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Obras de Portinari no MNBA integram exposição inédita em Roma

Café, 1935

Obra de Candido Portinari (Café, 1935) está em Roma para a exposição “A mão infinita”

Um recorte da coleção do artista Candido Portinari no acervo do Museu Nacional de Belas Artes (MNBA/Ibram) vai integrar a exposição que a Embaixada do Brasil em Roma inaugura no dia 7 de fevereiro.

A mostra é uma parceria entre o Ministério da Cultura (MinC) e o Ministério das Relações Exteriores do Brasil. Com curadoria do MNBA, A Mão Infinita é a primeira mostra de Portinari realizada na capital italiana.

Serão expostos desenhos, pinturas, matrizes e fotografias, num total de 26 obras. O destaque é a tela Café, pintada em 1935.

Nascido em Brodowski, interior de São Paulo, Portinari (1903-1962) era filho de imigrantes italianos e estudou posteriormente na Itália. Suas obras retratam a gente da sua terra.

Para a diretora do MNBA, Monica Xexéo, “a mostra reforça os laços culturais entre dois povos irmãos”. A Embaixada do Brasil em Roma está localizada na Piazza Navona, uma das principais zonas turísticas da cidade. A mostra será realizada na galeria Cândido Portinari, no próprio prédio da embaixada.

A exposição faz parte das comemorações dos 80 anos de criação do MNBA e fica em cartaz na Embaixada Brasileira  da Itália, em Roma, até 22 de abril. Leia mais.

Texto: Ascom/Ibram
Imagem: MNBA/divulgação

MNBA celebra 80 anos de criação com uma série de atividades

Divulgação MNBA

Desenho de Grandjean de Montigny que integra a nova exposição do MNBA

O Museu Nacional de Belas Artes/ Ibram, no Rio de Janeiro (RJ), comemora, nesta sexta-feira (13), 80 anos de sua criação e preparou uma série de eventos para celebrar a data.

Abrindo a agenda de exposições de 2017, será inaugurada a mostra Grandjean de Montigny e Rio de Janeiro no século XIX – Planos e projetos de um arquiteto francês para uma metrópole em construção.  A data marca os 80 anos de criação do MNBA, em 1937, por Getúlio Vargas.

Grandjean de Montigny (1776-1850) desembarcou no Brasil em 1816, integrando a Missão Artística Frances, chefiada por Joaquim Lebreton.

Os traços do arquiteto Montigny desempenharam um papel relevante pelas transformações e adaptações produzidas na paisagem da cidade do Rio, visando se adaptar ao novo status adquirido.

Para as curadoras da exposição, Laura Abreu e Claudia Ribeiro, a ideia é fazer com que o visitante percorra um Rio de Janeiro do início do século XIX, numa perspectiva de visão do mar para o verde das montanhas que emolduram a sua paisagem. A mostra exibe originais do acervo do MNBA e reprodução de obras da Biblioteca Nacional,  do Museu D. João VI(da EBA/UFRJ), e do Arquivo Nacional.

Também no dia 13, haverá diplomação dos agraciados com o Prêmio Quirino Campofiorito, posse da diretoria da Associação de Amigos do MNBA, recital de violino e piano com Priscila Ratto e Katia Balloussier, lançamento dos livros Alegoria às Artes – Léon Pallière e trezena de São Sebastião, com a presença do Cardeal Dom Orani Tempesta. As atividades começam ao meio-dia e têm entrada franca. Saiba mais.

Texto e imagem: MNBA/Divulgação

Nota pública sobre o retorno de obras de arte do Palácio do Planalto ao MNBA

O retorno ao Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), no Rio de Janeiro (RJ), de 48 obras de arte que estavam cedidas à Presidência da República/Palácio do Planalto acontece em virtude do término do contrato de comodato tratado entre as duas instituições. Tal devolução faz parte de um processo administrativo interinstitucional comum e se dá visando, principalmente, à conservação e preservação deste acervo.

As obras em questão fazem parte do patrimônio da União, uma vez que o Museu Nacional de Belas Artes, detentor da guarda do acervo, é uma instituição sob a alçada do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), autarquia vinculada ao Ministério da Cultura.

Ao retornarem ao Museu Nacional de Belas Artes, as obras passarão por restauro e higienização. Posteriormente, integrarão ações de circulação, por meio de exposições no próprio MNBA, em museus que integram a rede Ibram ou mesmo outras instituições nacionais e internacionais, considerando que o órgão tem como uma de suas finalidades contribuir para a divulgação e difusão dos acervos museológicos brasileiros.

