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Mostra reúne arte e tecnologia cognitiva, no Museu da República

A mostra ‘Das Tripas Coração’, da artista visual Katia Wille, reúne arte e tecnologia cognitiva, no Museu da República/Ibram.

A mostra ‘Das Tripas Coração’, da artista visual Katia Wille, reúne arte e tecnologia cognitiva, no Museu da República/Ibram.

O Museu da República/Ibram apresenta na Galeria do Lago a exposição individual “Das tripas coração”, da artista visual Katia Wille, que desenvolveu em uma parceria inédita com a Microsoft, um conceito de máquinas cognitivas integradas ao ambiente. O projeto usa robótica e inteligência artificial para análise de ambiente, sentimentos e voz, conectando o público com as obras e proporcionando uma experiência única a cada espectador por meio da tecnologia.

A exposição conta com três obras e cada uma delas traz uma experiência diferente ao espectador. A primeira interage por meio de análise de aproximação e se movimenta conforme o deslocamento do público no ambiente, a segunda faz movimentações diferentes com base nos sentimentos e expressões faciais das pessoas. E a última reage por meio de interação por voz, se movimentando com base nas respostas dadas pelo visitante a determinadas perguntas feitas pela obra.

Para a curadora Isabel Sanson Portella, “As obras de Katia Wille se espalham pelo espaço, suas figuras brilham com paixão e fúria. Os corpos incham em cor, elas balançam e torcem, pernas se estendem em uma dança que quer aproveitar e amplificar a vulnerabilidade das relações humanas, não suavizar”.

A Exposição Das Tripas Coração está aberta ao público na Galeria do Lago, no Museu da República, das 15 às 17h, até o dia 19 de maio. A entrada é franca e a classificação é livre. O Museu da República fica na Rua do Catete, 153, no Rio de Janeiro.

das tripas coracao_museu da republica 2Saiba mais sobre a artista

Nascida no Rio de Janeiro, Katia Wille é formada em artes visuais pela Universidade de Amsterdam, na Holanda, e passou os últimos 10 anos morando e trabalhando entre a Europa, a Ásia e o Brasil. As questões do feminino, da busca de sua essência e transformações, sempre povoaram as obras da artista, que pensa movimento e cor integrados ao todo. A delicadeza das formas, a ação que se desenvolve tanto em círculos e entrelaces, convida o espectador a mergulhar em águas míticas e se deixar levar pelos encantos do olhar de suas ninfas, pelo poder das deusas, pela força da mulher, realizando várias exposições individuais e coletivas no Rio de Janeiro e em São Paulo.

Iphan garante cerca de R$ 1 milhão para restauro no Museu da República

Termo de Execução garante aporte de R$ 971.842,05 para a realização de obras destinadas à adequação e modernização do sistema elétrico dos anexos I e II do museu e de seu jardim histórico; edital para contratação das obras será publicado em breve.

Termo de Execução garante aporte de R$ 971.842,05 para obras destinadas à adequação e modernização do sistema elétrico dos anexos I e II do museu e de seu jardim histórico; edital para contratação das obras será publicado em breve.

O Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) oficializou na última quinta-feira (28) a destinação de cerca de R$ 1 milhão para obras de restauro no Museu da República, situado no Rio de Janeiro e integrante da rede Ibram.

Publicado no Diário Oficial da União, o Termo de Execução Descentralizada Nº 336, do PAC Cidades Históricas, garante aporte de R$ 971.842,05 para a realização de obras destinadas à adequação e modernização do sistema elétrico dos anexos I e II do museu e de seu jardim histórico.

Situados em dois prédios históricos, os anexos I e II do Museu da República abrigaram os ministros da República até 1960, quando a capital foi transferida para Brasília. As edificações anexas ao Palácio do Catete, antiga sede do poder executivo federal, hoje abrigam biblioteca, sala de cinema, três pequenos auditórios, o corpo administrativo e o gabinete da direção do museu, além de seus setores educativo, cultural e de comunicação.

