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Museu dos Quilombos e Favelas Urbanos lança campanha de financiamento

Instituição se volta às memórias narradas pelos moradores de favelas e quilombos urbanos, promovendo exposições, debates e oficinas.

Instituição se dedica às memórias narradas por moradores de favelas e quilombos urbanos, promovendo exposições, debates e oficinas.

O Muquifu – Museu dos Quilombos e Favelas Urbanos, iniciativa pioneira de museologia social em Belo Horizonte (MG), abriu a campanha “Seja amigo e parceiro do Muquifu!”, voltada ao recebimento de contribuições para a manutenção da instituição.

Criado em 2012 no Morro do Papagaio, o Muquifu tem como vocação garantir o reconhecimento e a salvaguarda das favelas, enquanto “verdadeiros quilombos urbanos do Brasil”: lugares não apenas de sofrimento e de privações, mas, também, de memória coletiva digna de ser cuidada. A instituição reúne como acervo fotografias, objetos, imagens de festas, danças, celebrações, tradições e histórias que representam a tradição e a vida cultural dos moradores das diversas favelas e quilombos urbanos.

Museu de território e comunitário, o Muquifu atua como instrumento de resistência diante do risco iminente de expulsão dos favelados dos centros urbanos; e pelo reconhecimento e preservação do patrimônio, histórias, memórias e bens culturais dos moradores dos quilombos urbanos e favelas de Belo Horizonte.
Tocada basicamente por voluntários, a instituição se volta às memórias narradas pelos moradores dessas comunidades, habitadas predominantemente por pessoas negras, promovendo exposições, debates e oficinas. Conheça melhor o trabalho realizado pelo Muquifu.

Interessados em ser amigos do museu podem colaborar mensalmente por meio da plataforma Padrim com valores iniciados em R$ 1. Todo o dinheiro arrecadado será usado para a manutenção do espaço. Colabore aqui.

Museu comunitário de Belo Horizonte leva exposição para a Itália

O presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Angelo Oswaldo, visitou na segunda-feira (16) duas iniciativas de museologia social em Belo Horizonte (MG): Museu dos Quilombos e Favelas Urbanos (Muquifu) e o Ponto de Memória Museu do Taquaril. Oswaldo foi acompanhado do vereador Arnaldo Godoy (PT), ex-secretário de Cultura de Belo Horizonte, que propôs a visita.

Muquifu impressionou o presidente do Ibram, Angelo Oswaldo (dir.)

O trabalho realizado pelo Museu de Favelas e Quilombos Urbanos será conhecido também fora do Brasil: sua Primeira Mostra Itinerante chegará até a cidade de Pádua (Itália), entre 15 de janeiro a 28 de fevereiro de 2014.

A mostra reunirá imagens de moradores das comunidades do Aglomerado Santa Lúcia (Vila Esperança e Vila São Bento) e tem como curador um dos fundadores do Muquifu, o Padre Mauro, que além de pároco da favela é museólogo formado pela Universidade de Pádua.

Localizado na comunidade da Barragem Santa Lúcia, o Muquifu impressionou o presidente do Ibram por seu trabalho de museografia, coleta de objetos e resgate da memória local. “É um museu admirável”, reconheceu.

Memória social
Angelo Oswaldo conheceu também as exposições concebidas pelo museu por ocasião da 7ª Primavera dos Museus (2013), cujo tema foi Museus, Memória e Cultura Afro-Brasileira.

A montagem das exposições envolveu a comunidade, através da doação de objetos, fotografias e histórias que fizeram parte do acervo ali exposto, além dos alunos do 5º período do curso de Museologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que tiveram a oportunidade de realizar um trabalho de campo na área da museologia social.

