Chácara do Céu abre mostra com gravuras de Fayga Ostrower no RJ

Museu Chácara do Céu (RJ)

Museu da Chácara do Céu (RJ)

O “coro de cores”, que na visão do poeta Carlos Drummond de Andrade “ressoa de suas gravuras”, poderá ser experimentado, em todos os sentidos, no Museu da Chácara do Céu/Ibram, no Rio de Janeiro (RJ), a partir do próximo dia 1º de dezembro (quinta-feira).

A exposição Cores de Fayga reunirá 50 obras da artista polonesa, naturalizada brasileira, Fayga Ostrower (1920-2001). A mostra retoma uma história de mais de 70 anos ao reunir os acervos de Raymundo Castro Maya, colecionador e criador do museu e do Instituto Fayga Ostrower.

A mostra faz parte do projeto Encontro de Colecionadores. Para a diretora dos Museus Castro Maya, Vera de Alencar, estes encontros “celebram a diversidade do acervo Castro Maya, convidando para sua casa outras coleções apresentadas, formando interessantes interseções ao nosso conjunto”. Saiba mais.

Texto e foto: Ascom/Ibram

Museu Chácara do Céu abre mostra ‘Debret e a Missão Artística Francesa’

Para comemorar os 200 anos da Missão Artística Francesa no Brasil, os Museus Castro Maya apresentam a exposição Debret e a Missão Artística Francesa no Brasil-200 anos. Com curadoria de Jacques Leenhardt, a mostra, que será realizada de 21 de julho a 25 de setembro de 2016, no Museu da Chácara do Céu, em Santa Teresa, reúne 75 aquarelas e gravuras da coleção Castro Maya, produzidas pelo artista Jean-Baptiste Debret, de 1816 e 1831, período em que viveu no país.

A exposição, que segue para Paris em outubro, faz um retrato das várias camadas da população brasileira da época, passando por índios, escravos africanos, caboclos, mestiços, e europeus, ricos e pobres. “Durante os 15 anos que morou no Rio de Janeiro, Debret produziu mais de 700 desenhos, em grande parte aquarelas, captando a pulsação da vida da corte e da cidade. Esse testemunho constitui uma documentação única sobre a história da vida cotidiana do Brasil oitocentista”, explica Leenhardt.

Para facilitar a leitura do público, as obras selecionadas para a mostra foram dividas por temas, entre eles, “Religião na Cidade”, “Escravidão”, “Selvagens e Civilizados?” e “O ateliê do pintor da história e o ateliê da rua”, este último apresentando com o único autorretrato conhecido do artista trabalhando. “Debret sempre enfatiza a importância das culturas próprias dos índios e africanos, mesmo quando destroçadas. Demonstra claramente o horror à violência escravocrata e registra a riqueza cultural daqueles que foram os vencidos da situação colonial”, diz o curador.

O principal objetivo da Missão Artística Francesa, que chegou ao Rio de Janeiro em março de 1816, foi estabelecer aqui a Escola de Belas Artes. Além disso, esperava-se que os profissionais estrangeiros divulgassem a imagem modernizada da colônia brasileira, que acabava de virar sede do Reino de Brasil, Portugal e Algarves.

De volta à França, Debret reuniu tudo o que viu por aqui e foi o responsável por uma das mais importantes contribuições à história. Publicou o livro Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil (1834-1839), documentando aspectos da natureza, do homem e da sociedade brasileira no início do século XIX.

Sobre Jacques Leenhardt – Filósofo e sociólogo, é Diretor de Estudos na Escola de Estudos Avançados em Ciências Sociais (Paris, França) e Presidente de Honra da Associação Internacional de Críticos de Arte (AICA). Entre suas principais publicações estão “Nos Jardins de Burle Marx”, “Reinventar o Brasil: Gilberto Freyre entre história e ficção”, “A construção francesa do Brasil”, e a reedição moderna do livro “Viagem Pitoresca e Histórica ao Brasil”, de Debret, que acaba de ser lançado.

