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Museu da República inaugura mostra temporária O Olimpo é Aqui

O Museu da República/Ibram recebe, a partir do dia 4 de outubro, a exposição temporária O Olimpo é Aqui, com imagens reproduzidas de espaços da sua própria arquitetura.

O Palácio do Catete, nome pelo qual o Museu é conhecido, guarda em sua história resquícios de tempos mais antigos. O visitante com olhar atento percebe a grande influência da mitologia greco-romana na decoração do palácio. Essa foi a impressão de muitos cronistas do século XIX, que chamaram o palácio de “quase romano”.

No Brasil do século XIX, dominado pelo neoclassicismo na arquitetura e nas artes, o Império buscava construir uma identidade nacional com olhos na Europa, não na diversidade de seu povo e nas tradições da época da Colônia. O Palácio do Catete não foi exceção: os deuses que ornam os salões tinham como objetivo passar mensagens para todos aqueles que pudessem compreender esses símbolos.

A mostra fica em cartaz até 30 de janeiro de 2017. O Museu da República funciona de terça a sexta das 10h às 17h e aos sábados, domingos e feriados, das 11h às 18h.

ArtRio 2016: jardim do Museu da República recebe arte contemporânea

A edição 2016 da ArtRio, feira que reúne galerias nacionais e internacionais desde 2011 na capital fluminense, terá, pelo segundo ano consecutivo, o projeto Intervenções Bradesco ArtRio ocupando, com arte contemporânea, os jardins históricos do Museu da República/Ibram, no bairro do Catete.

Jose Bechara_MiniOxy

José Bechara expõe MiniOxy, da série Esculturas Gráficas (2007-2016)

Com curadoria da museóloga Isabel Portella, 14 artistas irão propor, entre os dias 27 de setembro e 2 de outubro, um diálogo entre as obras e a natureza local. A abertura acontece neste dia 27 (terça-feira), às 14h, e tem entrada franca.

“A ‘arte sem paredes’ como suporte, sem limites, sem portas de entrada, ganhando jardins e parques, proporciona diferentes e incontáveis leituras”, explica a curadora, “traduzindo o pensamento artístico do nosso tempo”.

Tombado em 1938, o jardim do antigo Palácio do Catete, que se espalha por uma área de 12 mil m², já passou por reformas, mas mantém o projeto original criado pelo paisagista francês Paul Villon (1841-1905), responsável por outros projetos na cidade do Rio de Janeiro, quando o palácio tornou-se sede da Presidência da República (1896).

Aproveitando o momento da ArtRio, no dia 27, a Galeria do Lago do Museu da República, dedicada a divulgar arte contemporânea, abre a exposição “Objetos Notáveis”, onde a artista visual Carla Chaim apresenta o resultado de um ano de pesquisa no museu, como parte do prêmio Foco Bradesco ArtRio 2015.

No dia 29, às 11h, acontece um encontro com a curadora Isabel Portella e a artista. A exposição pode ser visitada gratuitamente até o dia 27 de novembro. Saiba mais sobre o museu e como chegar.

Outros circuitos
Além do Museu da República, outros museus da rede do Instituto Brasileiro de Museus integram os Circuitos Artísticos da ArtRio, que levam o público a conhecer roteiros de arte que estão em locais de visitação pública.

Intervenção de Adrianna Eu, Barco de cada um, no jardim do MR

Intervenção de Adrianna Eu, Barco de cada um, no jardim do Museu da República

O Museu da Chácara do Céu, em Santa Teresa, integra o circuito Museus e Espaços Culturais, com foco em arte moderna, popular e contemporânea.

O Museu do Açude, no Alto da Boa Vista, faz parte de dois roteiros: Circuito Tim Blue Man Group, com a azulejaria portuguesa presente no museu, e Circuito de Arquitetura – museus tombados, locais considerados “fundamentais na história da cidade e dos cariocas”. Neste circuito, inclui-se ainda o Museu Villa-Lobos/Ibram em Botafogo.

