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MNBA inaugura hoje exposição que mostra bastidores da criação artística

A obra

A obra “Modelo em repouso” (circa 1890, de Henrique Bernardelli) faz parte da mostra “Trabalho de artista: imagem e autoimagem (1826-1929)”, em cartaz no MNBA.

O Museu Nacional de Belas Artes (MNBA/Ibram) inaugura nesta terça-feira (21), às 18h, a exposição “Trabalho de artista: imagem e autoimagem (1826-1929)”, que reúne obras do acervo do Museu e de outras coleções públicas e privadas.

São desenhos, gravuras, pinturas e esculturas de artistas consagrados como Eliseu Visconti, Rodolfo Bernardelli, Almeida Junior, Arthur Timóteo da Costa, Helios Seelinger, entre outros, num total de 75 obras de arte.

Organizada em torno de quatro eixos temáticos: As personas do artista; Alegorias do ofício; O ateliê como motivo; e O artista e a modelo, a exposição traz autorretratos e cenas de ateliê exibindo as imagens que os artistas apresentaram de si e de seu lugar de trabalho.

A mostra é resultado da parceria do MNBA com a Pinacoteca de São Paulo, onde foi apresentada em sua primeira versão, e conta com a curadoria de Fernanda Pitta, do Núcleo de Curadoria e Pesquisa, da Pinacoteca de São Paulo; Laura Abreu, do Museu Nacional de Belas Artes/Ibram; e Ana M. T. Cavalcanti, da Escola de Belas Artes – UFRJ.

A exposição “Trabalho de artista: imagem e autoimagem (1826-1929)” permanece em cartaz no MNBA até 28 de julho. O Museu Nacional de Belas Artes fica na Avenida Rio Branco, 199, no Centro do Rio de Janeiro (RJ) e está aberto ao público de terça a sexta-feira das 10 às 18hs; e aos sábados, domingos e feriados, das 13 às 18 horas. Saiba mais.

Museu Nacional de Belas Artes recebe instalação olfativa, de Josely Carvalho

MNBA DIARIO DE CHEIROS _AFECTIOO Museu Nacional de Belas Artes (MNBA/Ibram) inaugura nesta sexta-feira (17), às 18 horas, a exposição individual “Diário de Cheiros: Affectio”, da artista brasileira, radicada em Nova York, Josely Carvalho. A mostra faz parte do projeto de acessibilidade e inclusão de novos públicos intitulado “Ver e Sentir”, trazendo a público a instalação visual, olfativa e tátil “Affectio”, exibida em diferentes espaços do museu.

A instalação “Affectio” é construída por seis mesas de aço corten com ânforas olfativas feitas em vidro soprado, técnica que a artista abraçou desde 2016 e que continua a desenvolver nos estúdios do Urban Glass, em Nova York. Cada ânfora recebe o nome do cheiro criado por Josely com o apoio da Givaudan do Brasil e da empresa Ananse. São eles: “Pimenta”, “Lacrimæ”, “Barricada”, “Anoxia”, “Poeira” e “Dama da Noite”. Este último, contudo, ganha uma sala especial no MNBA, na cor tonalidade carmim que, segundo a artista, remete à sensibilidade, à potência e força feminina, entendidas aqui como possível opção de mediação de conflitos.

A mostra é um desdobramento de “Teto de Vidro: Resiliência”, que foi exibida no ano passado no Museu de Arte Contemporânea – MAC USP e concorre, junto de outros cinco projetos, ao The Art and Olfaction Awards 2019, premiação internacional que celebra e premia artistas e perfumistas experimentais e independentes.

A exposição fica em cartaz até o dia 29 de setembro de 2019. O Museu Nacional de Belas Artes fica na Avenida Rio Branco, 199 – Cinelândia, no Rio de Janeiro. Saiba mais.

