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Presidente do Ibram visita museus de Minas Gerais

O Presidente do Instituto Brasileiro de Museus – Ibram, Marcelo Araújo faz nesta semana, sua primeira viagem a Minas Gerais desde que assumiu a Autarquia. Marcelo Araújo visita três museus vinculados ao Instituto em no Estado: Museu do Ouro, Museu Regional de Caeté e Museu da Inconfidência, além do Museu de Congonhas.

O objetivo da viagem é, não só conhecer as instituições, como também conversar com os servidores e buscar uma gestão mais próxima às instituições. Para Araújo, que é servidor de carreira do Instituto, um desafio interno é fortalecer as relações entre Brasília e os museus. “Temos que pensar o Ibram como uma equipe única, integrada e que pode desenvolver projetos transversais”, destacou.

Na quarta-feira (21), ele se reuniu com a Superintendente do Iphan MG e com os servidores do Ibram. No dia 22, quinta-feira, passou a manhã em Sabará, no Museu do Ouro e à tarde, seguiu para o Museu Regional de Caeté.

Araújo visita, nesta sexta-feira (23), o Museu da Inconfidência, em Ouro Preto, e acompanha algumas atividades que fazem parte da programação da 10ª Primavera dos Museus na Instituição. E, para encerrar esta primeira visita a Minas Gerais, ele conhecerá o Museu da Congonhas no sábado (24).

Todos Podem ser Frida: fotógrafa retrata pessoas caracterizadas como a artista

fridainconfidenciaO Museu da Inconfidência (Ibram/MinC), em Ouro Preto (MG), abre a exposição Todos podem ser Frida no Projeto Girassol nesta sexta-feira (12), às 20h, na Sala Manoel da Costa Athaide, (Anexo I do museu), com entrada gratuita.

As imagens da fotógrafa e artista paulistana Camila Fontenele de Miranda, feitas durante a Semana de Museus 2016, retrata membros do Projeto Girassol, usuários da Saúde Mental de Ouro Preto, quando puderam se transformar na artista visual mexicana Frida Kahlo (1907-1954) por um dia.

O estudo e os ensaios oficiais de Todos Podem ser Frida tiveram início em junho de 2012 e sua finalização ocorreu em julho de 2013. A produção foi realizada por artistas plásticos convidados pela fotógrafa e todos os modelos fotografados, inicialmente, eram do sexo masculino.

Novos olhares
A inversão de papéis e de gênero foi escolhida para mostrar que a imagem da Frida está presente nas várias nuances do ser humano e se conecta à própria trajetória da artista mexicana, seja através de seu diálogo estético entre o masculino e o feminino, seja através da vivência de sua bissexualidade.

Tanto o projeto quanto a exposição propõem ao público a construção de um novo olhar em direção aos usuários do Projeto Girassol: cada retrato cria um vínculo no qual espectador e imagem se contemplam, tornando fluidas as fronteiras entre um e outro.

Na abertura, os visitantes poderão ter a experiência de ser Frida por um dia, pois a idealizadora do projeto estará presente, caracterizando e fotografando os interessados.

A exposição pode ser visitada, de terça a domingo, das 10 às 18h, até o dia 18 de setembro. Saiba mais sobre o projeto. Visite o Museu da Inconfidência na internet.

Texto: Divulgação Museu da Inconfidência
Edição: Ascom/Ibram

Setor Educativo do Museu da Inconfidência oferece atividades culturais para escolas

Estão abertas as inscrições gratuitas para os projetos Meu museu imaginário e Quem canta um conto, oferecidos pelo Setor Educativo do Museu da Inconfidência/Ibram, em Ouro Preto (MG) para grupos escolares.

As oficinas, direcionadas ao público infanto-juvenil de sete a 12 anos, têm como objetivo aproximar as crianças do universo dos museus e da tradição do congado através da literatura infantil e da arte. As atividades podem ser realizadas de segunda a sexta, nos horários de 10 às 12h e 14 às 18h.

O Setor Educativo do Museu da Inconfidência também oferece visitas mediadas gratuitas para todas as idades. Os grupos formados por crianças de oito a 12 anos que participam da visita ganham o livro Vamos conhecer o Museu da Inconfidência?, que possibilita uma experiência interativa e lúdica durante o percurso.

Inscrições e maiores informações podem ser solicitadas pelo e-mail educativodomuseu@gmail.com ou pelo telefone (31) 3551-1378. As visitas também podem ser agendadas pelo e-mail visitasmuseu@gmail.com.

