do sol, vento e o movimento dos galhos, e, em particular com o balanço de seu suporte, os palmitos-juçara. Em um uma pequena escavação na trilha da clareira, Ventura coloca outras ânforas em madeira e em cobre aramado.

Para o crítico de arte Marcelo Campos, “a obra de Ricardo Ventura funciona mesclando o sublime e o religioso. Como em qualquer ambiente mítico, somos convidados ao centro para experimentar a luz, ouvir o vento nas folhas, habitar, sem muros, a natureza”, diz.

E continua: “uma dupla sensação parece nos dominar. Permanecemos protegidos pela luz, a ‘luz’, metáfora da ilusão iluminista sobre o esclarecimento das enciclopédias que definiam o mundo a nossa volta. Em contraposição, avançamos sobre o proibido, adentramos um núcleo pouco acessível e podemos ser o que somos, pura natureza”.

Malha Atlântica está incluída no circuito de Projetos Temporários de instalações de arte contemporânea do Museu do Açude, do qual participaram Carla Guagliardi e Tatiana Grinberg (2013 e 2014). Neste ano, além da obra de Ventura, o Museu apresentará o trabalho de João Modé.

Os Projetos temporários dialogam com do Espaço de Instalações Permanentes, composto por obras de Iole de Freitas, Anna Maria Maiolino, Helio Oiticica, Lygia Pape, Nuno Ramos, Piotr Uklanski e Eduardo Coimbra, com curadoria de Marcio Doctors. Uma iniciativa inédita que une arte contemporânea e meio ambiente tornando a Floresta da Tijuca um sitio para experimentações artísticas. Saiba mais.

Texto: Divulgação Museu do Açude
Edição: Ascom/Ibram
Foto: Vicente de Mello

Aos 50 anos, Museu do Açude prepara novo projeto de modernização

50 anos do Museu do Açude

Presença do público para celebrar os 50 anos do Museu do Açude no dia 28 de setembro

Os 50 anos de criação do Museu do Açude teve seu ponto alto no dia 28 de setembro, quando o museu abriu as portas para um evento comemorativo com o público carioca. A instituição integra os Museus Castro Maya e a rede de museus Ibram no Rio de Janeiro (RJ).

Bolo de aniversário, champagne e uma apresentação exclusiva do consagrado violonista Turíbio Santos compuseram a celebração, que aconteceu na sede do museu, no Alto da Boa Vista, e contou com a participação do presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Angelo Oswaldo.

Em março, data oficial do aniversário do museu, foram lançados selo e publicação pelo meio século de existência do museu que integra arte, cidade e natureza.

Após a segunda fase de modernização, inaugurada em 2003, o museu parte agora para uma terceira etapa, na qual focará na adequação dos espaços arquitetônicos, infraestrutura, acessibilidade e novas aquisições para seu acervo.

“Queremos melhorar o espaço para as exposições temporárias e ainda criar um espaço gastronômico para que os visitantes possam ficar mais tempo apreciando o museu”, explica Vera Alencar, diretora dos Museus Castro Maya desde 1995. O projeto está sendo formatado e a proposta é buscar recursos tanto de fundos públicos quanto da iniciativa privada.

Contudo, a diretora acrescenta que o início das obras para um anexo no Museu da Chácara do Céu, a outra unidade Castro Maya que fica no bairro de Santa Teresa, deve retardar um pouco a finalização do projeto para o Museu do Açude.

“Estamos na expectativa desse anexo há muitos anos, onde ficarão nossos escritórios e reserva técnica. O patrocínio do BNDES nos deu condições de iniciar o trabalho. Com recursos da Petrobras estamos agora em um segundo momento. Mas o custo total da obra ainda não está coberto”, avalia.

Ottoni de Castro Maya no Museu do Açude

Ottoni de Castro Maya no Museu do Açude

De casa a museu
Localizado numa área de 151.132m² no Alto da Boa Vista, na Floresta da Tijuca, o Museu do Açude deve sua criação ao industrial, colecionador de arte e mecenas Raymundo Ottoni de Castro Maya (1894-1968). Em 1962, o empresário doou a chácara encravada na Floresta da Tijuca à Fundação Raymundo Ottoni de Castro Maya.

O Museu do Açude foi inaugurado em 1964, no mesmo dia do aniversário do colecionador. Em 1968, outra propriedade de Castro Maya, a Chácara do Céu, é doada à fundação. Com sua abertura como museu em 1972, ambos tornam-se Museus Castro Maya.

Em 1974, os museus foram tombados pela antiga Secretaria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (atual Iphan), assim como os respectivos acervos e parques paisagísticos. Com a extinção da fundação no início dos anos 1980, ambos são incorporados pela União em 1983. Desde sua abertura, o Museu do Açude já recebeu dezenas de exposições temporárias, atividades culturais diversas e ainda sediou recepções para chefes de estado.

Acervo diverso
No conjunto de edifícios e jardins de inspiração portuguesa que compõem o Museu do Açude encontra-se a coleção de azulejaria – painéis franceses, holandeses, espanhóis e, sobretudo, portugueses dos séculos XVII ao XIX – e louça do Porto, tipo de faiança ornamental, fabricada a partir do século XIX em Portugal.