 

Sobre o museu – O Museu da Chácara do Céu, junto com o Museu do Açude, foram residências de Castro Maya e por ele doadas à Fundação que levou seu nome, criada em 1963 e extinta em 1983, quando ambos foram incorporados ao IBRAM (Instituto Brasileiro de Museus), do Ministério da Cultura. Os prédios, acervos e parques dos museus foram tombados pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), em 1974.

O Museu da Chácara do Céu exibe coleções de arte de diversos períodos e de diferentes origens. Os livros raros, mobiliário e artes decorativas estão distribuídos pela casa de três pavimentos, em Santa Teresa.

Projeto ‘Os Amigos da Gravura’ inicia a edição de 2016 com Marcos Chaves

O Museu Chácara do Céu, que fica no bairro de Santa Teresa, no Rio de Janeiro, convidou o artista Marcos Chaves para ser o protagonista da primeira edição de 2016 do projeto Os Amigos da Gravura. O artista se inspirou em cenas sutis do dia a dia do bairro onde nasceu e viveu por mais de cinco décadas para a produção de seu mais novo trabalho. A obra Amoroso (foto) produzida a partir de uma fotografia de um bueiro na Rua Laurinda Santos Lobo, durante uma caminhada do artista pelo bairro, poderá ser vista de 14 de maio a 12 de setembro.

Além da gravura, o artista apresentará um painel inédito de 5,4 metros, que será montado numa das paredes da Chácara do Céu, composto de 12 imagens justapostas. As fotografias, todas tiradas da varanda de sua casa num belo pôr do sol de 2015, formam uma grande panorâmica com a vista do bairro. “Dá para ver o próprio museu no trabalho. Tenho uma relação afetiva muito forte com este espaço. Morei na mesma rua por 12 anos, fiz até aulas de tai chi chuan nos seus jardins”, conta.

Chaves iniciou sua atividade artística na segunda metade dos anos 1980. Sua obra se caracteriza pela utilização de diversas mídias, transitando livremente entre a produção de objetos, fotografias, vídeos, desenhos, palavras e sons. Participou da Manifesta7 – The European Biennial of Contemporary Art, na Itália, da 25ª Bienal Internacional de São Paulo, da 1ª e 5ª Bienais do Mercosul, em Porto Alegre, da 17ª Bienal de Havana, em Cuba, e da 3ª Bienal de Lulea, na Suécia. Também realizou exposições individuais e coletivas em importantes instituições no Brasil e no exterior, em países como Japão, Alemanha, Finlândia, Inglaterra, Estados Unidos e Tailândia.

Os Amigos da Gravura

A Sociedade dos Amigos da Gravura, criada por Raymundo de Castro Maya, nasceu com o objetivo de democratização e popularização da arte, sendo a gravura encarada como peça fundamental a serviço da comunicação pela imagem. “A cada ano, alguns artistas são convidados para participar com um trabalho inédito. A matriz e um exemplar são incorporados ao acervo do museu e a tiragem é limitada a 50 exemplares”, explica Vera de Alencar, diretora dos Museus Castro Maya.

Museu da Chácara do Céu exibe ‘Grafias e Bordados’

11.09 chacaraComo parte do projeto Os Amigos da Gravura, a artista plástica Regina Silveira lança no Museu da Chácara do Céu/Ibram, a gravura Blue Skies. O lançamento acompanha a exposição Grafias e Bordados que fica em exibição de 11 de setembro a 14 de dezembro de 2015 e reúne obras gráficas recentes, realizadas sobre diversos suportes, que vão da gravura tradicional aos meios digitais usados para imprimir e recortar.

Os vários conjuntos de obras que formam a exposição mostram aspectos comumente ligados à poética da artista, como a exploração do universo de significados das sombras e sua capacidade de transformar imagens de objetos do cotidiano.