Tombado como patrimônio histórico junto com o Palácio do Catete em 1938, o jardim histórico do séc. XIX, aberto ao público em 1960 e bastante visitado diariamente, é uma atração à parte no Museu da República. Suas instalações elétricas, consideradas inovadoras à época de sua construção, receberão agora mais uma atualização.

Segurança

“É uma notícia extraordinária porque se trata de revisão no sistema elétrico. A sociedade brasileira acabou de saber que foi o curto-circuito num ar condicionado o fator de origem do incêndio no Museu Nacional. Trata-se, portanto, de uma ação, sobretudo, de segurança”, comemorou o diretor da instituição, o museólogo, professor e poeta Mário Chagas.

Com a garantia dos recursos para a intervenção física, explica Chagas, o Museu da República publicará em breve edital de licitação para contratação da empresa que fará as obras. A previsão é de que o contrato seja assinado até o mês de junho. “Vejo esse investimento como um grande presente para os 130 anos da Proclamação da República, comemorados neste ano de 2019”, afirma o diretor do museu.

(Com Informações da Secretaria Especial da Cultura)

Documentário que retrata jardim do Palácio do Catete será exibido no MoMA

Filme retrata os vários momentos da história do jardim como uma metáfora das mudanças vividas nas últimas quinze décadas em temas como a preservação e difusão do patrimônio cultural e os modos de viver das grandes metrópoles.

Filme retrata os vários momentos da história do jardim como uma metáfora das mudanças vividas nas últimas quinze décadas em temas como a preservação e difusão do patrimônio cultural e os modos de viver das grandes metrópoles.

O documentário de estreia da roteirista, produtora e diretora brasileira Monica Klemz, Um Jardim Singular, gravado no jardim histórico do Palácio do Catete (Museu da República), será exibido no Museu de Arte Moderna (MoMA), de Nova York (EUA), no próximo dia 23, como parte da programação do festival Doc Fortnight 2019.

Única obra brasileira selecionada para o festival, o filme, lançado em 2017, aborda a singularidade do jardim do Palácio do Catete, antiga residência dos aristocratas Barão e Baronesa de Nova Friburgo que, a partir de 1887, tornou-se a sede do poder executivo brasileiro e residência oficial da Presidência da República, função que desempenhou até 1960 com a transferência da capital federal para Brasília e a criação do Museu da República, que abriu as portas no mesmo ano.

Metáfora e relações

O filme utiliza fotografias de arquivos, textos de jornais, e filmagens atuais para retratar os vários momentos da história do jardim como uma metáfora das mudanças vividas nas últimas quinze décadas em temas como a preservação e difusão do patrimônio cultural e os modos de viver das grandes metrópoles.

Um Jardim Singular passeia por um espaço verde nascido no Brasil Império escravocrata, berço da primeira República e patrimônio tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional em 1938, no meio do caos urbano, e a forma como pessoas interagem com ele e como o espaço verde se desdobra em múltiplas facetas, do globalizante ao singular. O cenário foi escolhido pela diretora para tecer relações entre memória e globalização, monumento e modernidade, isolamento e espaço público na obra de ficção.

Desde lançado, o filme já passou por mais de 60 festivais internacionais em cinco continentes, como o Full Frame Documentary Film Festival 2018 (EUA) que, segundo Klemz, abriu as portas para a seleção do MoMA; e o Traverse City Film Festival 2018 (EUA) do renomado documentarista e ativista americano Michael Moore. A produção, iniciada em 2017, foi contemplada com o Edital Elipse 2017, da Fundação Cesgranrio, para fomento de curtas universitários.