Segunda selecionada realiza intercâmbio em museu da Dinamarca

A a segunda selecionada pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC) para intercâmbio profissional em museus da Dinamarca realizado em parceria com a Agência Dinamarquesa de Cultura, acaba de voltar de uma semana no país. A museóloga Janine Ojeda, vinculada ao Museu da Inconfidência, em Ouro Preto (MG), participou de intercâmbio no Museu Nacional da Dinamarca.

Durante os primeiros dias de intercâmbio, Ojeda teve a oportunidade de conhecer as instalações, departamentos e corpo técnico do Museu Nacional da Dinamarca, considerado o principal museu daquele país pela grande representatividade de suas coleções – em especial a coleção etnográfica – espalhadas pelas mais de cem salas do antigo Palácio Real.

O museu é responsável desde janeiro pela gestão de dezesseis instituições federais distribuídas entre palácios, casas e sítios históricos de grande representatividade, tais como o Palácio Christiansborg (onde funciona o Parlamento da Dinamarca), a Casa Vitoriana, o Museu da Resistência (II Guerra Mundial), o Castelo Kronborg (onde supostamente morou Hamlet, segundo a obra de Shakespeare), o Palácio Rosenborg e outros.

Bastidores dos Museus - Além de conhecer a infraestrutura, acervo e equipe da instituição, a intercambista selecionada fez na sexta-feira (8) apresentação sobre o projeto Os Bastidores dos Museus: A Produção de Conhecimento e o Planejamento de Exposições, com referências à cidade de Ouro Preto, ao funcionamento do Museu da Inconfidência e ao Instituto Brasileiro de Museus.

Entre outros temas, foi apresentada a dinâmica da Semana de Museus, promovida anualmente no Brasil em comemoração ao Dia Internacional dos Museus (18 de maio), que despertou interesse dos profissionais do Museu Nacional da Dinamarca no desenvolvimento de ação semelhante.

“As primeiras impressões podem ser traduzidas como um aprendizado único que proporcionou a assimilação das experiências do cotidiano do corpo técnico do principal museu da Dinamarca, além de possibilitar a vivência quanto aos resultados da dedicação e do profissionalismo dos técnicos junto à comunidade local”, resume a museóloga Janine Ojeda.

“O intercâmbio gera uma grande reflexão para futuros projetos na área de realização de exposições e programas no Brasil, certamente um pontapé inicial também para uma maior divulgação das ações dos museus brasileiros e das experiências que podem ser conhecidas por outros países do mundo”, completa.

Intercâmbios programados - No início de março, a conservadora e restauradora Marcia Escorteganha já havia realizado em Copenhague, capital dinamarquesa, temporada de trabalho de duas semanas no Royal Danish Collection, uma das principais instituições museais da Dinamarca.

Outros dois selecionados têm intercâmbios programados para as próximas semanas em museus dinamarqueses: Filipe Cesar Campos de Faria Morais (Brandts – Museu de Arte Fotográfica e Visual, de 18 a 29 de abril); e Renata Carleial, que fará intercâmbio no Museu de Louisiana e no Museu Nacional a Céu Aberto de História e Cultura Urbana, na cidade de Aarhus, em maio.

Rui Mourão lança livro sobre Ouro Preto

capa-Mergulho na regiao do EspantoO escritor Rui Mourão lançam nesta sexta-feira (11) o livro Mergulho na região do espanto, da Editora UFMG, às 19h30, no interior do Museu da Inconfidência (Ibram/MinC), onde é diretor desde 1974. A entrada é gratuita. A obra completa uma trilogia sobre Ouro Preto, que veio se desenvolvendo com Boca de Chafariz e Quando os demônios descem o morro. O enfoque é o ouro, elemento formador de Vila Rica e Minas Gerais.

O leitor tomará conhecimento da epopeia que foi a conquista do território e a resultante política da Inconfidência Mineira, a fracassada conspiração que se transformou em tragédia, mas não deixou de constituir o cimento da libertação do país, quando a independência aconteceu. Com esse pano de fundo, o que se passa é o drama interior de um homem que busca desesperadamente encontrar seu destino.

Rui Mourão nasceu em Bambuí-MG. Romancista e ensaísta, lecionou Literatura Brasileira na Universidade de Brasília e nas Universidades de Tulane, Houston e Stanford, nos Estados Unidos. Participou dos movimentos das revistas literárias Vocação e Tendência, tendo sido diretor desta última. É membro da Academia Mineira de Letras. Foi editor do Suplemento Literário do Minas Gerais, chefe do Departamento Cultural da Imprensa Oficial do Estado de Minas Gerais, diretor-executivo da Fundação de Arte de Ouro Preto, coordenador do Grupo de Museus e Casas Históricas da Fundação Pró-Memória em Minas Gerais e coordenador do Programa Nacional de Museus, as duas últimas funções acumuladas com a de diretor do Museu da Inconfidência, cargo que ocupa desde 1974.