Já no Ponto de Memória Museu do Taquaril, o presidente do Ibram, acompanhado de lideranças da comunidade, teve contato com o trabalho de memória social realizado no maior bairro da periferia de Belo Horizonte. O Museu do Taquaril é uma das doze iniciativas pioneiras do Programa Pontos de Memória, desenvolvido pelo Ibram. “O trabalho deles tem um grande impacto na autoestima da comunidade”, avaliou Angelo Oswaldo.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: Divulgação

Pontos de Memória participam da 9ª Semana Nacional de Museus

Os Pontos de Memória da Estrutural (Distrito Federal/DF), Terra Firme (Belém/PA), Museu Comunitário Lomba do Pinheiro (Porto Alegre/RS), Museu de Favela e Museu da Maré (ambos do Rio de Janeiro/RJ) participam da 9ª Semana Nacional de Museus, que acontecerá entre os dias 16 e 22 de maio. Os Pontos integram as 1.006 instituições que, com o tema Museu e Memória, promoverão cerca de 3 mil eventos em mais de 500 cidades de todo o país durante a Semana.

A Semana Nacional de Museus acontece anualmente em celebração ao Dia Internacional dos Museus, 18 de maio, e no Brasil é promovida pelo Ibram. Confira a programação dos Pontos de Memória na Semana:

  •  Ponto de Memória de Terra Firme: realiza a primeira gincana de história e memória do bairro, do dia 16 a 20 de maio. Voltada especialmente para os jovens, a competição está dividida em cinco provas relacionadas à memória local.
  •  Ponto de Memória da Estrutural: lança sua primeira exposição no dia 21 de maio. A mostra Movimentos da Estrutural, cujos suportes são elaborados a partir de objetos reciclados do Lixão, pretende retratar a memória das estratégias de luta dos moradores. 
  •  Museu Comunitário Lomba do Pinheiro: realiza a exposição Saber Popular: Ervas, Rezas e Benzeduras: Alternativas de saúde.
  •  Museu de Favela: inaugura, no dia 22 de maio, o circuito Casas-Telas no Pavão-Pavãozinho. O projeto, que começou no morro do Cantagalo (na foto acima), em 2009, retrata em grafite, nos muros e fachadas de casas do morro, um circuito que conta a história da favela.
  •  Museu da Maré: terá agenda diversificada, com apresentação de contos e lendas locais por moradores, oficina de leitura e a exposição Museu da Maré, que narra a história de resistência da comunidade. Também haverá um “chá de memória”, reunindo moradores que construíram a identidade e a memória da Maré.

 Veja a programação completa da 9ª Semana em www.museus.gov.br

Museu de Favela expõe acervo e artesanato em Paraty

O Museu Forte Defensor Perpétuo, em Paraty (RJ), sedia até o fim de abril a exposição itinerante Despertar de Almas e de Sonhos, organizada pelo Museu de Favela, da Cidade do Rio de Janeiro (MUF). A exposição pode ser visitada de quarta a domingo, das 9h às 12h e de 14h às 17h.

A mostra já esteve em Macaé, no Museu Solar dos Mellos, no mês de março. Depois de Paraty, a terceira parada será no Museu de Arte Religiosa e Tradicional, em Cabo Frio, de 5 a 15 de maio. Nas três cidades, a montagem conta com a exposição do acervo e artesanatos da Rede MUF e oficina de graffiti-art.

Despertar de Almas e de Sonhos valoriza a saga individual de ilustres moradores da favela, cujos depoimentos sobre o passado contribuem para a compreensão do presente: são histórias de luta e de resistência cultural, com as quais se identifica grande parte da nação brasileira.

A exposição tem o patrocínio da Secretaria de Cultura do Estado do Rio de Janeiro e conta com apoio da Prefeitura de Macaé, da Fundação Macaé de Cultura e do Instituto Brasileiro de Museus – Ibram.

O que é o MUF – A organização não governamental Museu de Favela (MUF) é gestora do primeiro museu territorial sobre memórias e cultura em favela do mundo. É uma associação privada sem fins lucrativos e de interesse comunitário, fundada por moradores de favelas cariocas.  O museu se estende por Pavão, Pavãozinho e Cantagalo, entre Ipanema e Copacabana, no Rio de Janeiro.