A parceria entre o Ibram e o gabinete da Presidência da República, representado pela Diretoria de Documentação Histórica, é permanente e se traduz no desenvolvimento de ações de conservação e de preservação de obras que integram o acervo da Presidência da República e em outras atividades de colaboração voltadas ao aprimoramento das relevantes ações museológicas desenvolvidas.

Texto: Ascom/Ibram

Entrevista: Antonio Carlos Oliveira, meteorologista e museólogo do MNBA

O meteorologista e museólogo Antonio Carlos Oliveira fala aos participantes do seminário-oficina “Gestão de Riscos do Clima para Acervos Musealizados”, no Rio de Janeiro (RJ).

O meteorologista e museólogo Antonio Carlos Oliveira fala aos participantes do seminário-oficina Gestão de Riscos do Clima para Acervos Musealizados no Rio de Janeiro (RJ)

Meteorologista vinculado à Infraero, o também museólogo Antonio Carlos Oliveira atua, desde 2014, junto ao Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), no Rio de Janeiro (RJ), para onde foi cedido com um objetivo específico: desenvolver solução tecnológica que permita reunir e utilizar informações meteorológicas para proteger a estrutura física de museus brasileiros e seus acervos.

Ao lado do químico José Luiz Pedersoli Jr., também atuante na área da conservação do patrimônio cultural, Oliveira está à frente do seminário-oficina Gestão de Riscos do Clima para Acervos Musealizados – realizado no MNBA, entre os dias 21 e 25 de novembro, por iniciativa do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), no âmbito do Programa para a Gestão de Risco ao Patrimônio Musealizado Brasileiro.

Criador de ferramenta inédita no âmbito da prevenção de riscos climáticos aos acervos brasileiros e aos prédios que os abrigam, o meteorologista e museólogo respondeu, durante o evento, a algumas perguntas feitas pela Assessoria de Comunicação do Ibram.

O que é o sistema informatizado e integrado que você desenvolveu e o que ele oferece?

A ferramenta tem como objetivo monitorar o clima interno e externo dos museus da rede Ibram para análise de risco ambiental e preservação de seus acervos. Ela oferece modelos de simulação de cenários que permitem combinar as variáveis do clima externo e clima interno para diagnosticar o grau de risco ambiental de forma contínua e informar aos respectivos responsáveis, em cada caso, qual a melhor conduta a ter com seu acervo.

Como a ferramenta vai gerar dados sobre clima externo e interno de todos os 30 museus da rede Ibram?

Para traçar cenários quanto ao clima externo, a plataforma vai agregar dados, atualizados de forma contínua, oferecidos por bases de dados online públicas e confiáveis disponíveis para a população brasileira, de órgãos como o Ministério da Agricultura, o Ministério da Ciência e Tecnologia e o Ministério das Minas e Energia, que a área da Cultura nunca utilizou com esta finalidade.

Para o monitoramento quanto ao clima interno de cada museu, estamos distribuindo a cada museu da rede Ibram, durante este seminário-oficina, um aparelho termohigrômetro, com capacidade expansível para mais 30 pontos de medição em cada museu, que medirá a temperatura e umidade de cada ambiente e serão todos conectados a uma rede única, que poderá ser acompanhada pela gestão central do Ibram.

Que desdobramentos isso terá para a gestão de risco ambiental aos acervos musealizados?

O monitoramento dos ambientes de todos os museus da rede Ibram, que estão distribuídos pelas diversas regiões brasileiras, permitirá a produção de simulações digitais de cenários e a elaboração de protocolos de alerta. As informações reunidas sobre risco ambiental interno e externo também tornariam o Ibram mais preparado, por exemplo, para se pronunciar quando da elaboração de Estudos de Impacto de Vizinhança para obras realizadas no entorno de seus museus.

O sistema também vai permitir catalogar sinistros e observar a distribuição e frequência dos eventos, tornando possível a prevenção de problemas específicos em cada local. A ferramenta também poderá ser útil para o intercâmbio de acervos entre museus, permitindo compatibilizar a temperatura e umidade adequada a cada bem cultural de cada região. De forma geral, ela vai permitir um mapeamento das condições de guarda de cada acervo e possibilitar que se garanta a sua estabilidade.

Qual a previsão para a entrada desta rede integrada em atividade?

Com a realização deste seminário-oficina e a distribuição doas higrômetros para cada museu, teremos condições de colocar o sistema em funcionamento no começo de 2017. A perspectiva é de que, através de parcerias, esta ferramenta inédita possa depois se expandir para outros museus públicos e privados brasileiros, e mesmo exportada para uso internacional.