Nas últimas produções onde se inclui a nova gravura editada especialmente para o projeto Os Amigos da Gravura, comparece também o uso inusitado que Regina Silveira vem fazendo dos bordados em ponto de cruz, como ferramenta gráfica para codificar diversos tipos de imagens. Com elas, a artista tem composto obras extensas para revestir arquiteturas de grande porte, como o Masp e o pórtico interior do Museu Amparo, em Puebla, México, por exemplo, ou mesmo cobrir veículos de transporte coletivo, como foram os Casulos encomendados pela Bienal Internacional de Curitiba, em 2013. Essas obras, de duração efêmera, e que excedem os limites, comparecem nesta exposição na forma de maquete ou vídeo documentário.

Conheça mais sobre o projeto Os Amigos da Gravura. 

Diretoria Ibram faz caravana a museus no Rio

Visita técnica ao Museu Chácara do Céu

Visita técnica ao Museu Chácara do Céu

Durante essa semana, o presidente do Ibram, Carlos Roberto Brandão; o chefe de Gabinete, Marcos Mantoan; e as diretoras do Departamento de Difusão, Fomento e Economia dos Museus, Eneida Braga; do Departamento de Processos Museais, Manuelina Duarte; e do Departamento de Planejamento e Gestão Interna, Valeria Grilanda  percorreram alguns museus do Ibram no Rio de Janeiro.

Foram realizadas reuniões e visitas às instalações, para análise das ações prioritárias para 2015 nos museus: Museu Nacional de Belas Artes, Museu do Açude, Museu Chácara do Céu, Museu da República, Museu Villa-Lobos, Museu de Arqueologia de Itaipu, em Niterói, e Museu de Arte Religiosa e Tradicional, em Cabo Frio. O deslocamento fez parte da série de visitas programadas esse ano para todos os museus Ibram, com o objetivo de alcançar melhorias de gestão e aproximar a direção do Instituto de suas unidades.

Além dos museus Ibram, a Caravana participou do lançamento da Programação Cultural dos Jogos Olímpicos. Na oportunidade, Brandão assinou um convênio com a Prefeitura do Rio para o Passaporte Cultural Cidade Olímpica. Além da gratuidade em museus e exposições, o passaporte olímpico também vai oferecer descontos de 65% para teatros e shows. Saiba mais na página da Prefeitura.

Também visitaram, junto com o Ministro Juca Ferreira, o Museu de Arte Contemporânea de Niterói, que passa por reformas para melhorar a infraestrutura. Continue lendo.

Em Niterói, a caravana também conheceu os museus Janete Costa e Museu do Ingá. As próximas missões estão programadas para as regiões Sul (Museu das Missões, RS e Museu Victor Meirelles, SC); Centro-Oeste (Museu de Arte Sacra da Boa Morte, Museu das Bandeiras e Museu Casa da Princesa, GO), Nordeste (Museu da Abolição, PE) e Sudeste (Museu Solar Monjardim, ES).

Mostra “Mário de Andrade e seus dois pintores” chega ao Museu Lasar Segall

mario_e_seus_dois_pintoresO Museu Lasar Segall/Ibram abre no sábado, dia 08 de agosto, às 17h, a exposição Mário de Andrade e seus dois pintores: Lasar Segall e Candido Portinari. A mostra teve temporada carioca no Museu Chácara do Céu até dia 27 de julho. Sob a curadoria de Anna Paola Baptista, a mostra é uma celebração de mais de duas décadas de admiração e amizade entre Mário de Andrade (1893 -1945) e os dois artistas. O evento ainda homenageia os 70 anos de falecimento de Mário de Andrade, completados este ano.

