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Museu dos Quilombos e Favelas Urbanos lança campanha de financiamento

Instituição se volta às memórias narradas pelos moradores de favelas e quilombos urbanos, promovendo exposições, debates e oficinas.

Instituição se dedica às memórias narradas por moradores de favelas e quilombos urbanos, promovendo exposições, debates e oficinas.

O Muquifu – Museu dos Quilombos e Favelas Urbanos, iniciativa pioneira de museologia social em Belo Horizonte (MG), abriu a campanha “Seja amigo e parceiro do Muquifu!”, voltada ao recebimento de contribuições para a manutenção da instituição.

Criado em 2012 no Morro do Papagaio, o Muquifu tem como vocação garantir o reconhecimento e a salvaguarda das favelas, enquanto “verdadeiros quilombos urbanos do Brasil”: lugares não apenas de sofrimento e de privações, mas, também, de memória coletiva digna de ser cuidada. A instituição reúne como acervo fotografias, objetos, imagens de festas, danças, celebrações, tradições e histórias que representam a tradição e a vida cultural dos moradores das diversas favelas e quilombos urbanos.

Museu de território e comunitário, o Muquifu atua como instrumento de resistência diante do risco iminente de expulsão dos favelados dos centros urbanos; e pelo reconhecimento e preservação do patrimônio, histórias, memórias e bens culturais dos moradores dos quilombos urbanos e favelas de Belo Horizonte.
Tocada basicamente por voluntários, a instituição se volta às memórias narradas pelos moradores dessas comunidades, habitadas predominantemente por pessoas negras, promovendo exposições, debates e oficinas. Conheça melhor o trabalho realizado pelo Muquifu.

Interessados em ser amigos do museu podem colaborar mensalmente por meio da plataforma Padrim com valores iniciados em R$ 1. Todo o dinheiro arrecadado será usado para a manutenção do espaço. Colabore aqui.

Cursos e publicações contemplaram demanda do setor museal por capacitação

Uma das principais competências do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), a qualificação dos profissionais que atuam no setor museal foi contemplada em 2017 com o lançamento de publicações e a realização de cursos sobre diversos temas relacionados à área.

Curso presencial é uma iniciativa do programa Saber Museu e vai oferecer orientações para a elaboração daquele que é considerado o principal instrumento para a gestão de museus.

Curso presencial com Maristela Simão oferecido este ano pelo Ibram. Publicação tratou do tema

A cargo do programa Saber Museu, foram realizados ao longo do ano seis cursos presenciais em três unidades da federação – Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Distrito Federal – sobre montagem de exposições, elaboração de planos museológicos, fomento para a área museológica e conservação preventiva de acervos culturais.

Os cursos contemplaram um público direto de cerca de 300 pessoas de 16 unidades da federação e todo o material relacionado está disponível também na plataforma virtual Saber Museu. A ideia é que, em breve, sejam promovidos outros cursos através do ambiente virtual de aprendizagem, sobre os temas mencionados e outros.

Publicações
Como desdobramento do trabalho do Saber Museu, foi lançado este ano o primeiro volume da série Caminhos da Memória – que passa a agregar a expressiva produção de conhecimento gerada para a realização dos cursos, oficinas, seminários e outras atividades de capacitação, presenciais e a distância.

Com pesquisa e elaboração de Maristela Simão, Lúcia Valente e Katia Bordinhão, Caminhos da memória: para fazer uma exposição traz orientações básicas, além de recursos teóricos e metodológicos, para a montagem de uma exposição, abrangendo as fases de planejamento, execução e avaliação. A versão digital do livro está disponível para download gratuito.

Também foi lançada em 2017, em parceria com o Programa Ibermuseus, a versão atualizada da publicação Gestão de Riscos ao Patrimônio Musealizado Brasileiro, com texto integral do programa e cartilha, agora também traduzidos para o espanhol.

Foram ainda disponibilizadas em 2017 as versões digitais e gratuitas dos livros Pontos de Memória: Metodologia e Práticas em Museologia Social (disponível em português, espanhol e inglês) e Subsídios para a elaboração de planos museológicos.