Sobre a artista

Brasileira, Josely Carvalho vive e trabalha em Nova York e no Rio de Janeiro. Produz pinturas, Besculturas e livros de artista, gravura, vídeo, som, instalações e, desde 2009, dedica-se também à produção de cheiros conceituais. Suas instalações incorporam uma variedade de tecnologias e técnicas na construção de ambientes digitais e físicos, ao passo que seu trabalho de “web concept” (www.bookofroofs.com) usa som, texto e imagens em um ambiente virtual, narrando perspectivas sobre o conceito de abrigo. Uma das artistas convidadas a participar da exposição itinerante internacional “Radical Women – Latin American Art 1960-1985”, organizada pelo Hammer Museum, Los Angeles (EUA).

Já expôs seus trabalhos em instituições como Brooklyn Museum, MoMA, MASP, MAC USP, Museo del Barrio (NYC), Casa de las Américas (Havana, Cuba), Museo de Bellas Artes (Caracas, Venezuela), e Pinacoteca de São Paulo, entre outros. No início de maio, foi indicada ao 6º Art and Olfaction / Sadakichi Award for Experimental Artwork with Scent, premiação internacional voltado a artistas de várias disciplinas que inserem o olfato em suas obras, em Amsterdam.

Museu Villa-Lobos inaugura a exposição “O Carnaval das Crianças Brasileiras”

Museu VillaLobosNo Rio de Janeiro, o Museu Villa-Lobos/Ibram inaugura nesta sexta-feira (10), às 16h, a exposição “O Carnaval das Crianças Brasileiras”, com curadoria da musicóloga Maria Alice Volpe, professora da pós-graduação da Escola de Música da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ.

Um dos maiores patrimônios culturais do Brasil, o Carnaval ganhou destaque na vida e na obra de Heitor Villa-Lobos, que organizou o bloco “Sôdade do Cordão”, em 1940, além de criar obras inspiradas no universo de Momo, como “Carnaval de Pierrot” (1910), “Momoprecoce” (1929) e “Carnaval das Crianças” (1919/1920).

A exposição é realizada a partir da parceria com o Museu Nacional de Belas Artes (MNBA/Ibram), a Escola de Samba Mirim Pimpolhos da Grande Rio e o Núcleo de Arte Digital e Animação da PUC-Rio, que produziu uma animação sobre o tema, baseada nos personagens do Carnaval das Crianças.

17ª Semana de Museus

Integrando a programação da 17ª Semana Nacional de Museus – SNM, no dia 14 o Museu Villa-Lobos apresenta o concerto “O Carnaval das Crianças de Villa – Lobos”, com a pianista Elizabete Aparecida, as 14h. E durante toda a Semana, promoverá mesas-redondas sobre o tema “Samba e carnaval na obra de Heitor Villa-Lobos”.

No dia 17, às 15h30, oferece uma oficina de samba, com Lucas Campos, que será seguida da apresentação da Bateria da Pimpolhos da Grande Rio.

Confira a programação do Museu Villa-Lobos para a 17ª SNM.

MNBA abre exposição sobre a representação do Carnaval

Tipo de índio, circa 1920, DI CAVALCANTI

Tipo de índio, circa 1920, DI CAVALCANTI

Em comemoração aos cem anos da criação do bailado de carnaval das crianças pelo maestro Heitor Villa-Lobos, a exposição O carnaval das Crianças e outros carnavais no MNBA, apresenta cerca de 50 obras sobre a representação do carnaval no acervo do Museu Nacional de Belas Artes (MNBA/Ibram), a partir do dia 29 de março, sexta-feira, às 16 horas.

Desenvolvida em conjunto com o Museu Villa-Lobos, a mostra exibe os estudos de figurino elaborados por Di Cavalcanti para o Carnaval das Crianças que integram a coleção de Desenho Brasileiro do MNBA.

A mostra O Carnaval das Crianças tem como fio condutor a atuação do carnaval em diferentes épocas. O primeiro núcleo retrata o Carnaval no Rio de Janeiro, o segundo núcleo apresenta os desenhos feitos por Di Cavalcanti, a convite de Villa-Lobos, para os figurinos do bailado do carnaval das crianças. Por fim, a infância no Brasil no início do século XX.