Exibição gratuita

Um Jardim Singular terá também sua segunda exibição no Brasil em edição do Cineclube Museu da República com o tema Arquitetura e Urbanismo, a ser realizada no dia 28 de março, a partir das 18h. Também será exibido na ocasião o filme Pedregulho – O Sonho Possível, de Ivana Mendes. A diretora Monica Klemz estará presente na exibição para debate com o público. A participação é gratuita. Confira o trailer do filme e saiba mais sobre o jardim do Palácio do Catete.

Museu da República encerra o ano com nova exposição de quatro artistas

Obra do artista Véio, na exposição Quimera, no Museu da República/Ibram (RJ).

Obra do artista Véio, na exposição Quimera, no Museu da República/Ibram (RJ).

O Museu da República/Ibram inaugurou no sábado (15) a exposição Quimera, que reúne três gerações e quatro artistas. Com curadoria de Isabel Sanson Portella e Ricardo Kuguelmas, e obras de Ana Prata, Bruno Dunley, Véio e Liuba Wolf a exposição trata-se de um diálogo de gerações onde a exaltação imaginativa em diferentes técnicas aparece como destaque.

A Quimera mitológica, símbolo complexo de criações imaginárias do inconsciente, representa a força devastadora dos desejos frustrados, dos sonhos que não se realizam, da utopia e fantasias incongruentes. Monstros fabulosos alimentam, desde sempre, a imaginação do homem com devaneios necessários à expansão da alma.

A exposição Quimera está em cartaz na Galeria do Lago, com entrada franca, de terça a sexta, das 10h às 12h e das 13h às 17h e aos sábados, domingos e feriados, das 13h às 18h. O Museu da República, que fica na Rua do Catete, 153, Catete, no Rio de Janeiro (RJ).

SAIBA MAIS SOBRE OS ARTISTAS

Liuba Wolf

Inserida na tradição da escultura moderna desde os anos 1950, é considerada uma das pioneiras entre as artistas mulheres que se dedicaram à arte de esculpir. Inicialmente figurativa, a artista passou, a partir dos anos 1960, por uma significativa mudança formal que a levou à “quase abstração”, tendo a figura do animal como referência. Suas obras, como a própria artista afirma, vêm do inconsciente e são uma “simbiose entre vegetal e animal. ” A força e beleza de seus trabalhos inspirou, certamente, toda uma geração de artistas que se seguiu.

Véio

Artista sergipano dos mais destacados na arte popular brasileira, utiliza a madeira para representar o seu olhar crítico sobre o homem e a vida no sertão nordestino. Transforma restos de troncos da beira do rio, em esculturas coloridas, seres imaginários e personagens místicos que surgem das histórias de assombração ouvidas na infância. O universo de Véio, autodidata e muito enraizado em sua terra natal, é povoado pela tradição popular que o faz perceber o poder da transformação e da luta pela forma pura.

Ana Prata

A artista entende a pintura como meio de experimentação e linguagem. Seus trabalhos apresentados em Quimera trazem algumas propostas bastante significativas nesse diálogo de gerações e lugares de fala. A procura pela liberdade, o prazer criativo e a imaginação são pontos em comum nos quatro artistas selecionados. Para Ana Prata é importante variar, criar sempre algo novo para que outros sentimentos aflorem. Sua obra está aberta a novas propostas e respostas. E é sempre no olhar do expectador que a narrativa se completará.

Bruno Dunley

Sua prática é voltada para a abstração gestual, sem, entretanto, perder o foco na representação dos objetos. Para ele existe uma mudança fundamental na função da imagem que deixa de ser forma única de apresentação de uma idéia. As cores utilizadas, delicadas mesmo quando as imagens são violentas, aparecem ora em manchas, ora como fundo para os desenhos. Quase sempre há uma cor predominante, pastel seco aplicado com vigor além de traços em carvão. Bruno não procura a beleza perfeita e absoluta, mas cada vez mais pensa em uma beleza possível, direta. Algo que faça o espectador apurar o olhar e criar sua própria experiência sensorial.