Fonte: Museu Forte Defensor Perpétuo

Energia nuclear é tema de programação no Museu da Maré

Até 2 de julho, o Museu da Maré, no Rio de Janeiro, oferece uma agenda diversificada sobre o tema energia nuclear.  Voltada especialmente para o público escolar, o objetivo é estimular crianças e jovens a refletirem, na teoria e na prática, sobre a relação entre o homem e natureza mediada pela tecnologia.

Além de exposição temática, a programação prevê mostra de vídeos, oficinas, jogos e contação de histórias em quadrinhos de personagens que se relacionam com o tema, como Capitão Átomo, Hulk, Homem Aranha, Tartaruga Ninja e Formiga atômica.

Para os professores, será oferecido, no dia 15 de abril, às 14h, o curso átomo e suas histórias, ministrado pela especialista  da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES), Márcia Pereira. O evento é resultado de parceria do Museu da Maré com a Casa de Ciências da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEM).

Mais informações no (21) 3868 6748, museudamare@ceasm.org.br ou no www.museudamare.org.br.  O Museu da Maré fica na Av. Guilherme Maxwell, 26, Maré, Rio de Janeiro (RJ). Funciona de terça a sábado, das 9h às 18h, e a entrada é franca.

Museu de Favela inaugura galeria de arte a céu aberto

O Museu de Favela (MUF), localizado na comunidade do Pavão-Pavãozinho e Cantagalo, no Rio de Janeiro, inaugurou nesta quinta-feira, dia 16, o Circuito das Casas-Telas, uma galeria de arte a céu aberto feita por artistas locais.

O presidente da ONG Museu de Favela, o grafiteiro ACME, apresentou a mostra permanente, que fica ao longo dos caminhos da favela. As telas, realizadas nas fachadas das casas dos próprios moradores, mostram a memória da comunidade e as transformações políticas, sociais e culturais sofridas ao longo dos anos.

O presidente do Ibram/MinC, José do Nascimento Junior, e o diretor do Departamento de Processos Museais, Mário Chagas, acompanharam a inauguração e reafirmaram o compromisso do Ibram na continuidade do projeto. O projeto Circuito Casas-Telas teve recursos fornecidos pelo Edital Modernização de Museus, do Departamento de Museus e Centros Culturais do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico e Nacional (Demu/Iphan), que em janeiro de 2009 deu origem ao Ibram/MinC.

Ponto de Memória da Estrutural realiza primeira ação museal

O Ponto de Memória da Estrutural (DF) realizou no último sábado, 4 de dezembro, na Casa dos Movimentos,  sua primeira ação museal na comunidade – um café-da-manhã acompanhado de uma  roda de contação de histórias sobre a região.

O evento permitiu que moradores pioneiros, como Geralda Dias e Elias Mendes, revelassem detalhes sobre como a população fazia há vinte anos para resistir e sobrevier diante da constante ameaça de remoção. “Não podíamos sair de casa nem para trabalhar, porque corríamos o risco de ter tudo derrubado. Mesmo com todas as dificuldades éramos unidos e felizes”, enfatiza Elias.

Para ele, o ponto de memória é a oportunidade de a Estrutural desenvolver um trabalho que não conte apenas fatos políticos, mas reflita a comunidade. Os moradores querem criar um museu que mostre experiências e vivências antigas e que deram origem à comunidade, mas também abrir espaço para os hábitos atuais dos moradores, sejam eles crianças, jovens, adultos ou idosos.

“Nossa ideia é fazer um museu vivo, no qual as escolas possam trazer seus alunos para fazer pesquisas, mas também onde os moradores possam contar suas histórias e divulgar suas experiências de vida”, destaca Abadia Teixeira, líder comunitária e membro do conselho gestor do Ponto de Memória da Estrutural. Durante o evento, ela enfatizou a função positiva que o museu pode ter na comunidade e lembrou a importância do projeto dar certo na região para poder ser levado a outras localidades do País.

A valorização da memória ajuda não apenas a preservar a história dos moradores, mas também a unir a comunidade em torno de objetivos comuns na busca pelo desenvolvimento local. “Os moradores da Estrutural sempre receberam coisas materiais, principalmente vindas de políticos. Mas não adianta só receber, é preciso aprender como tudo aconteceu para despertar na comunidade a vontade de retribuir e de fazer algo pelo outro”, defende a moradora Clara Soraia Ribeiro.