A exposição conta com trabalhos de artistas como Di Cavalcanti, Tomás Santa Rosa, Tereza Miranda, entre outros, pertencentes ao acervo do MNBA, além de obras da coleção do Museu Villa-Lobos e uma pintura do acervo do colecionador Eduardo Cavalcanti. Ela fica em cartaz de 29 de março até 29 de junho de 2019, na Sala Clarival Valadares, do Museu Nacional de Belas Artes, no Rio de Janeiro (RJ).

Texto: Ascom MNBA
Edição: Ascom Ibram

MNBA tem programação especial para o Carnaval

Nesta terça (26), o Museu Nacional de Belas Artes (MNBA/Ibram) oferecerá às 15h a Oficina Tanto riso, oh quanta alegria! Criando fantasias de carnaval. A oficina propõe uma conversa sobre à tela Baile à Fantasia, de Rodolpho Chambelland (1913), sobre o artista e os bailes de carnaval. Os participantes criarão ainda um personagem de pano e confeccionarão uma fantasia para ele. A atividade oferece vagas para o máximo de 20 participantes, mediante apresentação de senhas que serão distribuídas meia hora antes, no hall do segundo andar do museu.

À noite o museu vai sediar a palestra Pequena Mitologia dos Bailes Franceses, com o diretor Cultural da Biblioteca Nacional da França, Thierry Grillet, no salão nobre do Museu. Antes, o professor da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Felipe Ferreira, fará uma introdução sobre a nossa cultura de bailes de carnaval.carnval no MNBA

Thierry Grillet, diretor cultural da Biblioteca Nacional da França, que trabalhou na revista Nouvel Observateur, nos jornais franceses Libération e Le Monde, entre outros, tendo sido diretor editorial do Centre Pompidou e professor no Institut d’études politiques de Paris. Grillet vai abordar o contexto histórico do Baile na França. Desde Idade Média até hoje, incluindo os bailes carnavalescos de máscaras e fantasiados, bailes e política com os bailes republicanos, bailes burgueses e populares em Paris e no campo, entre outros temas.

A palestra terá introdução do Professor Associado do Instituto de Artes da UERJ e pesquisador Felipe Ferreira, que apresentará o ponto de vista brasileiro sobre cultura de bailes de carnaval no Brasil. O evento terá tradução simultânea em francês-português e é organizado em parceria com a Livros e Ideais França-Brasil. Além da palestra, o MNBA também celebrará o restauro da pintura Baile à Fantasia, numa iniciativa do programa Adotarte, com o patrocínio de Marcos Chaves e Kevin Ridgely e realizará a entrega do 1º Prêmio Fernando Pamplona, organizado pelo Baile do Sarongue em parceria com a Escola de Belas Artes/UFRJ, ao artista Cleiton França, autor da obra Alegorias Flutuantes do Sarongue.

O evento será realizado a partir das 18h, no Salão Nobre do Museu Nacional de Belas Artes. A entrada será gratuita, e estará sujeita à lotação da sala. O MNBA fica na Avenida Rio Branco, 199, no Centro da cidade do Rio de Janeiro (RJ).

Funcionamento durante o Carnaval 2019

Em virtude da passagem de vários blocos de carnaval em seu entorno e por motivos de segurança, o Museu Nacional de Belas Artes funcionará no dia 1º de março, das 10h às 14h. Nos dias 2, 3, 4, 5, 6 e 9 de março permanecerá fechado e nos dias 7, 8 e 10 de março estará aberto à visitação. Mais informações.

Iniciativa do Museu Villa-Lobos celebrará obra do compositor na Sapucaí

Enredo

Enredo “Carnaval das Crianças”, homenagem à composição de mesmo título de Heitor Villa-Lobos que completa 100 anos, levará mil crianças à Sapucaí no dia 5 de março.