Texto: Ascom do Museu da República/Ibram
Edição: Ascom do Ibram

Museu da República adquire quadro histórico de Emil Bauch

Datado de 1867, quadro retrata o casal de moradores originais do Palácio do Catete – que, a partir de 1887, tornou-se a sede do poder executivo brasileiro e residência oficial da Presidência da República.

Datado de 1867, quadro retrata o casal de moradores originais do Palácio do Catete – que, a partir de 1887, tornou-se a sede do poder executivo brasileiro.

O Museu da República, situado no Rio de Janeiro (RJ) e integrante da rede Ibram, adquiriu nos últimos dias o quadro “Barão e Baronesa de Nova Friburgo”, de autoria do pintor alemão Emil Bauch, obra que possui conexão estreita com a história da instituição.

Datado de 1867, o óleo sobre tela de 3,90×2,94m retrata o casal Antônio Clemente Pinto e Laura Clementina da Silva, moradores originais do Palácio do Catete – que, a partir de 1887, tornou-se a sede do poder executivo brasileiro e residência oficial da Presidência da República, funções que abrigou até 1961, com a transferência da capital federal para Brasília (DF).

O quadro pertencia desde 1920 ao Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) e encontrava-se desde 1974 sob a guarda do Museu da República, em caráter de comodato, e em exposição permanente no Palácio do Catete. Sua incorporação definitiva ao acervo do Museu da República integra política de regularização de uma série de bens culturais sob a guarda da instituição, que pertence à rede Ibram.

A aquisição da obra, efetuada após avaliação de empresa especializada pelo valor de R$ 450 mil, foi realizada através de dispensa de licitação, conforme a Lei nº 8.666/93, com recursos provenientes do Fundo Nacional de Cultura.

A avaliação do quadro, que lhe concedeu parecer de autenticidade, levou em conta aspectos temáticos, técnicos, estéticos e formais, e incluiu análise comparativa por meio de imagens fotográficas, exame com lentes de aumento, aplicação de luz ultravioleta e consulta bibliográfica e documental.

O autor

Pintor de paisagens, cenas de gênero e retratos, litógrafo e aquarelista, Emil Bauch nasceu em Hamburgo (Alemanha) em 1823 e faleceu no Rio de Janeiro provavelmente na década de 1890.

O retrato dos Barões de Nova Friburgo é considerado um dos mais significativos da retratística brasileira do século XIX, mais especificamente da iconografia da nobreza cafeeira do Vale do Paraíba, com importante influência nos meios políticos e sociais do Rio de Janeiro.

A obra faz parte de um amplo projeto civilizatório e de autoafirmação do fazendeiro e comerciante Antonio Clemente Pinto, verdadeiro self-made man oitocentista de origens simples que acabou tornando-se dono de uma das maiores fortunas da época.

Museu da República realizará seminário sobre função educacional dos museus

O Museu da República, no Rio de Janeiro (RJ), abriu na última quarta-feira (29) inscrições para o seminário “A função educacional dos museus: 60 anos depois”, que a instituição promove de 18 a 21 de setembro.

Seminário tem como objetivo realizar um balanço da educação em museus no Brasil, debater o cenário atual e traçar perspectivas para o setor.

Seminário tem como objetivo realizar um balanço da educação em museus no Brasil, debater o cenário atual e traçar perspectivas para o setor.

O seminário tem como objetivo realizar um balanço da educação em museus seis décadas após o Seminário Regional da Unesco, sobre este tema, ocorrido em 1958 na cidade do Rio de Janeiro – considerado um marco internacional neste campo. Objetiva também debater o cenário atual da educação museal e traçar perspectivas para o setor.

A programação contará com falas de representantes de museus e especialistas convidados sobre vários aspectos relacionados ao tema e debates com participação direta do público. O seminário contará com a participação de representantes da Unesco e do Conselho Internacional de Museus (ICOM) no Brasil, além do presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram).