Felizes por poderem contar a história da cidade pelo ponto de vista de quem dela participou, os moradores prometeram doar fotos e objetos relevantes para descrever a trajetória da comunidade.  A “roda de memória” foi gravada e, segundo o conselho gestor do ponto de memória, integrará o acervo do futuro museu.

Programa Pontos de Memória

Desde 2003, o Instituto Brasilieiro de Museus – Ibram/MinC apoia iniciativas de memória, que ajudam a fortalecer as comunidades a partir do reconhecimento de suas raízes históricas. “É importante fazer com que as experiências de memória tenham vida, tenham voz. As pessoas se sentem valorizadas. Se alguém não escreve sua história, ela será escrita por outra pessoa”, destaca Marcelle Pereira, coordenadora de Museologia Social e Educação do Ibram.

Atualmente, o Ibram é parceiro em 12 projetos-pilotos nas cinco regiões brasileiras. A idéia é auxiliar, por meio de apoio técnico e de consultorias, iniciativas existentes ou novas experiências comunitárias de grupos envolvidos em ações de preservação da memória local.

Além da Estrutural (DF), há pontos de memória em Belém, PA (Terra Firme); Belo Horizonte, MG (Taquaril); Curitiba, PR (Sítio Cercado); Fortaleza, CE (Grande Bom Jardim); Maceió, AL (Jacintinho); Porto Alegre, RS (Lomba do Pinheiro); Recife, PE (Coque); Rio de Janeiro, RJ (Pavão- Pavãozinho-Cantagalo); Salvador, BA (Beiru); São Paulo, SP (Brasilândia) e Vitória, ES (São Pedro).

Os projetos são resultado de parceria entre os programas Mais Cultura e Cultura Viva, do Ministério da Cultura (MinC); o Programa Nacional de Segurança com Cidadania (Pronasci), do Ministério da Justiça (MJ); e a Organização dos Estados Ibero-americanos (OEI).

Comunidade do Horto convida para inauguração de museu

Moradores e amigos do Horto Florestal, no Rio de Janeiro, inauguram no dia 7 de novembro o Museu do Horto. A programação vai das 12h às 18h30, com caminhada pela ruína da Senzala, exposição de artesanato do Projeto Ateliê de Costura do Horto, Quiosque da Memória, brincadeiras para crianças, roda de samba, apresentação da banda de rap Badalo Consciente e feijoada.

O museu comunitário apresenta os patrimônios materiais e imateriais do Horto por meio de percursos históricos, nos quais o território, os moradores e os lugares de memória se configuram como acervo.  

A região, cercada por parques ambientais,  tem  cerca de 600 famílias de baixa renda, formada, em sua maior parte, por idosos. Mas no séc. XV foi habitada por trabalhadores de engenhos de cana-de-açúcar e ainda possui monumentos e vestígios de senzalas e quilombos.

O Museu do Horto é  iniciativa da Associação de Moradores e Amigos do Horto (AMAHOR) e ponto de memória parceiro do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram/MinC).

O evento será no Clube Caxinguelê, no Horto Florestal. Mais informações no contato@museudohorto.org.br / www.museudohorto.org.br

Museu da Maré abre mostra sobre os 200 anos da Independência América Hispânica

O Museu da Maré (RJ) apresenta a partir desta quinta-feira, 5 de agosto, às 17h , a mostra A Carta da Jamaica, com obras feitas especialmente para esse projeto, que busca investigar, com recursos contemporâneos, o bicentenário da independência da América Hispânica, comemorado em 2010 na Argentina, Chile, Colômbia e México, e nos próximos anos nos demais países de língua espanhola do continente

A exposição, que segue até 18 de setembro e recebe o patrocínio do Instituto Goethe do Rio de Janeir, apresenta as contradições da realidade por meio de um tratamento estético sobre fatos culturais, políticos e geográficos da América Latina, composta por 19 nações e um total de 600 milhões de habitantes.  Dos conflitos militares até as danças indígenas, passando pelo isolamento geográfico que o mar impõe às Américas.