Do piano para o tamborim. A música de Heitor Villa-Lobos será tema do desfile da escola de samba carioca Pimpolhos da Grande Rio no próximo carnaval. Com o enredo “Carnaval das Crianças”, uma homenagem à composição de mesmo título que completa 100 anos, a apresentação levará mil crianças à Sapucaí no dia 5 de março, data que marca os 132 anos de nascimento do maestro.

O tema foi proposto à agremiação pelo Museu Villa-Lobos em conjunto com o Museu Nacional de Belas Artes – ambos integram a rede Ibram. “A iniciativa de representar esta obra em um desfile de escola de samba mirim valoriza dois elementos importantes da obra de Villa-Lobos: a referência às tradições populares da cultura brasileira e a importância da educação musical na formação de crianças e jovens”, explica a diretora do Museu Villa-Lobos, Claudia Castro.

Inspiração

O refrão do samba-enredo (“Tuhu, Tuhu, nosso trem já vai partir”) foi criado numa roda formada pelos músicos da Pimpolhos e do Museu Villa Lobos e faz referência ao apelido de infância do compositor, que se encantava com o som das locomotivas.

Na comissão de frente – preparada pelo projeto Balé no Samba – o público irá conhecer personagens ligados ao universo musical de Villa-Lobos como a Pierrette, o Dominozinho, o Trapeirozinho e o Mascarado Mignon. O enredo também apresenta figuras do folclore brasileiro presentes no trabalho do maestro.

“O educativo do Museu Villa-Lobos apresentou para as crianças de Duque de Caxias esse universo. Tivemos vários encontros didáticos para mostrar a música de Villa-Lobos e explicar a origem de mitos do folclore como o Uirapuru”, explica Claudia Castro.

“Carnaval das Crianças” é um conjunto de oito peças para piano solo escrito em 1919. Mais tarde, em 1929, o compositor reutilizou os temas na sua fantasia para piano e orquestra “Momoprecoce” e, em 1932, no balé “Caixinha de Boas Festas”.

A obra também serviu como inspiração para desenhos de Emiliano Di Cavalcanti (1897 – 1976). A pedido de Villa-Lobos, o pintor modernista elaborou figurinos e cenários para transformar “Carnaval das Crianças” em um balé. Os desenhos originais fazem parte do acervo do Museu Nacional de Belas Artes e irão ganhar exposição comemorativa no próprio MNBA. Já o Museu Villa-Lobos prepara uma exposição sobre a obra “Carnaval das Crianças”.

Ensaios

Antes do desfile no dia 5 de março, o enredo da Pimpolhos da Grande Rio para 2019 será executado em ensaios abertos nos dias 5 e 19 de fevereiro, no próprio Museu Villa-Lobos. O enredo “Carnaval das Crianças Brasileiras de Heitor Villa-Lobos” também já pode ser ouvido online na plataforma SoundCloud.

MNBA celebra 82 anos com entrada gratuita até o fim de janeiro

Como parte das comemorações, museu recebeu doações e apresentou projeto de financiamento de ações com apoio da sociedade.

Como parte das comemorações, museu recebeu doações e apresentou projeto de financiamento de ações com apoio da sociedade.

O Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), que integra a rede Ibram no Rio de Janeiro (RJ), completou seus 82 anos de criação no último domingo (13). Para celebrar o mês de seu aniversário, o museu oferece entrada gratuita a todos os visitantes até o próximo dia 31.

Quem visitar o MNBA durante este mês de janeiro poderá conferir, na Sala Bernadelli, a exposição “São Francisco na Arte de Mestres Italianos”, que traz 20 obras da Itália e uma de Nova York (EUA) para apresentar ao público brasileiro as alterações e permanências na representação do santo ao longo dos séculos. Trata-se de uma oportunidade única de ver pinturas valiosas de autores como Perugino, Guido Reni e Tiziano. A exposição fica em cartaz até 3 de fevereiro.

O público também pode apreciar ao longo de outras três salas do museu, até 31 de março, a mostra “Fez-se uma galeria com excelentes pinturas”, que celebra os 200 anos da primeira galeria de pintura brasileira, sediada no Museu Nacional, apresentando 45 pinturas do acervo do MNBA representativas daquele momento pioneiro para as artes nacionais e de seu legado.