As atividades programadas serão espalhadas pelo Museu da República, Palácio Rio Negro, Museu Histórico Nacional, Museu Imperial, Fundação Casa de Rui Barbosa, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM Rio) e Museu das Remoções. A organização do seminário oferecerá transporte para os deslocamentos mais longos aos primeiros inscritos que desejarem o serviço.

Confira a programação completa do seminário “A função educacional dos museus: 60 anos depois” e garanta sua inscrição online.

Pijama usado por Vargas em suicídio volta à exposição do Museu da República

Exibida apenas 3 meses por ano por motivos de conservação, a peça é testemunho do gesto que redirecionou a história política do Brasil.

Exibida apenas 3 meses por ano por motivos de conservação, a peça é testemunho do gesto que redirecionou a história política do Brasil.

Item do acervo da instituição mais presente no imaginário popular brasileiro e um dos bens musealizados mais representativos de nossa história política recente, o paletó do pijama que o ex-presidente Getúlio Vargas trajava na noite em que cometeu suicídio, em 24 de agosto de 1954, voltou a ser exposto no Museu da República, no Rio de Janeiro (RJ), nesta terça-feira (21).

A peça de seda, caracterizada pelo monograma GV bordado no bolso, manchas de sangue e pólvora, volta a ser exibida em suporte e vitrine naquele que foi o quarto de Vargas, no terceiro andar do antigo Palácio do Catete, sede do governo federal até 1960, após 9 meses de resguardo na reserva técnica do museu, que é vinculado ao Ibram.

Conservação e restauro

Para garantir sua conservação, o paletó do pijama passa dois terços do ano acondicionado em local com microclima controlado e na posição horizontal, o que evita o tensionamento e esgarçamento de suas fibras, além de protegê-lo dos efeitos da luz – maior causador de danos a acervos têxteis. Durante este período, a peça é substituída por imagem em alta resolução.

O cuidado garante a preservação de um testemunho do gesto histórico que redirecionou a cena política do Brasil, encerrando de forma trágica um mandato iniciado sob forte aclamação pública, que completa 64 anos de ocorrido nesta sexta-feira (24).

Na ocasião, a peça estará disponível para visitação pública no antigo quarto de Vargas, onde parte da mobília continua disposta da forma como estava em sua última noite de vida. Também são exibidos no quarto o revólver Colt 32 de propriedade do ex-presidente, que o teria comprado para o suicídio, e a bala que o matou.

O paletó do pijama que o ex-presidente Getúlio Vargas vestia no momento de seu suicídio foi restaurado pelo Museu da República em 2009, quando passou por higienização e foi costurado para melhor conservação e exibição – tendo em vista que a peça foi originalmente rasgada para sua retirada do corpo do ex-presidente. O restauro foi realizado por especialista através de licitação e exigiu três meses de trabalho.

Visitação

A peça poderá ser visitada pelo público até o dia 19 de novembro. O Museu da República (Rua do Catete 153, Catete) abre de terça-feira a domingo, das 10h às 17h. Às quartas e domingos a entrada é gratuita. Saiba mais.

Museu da República inicia distribuição do Passaporte de Museus

Dois museus da rede Ibram na cidade do Rio de Janeiro já distribuem exemplares do Passaporte de Museus.

Dois museus da rede Ibram na cidade do Rio de Janeiro já distribuem exemplares do Passaporte de Museus.

O Museu da República, no Rio de Janeiro (RJ), deu início nesta quarta-feira (6) à distribuição do Passaporte de Museus. A ação vai oferecer, até o fim deste ano, acesso gratuito a mais de 70 museus e centros culturais localizados na cidade do Rio de Janeiro e região metropolitana.

A distribuição acontecerá na bilheteria do Palácio do Catete (Rua do Catete, 153 – Catete) de quarta-feira a sábado, das 10 às 18h. Serão distribuídos cerca de 150 passaportes por dia, sendo um por pessoa. O museu oferecerá gratuidade às quartas-feiras e domingos.