Texto e foto: Ascom/Ibram

Espírito Santo realiza II Teia da Memória

teiaESNos dias 10, 11 e 12 de novembro o Ponto de Memória Museu Vivo da Barra do Jucu, em Vila Velha (ES), recebe a II Teia da Memória do Espírito Santo. O evento vai reunir durante três dias os Pontos de Memória capixabas para troca de experiências, formação e atrações culturais, entre diversas atividades.

A programação será aberta na próxima sexta-feira (10), a partir das 19h, em cerimônia que contará com a participação da diretora do Departamento de Processos Museais do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), Renata Bittencourt, representando o órgão, e do secretário da Cultura do Espírito Santo, João Gualberto Vasconcellos.

Na sequência, o público presente poderá assistir a conferência de abertura do professor e museólogo Mario Chagas (Ibram/UNIRIO) com o tema “Memória e Fratrimônio”. Chagas foi um dos responsáveis pela criação da Política Nacional de Museus, do Ibram, do Sistema Brasileiro de Museus (SBM) e do Programa Pontos de Memória, entre outros.

A realização da II Teia da Memória do Espírito Santo é uma parceria entre o Ponto de Memória Museu Vivo da Barra do Jucu, a Secretaria de Estado da Cultura do Espírito Santo e o Ibram. Confira a programação completa.

Livro que traz metodologia dos Pontos de Memória está disponível para download

Referência para o desenvolvimento em âmbito brasileiro da Museologia Social – que preconiza a construção, por grupos sociais e comunidades, de suas próprias narrativas museais – a metodologia de trabalho do programa Pontos de Memória, do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), foi reunida em livro lançado em 2016.

Visitação ao Museu de Favela (MUF), um dos 12 pioneiros Pontos de Memória.

Visitação ao Museu de Favela (MUF), no Rio de Janeiro (RJ), um dos 12 pioneiros Pontos de Memória

Pontos de Memória: Metodologia e Práticas em Museologia Social apresenta o processo de implementação dos 12 primeiros Pontos de Memória, iniciado já no ano de criação do Ibram (2009), o qual lançaria as bases de uma metodologia que utiliza ferramentas da Museologia a serviço da memória social: identificação, qualificação, realização de inventários participativos, difusão de memórias, formação de redes.

Entre os resultados que os Pontos de Memória permitiram promover, de acordo com os relatos das comunidades que protagonizaram esta experiência inicial, são mencionados na publicação o conhecimento e valorização das memórias locais; fortalecimento de tradições, identidades e laços de pertencimento; valorização dos potenciais locais, com impulso ao turismo e economia nas regiões envolvidas; desenvolvimento sustentável das localidades; e melhoria da qualidade de vida, com redução da pobreza e violência.

Tendo despertado amplo interesse da comunidade museológica brasileira e internacional desde seu estágio embrionário, a metodologia do programa Pontos de Memória, agora sistematizada em livro, está disponível também nas versões em Inglês e Espanhol. Impressa e distribuída pelo Ibram aos Pontos de Memória brasileiros, a publicação pode ser baixada gratuitamente, por interessados em geral, em nossa seção de publicações.

Mais informações pelo endereço eletrônico pontosdememoria@museus.gov.br.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: Divulgação

Ibram divulga resultado do Prêmio Rede de Museologia Social do Rio de Janeiro

Nove iniciativas de memória e museologia social foram contempladas no Prêmio Rede de Museologia Social do Rio de Janeiro. O resultado foi publicado nesta sexta-feira (23) no Diário Oficial da União (DOU).

Museu_Favela_RJ_Divulgacao

No total, foram inscritos 21 projetos. 9 foram premiados

O chamamento público em âmbito estadual teve como objetivo apoiar ações da Rede de Museologia Social do Rio de Janeiro. Os recursos necessários para o desenvolvimento da ação são oriundos da Emenda Parlamentar nº 27770010/2016.

Sobre o resultado, cabe recurso da decisão da comissão de seleção, no prazo de cinco dias contados a partir da publicação do resultado final no DOU, conforme Formulário de Recurso (Anexo IV do edital).