Também seguem em cartaz as exposições “Três momentos da Pintura de Paisagem no Brasil, que traz uma reflexão sobre um capitulo essencial da evolução da arte brasileira através de 36 obras de arte do acervo do MNBA e de obras da Pinacoteca Barão de Santo Angelo, do Rio Grande do Sul; “Três Gravuristas e o exílio no Brasil: Fayga Ostrower, Axl Leskoschek, Lasar Segall”, com 32 obras originais dos três mestres da gravura que chegaram ao Brasil no século XX, fugindo do nazismo; e “Instantes Múltiplos”, com 67 gravuras de Thereza Miranda.

Para celebrar seu aniversário de 82 anos, o Museu Nacional de Belas Artes também oferece nesta terça-feira (15) a partir das 12h30, com entrada franca, concerto do Coro Lírico Feminino da Associação de Canto Coral. No repertório, peças de música de câmara internacional e brasileira e coros de ópera com encenação.

Diploma e doações

Durante a cerimônia de celebração dos 82 anos, realizada no último domingo (13), o MNBA fez a tradicional entrega do diploma Quirino Campofiorito, que homenageia personalidades que contribuíram de forma relevante para a preservação da arte, do patrimônio e da cultura brasileira. Neste ano, foram entregues 14 diplomas – entre os homenageados, estão cineastas, apoiadores e servidores do museu.

Na cerimônia, foram ainda apresentadas ao público as novas aquisições do museu: a Coleção Glauco Rodrigues e o Acervo de Anita Prestes. O MNBA passará a contar com cerca de 700 obras, entre pinturas, esculturas e gravuras, do artista gaúcho Glauco Rodrigues, doados pela esposa dele, Norma Estelita Pessoa. Além das obras, há 54 itens bibliográficos e mais quatro metros lineares de documentos de correspondências pessoais de Rodrigues com intelectuais e artistas.

Da historiadora Anita Leocádia Prestes, o museu recebeu doação que integra seu acervo pessoal: um quadro com imagem da mãe, Olga Benário, pintado por Cândido Portinari; e um busto do pai, Luiz Carlos Prestes, feito por Honório Peçanha. Na ocasião, houve ato de assinatura das obras doadas pelos familiares.

"Baile à Fantasia” (1913), tela de Rodolpho Chambelland restaurada graças ao Projeto ADOTARTE.

“Baile à Fantasia” (1913), tela de Rodolpho Chambelland restaurada graças ao Projeto ADOTARTE.

Também foi apresentado ao público, durante a cerimônia, o Projeto ADOTARTE, iniciativa da Associação de Amigos do Belas Artes que tem como objetivo estimular a participação da sociedade na preservação do patrimônio do MNBA.

O projeto foi inaugurado com a restauração da pintura “Baile à Fantasia” (1913), de autoria de Rodolpho Chambelland. O trabalho de restauração da obra, que foi coordenado pelo laboratório de restauração do museu e levou 4 meses, foi financiado por Marcos Chaves e Kevin Ridgley. Graças ao financiamento, a tela pôde voltar recentemente às paredes da Galeria de Arte Brasileira Moderna e Contemporânea do MNBA.

O museu

Com criação oficializada em 13 de janeiro de 1937 e aberto ao público a partir de 1938, o Museu Nacional de Belas Artes está situado em edifício histórico que abrigava originalmente a Academia Imperial de Belas Artes, fundada por Dom João VI no bojo de política voltada à formação de uma arte nacional brasileira.

O MNBA abriga a maior e mais importante coleção de arte brasileira do século XIX, concentrando um acervo de setenta mil itens – entre pinturas, desenhos, gravuras, esculturas, objetos, documentos e livros – que testemunha a história das artes plásticas no Brasil desde seus primórdios até a contemporaneidade. Saiba mais.