O contexto em que se ancora a exposição Mário de Andrade e seus dois pintores: Lasar Segall e Candido Portinari é o de um cenário de mudanças no meio artístico nacional. Entre a década de 1920 e meados da década de 1940 assiste-se ao nascimento e sedimentação da arte moderna no Brasil. O eixo curatorial acompanha este percurso desde as primeiras lutas contra a arte chamada “passadista” (identificada com o parnasianismo na literatura e o academicismo nas artes plásticas), quando Segall (1891-1957) fixa-se no Brasil sendo logo acolhido nas hostes modernas, e prossegue com a segunda geração modernista, da qual Portinari (1903-1962) foi o principal expoente. Nesse momento, o moderno já havia adquirido algum lastro e infiltrava-se nas instituições, apesar do público geral ainda mostrar resistência.

Para Mário de Andrade, Segall e Portinari passaram a ser seus “dois pintores”, não só porque melhor capturaram o escritor em tela, mas porque eram, em sua opinião, “os que contavam mesmo” na cena cultural brasileira. E ele passaria a viver entre os dois na medida em que se desenvolveu uma extrema polarização entre Segall e Portinari no âmbito do mundo artístico brasileiro.

Segundo a curadora, Anna Paola Baptista, “a rivalidade entre os dois artistas, se não era certamente promovida ou causada por Mário de Andrade, com certeza passava também por ele, que tentava administrá-la, por vezes mitigando, por vezes fustigando. Com exceção de considerações tecidas acerca dos seus dois retratos (e estas somente em cartas para amigos), Mário jamais escreveu crítica comparativa da obra dos artistas. Mas o fato é que se sentia irremediavelmente colhido na rede de intrigas e partidarismos que ele afirmava o enojar. ”

A exposição é composta por 50 obras de Lasar Segall e Candido Portinari, produzidas entre 1913 e 1943, pertencentes a coleções institucionais e particulares. Elas foram selecionadas com o intuito de criar um panorama da arte dos dois pintores a partir das impressões tecidas na crítica de arte e da relação pessoal que o escritor mantinha com ambos. São, portanto, as ideias e opiniões de Mário de Andrade que guiam o percurso das obras e sua distribuição em pequenos conjuntos. Também são de sua autoria os comentários que acompanham cada um dos trabalhos da exposição.

Algumas obras-primas estarão reunidas na mostra como as telas, e “A Barca” (1941), “Espantalho” (1940) de Portinari; e “Os eternos caminhantes” (1919), “Bananal” (1927), de Lasar Segall, e os icônicos retratos de Mário de Andrade, pertencentes ao Instituto de Estudos Brasileiros (IEB), pintados por Segall, em 1927 e por Candido Portinari, em 1935.

Segundo Vera de Alencar e Jorge Schwartz, respectivamente diretores dos Museus Castro Maya e Lasar Segall, “Durante as décadas de 1920-1940, Lasar Segall e Candido Portinari figuraram como dois dos mais relevantes pintores do panorama cultural brasileiro. Eles encarnaram o ideal de artista proposto por Mário de Andrade e com ele partilharam laços de sociabilidade. Seu foco nessas duas grandes personalidades fez com que por ele fossem chamados de ‘meus dois pintores’, o que nos levou a prestar essa homenagem ao autor de Macunaíma. Ela procura traduzir os vários momentos dessa amizade. As obras selecionadas ficam ainda mais significativas quando se tem o privilégio de observá-las juntas, oferecendo, assim, uma representação do trabalho de três dos mais importantes atores de nosso cenário artístico moderno”.

No dia da abertura da exposição estará disponível para venda o catálogo Mário de Andrade e seus dois pintores: Lasar Segall e Candido Portinari, com apresentação dos diretores Vera de Alencar e Jorge Schwartz, respectivamente diretores dos Museus Castro Maya e Lasar Segall, e texto da curadora Anna Paola Baptista, e de Guilherme Bueno. Edição Museus Castro Maya, com 120 páginas, papel couché fosco 170g/m2. O valor é de R$ 60,00, no dia da abertura da mostra o catálogo poderá ser adquirido com 30% de desconto.