O recurso deve ser enviado via e-mail para o Instituto Brasileiro de Museus, exclusivamente para o endereço recurso.selecao@museus.gov.br, identificado com o assunto “Recurso de Seleção Prêmio Rede de Museologia Social do Rio de Janeiro”

Foram inscritos 21 projetos e 15 foram classificados. Participaram pessoas jurídicas de direito privado sem fins lucrativos com atuação comprovada na área cultural e social, com ações de memória e museologia social e/ou junto a museus comunitários, ecomuseus e afins nos últimos três anos.

Os contemplados devem encaminhar a documentação complementar, conforme disposto no item 9 do edital, com vistas ao recebimento do prêmio. Conheça todas as fases da seleção.

Texto: Ascom/Ibram
Foto: Museu de Favela/Divulgação

Ibram abre edital para iniciativas de museologia social no RJ

O Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) abriu, na última quinta-feira (27), edital destinado à premiação de seis iniciativas de memória e museologia social desenvolvidas no Rio de Janeiro.

O chamamento público em âmbito estadual objetiva apoiar ações da Rede de Museologia Social do Rio de Janeiro com o aporte financeiro de R$ 180 mil, incluídas as despesas administrativas. Serão distribuídos seis prêmios no valor de R$ 30 mil.

Podem participar pessoas jurídicas de direito privado sem fins lucrativos com atuação comprovada na área cultural e social, com ações de memória e museologia social e/ou junto a museus comunitários, ecomuseus e afins nos últimos três anos.

As inscrições poderão ser feitas até as 23h30 do dia 12 de dezembro próximo (horário de Brasília) por meio do sistema SalicWeb. O manual para inscrição de editais também encontra-se disponível.

As iniciativas cujas inscrições forem admitidas serão apreciadas por Comissão de Seleção, que avaliará se foi promovida a difusão e valorização da memória local de grupos, povos e comunidades representativos da diversidade cultural brasileira; e se a iniciativa contribuiu para gerar outras ações de memória e museologia social a partir de seus resultados. Confira o edital na íntegra.

Comunidade ribeirinha de Porto Velho recebe Conferência do MINOM

A comunidade ribeirinha de Nazaré, em Porto Velho (RO), recebe entre os dias 3 e 7 de agosto, a XVII Conferência Internacional do Movimento Internacional para uma nova Museologia – MINOM. O evento é uma parceria do MINOM com a Universidade Federal de Rondônia a conta com o apoio do Ibram.

A proposta da Conferência baseia-se na ideia de colaboração dos membros do MINOM com a comunidade, como pilar para a construção de conhecimento conjunto que resultem na proposição de encaminhamentos úteis e passíveis de aplicação para as demandas mais urgentes da comunidade.

Cinco eixos serão discutidos durante o encontro: Museu, Museologia Social e Sustentabilidade; Museologia e Movimentos Sociais; Sociomuseologia e Cartografia Social; Museologia do Bem Viver e Educação, Memória e Cidadania.

Além dos grupos de trabalho, serão oferecidas oficinas aos alunos duas escolas locais, com  temas e áreas variados como, a de Modelagem em Argila, Desenho, Xilogravura, Papel Artesanal, Fotografia, Poesia, Contação de histórias etc. Mais informações pelo e-mail xviiconferenciaminom@gmail.com.

Publicação retrata experiência pioneira dos pontos de memória

Ibram e Organização dos Estados Iberoamericanos (OEI) acabam de disponibilizar, em versão eletrônica, o livro Pontos de Memória: metodologia e práticas em museologia social. A publicação retrata a experiência dos 12 pontos de memória que participaram da concepção, implementação e do projeto Pontos de Memória, que teve, entre seus idealizadores, o professor e servidor do Ibram, Mário Chagas, Diretor de Processos Museais do Instituto à época.

O livro apresenta a experiência dos Conselhos Gestores dos Pontos de Memória em diferentes etapas da metodologia.  Passo a passo, o desejo de cada uma dessas comunidades de registrar, proteger e difundir/compartilhar suas memórias transformou-se em ação, em ações museais e, em alguns casos, em museus. O conceito do livro respeita os princípios estruturantes da própria metodologia descrita e representa um deles, o protagonismo das comunidades.