MNBA inaugura a mostra “Três momentos da Pintura de Paisagem no Brasil”

Imagem: Paisagem Vista do Morro Cavalão Niterói, RJ 1884, Johann Georg Grimm / Divulgação: Museu Nacional de Belas Artes/Ibram.

Imagem: Paisagem Vista do Morro Cavalão Niterói, RJ 1884, Johann Georg Grimm / Divulgação: Museu Nacional de Belas Artes/Ibram.

O Museu Nacional de Belas Artes (MNBA/Ibram) inaugura hoje (13) a exposição “Três momentos da Pintura de Paisagem no Brasil”, que aborda a evolução da prática da paisagem no Brasil.

São 36 obras provenientes do acervo do MNBA e da Pinacoteca Barão de Santo Angelo, ligada ao Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), que exibem “paisagens puras”, não tendo sido selecionadas paisagens urbanas ou marinhas. Algumas dessas obras não são expostas ao público há décadas.

A mostra é dividida em 3 módulos e percorre um panorama conciso do exercício da pintura de paisagem no Brasil, por artistas brasileiros, estrangeiros radicados no Brasil, ou ao menos, aqui ativos desde meados do século XIX até os anos iniciais do século XX. A partir das décadas de 1920 e 1930, a pintura brasileira enveredaria por novos rumos, poucos favoráveis ao desenvolvimento da paisagem como gênero.

Para o curador Pedro Xexéo, a criação da Divisão Moderna do Salão Nacional de Belas Artes em 1940, no Rio de Janeiro, contribuiu para diminuir a importância da paisagem na tipologia artística, relegando a sua prática, salvo raras exceções, a artistas que continuaram a dedicar-se a uma pintura de caráter mimético, realista, considerada obsoleta pelas correntes modernistas.

Paisagem Mocambos 1659 - Frans Post  / Divulgação: Museu Nacional de Belas Artes/Ibram.

Paisagem Mocambos 1659 – Frans Post / Divulgação: Museu Nacional de Belas Artes/Ibram.

Esta depreciação se acelerou com o aparecimento da pintura não-figurativa, não-representativa ou abstrata, na segunda metade dos anos 1940, na Europa e Estados Unidos, com reflexos no Brasil. Esta última tendência das artes visuais se acentuou, em nosso país, com a criação da Bienal Internacional de São Paulo e o Salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro, eventos acontecidos em 1951.A Bienal, explica o curador, acelerou a internacionalização da arte brasileira, enquanto o novo Salão colocou em segundo plano, o já ultrapassado Salão Nacional de Belas Artes, de caráter conservador. Assim, a paisagem tradicional foi, aos poucos, sendo abandonada pelos jovens artistas.

A exposição “Três momentos da Pintura de Paisagem no Brasil” ficam em cartaz até 31 de março de 2019. O público poderá visita-la de terça a sexta, das 10h às 18h e aos sábados, domingos e feriados, das 13h às 18h. O Museu Nacional de Belas Artes fica na Avenida Rio Branco, 199 – Cinelândia, Rio de Janeiro (RJ).

Seminário no MNBA debaterá relações raciais nas artes visuais

Evento debaterá em três mesas redondas, com a participação de conferencistas convidados, os temas “O lugar do negro no Brasil Colônia e Império”, “O lugar do negro no século XX: Estado Novo, Samba e Carnaval” e “Olhares e protagonismos e representações do negro”.

Evento debaterá com a participação de conferencistas convidados os temas “O lugar do negro no Brasil Colônia e Império”, “O lugar do negro no século XX: Estado Novo, Samba e Carnaval” e “Olhares sobre protagonismos e representações do negro”.

Em cartaz no Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), no Rio de Janeiro (RJ), deste maio passado – quando se completaram 130 anos de assinatura da Lei Áurea, que extinguiu a escravidão no Brasil – a exposição “Das Galés às Galerias: representações e protagonismos do negro no acervo do MNBA” terá como evento paralelo, nesta semana, seminário sobre a temática.

