MCHA completa 13 anos de abertura ao público

Situado em antigo sobrado colonial maranhense, museu foi aberto ao público em 8 de novembro de 2004 e vive momento de reformulação física e museográfica.

Situado em antigo sobrado colonial maranhense, museu foi aberto ao público em 8 de novembro de 2004 e vive momento de reformulação física e museográfica.

O Museu Casa Histórica de Alcântara (MCHA), situado no Maranhão e integrante da rede Ibram, completa 13 anos de abertura ao público nesta quarta-feira (8).

Considerada referência cultural na região por suas atividades de cunho educativo, cultural, museológico e de pesquisa, a instituição vive pleno processo de reformulação física e museográfica.

Situado em antigo sobrado colonial tombado pelo Iphan e exemplar do período de florescimento econômico vivido pela cidade entre os séculos XVII e XIX, o MCHA teve sua criação garantida por decreto federal em 1986, mas iniciou suas atividades apenas em 8 de novembro de 2004, após diversas obras de recuperação e adaptação do imóvel, além de formação de um corpo de funcionários para atuar na conservação do acervo e recepção de visitantes.

Integram o acervo do museu 958 itens entre mobiliário, indumentárias, acessórios, louças, iconografias, cerâmicas e azulejos – que, em conjunto com a arquitetura colonial do prédio, onde viveu a família Guimarães, retratam a história doméstica do Brasil Monárquico. Agora, o edifício e seu acervo são foco de reformulação que vai trazer mudanças no modo como o MCHA é acessado, apresentado e inserido na dinâmica cultural da região.

Restauro

Iniciada em 2017, a elaboração de projeto executivo de restauro, projeto estrutural e projetos de instalações prediais, comunicação visual e paisagismo abrirá caminho para a execução de obra de restauração do museu. A ideia é que o restauro compatibilize o prédio às necessidades atuais do MCHA, inclusive quanto à atualização tecnológica e à acessibilidade, respeitando os critérios de intervenção mínima previstos no tombamento do imóvel.

A obra incluirá intervenção física no interior, fachada e cobertura do edifício e em suas instalações de energia, iluminação, telefonia, segurança, hidráulicas e sanitárias, além da execução de novos projetos de prevenção e combate a incêndio, sinalização, paisagístico, luminotécnico e expográfico. Também está prevista ocupação do chamado sobrado número 15, contíguo ao museu atual, ampliando sua área física.

Novo projeto

A equipe do museu aproveita o momento em que se preparam remodelações em sua forma para repensar também seu conteúdo: um novo Plano Museológico está em preparo, propondo novas temáticas, narrativas e estratégias de diálogo com o público.

O novo projeto vai abordar a origem arqueológica e os vestígios de dinossauros encontrados na Ilha do Cajual (MA); os aspectos históricos dos povos indígenas originários da localidade; a chegada dos colonizadores franceses e portugueses; as manifestações culturais da Festa do Divino Espírito Santo e do Festejo de São Benedito; a escravidão e a presença de comunidades quilombolas na região; a história da Família Guimarães e do casarão; além da presença do Centro de Lançamento de Alcântara no contexto aeroespacial brasileiro.

“Quero parabenizar a todos que fizeram e fazem o museu acontecer dia após dia, aos parceiros e à equipe técnica que se desdobra em fazer o museu acontecer”, afirma a diretora do MCHA, Karina Waleska Scanavino. “É recompensador contribuir com essa parte da nossa cultura e da nossa memória. Só temos que nos orgulhar da Casa Histórica de Alcântara”.

Presidente do Ibram faz visita técnica ao Museu Casa Histórica de Alcântara

Marcelo Araujo discutiu com equipe do MCHA o projeto de restauro e reconfiguração previsto para o museu, além de estratégias locais para a área da educação museal.

Marcelo Araujo discutiu com equipe do MCHA o projeto de restauro e reconfiguração previsto para o museu, além de estratégias locais para a área da educação museal.

O presidente do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Marcelo Araujo, fez na última segunda-feira (31) visita técnica ao Museu Casa Histórica de Alcântara (MCHA), no Maranhão.

Acompanhado na visita pela diretora do Departamento de Processos Museais (DPMUS), Renata Bittencourt, o presidente do Ibram participou de encontros com a equipe do museu, com ênfase em sua estratégia para ação educativa, e com a Rede de Educadores em Museus do Maranhão – nos quais foi abordada a recém-aprovada Política Nacional de Educação Museal (PNEM).

Na oportunidade, o presidente do Ibram também esteve reunido, em São Luís (MA), com o superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no Maranhão, Maurício Itapary, e equipes técnicas daquele órgão e do Ibram, para discutir o projeto de restauro e reconfiguração previsto para o MCHA. Um dos pontos em destaque foi a questão da acessibilidade.

“A visita foi uma oportunidade de o presidente conhecer o museu, os servidores e as atividades desenvolvidas pela equipe”, explica a diretora do MCHA, Karina Waleska Scanavino. Durante a passagem pelo Maranhão, Marcelo Araujo também visitou o Convento das Mercês e o Museu Histórico de Alcântara.

Museu Casa Histórica de Alcântara reabre ao público

Museu Casa Histórica de Alcantara (MA)

Museu Casa Histórica de Alcantara (MA)

O Museu Casa Histórica de Alcântara/Ibram reabre ao público nessa segunda-feira, 12 de setembro, após um ano fechado. A Casa Histórica passou por uma obra de conservação e manutenção de emergência, que resultou na troca de um pilar de madeira de sustentação da balaustrada que dá acesso à Reserva Técnica; dois caibros comprometidos por cupins; pintura interna de paredes, portas e forro; pintura externa de paredes e portas dos dois sobrados e restauro e pintura dos gradis também dos dois sobrados.