Foto: Ascom/Ibram

Exposição no MNBA comemora os 200 anos da Escola de Belas Artes no Rio

O Museu Nacional de Belas Artes (MNBA/Ibram), no Rio de Janeiro (RJ), inaugura nesta quinta-feira (10), às 18h, a exposição Escola de Belas Artes: 1816-2016. Duzentos anos construindo a arte brasileira. 

Menino de Brodósqui, 1951 - Cândido Portinari

Menino de Brodósqui, 1951 – Cândido Portinari

A mostra faz um recorte da produção artística da instituição que formou – e ainda forma – centenas de artistas das mais diferentes gerações da arte brasileira.

Segundo a curadora da exposição, Angela Ancora da Luz, que dirigiu a EBA entre os anos de 2002 e 2010, “a presença da escola no contexto da sociedade brasileira revelou sua identidade por aspectos pouco conhecidos, mas de grande interesse social e político, além de seu princípio norteador fundamental: o ensino artístico”.

O eixo curatorial enfatizou a Escola de Belas Artes como instituição que mantém e preserva uma preocupação social, política e intelectual das diferenças individuais, o que não impede a formação de um corpo e de uma ‘identidade’. Buscou-se evidenciar as diferenças e afinidades em desenhos, gravuras, pinturas, esculturas, instalações, vídeos e performances.

De escola a museu
Criada por Decreto Real em 12 de agosto de 1816, a primeira sede da Escola de Belas Artes foi na Travessa das Belas Artes, próxima a Praça Tiradentes. O prédio, de Grandjean de Montigny, foi projetado para receber a então Academia Imperial das Belas Artes e foi inaugurado em 5 de novembro de 1826.

“Foi uma escola de grande peso no Império e que esteve aberta a todos os que desejassem buscar o caminho das artes, sendo aceitos pelos grandes mestres dos ateliês”, conta a curadora. “O que contava na hora da seleção era o talento, sem restrição ao grau cultural, à raça ou situação econômica”.

Escola Nacional de Belas Artes no início do século 20 - hoje MNBA

Escola Nacional de Belas Artes no início do século 20 – hoje MNBA

Em 1908, já com o nome de Escola Nacional de Belas Artes, a instituição transferiu-se para seu segundo prédio, com projeto de Morales de los Rios, na Avenida Rio Branco – onde hoje situa-se o MNBA. Em 1975, a escola mudou-se em definitivo para o prédio da reitoria UFRJ na Cidade Universitária, compartilhado com a Faculdade de Arquitetura.

A mostra segue em cartaz até 12 de fevereiro de 2017. O MNBA fica na Avenida Rio Branco 199, – Cinelândia e funciona de terça a sexta das 10h às 18h e aos sábados, domingos e feriados das 13h às 18h. Saiba mais.

Texto: Divulgação MNBA
Edição: Ascom/Ibram
Imagem: Divulgação MNBA

 

Raimundo Cela ganha exposição retrospectiva no MNBA

Imagem: Raimundo Cela, A Virada (1943) - óleo sobre madeira, 99 x 132 cm

Imagem: Raimundo Cela, A Virada (1943) – óleo sobre madeira, 99 x 132 cm

O Museu Nacional de Bela Artes (MNBA/Ibram), no Rio de Janeiro (RJ),  abriu nesta quarta-feira (28), a exposição Raimundo Cela – um mestre brasileiro. Trata-se de uma retrospectiva do artista cearense, falecido em 1954,  na qual se apresenta um recorte expressivo da sua produção artística.

Raimundo Cela fez sua primeira exposição individual em 1945, no MNBA, durante a gestão de Oswaldo Teixeira.

Como lembra a atual diretora do museu, Monica Xexéo, “Cela, cujo trabalho é rigoroso, refinado e vibrante, possui uma trajetória própria e diferenciada de seus contemporâneos, como Antonio Bandeira e Aldemir Martins”, explica. “Exímio gravador, autor de escrita própria, suas obras, formalmente inovadoras, ultrapassam o tempo em que foram criadas”.

A exposição busca resgatar a obra de um realizador muito respeitado entre os estudiosos, mas pouco conhecido do público em geral.

Academicismo e abolição
São apresentadas cerca de 50 obras. Com curadoria de Denise Mattar, a mostra inicia com os primeiros trabalhos do artista, marcados pela influência do academicismo. Nessa fase, destaca-se a obra Último diálogo de Sócrates (1917), premiada no Salão Nacional de Belas Artes e que garantiu ao artista uma viagem a Paris, na França.