Já o Museu Nacional de Belas Artes (MNBA/Ibram), na Cinelândia, integra o Circuito Artístico O Meu Rio. Para o curador Marcos Veloso o Rio é “repleto de lugares, de pequenas ‘quebradas’, de pontos quase imperceptíveis no mapa e de intensos e mutantes fluxos e trechos”.

Texto: Ascom/Ibram
Fotos: Flávio Leão/Museu da República
Foto destaque: Trabalho de Flávio Cerqueira (Casa Triângulo) na intervenção 2015/Divulgação ArtRio

Museu Histórico Nacional tem visitação extraordinária durante Olimpíadas

Sede da Casa México durante os Jogos Olímpicos, o Museu Histórico Nacional (MHN/Ibram) recebeu entre os entre os dias 5 e 21 de agosto de 2016 mais de 17 mil visitantes, número maior que o dobro da média mensal de visitação em 2015 que foi de cerca de 7.500 visitantes/mês. De acordo com o diretor do museu, Paulo Knauss, o número é ainda maior se considerarmos a quantidade não contabilizada de crianças com menos de 5 anos, que visitou a exposição Frida e Eu, dirigida ao público infantil e criada em colaboração com Ministério da Cultura do Estado de Guerrero (México) e do Centro George Pompidou. Diogo Tubbs_MHN_Casa Mexico

Localizado no chamado Corredor Cultural dos Jogos Olímpicos, parte revitalizada do centro da cidade do Rio de Janeiro, o Museu Histórico Nacional abriga outras duas exposições com a temática da cultura mexicana: Jogos Olímpicos México 68-Rio 2016 e A Magia do Sorriso – composta por um acervo de 114 itens de objetos provenientes de sítios arqueológicos na região de Remojadas, atual estado de Veracruz, no México –, além das exposições O Brasil na Arte Popular- 40 Anos Casa do Pontal e Guerra do Contestado, Arte e Histórica por Hassis. Todas elas continuam abertas à visitação até o início do mês de outubro. Confira aqui a programação dos museus Ibram durante Olimpíadas.

Museu Casa de Benjamin Constant

Localizado no bairro de Santa Tereza, o Museu Casa de Benjamin Constant – que teve em sua programação a Caminhada Olímpica Republicana, realizada em parceria com o Museu da República -, também apresentou um aumento no número de visitantes durante as Olimpíadas, registrando um crescimento de 46% se comparado ao mesmo período no ano anterior. Além do elevado número de turistas na cidade do Rio de Janeiro na ocasião dos Jogos Olímpicos, este ano o mês de agosto coincidiu com o período de recesso escolar, alterado exatamente em função dos Jogos.

Foto: Diogo Tubbs/MHN

Caminhada Republicana ganha edição especial para as Olimpíadas

caminhadaolO Museu Casa de Benjamin Constant/Ibram, em parceria com o Museu da República/Ibram preparou duas edições da Caminhada Republicana para o período dos Jogos Olímpicos Rio 2016.  A atividade acontece nos dias 9 e 16 de agosto e os participantes passarão por diversos locais que marcam o Circuito Sítios Históricos da República, na cidade do Rio de Janeiro.

A atividade tem início da Estação do Bonde de Santa Teresa, com um passeio pelo bairro, seguido de visita ao Museu Casa de Benjamin Constant, Templo da Humanidade e Museu da República.

Serão distribuídas 30 senhas por dia, a partir das 7h30 na Estação do Bonde de Santa Teresa. Os telefones para informação são (21) 3970-1177 / 3970-1168.

Museu da República comemora Dia Mundial do Meio Ambiente

O Museu da República/Ibram, no Rio de Janeiro, vai comemorar a Semana Mundial do Meio Ambiente com várias atividades para crianças e adultos. No dia o6 de junho, segunda-feira, o Museu recebe mais de 100 alunos da escola Vital Brasil que irão participar, junto com os visitantes do Museu, de atividades ligadas à preservação do meio ambiente.

Na programação os alunos e os visitantes do Museu vão conhecer o processo de compostagem, o controle de vetores (dengue, ratos e pombos), participar de uma oficina de reciclagem com garrafas pet e assistir a apresentação do grupo de teatro Chegando de Surpresa, da COMLURB.