Texto: Ascom Museu da Inconfidência

Lançamento de livro sobre o Museu da Inconfidência e o imaginário social

livro museu da inconfidenciaO livro História, Turismo e Patrimônio Cultural – O Poder Simbólico do Museu da Inconfidência no Imaginário Social, do professor doutor Leandro Benedini Brusadin, será lançado às 19h desta sexta-feira, 11 de dezembro, no auditório do Museu da Inconfidência/Ibram, Anexo I. A obra, publicada pela Editora Prismas, traça um paralelo entre a dinâmica do patrimônio cultural e sua interface com o imaginário social, relacionando-os aos processos de memória e identidade. Em uma reconstrução histórica do Museu, que realiza diversas ações participativas com a comunidade local e turistas, o autor apresenta as formas de legitimidade do patrimônio que o próprio público lhe confere sob o âmbito da “História, Turismo e Patrimônio Cultural”.

O autor

Leandro Benedini Brusadin é graduado em Turismo pela Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2001), Mestre em Hospitalidade pela Universidade Anhembi Morumbi (2005) e Doutor em História pela Universidade Estadual Paulista de Franca – UNESP (2011). Pós-doutor pela Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da Universidade de São Paulo – USP (2015). Professor Adjunto do Departamento de Turismo da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), desde 2008, onde já exerceu o cargo de Coordenador do Comitê de Pesquisa em Ciências Sociais Aplicadas da Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação. Autor de livros e artigos científicos, Brusadin atua com projetos de pesquisa principalmente nos seguintes temas: sociologia, hospitalidade, gestão, turismo cultural, história e educação no Turismo.

Museu da Inconfidência recebe mostra sobre a Guerra da Tríplice Aliança

La Paraguaya. Reprodução da tela de Juan Manoel Blanes, 1879, pertencente ao acervo do Museo Nacional de Artes Visuales, Uruguai. Reprodução de imagem: Eduardo Baldizan

La Paraguaya. Reprodução da tela de Juan Manoel Blanes, 1879, pertencente ao acervo do Museo Nacional de Artes Visuales, Uruguai. Reprodução de imagem: Eduardo Baldizan

O Museu da Inconfidência (Ibram/MinC) inaugura a mostra 150 anos da Guerra da Tríplice Aliança: Distintas Visões, nesta sexta-feira (4), na Sala Manoel da Costa Athaide, Anexo I. Estarão expostos objetos, documentos e imagens vindos dos Museus Nacional de Belas Artes, Histórico Nacional, Casa de Benjamin Constant, Museu Imperial e Centro Cultural de La Republica Cabildo, do Paraguai. A iniciativa faz parte do projeto de integração cultural que o Inconfidência está desenvolvendo com o país vizinho. A visitação é gratuita e ocorrerá de terça a domingo, das 10 às 18h, até 28 de fevereiro de 2016.

Entre os destaques estão diversas fotografias originais da época, que retratam detalhes do conflito armado ocorrido na América do Sul, de 1864-1870, entre o Paraguai e a Tríplice Aliança – Brasil, Argentina e Uruguai. É possível observar nas imagens a destruição e o ambiente hostil da batalha que massacrou cerca de 90% da população masculina paraguaia. A reprodução da tela La Paraguaya (1879), do pintor uruguaio Juan Manoel Blanes, exemplifica as consequências e traz à tona a atuação das Residentas – mulheres sobreviventes que arcaram com a missão de reerguer a pátria política, social e economicamente.

O Conflito

A Guerra do Paraguai (dezembro de 1864 a março de 1870) foi o maior conflito armado internacional ocorrido na América do Sul, travada entre o Paraguai e a Tríplice Aliança – Brasil, Argentina e Uruguai. É também chamada Guerra da Tríplice Aliança (Guerra de la Triple Alianza), na Argentina e Uruguai, e de Guerra Grande, no Paraguai. O conflito iniciou-se com a invasão da província brasileira de Mato Grosso pelo exército do Paraguai, sob ordens do presidente Francisco Solano López.

O ataque paraguaio ocorreu após uma intervenção armada do Brasil no Uruguai, em 1863, que pôs fim à guerra civil uruguaia ao depor o presidente Atanasio Aguirre, do Partido Blanco, e empossar seu rival colorado, Venancio Flores. Solano López temia que o Império brasileiro e a República Argentina viessem a desmantelar os países menores do Cone Sul. Para confrontar essa suposta ameaça, Solano López esperava contar com o apoio dos blancos, no Uruguai, e dos caudilhos do norte da Argentina.