O presidente do Ibram, Angelo Oswaldo, fez o circuito de instalações permanentes do Museu do Açude, acompanhado por Vera Alencar, no dia 28

O presidente do Ibram, Angelo Oswaldo, fez o circuito de instalações permanentes do Museu do Açude, acompanhado por Vera Alencar, no dia 28

Em 1999, o museu constituiu seu Espaço de Instalações Permanentes, um circuito museológico ao ar livre, que hoje conta com obras de diversos artistas contemporâneos brasileiros: Iole de Freitas, Helio Oiticica, Lygia Pape, Anna Maria Maiolino, José Resende, Nuno Ramos e Eduardo Coimbra. Por sua excelência, o projeto recebeu, em 2004, o Prêmio Estácio de Sá do Governo do Estado do RJ.

Além das instalações integradas ao ambiente natural, o museu conta com exposições de longa duração que destacam tanto a arte oriental, oriunda da coleção original de Castro Maya e considera das mais importantes do país, quanto a relação do patrono com a paisagem e o patrimônio natural da capital fluminense. Saiba mais sobre os Museus Castro Maya.

Texto: Ascom/Ibram
Fotos: Divulgação Museus Castro Maya
Última atualização: 3.10.2014

Museu da Chácara do Céu exibe fotogravura no Rio

O Museu da Chácara do Céu, na cidade do Rio, exibe a fotogravura Escreve na memória, da artista plástica Claudia Bakker, na qual estão reunidas imagens de duas instalações que ocuparam a mesma fonte do Museu do Açude, que também integra os Museus Castro Maya, em 1994 e em 1996,

A fonte do Museu do Açude em dois momentos: fotogravura de Claudia Bakker

A carioca Claudia Bakker é conhecida por suas instalações com maçãs. Desde o início dos anos 1990, ela cria trabalhos que falam da dicotomia entre o efêmero e o permanente, misturando materiais, como maçãs e mármore, além de filmes e fotografias. Outras obras da artista, produzidas a partir da década de 1990, ocuparão duas salas do terceiro andar do museu.

A mostra faz parte do projeto Os Amigos da Gravura e fica aberta para visitação, até 26 de janeiro de 2015, de quarta a segunda-feira, das 12h às 17 h.

Os Amigos da Gravura
Idealizada por Raymundo de Castro Maya, a Sociedade dos Amigos da Gravura foi criada em 1948 e funcionou entre os anos 1953-1957, quando havia um grande entusiasmo pelas iniciativas de democratização e popularização da arte, sendo a gravura encarada como peça fundamental a serviço da comunicação pela imagem.

O projeto foi retomado em 1992 como um desafio que enriqueceu a programação cultural dos Museus Castro Maya e possibilitou a incorporação da arte brasileira contemporânea às coleções deixadas por seu idealizador. A cada ano, artistas plásticos são convidados a participar do projeto com uma gravura inédita. A tiragem de cada gravura é limitada a 50 exemplares. Saiba mais.

Texto: Divulgação

Museu do Açude completa 50 anos e prevê projeto de modernização

Museu do Açude (RJ)

50 anos do Museu do Açude (RJ): aquisições e modernização em pauta

Conhecido por aliar cultura e natureza, o Museu do Açude, no Rio de Janeiro (RJ), completou 50 anos de criação no dia 22 de março. Para celebrar a data, o museu, vinculado ao Ibram/MinC, lança selo e publicação comemorativas, e prepara ainda um projeto de modernização.

O projeto prevê o incremento da infraestrutura e acessibilidade, além da adequação dos espaços arquitetônicos. Financiado via Lei de Incentivo à Cultura, inclui a melhoria das instalações elétricas e hidráulicas e um projeto topográfico que viabilizará a pavimentação de caminhos e o acesso de pessoas portadoras de necessidades especiais.

Serão construídos ainda um pavilhão de convenções, sala de exposições temporárias, restaurante e cafeteria. “O projeto de modernização foi elaborado com todo critério, está formatado e orçado para ser encaminhado para aprovação”, explica a diretora dos Museus Castro Maya, Vera de Alencar.

Ainda segundo a diretora, a história e legado do Museu do Açude serão celebrados durante a 12ª Semana de Museus, que acontece de 12 a 18 de maio, com o lançamento de uma publicação com a cronologia dos 50 anos da instituição.

“Expandir as oportunidades de fruição desse acervo que retrata cultural e artisticamente uma parte expressiva da história do Brasil, e do Rio de Janeiro em particular, é uma missão que os Museus Castro Maya vêm empreendendo com entusiasmo e determinação”, esclarece. Estão previstas também, segundo Vera Alencar, encomendas de novas obras a artistas contemporâneos.

Natureza e arte
Localizado numa área de 151.132m² no Alto da Boa Vista, na Floresta da Tijuca, o Museu do Açude deve sua criação ao industrial, colecionador e mecenas Raymundo Ottoni de Castro Maya (1894-1968). O museu foi criado em 1964 no mesmo dia do aniversário de Castro Maya.