Com tiragem de 300 mil exemplares, o Passaporte de Museus integra as comemorações pelos 200 anos do Museu Nacional, celebrados este ano.

Além do Museu da República, o Museu Nacional de Belas Artes, também vinculado ao Ibram, já realiza distribuição. O Passaporte de Museus está ainda sendo distribuído no próprio Museu Nacional (quintas-feiras e sábados, das 10h às 16h) e no Museu de Arte do Rio (terças e sábados, das 9hs às 17hs).

Edição especial do Circuito Sítios Históricos da República acontece na próxima sexta

Próxima edição dará ênfase aos 200 anos de museus no Brasil e visitará pontos de interesse histórico em torno da Praça da República, no centro do Rio de Janeiro.

Próxima edição dará ênfase aos 200 anos de museus no Brasil e visitará pontos de interesse histórico em torno da Praça da República, no centro do Rio de Janeiro.

O Museu da República e o Museu Casa de Benjamin Constant, situados no Rio de Janeiro (RJ) e vinculados ao Ibram, promovem em parceria, no próximo dia 18, mais uma edição do Circuito Sítios Históricos da República. Realizada desde 2009, a iniciativa leva visitantes a um passeio guiado por pontos de interesse histórico que remontam ao surgimento do regime republicano no Brasil.

A Praça da República, no centro do Rio de Janeiro, será o eixo desta edição, que dará ênfase aos 200 anos de museus no Brasil. Celebrados este ano, os dois séculos de presença contínua dos museus na vida social brasileira têm como marco os 200 anos de criação do Museu Nacional, hoje vinculado à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

A Casa Histórica de Deodoro, antiga residência do proclamador da República, será o ponto de encontro e partida do circuito. A instituição oferecerá aos visitantes a oportunidade de conhecer, em sua exposição de longa duração, um pouco mais sobre a biografia do patrono e o contexto histórico em que se deu a proclamação do novo regime.

O roteiro também inclui uma parada no Monumento a Benjamin Constant, no centro da Praça da República. Idealizado, financiado e executado pelos positivistas, o monumento foi inaugurado em 1926 e contou com a contribuição de Décio Villares (estátuas) e Eduardo de Sá (baixos-relevos e medalhões). Seu conjunto escultórico inclui várias alegorias caras ao republicanismo e ao positivismo, que serão demonstradas na visita mediada.

O passeio culminará no recém-inaugurado Museu da Casa da Moeda, também situado à Praça da República, onde os visitantes poderão testemunhar a iconografia republicana nas impressões de notas e cunhagem de moedas. A instituição está situada no prédio que foi a primeira sede do Museu Real, criado em 1818 por Dom João VI – o hoje chamado Museu Nacional foi transferido pelo regime republicano para a Quinta da Boa Vista, onde ainda se encontra.

Interessados em participar desta edição do Circuito Sítios Históricos da República, que terá início às 10h e tem duração estimada de 3h, já podem garantir, sem qualquer custo, sua inscrição online. O passeio inclui guia de turismo credenciado e lanche gratuito.

Museu da República e Museu Lasar Segall têm novos diretores

Um dos responsáveis pela criação da Política Nacional de Museus, do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e do Programa Pontos de Memória, entre outros, Mário Chagas atuava como coordenador técnico do Museu da República, função que acumulava com a de professor de Museologia da Unirio.

Um dos responsáveis pela criação da Política Nacional de Museus, do Ibram e do Programa Pontos de Memória, Mário Chagas atuava como coordenador técnico do Museu da República e é também professor de Museologia.

Ganharam oficialmente novos diretores, nos últimos dias, dois museus vinculados à rede Ibram: o Museu da República, no Rio de Janeiro (RJ), e o Museu Lasar Segall, em São Paulo (SP). Ambos foram escolhidos através de seleção pública aberta no final do ano passado.