Em julho, o Museu já havia sido aberto de forma simbólica, mostrando para a comunidade a nova proposta expositiva com foco prioritário na leitura do acervo. À época, o museu recebeu ações educativas do Festival de Musica Barroca de Alcântara e acolheu os artistas internacionais do festival em uma visita guiada.

O Museu fica na Praça Gomes de Castro, em Alcânatara (MA) e funciona de segunda a sexta-feira, das 9h30 às 16h30 e aos sábados e feriados, das 9h às 13h.

O Museu

O Museu Casa Histórica de Alcântara teve sua abertura ao público datada em novembro de 2004. Apesar de sua recente criação, o museu tem por missão remontar aos tempos do Brasil Imperial através de sua arquitetura colonial e de seu acervo, expondo a opulência dos hábitos e costumes do século XIX da aristocracia rural da cidade de Alcântara, Maranhão. As cerca de mil peças e obras do Museu pertenceram a famílias que residiram na casa. Mobiliário, indumentárias, acessórios, louças, iconografias, cerâmicas e azulejos do acervo têm o objetivo de retratar a história doméstica do Brasil Monárquico para os alunos da educação básica, a comunidade em geral e os visitantes externos.

 

 

Festival Música Barroca terá atividades no Museu Casa Histórica de Alcântara

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Grupo cubano Ars Longa

De 16 a 22 de julho, cerca de 40 artistas nacionais e internacionais participarão do IV Festival de Música Barroca de Alcântara, que será realizado em quatro municípios no Maranhão. Com o tema O Brasil Musical no Tempo dos Jesuítas, a programação inclui concertos, ações pedagógicas e sociais e um seminário sobre integração social e música erudita.

O Festival começa em Bacabeira, na quinta-feira (16), com apresentações na Escola Municipal Raimundo Aquino Macedo e na Igreja Imaculada Conceição. No dia seguinte, a programação acontecerá no município de Rosário, com ações no auditório da Secretaria Municipal de Educação e na Igreja Matriz Nossa Senhora do Rosário.

Nos dias 18 e 19, o festival segue para Alcântara com apresentações no Museu Casa Histórica de Alcântara (MCHA/Ibram), e na Igreja Nossa Senhora do Carmo.

Parceiro do evento desde a sua primeira edição, este ano o Museu Casa Histórica de Alcântara receberá os grupos Bumba Ópera (Maranhão), Paraguay Barroco (Paraguai) e o Ars Longa (Cuba), composto por músicos graduados em conservatórios de Havana e do Instituto Superior de Arte. O grupo dedica-se ao estudo e pesquisa de diferentes períodos e estilos musicais, da Idade Média ao Barroco.

Para a diretora museu, Karina Waleska, além de valorizar a história do município, a iniciativa promove a formação de plateia. “O festival é bem recebido pela população alcantarense e tem despertado o interesse dos jovens, especialmente os que estudam na escola de música municipal, uma vez que já são integrados ao festival com algumas apresentações. Assim, o festival de música barroca se fortalece a cada ano no município e já integra o calendário cultural de Alcântara”.

O evento segue para São Luís nos dias 20, 21 e 22, com atividades programadas em diversos locais da capital maranhense. Todas as atividades do Festival têm entrada franca. Saiba mais sobre a programação do IV Festival de Música Barroca de Alcântara.

Códices do Senado da Câmara de Alcântara foram entregues ao MCHA

No dia 28 de junho, o Instituto Histórico e Geográfico do Maranhão (IHGM) devolveu ao município os Códices do Senado da Câmara de Alcântara (MA).

Em pesquisas realizadas pelo historiador Daniel Caíres, os exemplares foram redescobertos em meio a outros documentos sob a guarda do instituto, que manifestou interesse em devolvê-los ao município de Alcântara – ficando agora sob a salvaguarda do Museu Casa Histórica de Alcântara (MCHA) – vinculado ao Ibram. Os volumes foram encaminhados ao Arquivo Público do Estado para uma avaliação e restauro.

Os três livros manuscritos, datados do século XVIII e XIX, foram encontrados pela primeira vez na cidade de Viana (MA) pelo historiador Antônio Lopes, ainda na década de 1930, que após realizar vasta pesquisa, que culminou na produção do livro Alcântara – Subsídios para História da Cidade, fez a doação dos manuscritos ao IHGM.

Na solenidade de entrega, realizada no MCHA, estiveram presentes a presidente do IHGM, Telma Bonifácio, e demais associados, o representante do Centro de Lançamento de Alcântara, Tenente Lima, o presidente da Câmara de Vereadores, Sr. Eliomar, a diretora do MCHA, Karina Waleska, convidados e funcionários.

Texto e fotos: Divulgação MCHA

Baú do Conhecimento no Museu Casa Histórica de Alcântara (MA)

Foi realizado no dia 16 de março, o lançamento do projeto Baú do Conhecimento no Museu Casa Histórica de Alcântara/Ibram. O projeto consiste em um conjunto de ações educativas entre teatro de fantoches, visita monitorada, brincadeiras e jogos com foco no acervo do museu e no patrimônio histórico, cultural e natural de Alcântara.

Alunos da primeira série da escola Inácio de Viveiros Raposo participaram das atividades distribuídas em três momentos. Inicialmente, as crianças assistiram a um teatro de fantoches abordando a importância dos museus e apresentando o MCHA. Posteriormente, aconteceu a visita ao museu acompanhada por uma educadora.

Ao retornar ao auditório, foi aberto o baú do conhecimento e as crianças tiveram acesso a jogo da memória, jogo do patrimônio da cidade, dominó, quebra-cabeça, jogo de dados – todos ligados ao museu e a Alcântara. Outras turmas podem participar de acordo com prévio agendamento. Mais informações aqui.

Texto e foto: Divulgação MCHA