Texto: Ascom Museu Lasar Segall

Exposição reúne obras de Portinari e Segall sob o olhar de Mario de Andrade

mario_e_seus_dois_pintoresO Museu Chácara do Céu/Ibram, no Rio de Janeiro, inaugurou na quarta-feira (27), a exposição Mário de Andrade e seus dois pintores: Lasar Segall e Candido Portinari, que homenageia o escritor falecido há 70 anos e celebra mais de duas décadas de admiração e amizade entre Mário de Andrade e os dois artistas.

A curadora da exposição, Anna Paola Baptista, priorizou na seleção as obras e o pensamento de Mário de Andrade.

“Escolhi obras que ele tivesse comentado, para bem ou para mal, ou, na falta de uma obra específica, uma obra que simbolizasse aquele período da carreira do artista que Mário estivesse tratando, para ficar como se fosse uma exposição em que o próprio escritor era, digamos, o curador. As obras são acompanhadas, cada uma tem uma frase ou um comentário sobre ela”, diz Anna Paola.

Entre os destaques da exposição, os dois retratos de Mário, um pintado por Segall (1927), outro por Portinari (1935) reforçam as diferenças de estilo entre ambos. Segundo o próprio escritor, Segall teria revelado seu lado mais sombrio, sua parte diabólica, enquanto que Portinari teria revelado seu lado angelical.

As 50 obras apresentadas, 25 de cada artista, são provenientes de várias instituições e de acervos de colecionadores e foram produzidas entre 1913 e 1943. O olhar de Andrade sobre as obras de Segall e Portinari rendeu catálogos de exposições, críticas e artigos, reunidos no Instituto de Estudos Brasileiros (IED) da Universidade de São Paulo (USP). Também fazem parte da mostra, entre outras telas, Mestiço (1934), Colona sentada (1935) e A Barca (1941), de Portinari, e Os eternos caminhantes (1919), Bananal (1927) e Pogrom (1937), de Segall.

A exposição fica aberta até 27 de julho no Museu Chácara do Céu e, no início de agosto, seguirá para o Museu Lasar Segal/Ibraml, em São Paulo (SP). Conheça o Museu Chácara do Céu.

Texto e imagem: Divulgação Chácara do Céu

Aula inaugural de MBA no RJ trata sobre museus no século XXI

O presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Angelo Oswaldo, ministra, no dia 27 de agosto, às 17h, aula inaugural na Pós-graduação lato sensu MBA em Gestão de Museus. A palestra com o tema Os museus no século XXI tem entrada franca e acontece no Museu de Arte do Rio (MAR), localizado à Praça Mauá, no centro do Rio de Janeiro (RJ).

Resultado da parceria entre a Associação Brasileira de Gestão Cultural (ABGC) e o MAR, o curso é direcionado para gestores públicos e privados, profissionais que atuam em museus, centros de cultura e patrimônio, além de áreas multidisciplinares, e visa capacitá-los para planejar, gerenciar, comunicar e garantir a sustentabilidade dos museus. Saiba mais.

Também estão abertas as inscrições para a Pós-graduação lato sensu em Educação Museal. Fruto da cooperação técnica estabelecida entre os Museus Castro Maya (Chácara do Céu) e Museu da República com a Fundação de Apoio à Escola Técnica (Faetec), via Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro (ISERJ), o curso visa especializar e qualificar graduados em qualquer área de conhecimento para desempenhar atribuições profissionais específicas do educador museal. As inscrições podem ser feitas até o dia 11 de setembro. Saiba mais.

Texto: Ascom/Ibram

Chácara do Céu expõe belezas do Rio

De 16 de maio a 19 de setembro, o Museu Chácara do Céu, em Santa Teresa (RJ), apresenta ao público uma homenagem à cidade do Rio de Janeiro sob a visão de artistas do século XIX e XX com a exposição “Bonito por natureza: Rio ontem e hoje”. O Museu selecionou obras de alguns pintores estrangeiros que se renderam às belezas da cidade, deixando marcas de seus personagens e da sua paisagem durante o século XIX.  São trabalhos de profissionais como os alemães Emil Bauch e Friedrich Hagedorn, ou de artistas amadores, como o inglês Richard Bate e o oficial naval norte-americano Melanchton Brooks Woolsey. Suas obras nos deixam a versão de um Rio de Janeiro visto e pensado pelo olhar do outro.