Também serão exibidos no museu os vídeos dos artistas Julian d’Angiolillo (Argentina), Joaquin Sánchez (Bolívia), Marxz Rosado Ríos (Porto Rico) e Bjørn Melhus (Noruega/Alemanha).

Esses artistas foram convidados a viajar e residir em várias cidades da América Hispânica, para produzirem seus trabalhos. Desde cidades tranquilas do interior a metrópoles pujantes, locais ligados ao passado e ao presente.

SIMÓN BOLÍVAR

De seu exílio em Kingston, em setembro de 1815, o libertador Simón Bolívar, então, com 32 anos, escreveu em inglês sua legendária “Carta da Jamaica“, dirigida a um amigo. Em sua obra mais importante, o herói da Independência esboçou um grandioso panorama para a América, dos Estados Unidos até o Chile e a Argentina.

Sua fulminante análise começa com um levantamento dos movimentos independentistas entre 1810 e 1815 e das razões que moveram os “espanhóis americanos” a se empenharem pela Independência. Segue um apelo à Europa para apoiar a causa hispano-americana. Na terceira parte, Bolívar, considerado o maior político sul-americano de todos os tempos, discorre sobre as perspectivas de futuro para cada uma das repúblicas. Conclui seu tratado, escrito com muita elegância, com um apelo à união dos povos americanos.

 O Museu da Maré fica na Av. Guilherme Maxwell, 26 – Maré – Rio de Janeiro – RJ
Aberto de terça à sexta, das 09h às 18h, e sábados das 10h às 16h. Entrada franca.
Informações: (21) 3868.6748, museudamare@ceasm.org.br

www.museudamare.org.br

Comunidade do Coque vai criar Museu do Mangue

Moradores do Coque, em Recife, estão se articulando para criar o Museu do Mangue, que será gerido e representado pela própria comunidade. O bairro é uma das 12 localidades do país que vem sendo apoiada do Instituto Brasileiro de Museus – Ibram/Ministério da Cultura, por meio do Programa Pontos de Memória, para trabalhar a memória local como ferramenta de valorização da identidade e como forma de revelar os aspectos positivos do bairro.
Como parte das etapas para consolidação do Ponto de Memória do Coque, nesta segunda e terça-feira, 21 e 22 de junho, às 19h, representantes do Ibram vão ministrar a oficina Museu, Memória e Cidadania, a primeira dentre outras que serão oferecidas para o conselho gestor do museu. A oficina acontecerá na Escola Novo Mangue (Av. Central, s/nº, Coque – Recife –PE).

Segundo o morador e um dos articuladores da iniciativa no Coque, Rildo Fernandes, o local onde mora é um ponto turístico que precisa ser revitalizado e ter a sua história contada. “Acredito que com o Museu do Mangue do Coque esse quadro vai mudar para o homem-caranguejo”, enfatiza.

Coque – É uma comunidade localizada na Ilha de Joana Bezerra, próximo a áreas ricas, como o bairro de Boa Viagem e o pólo médico da Ilha do Leite. Seus moradores sofrem o estigma de viverem em um lugar “perigoso”, de “gente violenta”. Dentre outros aspectos, a história do Coque é marcada pela relacão com o mangue e a luta pela terra.

Pontos de Memória: – Pautado na gestão participativa e no protagonismo comunitário, o Programa Pontos de Memória trabalha com o empoderamento social daqueles grupos que ainda não tiveram a oportunidade de contar suas histórias e memórias através dos museus, incentivando a apropriação desse equipamento pelas comunidades, de forma que se sintam representadas. É resultado de parceria do Ibram/MinC, com o Programa Mais Cultura e Cultura Viva, do Ministério da Cultura, Programa Nacional de Segurança com Cidadania – Pronasci, do Ministério da Justiça,e com a Organização dos Estados Ibero-americanos – OEI.

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