Além disso, serão distribuídas mudas aos presentes, que farão também uma visita mediada pelo Jardim Histórico do Museu da República. As atividades começam às 9:30 da manhã no pátio interno do Palácio do Catete.

Projeto Vidas Refugiadas ocupa os jardins do Museu da República

Os jardins do Museu da República (Ibram/MinC) recebem, a partir do próximo domingo, 01 de maio, o Projeto Vidas Refugiadas, que tem como foco mostrar o cotidiano de oito mulheres de diferentes nacionalidades no Brasil. A exposição é composta por 16 imagens, registradas pelo fotógrafo Victor Moriyama.

No lançamento, que acontece a partir das 16 horas, haverá um debate mediado pela realizadora do projeto, Gabriela Cunha Ferraz, contando com a presença de representantes da Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) no Brasil e da Caritas Arquidiocesana do Rio de Janeiro, além da nigeriana Nkechinyere Jonathan.

Representando aproximadamente 30% das pessoas refugiadas no Brasil, a mulher refugiada acaba herdando a invisibilidade já habitualmente experimentada pelas mulheres, fazendo com que suas dificuldades sejam menos ouvidas, suas particularidades desrespeitadas e sua feminilidade ignorada. O resultado desse processo de anulação limita seu acesso a direitos, impede sua plena integração e provoca uma perigosa repetição das violações já vivenciadas em seus países de origem.

A exposição ficará aberta ao público durante todo o mês de maio, com entrada gratuita e funcionamento das 09h às 18h.

Curso de Especialização em Educação Museal forma primeira turma

cursoespecializacaoChegou ao final, no Rio de Janeiro (RJ), a primeira edição do Curso de Pós Graduação Especialização em Educação Museal, realizado por meio de parceria técnica entre os Museus Castro Maya e o Museu da República, vinculados ao Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC), e o Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro (ISERJ), via Fundação de Apoio à Escola Técnica (FAETEC).

Pioneiro neste nível de ensino no país, o curso, que forma agora sua primeira turma, tem como objetivo preencher uma lacuna na formação dos profissionais educadores em museus e centros culturais do país. A proposta é que instituições de cultura e de ensino atuem em conjunto na construção de uma ideia de educação que leve em conta a Formação Integral, tendo por base referências teóricas como o educador brasileiro Anísio Teixeira.

A partir deste sábado (19), cerca de 30 alunos defenderão seus Artigos de Conclusão, com temas de grande expressividade para o campo da Educação Museal. Serão apresentadas pesquisas que perpassam temas como Educação Infantil, Teatro, Artes, Acessibilidade, Público com Transtorno Mental, Educação de Jovens e Adultos (EJA), Vandalismo e Patrimônio, Relações Étnico-Raciais e Historiografia da Educação de Museus e Centros Culturais.

Além dos temas citados, os trabalhos abordam debates políticos e conceituais do campo científico, em especial sobre a Política Nacional de Educação Museal (PNEM), preconizada pelo Instituto Brasileiro de Museus.

Museu da República comemora 100 anos de Clóvis Bornay com exposição

Clovis BornayO Museu da República, no Rio de Janeiro (RJ), inaugura na próxima terça-feira (26), às 18h, exposição comemorativa ao centenário de nascimento do museólogo, carnavalesco, ator, cantor, pesquisador, professor, organizador de exposições, criador de bailes de fantasia, agitador cultural e militante do movimento LGBT Clóvis Bornay (1916-2005).

Clóvis Bornay – 100 anos vai trazer ao público fantasias originais, croquis, fotografias, livros, manuscritos e homenagens recebidas pelo artista, parte de seu acervo pessoal que foi incorporada ao Museu Histórico da Cidade do Rio de Janeiro.

Filho de mãe espanhola e pai suíço, Bornay era o caçula de doze irmãos. Frequentador, ainda menino, dos bailes do Fluminense Futebol Clube, já manifestava interesse e vocação para a vida de folião. Em pouco tempo, se transformou num mestre das fantasias de carnaval com reconhecimento nacional e internacional.