O museólogo, professor e poeta Mário de Souza Chagas é o novo diretor do Museu da República. Graduado em Museologia pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) e mestre em Memória Social pela mesma instituição, é doutor em Ciências Sociais pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ).

Um dos responsáveis pela criação da Política Nacional de Museus, do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e do Programa Pontos de Memória, entre outros, Mário Chagas atuava como coordenador técnico do Museu da República, função que acumulava com a de professor de Museologia da Unirio. É também professor visitante da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias (ULHT), em Portugal, e professor colaborador do Programa de Pós-graduação de Museologia da Universidade Federal da Bahia (UFBA).

Pertencimento comunitário

Com experiência nacional e internacional no campo da museologia e da museografia – com ênfase na museologia social, nos museus sociais e comunitários, na educação museal e nas práticas sociais de memória, política cultural e patrimônio – o novo diretor do Museu da República afirma que seu plano de trabalho para os próximos quatro anos terá como foco a valorização do Palácio do Catete, que sedia o museu, e do Palácio Rio Negro, localizado em Petrópolis (RJ), também vinculado à instituição.

“Os dois apresentam localização estratégica em suas respectivas cidades, acesso fácil, são atrativos turísticos da maior importância e eu pretendo valorizar todos esses aspectos. E com isso contribuir para ampliar as visitações”, explica.

Mário Chagas adianta que garantir a manutenção, conservação e restauração arquitetônica dos dois prédios históricos será um desafio prioritário, e que a celebração pelos 30 anos da Constituição Federal estará no foco de trabalho do museu para 2018. A articulação com comunidades populares, movimentos sociais e outros museus espalhados pela cidade do Rio de Janeiro, além de criação de uma rede de parcerias com universidades, instituições culturais e de pesquisa, também estão entre as prioridades.

Abertura e ressignificação

Giancarlo Hannud, novo diretor do Museu Lasar Segall, atuava como curador sênior da Pinacoteca do Estado de São Paulo e é também professor de História da Arte das Faculdades Santa Marcelina. Tem experiência na área de Artes, com ênfase em História da Arte.

Giancarlo Hannud, novo diretor do Museu Lasar Segall, atuava como curador sênior da Pinacoteca do Estado de São Paulo e professor de História da Arte.

O curador e professor Giancarlo Hannud, bacharel em Artes Plásticas pela Slade School of Fine Art (Reino Unido) e mestre em História Cultural e Intelectual pelo Warburg Institute, de Londres, é o novo diretor do Museu Lasar Segall. Hannud atuava como curador sênior da Pinacoteca do Estado de São Paulo e é também professor de História da Arte das Faculdades Santa Marcelina. Tem experiência na área de Artes, com ênfase em História da Arte.

O plano de trabalho do novo diretor para os anos de 2018 a 2021 tem como ponto central a ressignificação do Museu Lasar Segall dentro do imaginário da capital paulista a partir de três eixos: a afirmação da instituição como centro de excelência no campo dos estudos sobre a vida e obra do artista; a abertura conceitual do museu para seu público e entorno; e o reconhecimento do prédio que o abriga como parte integrante de seu acervo.

De acordo com Hannud, a agenda de exposições e atividades educativas da instituição será centrada na obra, tempo e espaço de Lasar Segall. “Estaremos fortalecendo as ações já desenvolvidas pelos núcleos do museu e ao mesmo tempo concentrando esforços e energias para a realização do catálogo raisonné do artista”, explica. Reconhecer o papel do público na formação da identidade do museu, convidando-o a participar ativamente de sua programação cultural e educativa, também será, segundo o diretor, uma vertente prioritária para os próximos anos.

A seleção dos dois diretores foi realizada mediante critérios técnicos e objetivos de qualificação, avaliados por Comissão de Seleção através de análise de currículo, declaração de interesse e plano de trabalho. Realizado em três etapas, cada processo seletivo incluiu ainda entrevista oral de caráter classificatório.

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