A publicação está disponível no site do Ibram, em Publicações.

Ibram propõe revisão dos Encontros Regionais após primeiras etapas

Oficina em Natal

Oficina Memória e Cidadania sendo ministrada em Natal

A partir das impressões dos participantes nas oficinas dos três primeiros Encontros Regionais do Programa Pontos de Memória, que contabilizou cerca de 130 participantes nas cidades de Belém (PA), Natal (RN) e Fortaleza (CE), o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) optou por rever a forma como eles têm acontecido.

Segundo os participantes, um intervalo maior entre as etapas propiciaria “uma maior absorção do conteúdo” ministrado, facilitando a mobilização e a mobilidade dos interessados, além de ainda fortalecer a periodicidade de reencontro dos grupos envolvidos – fortalecendo, assim, a proposta de diálogos em rede.

Além da periodicidade das oficinas, outra revisão que está em andamento relaciona-se ao calendário dos encontros regionais: a proposta é que as datas estejam integradas aos calendários de atividades dos órgãos de cultura das cidades e estados a fim de ampliar o alcance das ações. Em breve, serão divulgadas as novas datas.

Aproximação e capacitação
A proposta dos encontros regionais é aproximar grupos e entidades que dialogam com os objetivos do Programa Pontos de Memória do Ibram: ampliar o direito à memória no país, atendendo a grupos sociais que não têm oportunidade de narrar e expor suas próprias histórias, memórias e patrimônios nos museus tradicionais.

Montagem da exposição Memórias Plurais em Fortaleza

Montagem da exposição Memórias Plurais em Fortaleza

Os encontros, realizados pelo Ibram com suporte de parceiros locais, têm levado capacitações direcionadas a iniciativas de museologia social, Pontos de Memória e museus comunitários e estão programados para ocorrerem em 10 cidades do Brasil ao longo de 2015.

Fortaleza, que recebeu o encontro no final de maio, ainda está com a exposição itinerante Memórias Plurais em cartaz até 28 de junho, no Museu do Ceará.

O enfoque dado à mostra colaborativa, que circula nas cidades onde os encontros acontecem, são redes de memória e museologia social que articulam Pontos de Memória e iniciativas similares pelo Brasil. Saiba mais sobre o Programa Pontos de Memória.

Texto: Geyzon Dantas (Ascom/Ibram)
Fotos: Programa Pontos de Memória/divulgação

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Rio Grande do Norte é o segundo estado a receber Encontro Regional

Ibram divulga inscrições admitidas no edital Prêmio Pontos de Memória 2014

Foi publicado no Diário Oficial da União de hoje (30), a relação das propostas inscritas consideradas aptas para avaliação pela Comissão de Seleção de que trata o Edital de Seleção Pública n.º 02/2014 – Prêmio Pontos de Memória 2014. Confira lista aqui.

Ao todo, foram 157 inscrições recebidas. Destas, 91 foram admitidas para a segunda fase do prêmio. A lista das 66 inscrições inadmitidas também está disponível. Os proponentes cujas inscrições não foram aceitas poderão interpor recurso no prazo de cinco dias, contados a partir da publicação no DOU, pelo Formulário de Recurso (Anexo VI do edital) a ser encaminhado exclusivamente para o endereço eletrônico recurso.inscricao@museus.gov.br, identificado no Assunto Recurso de Inscrição Prêmio Pontos de Memória 2014.

Os recursos de inadmissibilidade serão avaliados pelo Ibram e o resultado será disponibilizado na página do instituto na internet. A data da interposição do recurso a ser considerada será a de envio do e-mail. Os recursos para admissibilidade de inscrições fora do prazo não serão apreciados.

O Prêmio Pontos de Memória irá selecionar e premiar 47 ações desenvolvidas por iniciativas de memória e museologia social, visando reconhecer, incentivar e fomentar a continuidade e sustentabilidade na perspectiva do Programa Pontos de Memória. Destas, 44 devem ser ações desenvolvidas por grupos, povos e comunidades em âmbito nacional e três ações desenvolvidas por brasileiros residentes no exterior, que se caracterizem por ações de registro e representação da sua memória. Saiba mais.

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