Bornay foi carnavalesco de escolas de samba como Salgueiro, Unidos de Lucas, Portela, Mocidade Independente de Padre Miguel e Unidos da Tijuca. Foi campeão com a Portela em 1970, com o enredo Lendas e Mistérios da Amazônia.

Como museólogo, trabalhou no Museu Histórico Nacional – que, a exemplo do Museu da República, é vinculado ao Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC) – onde chefiou várias seções.

A exposição poderá ser visitada nas salas de exposições temporárias do Museu da República (Rua do Catete, 153 – Catete) de terça a sexta-feira, das 10h às 17h, e ao sábados, domingos e feriados, das 11h às 18h.

Colônia de Férias do Museu da República comemora 30 anos

Começou nesta segunda-feira (4), a Colônia de Férias do Museu da República/Ibram. A atividade comemora, em 2016, 30 anos. Desde 1986 o Museu desenvolve, gratuitamente, trabalhos com grupos de 40 crianças, de 7 a 11 anos, sempre pautadas no patrimônio material e imaterial, memória e museu. Os temas são trabalhados através de oficinas lúdico pedagógicas, dinâmicas de grupo e muitas brincadeiras.

Atividades de férias no Museu da República

Atividades de férias no Museu da República

Neste ano o tema escolhido é Olimpíadas no Museu, sobre os jogos olímpicos que serão realizados no Rio de Janeiro, para despertar nas crianças a importância dos esportes como instrumento para o desenvolvimento social e educativo.

Durante as duas semanas da Colônia, de 4 a 15 de janeiro, as crianças além de conhecerem o Museu e seu Jardim Histórico, vão participar de uma olimpíada com campeonatos de diversas modalidades, como: jogo de argola, boliche, dança da laranja, jogos de memória, quebra-cabeça com obstáculos, cabo de guerra, corrida maluca, peteca e vôlei com lençol.

Além dessas modalidades, quase olímpicas, as crianças farão passeios até o Maracanã, Escola de Educação Física e ao Museu dos Esportes no Forte São João, na Urca.

Eles farão também aquecimentos, relaxamentos, atividades de artes plásticas, jogo da palavra, assistirão filmes e farão os convites para a festa de encerramento.

No final da Colônia serão entregues medalhas e diplomas.

Este ano a Colônia de Férias do Museu da República terá a participação da empresa Saúde Total Serviços Relacionados à vida Eireli-me, que é ligada à saúde humana e atividades de condicionamento físico.

Museu da República reabre quarto onde Getúlio se suicidou

Principal atração do Museu da República/Ibram, o quarto onde o presidente Getúlio Vargas se suicidou, em 24 de agosto de 1954, foi reaberto ao público na última terça-feira (22). O cômodo estava fechado desde março deste ano devido a problemas estruturais e reformas, assim como todo o terceiro andar do Palácio do Catete, onde fica o museu.

Fechado desde março, quarto onde Getúlio se matou é a maior atração do Museu da República

Fechado desde março, quarto onde Getúlio se matou é a maior atração do Museu da República

A reabertura foi possível devido a um reparo emergencial no aparelho de ar condicionado do quarto e não se estende ao restante do andar, que nos tempos em que o palácio era a sede do governo republicano abrigava os aposentos dos presidentes e suas famílias. A visita completa ao terceiro piso somente poderá ser retomada depois de uma obra maior, prevista para o próximo ano.

O Palácio do Catete foi construído entre 1858 e 1867 pelo comerciante e fazendeiro de café Antônio Clemente Pinto, o Barão de Nova Friburgo. Em 1896, foi adquirido pelo governo federal para sediar a Presidência da República, até então instalada no Palácio do Itamaraty.

Sede do Poder Republicano por quase de 64 anos, 18 presidentes utilizaram suas instalações. O último foi Juscelino Kubitschek, que encerrou a era presidencial do palácio, com a transferência da capital para Brasília em 1960. No mesmo ano, o Palácio do Catete passou, por decreto presidencial, a abrigar o Museu da República.

 

Texto: Paulo Virgílio/Agência Brasil
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Edição: Ascom Ibram

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