Um dos grandes destaques da exposição, o painel Abolição (1938), estará reproduzido na mostra em seu tamanho original. Primeiro estado brasileiro a abolir a escravatura, em 25 de março de 1884, o Ceará, também é retratado pelo artista através dos tipos da sua terra natal, representando pescadores, vaqueiros, rendeiras e os jangadeiros, como numa série de obras criadas entre 1940 e 1946.

A exposição Raimundo Cela – um mestre brasileiro fica em cartaz até o dia 20 de novembro de 2016 no MNBA (Av. Rio Branco, 199 – Cinelândia). Saiba mais.

Texto e imagem: Divulgação MNBA

MNBA abre mostra Mostra Ver e Sentir através do Toque nessa sexta (9)

Divulgação MNBA

Divulgação MNBA

A mostra Ver e Sentir através do toque será aberta nesta sexta-feira (9) no Museu Nacional de Belas Artes/Ibram, no Rio de Janeiro. A exposição possibilita uma apreciação estética de representações de quatro obras de arte do acervo do MNBA para pessoas cegas, com baixa visão e videntes. A mostra privilegia a subjetividade, para além da deficiência, incentivando a inclusão social.

A exibição integra o projeto “Ver e Sentir Através do Toque”, iniciado em 2007 e que se volta para a acessibilidade, a experimentação do objeto artístico e a leitura da obra de arte (utilizando o acervo do MNBA) às pessoas cegas, de baixa de visão, entre outras.

Compõem a mostra placas táteis em baixo relevo, maquetes e placas em EVA (material emborrachado) que possibilitam a apreciação estética para as pessoas cegas. As placas de gesso em alto relevo foram produzidas nos ateliers da UFRJ.

As obras que estarão expostas foram selecionadas tendo em vista gêneros diferentes dentro do Modernismo brasileiro e foram realizadas por: José Borges da Costa, Tarsila do Amaral, Manabu Mabe e Francisco Rebolo.

Para facilitar a visitação, as equipes do receptivo e de segurança foram capacitadas para o acolhimento e orientação dos visitantes. O material em braile da exposição contou com apoio da Secretaria de Pessoa com Deficiência, da prefeitura do Rio de Janeiro. A exposição fica em cartaz até 25 de setembro.

Alegoria às Artes de Leon Palière volta a ser exposto no MNBA

???????????????????????????????A tela “Alegoria às Artes” de Leon Pallière volta a ser exibida ao público, a partir deste sábado (6) no Museu Nacional de Belas Artes/IBRAM. A obra passou por uma restauração completa, iniciada em 2013 e finalizada este ano.

Encomendado pelo então diretor da Academia Imperial de Belas Artes (AIBA), Manuel de Araújo Porto-Alegre, a pintura mede 297 x 410 cm e foi produzida em 1855 para decorar o teto da biblioteca da Academia, construída em 1826 e inexplicavelmente demolida entre 1937 e 1938.

Além da tela, a exposição Alegoria às Artes – Leon Pallière engloba documentos, esculturas e mais 2 retratos. Para o museólogo Pedro Xexéo, um dos curadores da mostra, ela “permite novas possibilidades de leituras não apenas de uma instituição e de um acervo que demonstram a inesgotável presença da arte brasileira oitocentista na atualidade, como também da chegada e da importância da Missão Artística Francesa no Brasil”.

Jean-Leon Pallière Grandjean Ferreira (Rio de Janeiro, 1823/Paris 1887) estudou no ateliê de François-Edouard Picot, na capital francesa, e aos 25 anos retornou ao Brasil, tendo ingressado na Academia Imperial de Belas Artes. Neto do conhecido arquiteto Grandjean de Montigny, Leon Pallière realizou diversas viagens pela América do Sul, incluindo uma passagem por Buenos Aires (Argentina), onde ficou até 1866. Seu percurso artístico conheceu muitas transformações ao longo da carreira, com registro de paisagens, aspectos culturais e sociais das tradições populares nas técnicas de aquarela e gravura.

Serviço:

Alegoria às Artes – Leon Pallière
Curadoria:  Pedro Xexéo, Larissa Long,  Adriana Clen,  Denise de Oliveira  e Wallace Guiglemeti
Período:  de 06 de agosto até 23 de outubro
Visitação:  terça/sexta de 10h às 17h; sábado, domingo e feriado de 13h às 17h.
Ingresso:  R$ 8,00 inteira, R$ 4,00 meia e ingresso família (para até 4 membros de uma mesma família) a R$ 8,00.  Grátis aos domingos.