SERVIÇO

Exposição 150 anos da Guerra da Tríplice Aliança: Distintas visões

Visitação: De 4 de dezembro de 2015 a 28 de fevereiro de 2016. De terça a domingo, 10 às 18h,

Onde: Sala Manoel da Costa Athaide, Anexo I do Museu da Inconfidência (Rua Vereador Antônio Pereira, 33, Centro Histórico | Ouro Preto – MG)

Museu da Inconfidência traz mostra ‘Daniel Hourdé – Lendas e Aparições’

Foto: Coup de Foudre (2004), por Daniel Hourdé / Crédito de imagem: Woytek Mazurek.

Foto: Coup de Foudre (2004), por Daniel Hourdé / Crédito de imagem: Woytek Mazurek.

O Museu da Inconfidência/Ibram inaugura, às 20h do dia 3 de outubro, sábado, a mostra Daniel Hourdé – Lendas e Aparições. O vernissage ocorrerá na Sala Manoel da Costa Athaide, Anexo I (Rua Vereador Antônio Pereira, 33, Centro), com a presença do artista francês Daniel Hourdé. A coleção, que também terá obras expostas na Praça Tiradentes, no jardim em frente ao auditório e no pátio interno do museu, pertence à Galerie Agnès Monplaisir, de Paris (França), e foi trazida ao Brasil pela Hiperativa Empreendimentos Criativos. A itinerância no país começará em Ouro Preto, passando, posteriormente, por Belo Horizonte, São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador.

As esculturas de Hourdé, confeccionadas geralmente em bronze, aço ou alumínio, representam o corpo humano com riqueza de detalhes, celebrando a diversidade e expressando paixões e estados da alma, como o sofrimento, tormentos e o inesperado. O psicanalista e professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Guilherme Massara Rocha, membro da Sociedade Internacional de Filosofia e Psicanálise (SIPP), observa que o artista produz frequentemente corpos sem rostos, com cabeças parecidas com o crânio humano: “Nenhuma expressão facial é suficientemente definida ou explícita para fornecer os índices de um drama pessoal”.

Rocha acrescenta, ainda, que as vicissitudes corporais capturadas pela obra de Hourdé são figuradas a partir de traços da dança, dos maneirismos, das sutilidades do caminhar, das convulsões musculares. “Essas configurações, polifônicas, são orquestradas a partir de um contraste, de um claro – obscuro entre estática e equilíbrio”, destaca. Essa abordagem também está presente nos desenhos (carvão sobre papel), impressões e fotocromias que compõem a mostra. A visitação é gratuita e ocorrerá de terça a domingo, das 10 às 18h, até 15 de novembro.

O artista

Daniel Hourdé nasceu no ano de 1947, em Boulogne-Billancourt, na França. Estudou na Escola de Belas Artes de Grenoble e na Escola Nacional de Belas Artes de Paris (1971-72) e complementou sua formação na Jean-Marie Pirot Workshop e na Yankel Workshop. Vive e trabalha em Paris. Expôs individualmente em Berlim, Bruxelas e França, sucessivas vezes, com destaque para as mostras na Galerie Agnès Monplaisir, Paris (2013), na Galerie Larock Granoff, Paris (2012) e Galeria Nove, Berlim (2011). Participou de diversas exposições coletivas e salões de arte, entre eles The Moscow World Fine Art Fair – Galerie Larock-Granoff, Moscou (2012), Salon du Collectionneur, Galerie Loft, Paris (2009), Pavillon des Arts, Genebra (2003), e Louvre des Antiquaires, Paris (2001).

Museu da Inconfidência receber mostra com fotografias de Alfredo Ferreira Lage

Avant l’orage (Antes da Tempestade). Juiz de Fora, MG, c. 1904, de Alfredo Ferreira Lage

Avant l’orage (Antes da Tempestade). Juiz de Fora, MG, c. 1904, de Alfredo Ferreira Lage

Nesta sexta-feira (14), o Museu da Inconfidência (Ibram/MinC), que fica em Ouro Preto (MG), inaugura a mostra Simetria e permanência: a arte na fotografia de Alfredo Ferreira Lage. A exposição reúne um conjunto de fotografias feitas pelo colecionador e fundador do Museu Mariano Procópio, em Juiz de Fora (MG), e revela sua relação com a fotografia, especialmente no registro das paisagens e das personagens que o inspiraram, como composições bucólicas, vistas rurais e aspectos da fauna e flora mineira.