Proprietário original do imóvel neocolonial em que está situado e de seu acervo, o empresário doou o conjunto à Fundação Raymundo Ottoni de Castro Maya – que, além do Museu do Açude, agrega o Museu Chácara do Céu. Em 1983, ambos foram incorporados pela União.

São destaques do acervo a Coleção de Arte Oriental, a Coleção de Artes Aplicadas e a Coleção de Azulejaria e Louça do Porto. O museu se destaca também por seu Espaço de Instalações Permanentes, que segue a filosofia do “patrimônio integral”.

Dedicado à arte contemporânea e integrando acervos natural e cultural, o circuito a céu aberto conta com obras de circuito as obras de Iole de Freitas, Anna Maria Maiolino, Helio Oiticica, Lygia Pape, Nuno Ramos, José Rezende, Piotr Uklanski e Eduardo Coimbra.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: Acervo/Ibram

Instalação de Tatiana Grinberg no Museu do Açude

O trabalho da artista está instalado no jardim do Museu do Açude

No domingo, 27 de outubro, será inaugurada no Museu do Açude/Ibram, no Rio de Janeiro (RJ), às 12h, a instalação de Tatiana Grinberg intitulada des-ligamento/detachment.

Ocupando um dos platôs dos jardins históricos do parque do museu, a obra utiliza grama, terra adubada, cabo de aço galvanizado, braçadeira de ferro, castões, cintas de couro, feltro reciclado e fio de nylon. A visitação é gratuita e pode ser feita diariamente, exceto terças-feiras, das 11 às 17h, até 11 de março de 2014.

Segundo Vera de Alencar, diretora dos Museus Castro Maya, o trabalho de Tatiana Grinberg dá continuidade às atividades do Espaço de Instalações – Projetos Temporários. A proposta é imprimir uma dinâmica especial ao circuito expositivo de arte contemporânea e meio ambiente do museu, estimulando o público a frequentá-lo mais vezes e surpreendendo-o com novas leituras oferecidas pelos artistas sobre esse espaço tombado como patrimônio cultural.

Arte ‘cultivada’
Ao se aproximar do platô  dos jardins contíguos às escadarias, vê-se um pedaço de grama de 3,30m de altura por 2,85 de largura, com o formato de língua, suspenso para o alto, como se tivesse sido rasgado da terra. E dentro dele há uma pequena silhueta lembrando uma figura humana que tomba pela terra. Esta “mágica” foi obtida como resultado de um processo de seis meses de cultivo.  Com auxilio de um agrônomo, Tatiana gramou uma área de 3,5 x 3,5 m sobre uma manta de feltro com terra adubada.

Com a sistemática rega do jardineiro do museu e a exposição ao sol, a grama enraizou-se sobre o feltro. Paralelamente a artista foi tecendo uma grande malha com cerca de 5 mil metros de fios de aço. A etapa seguinte foi iça-la através de anéis presos em árvores do fundo do platô e sobre ela fixar a manta de grama, já recortada no formato desejado. Depois disso, artista recortou a silhueta, e com os devidos acabamentos de costura revelou as duas faces de sua orgânica instalação. Saiba mais.

Texto e foto: Divulgação Museus Castro Maya
Última atualização: 24.10.2013

Museus Castro Maya com nova exposição e palestras sobre educação no RJ

Os Museus Catro Maya/Ibram, no Rio de Janeiro (RJ),  iniciam o mês de março com uma nova exposição e palestras sobre educação.

Chácara do Ceu recebe fotomontagens de Heartfield

Hoje (7), o Museu da Chácara do Céu abre a exposição John Heartfield – Fotomontagens, uma parceria entre o Museu Lasar Segall/Ibram e o Instituto Valenciano de Arte Moderna (IVAM).

São 50 fotomontagens produzidas pelo fotógrafo alemão John Heartfield (1891-1968) para a revista AIZ de Berlim, do acervo do Instituto Valenciano de Arte Moderna (IVAM). A partir da técnica de rotogravura e tipografia, Heartfield produziu 237 fotomontagens entre 1930 e 1938 para o periódico espanhol.

A exposição segue até o dia 13 de maio e pode ser vista diariamente, exceto às terças-feiras, das 12h às 17h, com entrada franca às quartas. Saiba mais.

Palestras no Museu do Açude focam a educação museal

Já nos jardins do Museu do Açude, o núcleo educativo da instituição programou palestras com os temas Arte contemporânea e paisagens – mediações educativas, por Janaína Melo, do Museu de Arte do Rio de Janeiro (MAR); e Visita ao museu começa na sala de aula, por Denise Grinspum, dos Museus Castro Maya/Ibram.

Os dois eventos acontecem dia 13 de março, das 9h30 às 12h, com inscrições gratuitas e vagas limitadas.

O Museu Chácara do Céu, em Santa Teresa, e o Museu do Açude, na Floresta da Tijuca, são o legado do empresário e colecionador Raymundo Ottoni de Castro Maya que, em 1962, criou uma fundação para preservar e dinamizar seu patrimônio artístico, doando suas coleções e suas duas residências, transformadas em museus. Visite a página dos Museus Castro Maya.

 

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