Promovido nos próximos dias 22 e 23 como parte da programação especial para o Mês da Consciência Negra, o Seminário Das Galés às Galerias: Reflexões sobre as relações raciais nas artes visuais debaterá em três mesas redondas, com a participação de conferencistas convidados, os temas “O lugar do negro no Brasil Colônia e Império”, “O lugar do negro no século XX: Estado Novo, Samba e Carnaval” e “Olhares sobre protagonismos e representações do negro”.

A programação será aberta na próxima quinta-feira (22) às 11h e a primeira mesa acontece no mesmo dia a partir das 14h30. Na sexta-feira (23), as mesas acontecem às 9h30 e às 14h30; a programação do dia inclui visita mediada à exposição em cartaz. A inscrição para o seminário é gratuita e haverá emissão de certificado. Confira a programação completa.

A exposição

“Das Galés às Galerias: representações e protagonismos do negro no acervo do MNBA” apresenta ao público cerca de 80 obras inseridas no contexto de épocas específicas, dispostas num fio condutor que perpassa o período colonial, o Brasil do Estado Novo e o Brasil atual. No percurso, são apresentadas as múltiplas interpretações do negro e do legado afro-brasileiro em diferentes períodos históricos.

Da escravização à ideologia do “branqueamento” – tese racista, defendida pelas elites, segundo a qual, através da imigração europeia e da mestiçagem, o Brasil em 100 anos se tornaria uma nação majoritariamente branca e apta a integrar o grupo das nações civilizadas – passando pelo mito da democracia racial, a exposição revela como os discursos sobre raça tomaram formas diferentes ao longo da história brasileira. Em paralelo à exposição, o MNBA já promoveu uma série de oficinas criativas em torno do assunto, abertas ao público.

Exposição no MNBA traz São Francisco nas telas de pintores italianos

Sao Francisco_MNBAO Museu Nacional de Belas Artes (MNBA/Ibram), no Rio de Janeiro, inaugura hoje (6) a exposição “São Francisco na Arte de Mestres Italianos”, com 20 obras trazidas da Itália e uma de Nova York, que apresentam ao público brasileiro as alterações e permanências na representação do santo ao longo dos séculos.

Com curadoria do especialista em História da Arte, Giovanni Morello e de Stefano Papetti, a mostra inclui obras de Perugino, Guido Reni e Tiziano, entre outros, apresentando as fases mais relevantes da representação de São Francisco.

As obras que compõem a exposição são acervos de 15 museus de 7 cidades italianas: Galleria Corsini, Palazzo Barberini, Musei Capitolini, Museo di Roma, Museo Francescano dell’Istituto Storico dei Cappuccini (Roma); Pinacoteca Civica, Sacrestia della chiesa di San Francesco, Convento Cappuccini (Ascoli Piceno); Museo Nazionale d’Abruzzo (L’Aquila), Galleria Nazionale dell’Umbria (Perugia); Istituto Campana per l’Istruzione permanente (Osimo); Museo Civico (Rieti), Pinacoteca Nazionale (Bolonha) e Duomo di Novara (Novara). A mostra conta ainda com uma importante obra de Ludovico Cardi (dito Il Cigoli), “St. Francis Contemplating a Skull”, propriedade do colecionador e ator americano Federico Castelluccio.

A mostra também inclui uma sala de Realidade Virtual que vai transportar o visitante para a Basílica Superior de Assis (1228), cidade natal do santo na região da Úmbria, no centro da Itália, com o uso de óculos de tecnologia 3D, onde será possível caminhar por uma das mais importantes e belas basílicas do país e conhecer obras-primas do pintor italiano Giotto (1267-1337), artista símbolo dos períodos medieval e pré-renascentista.

Promovida e patrocinada pela Embaixada da Itália, pelo Consulado Geral da Itália no Rio de Janeiro e pelo Instituto Italiano de Cultura do Rio de Janeiro, a exposição “São Francisco na Arte de Mestres Italianos” pode ser vista no Museu Nacional de Belas Artes até o dia 27 de janeiro de 2019. Saiba mais.

Texto: Ascom MNBA
Edição: Ascom Ibram

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