Museu Nacional de Belas Artes
Avenida Rio Branco, 199 – Cinelândia
Telefone: (21) 3299-0600

MNBA comemora s 200 anos da Missão Artística Francesa no Brasil

EBA INTERVENCOES_XIX_XX_final1Museu Nacional de Belas Artes/Ibram/MinC e a Escola de Belas Artes da UFRJ (EBA) realizam seminário internacional, entre os dias 12 e 14 de julho, para celebrar os 200 anos da Missão Artística Francesa no Rio de Janeiro, acontecimento de fundamental importância para arte brasileira, com influências até os dias de hoje.

O VII Seminário do Museu D. João VI e V Colóquio de Estudos sobre Arte Brasileira do Século XIX – “Modelos na arte – 200 anos da Academia de Belas Artes do Rio de Janeiro” acontecerá no MNBA e reunirá pesquisadores de diversas universidades e museus brasileiros e estrangeiros.

Os professores Ana Cavalcanti, Arthur Valle, Marize Malta e Sonia Gomes Pereira são os organizadores do encontro, que tem por objetivo fazer o público conhecer melhor a história das academias. As inscrições podem ser feitas no Museu Nacional de Belas Artes, a partir das 9h da terça-feira, 12 de julho.

Exposição

Em paralelo ao Seminário, será aberta, no dia 12, às 10h30, a mostra Intervenções entre XIX e XXI, para a qual foram convidados vinte artistas, entre alunos e professores da EBA e UFF, para intervir nas galerias, na arquitetura e na fachada do Museu Nacional de Belas Artes.

O prédio do MNBA, inaugurado em 1909, foi construído originalmente para abrigar a Escola Nacional de Belas Artes e seu acervo, composto por peças da coleção da família real portuguesa e por obras de estudantes e professores da antiga Academia Imperial de Belas Artes.

Fundada a partir do núcleo de artistas da Missão Francesa, no século XIX, a Academia de Belas Artes seguia os métodos neoclássicos de ensino. Durante a ditadura militar, em 1975, já transformada em Escola, foi transferida para o Campus Universitário da Ilha do Fundão e o prédio da Av. Rio Branco, 199, na Cinelândia,  foi ocupado pelo Museu.

Nesta reorganização, os espaços destinados às práticas de ateliê e às aulas teóricas foram transformados em galerias sem que fosse necessário, para isso, alterar sua arquitetura original.

Como explica curadora da mostra Beatriz Pimenta Velloso, “por intervenção, entendemos aquilo que, em um primeiro momento, interrompe o fluxo do olhar ao se interpor no espaço pré-definido da arquitetura e, em um segundo momento, nos relatos da própria história, já consolidados”. Como alternativa de desvio, as intervenções em vídeos, fotografias, performances e instalações, entram em contexto propondo novas ordens visuais e novos sentidos possíveis.

Pretende-se com isso não a negação, mas diálogos com as obras do acervo a partir de uma releitura contemporânea que leva em consideração os deslocamentos na compreensão da história do Brasil e da arte brasileira narradas na arquitetura e no acervo do Museu. A mostra vai até 31 de julho.

MNBA recebe trezena de São Sebastião pela primeira vez

18.01 sao sebastiaoO Museu Nacional de Belas Artes/Ibram, no Rio de Janeiro, recebe pela primeira vez, a Trezena de São Sebastião, hoje (18) às 17h30.

O evento contará com a presença do arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta, que abençoará a exposição San Sebastiano:  um tributo da Itália para o Rio de Janeiro.

A trezena de 2016 traz como tema “São Sebastião, anunciador da misericórdia de Deus”. Neste período de treze dias, a imagem missionária do padroeiro da arquidiocese e da Cidade Maravilhosa percorre todo o Rio com momentos de fé, devoção e unidade, que marcam os corações dos fiéis.

San Sebastiano:  um tributo da Itália para o Rio de Janeiro

A mostra, com obras de Giovanni Francesco Barbieri (1591-1666) – “San Sebastiano curato da Irene” – e Guido Reni (1575-1642) – “San Sebastiano” – veio para o Rio de Janeiro em novembro do ano passado como homenagem aos 450 anos da cidade do Rio de Janeiro e às celebrações do Ano da Itália na América Latina.

A exposição, financiada pela Enel Green Power, é resultado de parceria entre o Museu Nacional de Belas Artes, a Embaixada da Itália e o Instituto Italiano de Cultura no Brasil, com o apoio da Enel Brasil.

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