“No século XIX, armados de pincel e lápis, os pintores viajantes colheram os flagrantes do Rio que eternizaram na memória a grandiosidade da paisagem natural da cidade. No século XXI, são os fotógrafos que, armados de câmeras digitais, produzem as imagens que nos fazem acreditar que o Rio de Janeiro continua lindo; O Rio de Janeiro continua sendo; O Rio de Janeiro, fevereiro e março”, segundo a curadora da exposição, Anna Paola Baptista.

Em uma visão contemporânea e atualizada, são apresentadas as fotografias de Almir Reis e Jaime Acioli. Almir tem mais interesse nas paisagens e tipos urbanos, manipulando digitalmente as imagens a fim de sublinhar suas intenções. Tendo como cenários certos ícones cariocas, é possível perceber a presença do fotógrafo como narrador que confere sentido de movimento à imagem. Jaime tem formação em Agronomia, e é profundamente interessado nas questões da natureza, dedicando-se a um trabalho serial de elementos naturais em seu habitat e em estúdio.  Tal qual Claude Monet, que passou os últimos 30 anos de vida abrindo a porta de casa e pintando o próprio jardim, Jaime fotografa a mesma paisagem na mesma hora do dia, mostrando a cidade mais entregue à natureza do que às pessoas.

“Ao apresentarmos aqui uma seleção de nossa coleção de Brasiliana, ao lado das fotografias contemporâneas de Almir Reis e Jaime Acioli, oferecemos ao público uma mostra em que passado e presente dialogam através das imagens”, declara Vera de Alencar, diretora dos Museus Castro Maya.

Sobre os Museus Raymundo Ottoni de Castro Maya

Castro Maya criou a Fundação Raymundo Ottoni de Castro Maya em 1962, tendo como sede sua antiga residência no Alto da Boa Vista aberta ao público em 1964 como Museu do Açude. Em 1968, doou à fundação a sua residência de Santa Teresa – Chácara do Céu – com todo seu acervo histórico-artístico, visando a criação de outro museu. Em 1983, a Fundação Raymundo Ottoni de Castro Maya foi incorporada pelo Governo Federal. O tombamento dos prédios ocorreu em 1974 e neles estão, em exposição permanente, as 22 mil peças dessa rica herança ao povo carioca.

Museu da Chácara do Céu

A casa de Santa Teresa, herdada por Castro Maya em 1936, tornou-se Museu Chácara do Céu, um dos mais belos locais da cidade do Rio de Janeiro, onde o visitante encontra arte européia e brasileira dos séculos XIX e XX.  São pinturas, desenhos e gravuras de artistas consagrados como Matisse, Picasso, Dali, Seurat, Miró; uma coleção de arte brasileira, formada principalmente por trabalhos de artistas modernos, entre eles Guignard, Di Cavalcanti, Iberê Camargo, Antonio Bandeira, além de importante conjunto de obras de Portinari, hoje considerado o maior acervo público desse artista.  A coleção de Brasiliana, uma das mais expressivas, inclui mapas dos séculos XVII e XVIII, pinturas a óleo, aquarelas, guaches, desenhos e gravuras de viajantes do século XIX, como Rugendas, Chamberlain e Taunay, destacando-se os mais de 500 originais de Jean-Baptiste Debret, adquiridos em Paris, em 1939 e 1940. 

SERVIÇO:

Exposição “Bonito por natureza: Rio ontem e hoje”, de 16 de maio até 19 de setembro.

Diariamente, exceto terças-feiras, das 12 às 17 horas

Ingresso: R$ 2,00

Gratuidades: maiores de 65, menores de12, grupos escolares em visita programada, membros do ICOM, professores e guias de turismo em serviço

Quartas-feiras: gratuito para todos