Com curadoria de Pedro Vasquez, Aldo Araújo, Janine Ojeda e Margareth Monteiro e reprodução e o tratamento digital das imagens de Thiago Barros, a exposição é coordenada pela Expomus, tem o patrocínio da Petrobras e é promovida em parceria com a Fundação Museu Mariano Procópio, detentor do acervo que será exposto. A mostra ocupará a Sala Manoel da Costa Athaide, Anexo I do Museu da Inconfidência, tem entrada gratuita e ficará em exibição até o dia 6 de setembro, de terça-feira a domingo, das 10 às 18h.

Alfredo Ferreira Lage

Nascido em Juiz de Fora, em 1865, Alfredo é filho do comendador Mariano Procópio Ferreira Lage. Em 1903, criou e presidiu o Photo Club Rio de Janeiro junto com Sylvio Bevilacqua, Barroso Neto e Guerra Duval, o que torna sua obra precursora dos fotoclubes no Brasil. Teve vários trabalhos premiados com medalha de ouro em exposições realizadas no Rio de Janeiro, em 1908, e na cidade italiana de Turim, em 1911, como a imagem alegórica Nouvelles de l’absent, mostrando uma jovem de costas lendo uma carta, segundo o gosto romântico da época. Abriu o Museu Mariano Procópio como espaço particular à visitação, fundando-o oficialmente em 1921. No ano seguinte, inaugurou a Galeria de Belas Artes do Museu Mariano Procópio, com apoio do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, do qual se tornou membro posteriormente. Em 1936, Alfredo fez a doação do Museu Mariano Procópio para o município de Juiz de Fora e criou o Conselho de Amigos do Museu Mariano Procópio. Morreu no Rio de Janeiro, aos 79 anos de idade.

Museu da Inconfidência recebe rede que pertenceu à Marquesa de Santos

Detalhe da rede doada ao Museu da Inconfidência / Aldo Araújo

Detalhe da rede doada ao Museu da Inconfidência / Aldo Araújo

O Instituto Marília Borges, por intermédio de Gisella Kasten, doou ao Museu da Inconfidência/ Ibram uma rede que pertenceu a Domitila de Castro Canto e Melo – a Marquesa de Santos (São Paulo, 1797-1867), conhecida por ter sido amante do Imperador Dom Pedro I. A peça, rica em bordados e detalhes, fez parte do acervo do antiquário do imigrante italiano Felício Cesarino que, ao se estabelecer no Paraná como agricultor, conheceu a esposa Ermida Victorelli, parente da personagem histórica. Ermida viveu até 1995, e sua sobrinha-neta Maria Aparecida Victorelli herdou a peça. Quando ela faleceu, em 2014, deixou a rede para a doadora.

Domitila casou-se em 1813, aos 15 anos, com o Alferes Felício Coelho Pinto de Mendonça. Este lhe tratava com crueldade e, após dar-lhe duas facadas, ocorreu o divórcio. Mais tarde, após rumores sobre um movimento a favor da independência do Brasil, Dom Pedro I saiu do Rio de Janeiro em agosto de 1822, rumo a São Paulo. Nos campos do Ipiranga, viu Domitila pela primeira vez, porque ela era irmã do cadete Francisco da sua escolta. O relacionamento durou sete anos e, em virtude dele, a “favorita” tornou-se primeira dama da Imperatriz Leopoldina e foi agraciada com os títulos de Baronesa, em 1824; Viscondessa, em 1825 e Marquesa de Santos, em 1826.

Mais sobre Domitila

O romance com Dom Pedro I pode ser acompanhado nas mais de 200 cartas trocadas pelo casal. No Rio de Janeiro, Domitila viveu em uma casa de sobrado ampla, com instalações de luxo, onde ocorriam os encontros com o imperador. Morou no local até 1826, quando passou a residir em um palácio vizinho à Quinta da Boa Vista. Após a morte da imperatriz Leopoldina, Dom Pedro I, contrariando as expectativas, casou-se com Amélia Beauharnais, a Duquesa de Luuchtemberg. A Marquesa de Santos então volta para São Paulo, onde se uniu a Raphael Tobias de Aguiar, militar e político.

A Marquesa de Santos viveu 70 anos. Teve, ao todo, 13 filhos, sendo quatro de Dom Pedro I. Na capital paulista, participou da vida pública do país, intervindo nas eleições e filiando-se ao partido liberal. Era dotada de grande prestígio político, e recebia em sua casa – um “solar” elegante e luxuoso – as principais personalidades da vida acadêmica e cultural da cidade. Dedicou os seus últimos anos a ajudar os pobres, doentes e estudantes. Depois de curta doença, Domitila faleceu no ano de 1867.

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